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Cláudia Cecília

Quinta-feira, 28 Junho, 2007

Pernas pra que te quero

REUTERS/Susana VeraEFE/Carlos Humberto

O que essa perna cabeluda de sapato vermelho e Lula estão fazendo lado a lado?

Vejam só que coincidência e que revelação. Estava eu olhando esta primeira foto - de uma corrida de homens sobre saltos que faz parte das comemorações do Europride, a semana do orgulho gay europeu, que está rolando em Madri - e pensando que todo homem deveria viver seu momento Mel Gibson em "Do Que As Mulheres Gostam". Lembram que ele, no filme, para fazer uma campanha publicitária feminina, resolve se depilar, usar salto alto, secador etc.? Pois bem, acho que nossos namorados, pegas, maridos ou qualquer espécie de companheiro do sexo oposto deveriam passar por um ou dois desses nossos sacrifícios diários por ano para verem o que é bom para a tosse. Garanto que nos olhariam com outros olhos.

Aí, minha gente, veio a surpresa. Não é que dona Marisa, nossa primeira-dama, teve essa idéia antes? A editora de política acaba de me mostrar esta foto do presidente Lula de meia-calça fina. Prestem bem atenção nas imagens: isso é ou não é meia-fina?

REUTERS/Jamil BittarEFE/Carlos HumbertoEFE/Carlos Humberto

Claro que é! Pode até ser aquela 1/2 meia, que só vai até abaixo do joelho, pode até ser daquelas de suave compressão, para as varizes, mas que é meia-fina, é. Daí que podemos nos decidir entre algumas opções de conclusão:

a. De fato dona Marisa obriga o presidente a passar por experiências femininas para entender melhor a categoria e suas necessidades
b. O presidente, por conta própria, desenvolveu uma sensibilidade feminina e resolveu ser solidário com, por exemplo, as mulheres que precisam muito de meias de suave compressão
c. O presidente anda com inveja de Marta Suplicy e resolveu copiar o estilo
d. O presidente acordou muito cedo, se arrumou no escuro e pegou as meias de Dona Marisa emprestado. Ou as dele estavam todas molhadas
e. Todas as opções anteriores

Façam suas escolhas. Ah, e pernas cabeludas com meia-calça por pernas cabeludas com meia-calça, eu fico com as do Mel Gibson.




Terça-feira, 26 Junho, 2007

Onde erramos?



"Não dei bicicleta, mas dei limite".

Para mim, já está escolhida a frase do ano. É essa aí de cima, dita por Renato Moreira Carvalho, um pedreiro de 54 anos, pai da empregada doméstica Sirley Carvalho, que foi covardemente espancada e roubada por pitboys na Barra. Renato queria mostrar que, apesar da falta de recursos, foi capaz de criar filhos do bem, ao contrário dos pais daqueles meninos.

Não sei vocês, mas eu vou pensar nisso por muito tempo. Porque nós podemos até não ter culpa, mas temos uma boa parcela de responsabilidade sobre as pessoas que estamos criando - filhos, sobrinhos, netos, agregados, quem seja. Nós também não temos a solução para os problemas do mundo, mas tentar formar adultos de bom caráter deve ajudar bastante.

Desculpem a falta de humor, mas essa semana ainda não deu para falar de outra coisa.




Segunda-feira, 25 Junho, 2007

Resultado da promoção!!!

Aí vai o resultado da nossa promoção junina:

ReproduçãoQuem ganhou o livro A Boa Esposa Contra-Ataca, da Editora Record, foi:

Mara (Spa@terra.com.br)





ReproduçãoQuem ganhou o livro Em Busca da Alma Feminina, da Editora Thomas Nelson-Brasil, foi:

Brigida Gallo (brigidagallo054@yahoo.com.br)





Meninas, parabéns pelo sorteio e, por favor, me mandem um e-mail (ccecilia@odianet.com.br) dizendo para onde posso remeter o livro. Vou tentar entrar em contato com vocês, de qualquer forma.

A todos, obrigada pela participação e pelos comentários divertidos.




Antes tarde...

Como ontem não postei o link - estava muita enrolada indo, acreditem, ver o Parque Musical do Barney (!) -, aí vai a coluna Salto Agulha publicada no jornal O DIA deste domingo de São João:

Muito cuidado com o que você fala

Uma amiga foi entrevistar um personagem para uma reportagem de comportamento e ele citou, sobre suas memórias de conquistador, já ter ficado com uma menina muito ‘sebosa’ da Zona Sul. Diante de tal afirmação, só podemos concluir que o sujeito, além de bairrista, tem entre 35 e 45 anos, porque só pessoas dessa idade falam ‘sebosa’. Ouvir isso foi praticamente como entrar no túnel do tempo e, em seguida, veio o alerta: gente, não adianta se encher de creme, trancar a boca, renovar o figurino, fazer plástica e mentir idade se você não se der conta de que seu vocabulário também envelhece. Quando você menos esperar, alguém muito mais novo vai estar te olhando com os olhos arregalados e cara de ponto de interrogação, exatamente como você fazia com seus pais e avós.

Imagina, você , querida amiga leitora, que tem filho adolescente, dizendo para ele que achou a candidata a namorada (dele, claro) muito sebosa. É capaz de o garoto correr à Internet para fazer pesquisa e passar o resto do dia te zoando — ou te encarnando, como você diria no seu tempo. E se a resposta fosse de aceitação, você só pode falar que achou a menina muito maneira porque Camila Pitanga resolveu lançar o “cueca maneira” no vocabulário de sua Bebel e salvou o ‘maneiro’ ou ‘maneira’ do fundo do baú, que era para onde a expressão já estava indo.

Não pensem que isso é brincadeira, não, porque pode, de fato, afetar nossas vidas, muito além do relacionamento com nossos filhos — porque esses vão acabar nos achando uns dinossauros de uma forma ou de outra. Mas tem os relacionamentos amorosos com pessoas mais novas, tem as reuniões de trabalho, os eventos sociais, e ninguém quer dar o mole de entregar que o auge de sua juventude ficou lá nos anos 80. Pensa no desastre que pode ser aquele gerente-promessa-de-diretor de 25 anos te pedindo opinião sobre um projeto que ele quer apresentar na empresa e você respondendo: ‘Chocante’?! Ou ‘chocrível’?! Ou ainda ‘pô, enfezado’?! Sua aposentadoria vai parecer uma realidade próxima, não tenha dúvida. Outro dia, soltei um inocente ‘é o fim da picada’ e, acreditem, provoquei comentários espantados dos amigos.

Das que me lembro de usar na adolescência, a expressão de minha preferência e predileção é ‘maior mentalidade’ ou ‘mó mentalidade’, que era como elogiávamos a pessoa que considerávamos madura, inteligente, cabeça. Aí a gente conhecia o garoto, ficava bem impressionada e falava para as amigas: ‘Pô, fulaninho tem mó mentalidade’. Isso era quase como dizer que a gente tinha ficado a fim do garoto, afinal de contas (olha outra expressão velha aí), não se dispensava uma mentalidade assim.

Em tempos de pouco ou nenhum patrulhamento politicamente correto, comíamos cigarrinhos de chocolate — enquanto fingíamos que fumávamos — e chamávamos os colegas menos espertos de mongos ou mongóis. ‘É ruim’ virou ‘é rod’ e ‘choque de monstro’ foi reduzido para ‘choque’, que, para quem finge que não lembra, era usado no lugar de irado. No auge de filmes nacionais como ‘Menino do Rio’ e ‘Garota Dourada’, dizíamos que lugares lotados estavam o ‘maior crowd’, que o alemão de hoje era raole, e em vez de mandar ‘fui’ na hora de ir embora, falávamos ‘vou sartar’ ou ‘cheguei’. Isso, crianças, dizíamos cheguei quando estávamos indo, mas não vamos aqui disputar esquisitices.

Nossas vírgulas, em vez de ‘caraca’ e ‘tá ligado’, eram ‘pô’ e ‘sacolé’ (sabe qual é?), usadas em qualquer momento da narrativa e exaustivamente. Ah, e se alguém vinha com uma conversa repetitiva, pedíamos ‘pô, vira o disco’, coisa que não faz mais o menor sentido, uma vez que CDs só têm um lado. Apesar de que todo mundo ainda fala ‘caiu a ficha’, mas só a nossa geração sabe do que se trata. Podemos, inclusive, manter isso em segredo, porque não quero que minha filha nem os estagiários aqui da redação saibam que já usei ficha de telefone, sacou?

Sexta-feira , 22 Junho, 2007

Promoção junina!

Faz tempo que a gente não faz uma promoçãozinha por aqui, então, em homenagem aos festejos juninos (não tem absolutamente nada a ver uma coisa com a outra, mas tudo bem), aí vão dois lançamentos literários interessantes:

ReproduçãoA Boa Esposa Contra-Ataca (Elizabeth Buncan, Ed. Record, 364 págs., R$ 50). Só o título já vale e saber que a autora, Elizabeth Buchan, escreveu também A Vigança da Mulher de Meia-Idade, nos deixa ainda mais curiosas com esse romance. É a história da mulher de um político que vive os 19 anos do casamento em função das atividades do marido. Tudo o que precisa fazer na vida é "manter-se bonita, discreta e disponível", sempre. Até que, claro, a criatura enche o saco. O que acontece, só nas páginas.

ReproduçãoEm Busca da Alma Feminina (John e Stasi Eldredge, Ed. Thomas Nelson Brasil, 262 págs., R$ 34,90). Esse faz a linha um pouco cabeça, um pouco auto-ajuda, mas traça um panorama curioso sobre a evolução da mulher na sociedade e seus conflitos. O casal norte-americano John e Stasi, autores do livro, considera que "toda mulher possui em seu íntimo uma feminilidade poderosa e terna, impetuosa e encantadora" e a idéia é que o livro a ajude a resgatar essa "alma feminina". O livro é best-seller nos EUA.

Quer ganhar um desses livros? Então escreva um comentário dizendo "eu quero ganhar ..." com o título que você quer e diga por que. Os comentários têm que ter nome e endereço de e-mail. O sorteio será na segunda-feira e o resultado publicado em seguida. Boa Sorte!

Quarta-feira, 20 Junho, 2007

Paraíso no mundo das bebês

(c) copyright Anne Geddes

Descobri que, sem querer, estou criando minha filha numa realidade paralela, muito distante daquela que enfrentamos na vida real. Vejam só se não faz sentindo. No condomínio, Maria Clara, do alto de seu 1 ano e 7 meses, é a única menina para quatro amiguinhos: Vinicius, um mês mais velho, Arthur, 20 dias mais velho, Caio, 4 meses mais novo, e Daniel, 1 ano mais novo. Se morássemos todos lá por mais 15 anos, aos 16 anos e sete meses ela teria quatro possibilidades de romance sem precisar passar pela portaria! Na sala de aula - ela começou no maternalzinho no início do mês -, só tem ela, a Carol e sete meninos! No primeiro dia de aula, mal ela entrou na sala, veio um tiquinho de gente muito louro, passou a mãozinha no rostinho dela e disse: "linda!" Devia estar pensando 'oba, uma menina'. É ou não é uma realidade virtual?

Onde, na vida adulta, essa menina vai encontrar essa proporção, essa fartura, se nós aqui estamos praticamente nos estapeando, lutando contra a estatística que dá conta de 5 mulheres para cada homem, sem descontar os gays? Qual de vocês, leitoras solteiras, vive situação como essa? Aprendi que a regra número um da boa criação de um filho é jamais mentir, educar a criancinha dentro da verdade. Então acho que vou precisar avisar a ela que essa moleza vai acabar. Vai ser uma conversa dura. Aceito sugestões.

Segunda-feira, 18 Junho, 2007

É o que dá ver TV

Sobre Paraíso Tropical 1:

Tudo bem que novela é novela e a gente está adorando a Dinorá de Isabela Garcia, mas não pode se separar de Marco Ricca e resolver compensar com Oscar Magrini - e ainda usá-lo para fazer cena de ciúme. Ninguém, nem você mesma vai acreditar que está se dando bem nessa troca.

Sobre Paraíso Tropical 2:

Nada pode ser mais gay do que a trilha sonora dessa novela. E por que raios tem que ser tudo flashback (com excessão de Mart´Nália)? Parece programação da madrugada de rádio popular. Vocês acham mesmo que um casal como Daniel (Fabio Assunção) e Paula (Alessandra Negrini), em pleno 2007, transa ao som de 'Without You', com Harry Nilsson, que gravou isso em 1970 (não é nem a versão do Air Supply que minha geração conheceu)? Só se for em motel. Nada contra a música, até me divirto cantando, mas que é engraçado, é.

Com vocês, Harry Nilsson em 'Without You':


Domingo, 17 Junho, 2007

Leia em O DIA

Na coluna Salto Agulha de hoje:

"Coisa de mulher, sim, e daí? Nosso transtorno bipolar crônico..."

Depois, o de sempre: volte aqui e comente, por favor.

Bom Domingo!

Sexta-feira , 15 Junho, 2007

Modelos à beira de um ataque de nervos

Ouvi dizer que o babado mais forte da São Paulo Fashion Week é a briga das modelos x celebridades. Nossas moças que desfilam por profissão, que ralam para estar ali na passarela, estariam reclamando do excesso de famosas convidadas pelos estilistas a desfilar. Primeiro, claro, porque no lugar de uma famosa poderia estar mais uma modelo, e profissional nenhum gosta de ver sua vaga ocupada por um amador. Segundo porque acham que a celebridade rouba a atenção do desfile e delas também, que dependem de aparecer bem na foto para ganhar novos trabalhos.

Está aí a polêmica. Eu, particularmente, tendo a ficar do lado das modelos, até porque nem sempre celebridade rende bem na passarela. Quando é uma Ivete Sangalo, que desfilou hoje para a Neon, tudo bem, porque Ivete é Ivete e não tem pra ninguém. Mas quando é uma Paola Oliveira, convidada a exibir um dos modelos de Fause Haten, tenho minhas dúvidas se funciona. Porque, vamos ser sinceras, a gente reclama da magreza das meninas - e de fato elas estão exagerando -, mas mulher normal nem sempre fica bem ali no meio das modelos. A falta de altura se destaca, se rola um quadril maiorzinho, também chama atenção, e aí fica a famosa exibindo suas formas de normalzinha e às vezes isso não fica bonito. A idéia de que modelo é cabide, qualquer roupa tem que cair bem, faz sentido. Fora que, quando a roupa é péssima, a gente só lembra que a roupa é péssima, a modelo não tem nada com isso. Mas celebridade com roupa péssima é outra coisa.

Por outro lado - acho que estamos meio indecisas por aqui hoje -, ter um ídolo ali, alguém de carisma, uma celebridade de primeira, dá uma superlevantada em qualquer desfile. Torna o espetáculo mais divertido. Ainda mais, e muito mais, se for Camila Pitanga pagando peitinho, como acabou de acontecer na passarela de Fabia Bercsek . Escolham de que lado vocês ficam.

Camila Pitanga e modelo para Fabia Bercsek

Felipe Panfili / AG NewsMaurício Lima / AFP Photo

Ivete Sangalo e modelo para Neon

Felipe Panfili / AG NewsPaulo Whitaker / Reuters

Fernanda Lima e modelo para Cia. Marítima

Divulgação / AG NewsPaulo Whitaker / Reuters

Paola Oliveira e Camila Rodrigues para Fause Haten

Divulgação / AG NewsDivulgação / AG News

Quinta-feira, 14 Junho, 2007

Piada boa e filosofia barata

Não sei se vocês já conheciam, mas eu adorei a piadinha que a sócia do clubinho Salto Agulha Carla Adriana me mandou por e-mail:

"Enquanto fazia um curso em outro país, uma brasileira recebeu uma carta de seu namorado pedindo que ela devolvesse a fotografia dele porque se apaixonara por outra mulher. A moça ficou arrasada, e suas colegas de classe tentaram em vão consolá-la. Porém, no dia seguinte, ela pediu a todos os rapazes da sua sala (que não eram poucos) uma fotografia de cada um, enviando-as ao ex-namorado com o seguinte bilhete: 'Desculpe querido, mas não lembro qual é a sua. Pegue aí e devolva o resto, por favor'. A dor é inevitável... mas o sofrimento é opcional!!!"

Gostei particularmente da moral da história, coisa que a gente não deve esquecer: para boa parte de nossas dores inevitáveis, o sofrimento é uma escolha nossa.

Quem diria, eu aqui tirando filosofia de botequim de spam. Como Caetano Veloso (leia post anterior), acho que eu também já tive mais o que fazer.

Quarta-feira, 13 Junho, 2007

Papelão de ídolo

Foto Marcos Porto / AgNewsUma vez, lá no início do ensino médio (não sou besta de escrever segundo grau e posar de velha aqui, né?), fiquei com um menino do colégio numa matinê. Na verdade, descobri que ele era do meu novo colégio na primeira semana de aula. Um pouco envergonhada de esbarrar com o garoto por ali, contei para umas poucas amigas que tinha dado uns beijinhos nele numa tarde de domingo e só uma delas o conhecia de conversar. Algum tempo depois descobri que o tal garoto negou que tivesse ficado comigo. Por mais que eu não desse a mínima para ele, e não dava mesmo, achei meio feio isso, mas cheguei à conclusão que se tratava de um mané e eu não ia perder tempo com manés ou, pelo menos, não com aquele mané específico. Pois bem, tínhamos 14 anos, eu não era nada além de uma adolescente como outra qualquer e essa história nem chegou a se espalhar pela escola, ficou ali naquele grupinho de uma dúzia de pessoas. Normal. Normalzinho.

O que não pode é isso acontecer com personagens como Luana Piovani e Caetano Veloso, na idade em que eles - principalmente ele - já estão. Mesmo sem ter certeza absoluta de que Luana falava a verdade quando disse que Caetano compôs uma música para ela, e mesmo sem ser muito simpática à moça, chegada a arroubos de arrogância, acreditei nela. Não achei que Luana fosse inventar uma história dessas e correr o risco de pagar o mico de ser desmentida. E, afinal, Caetano já tinha feito música para tanta gente, por que não ela?

Pois Caetano desmentiu e Luana pagou o mico. Um miquinho, porque no fim das contas acho que muita gente tinha ficado do lado dela. Caetano argumentou que não fazia música para mulheres com quem não tinha vivido um romance e aí a gente ficou com a maior sensação de que Paula Lavigne estava ali do lado, escondida, com um rolo de macarrão na mão. Mesmo sendo ex-mulher, ela não ia deixar o ex-marido e atual empresariado admitir uma pulada de cerca dada no tempo em que ela era titular. Resumindo, um papelão.

Luana pôs a boca no trombone, chamou Caetano de banana, disse que ele morreu para ela e saiu por cima nessa história. Aí, ontem, o sujeito subiu ao palco para fazer show e gravar DVD e teve a cara-de-pau de admitir que, sim, 'Um Sonho' foi feita para Luana. Mas o pior, muito pior, foi dizer que nunca desmentiu a moça, como se jornais e revistas tivessem todos inventado suas falas.

Cateano, que a gente ama tanto, podia passar sem essa. Como diria meu pai, isso não é papel de homem. Muito menos um homem desses. Se eu fosse Luana Piovani (vou citar só uma das coisas que eu faria, porque a lista, na verdade, é enorme), diria que não quero mais música nenhuma e que nem lembro mais quem é esse sujeito. Ah, agora a gente também pode deduzir que foi mais do que uma música o que rolou entre os dois. E que Caetano foi muito mais mané do que meu peguinha da escola.

Só para piorar um pouco, Caetano Veloso hoje mandou comunicado à imprensa (leia na íntegra no Celebriblog) para dizer que não está namorando Ildi Silva, mas que fique bem claro que ele também não está desmentindo a moça, uma vez que ela nunca disse, assim, com todas as letras, que era namorada dele. Não sei, não, mas acho que Caetano já teve mais o que fazer.

Homem certo, mas não muito

Debora Duarte, tentando convencer a filha, Glória Pires, de que ter sido dispensada pelo Marcello Antony foi um grande negócio, diz:

- Assim ele te abre o caminho para conhecer o homem certo.

E a sábia Glória Pires responde:

- E será que existe? O homem certo?

Gilberto Braga que nos perdoe por minimizar a trama de 'Paraíso Tropical', mas a resposta a Glória Pires nós temos na ponta da língua: existe, sim, o homem certo, só que a gente não quer. Para que serve homem certo?

Homem certo, certo mesmo, aquele perfeitinho, não gera expectativa, não surpreende, não dá frio na barriga, não faz a gente ir para casa com aquela insegurança (pouquinha) típica das paixões. Com homem certo você não precisa sonhar que vai conseguir se adaptar a ele e adaptá-lo a você e nem trabalhar para isso, porque homem certo já vem prontinho. E, na boa, que graça tem homem prontinho?

Aí você é a Glória Pires e tem o Marcello Antony. Só que ele veio ao mundo a passeio e não está muito a fim de bancar o namorido de ninguém. Você diz 'tudo bem, vou procurar o homem certo' ou pensa 'serei eu quem vai fazer esse cara mudar de idéia'? Não sei vocês, mas eu fico com a segunda opção. Conquistar o homem errado é tudo.

Segunda-feira, 11 Junho, 2007

O amor é lindo (pena que tem que tomar banho depois)

Cena do filme 'Cão Sem Dono' / Foto divulgação

Chegou o Dia dos Namorados e não custa nada lembrar que, caso você tenha alguém para chamar de seu, vale a pena comemorar. Ok, eu sei, data comercial, invenção para vender presente e lotar restaurante etc etc, mas se a gente tem uma boa desculpa para transformar uma terça-feira sem graça num dia mas divertidinho, por que não? A gente pode aproveitar para:

1. Tomar café da manhã junto, sem que um dos dois levante correndo dizendo 'tô atrasado(a)'

2. Bancar a enjoada romântica e ligar umas duas vezes durante o dia para dizer bobagens românticas sem culpa

3. Fugir do trabalho para almoçar com ele(a) porque, vamos combinar, sair para jantar é uma roubada descomunal

4. Fugir do trabalho para fugir com ele(a) (desde que seja um lugar com secador de cabelo)

5. Olhar para ele(a) com cara de quem acabou de conhecê-lo(a), apesar de vocês terem feito Bodas de Prata mês passado, e desviar discretamente o olhar da barriguinha (para ser delicada) saliente

6. Comer sanduíche de mortadela com cerveja à luz de velas em casa, no maior climão

7. Inflar-se de auto-estima e estrear aquela lingerie que você jurou que nunca teria coragem de usar.

8. Beijar na boca. Muito. Namorar. Mais ainda.

Agora, se você for do time dos solteiros, suas opções para esta terça-feira são:

1. Lembrar que Dia dos Namorados é data comercial, invenção para vender presente e lotar restaurante etc etc e não se abalar

2. Recusar-se a sair com as amigas, porque você não vai dar bandeira justamente essa noite. E recusar-se mais ainda a participar dessa invenção de mulher solteira de trocar presentes entre si, porque você ainda não ficou maluca

3. Ligar para o ficante fingindo que não está nem lembrando que dia é hoje, chamá-lo para sair, e quando se depararem com a fila do restaurante dobrando a esquina, dizer: 'olha, que coisa, nem lembrava disso'

4. Resistir até a morte e não ligar para o ficante porque ele vai perceber tudo.

5. Lembrar que quarta-feira, dia 13, é dia de Santo Antônio, e preparar a tortura a que você vai submeter o santo nos próximos 365 dias, para que isso não aconteça ano que vem de novo.

Feliz Dia dos Namorados!

Domingo, 10 Junho, 2007

Leia em O DIA

Na coluna Salto Agulha de hoje:

"O ciclo natural e ridículo da vida - confissões de uma mãe de 38"

Depois, o meu pedido de sempre: voltem aqui e comentem, por favor. Bom domingo!


Quarta-feira, 6 Junho, 2007

Susana se supera

Sim, eu sei que ela tem um milhão de fãs, mas não posso esconder minha implicância absoluta com Susana Vieira. Há tempos argumento que o desespero de não envelhecer fez nossa atriz perder a noção e ela virou uma caricatura dela própria. Susana faz tudo para aparecer sem se lembrar que teve uma trajetória profissional que a livra disso. Mas para não correr o risco de cair no esquecimento, ela apronta uma atrás da outra, como esse casamento com um sujeito um tanto desajustado. Mas hoje nossa amiga se superou. Susana foi com o PM Marcelo Silva e um dos netos assistir ao desfile da grife Lenny, de moda praia. Quando o repórter Nilton Carauta, do DIA Online, perguntou o que ela achou dos maiôs e biquínis, a fofa se superou:

"Os outros biquínis você não consegue enfiar na bunda, por isso a Lenny fecha'

É ou não é uma pérola? Agora, me digam, quem merece uma figura dessas? Qual é o objetivo de Susana Vieira, chocar? Firmar-se como uma pessoa de quinta? Ou ela acha que vai entrar para o imaginário coletivo? Os homens devem mesmo estar sonhando com a visão de Suzana Vieira de fio dental...

Noção é uma coisa que, quando a gente perde, fica difícil à beça achar de volta.

Objeto da semana: sandália plataforma



Não sei vocês, mas eu adoro uma plataforma. Ok, pode ser, talvez, quem sabe, que isso tenha alguma coisa a ver com o fato de ter 1,54m, mas é só um pequeno - literalmente - detalhe. Sandálias plataformas, quando bem usadas, valorizam o visual e se tem uma coisa que está me deixando feliz nesse Fashion Rio é ver que teremos muuuuitas plataformas para usar no próximo verão. As de verniz, em formato tipo boneca, são muito fofas. Dá uma olhada e já pode escolher a sua.

Fashion Rio: Defesa e acusação

Fotos Márcio Mercante / Ag. O DIA















Antes que eu fique parecendo uma velha rabugenta, vou sair também em defesa dos desfiles. Isso de as pessas dizerem que ninguém usa roupa de passarela, que é ridículo mostrar aquelas coisas esquisitas é também um pouco de preconceito. Não estou criticando vocês, meninas, que fizeram comentários nesse tom, mas a gente também pode ter um outro olhar.

Desfiles de moda são, claro, espetáculos. Não podem cair no exagero, porque o objetivo é mostrar uma coleção, um conceito, as roupas que aquela marca quer que você use, e daí tem que ter um meio termo entre o show e o objetivo final. Mas tem que prender a atenção, tem que ser show, sim, na medida certa. Gente, se desfile mostrasse o visual com que saímos às ruas, se as modelos aparecessem exatamente como nós somos, que graça teria? Vocês conseguem imaginar uma modelo de calça jeans, camiseta, cinto e tênis, assim, caretinha? A produção viaja para a gente viajar junto. É arte, é design, é moda. Nenhum estilista quer que a gente saia exatamente igual à modelo da passarela. A idéia é gostar do conjunto, do trabalho como um todo e pinçar dali o que vai para o nosso guarda-roupa, adaptado à nossa realidade e nosso estilo.

Mas, enfim, feita a defesa, vamos voltar à crítica, que é de falar mal que a gente gosta. O que são essas roupas que a Colcci bota na Gisele Bündchen. Depois a criatura fica de mau humor na festa e ninguém entende o motivo. Se você, sendo a Gisele Bündchen, fosse obrigada - sim, obrigada, porque ela é profissional e ganhou muito para isso - a desfilar com aquele macacão laranja, aquele vestidinho de paetês com um sutiã de biquíni por baixo e um colar que estranhamente entrava pelo decote, e aquela calça listrada, com bustiê e cachecol, você também não ficaria de mau humor? A sensação que se tem é de que a marca gasta todo o dinheiro que tem para trazer Gisele e não sobra nem para investir na coleção. Aliás, taí um bom exemplo de roupa normal, usável, mas feia pra burro. A sorte deles é que nossa top é linda de morrer e assim fica de qualquer jeito. Agora, como diz uma amiga, se fosse a gente que aparecesse assim, tipo ali, no Rio Comprido, era apedrejada.

Segunda-feira, 4 Junho, 2007

Está aberta a temporada de esquisitices

FOTOS ERNESTO CARRIÇO / Ag. O DIA

O Fashion Rio começou hoje e não vão faltar curiosidades para a gente comentar por aqui. Começando pela minha implicância anual com essa mania que nossa moda pegou de achar que aqui é Europa e que realmente esse negócio de lançar coleção de verão em pleno outono (nem inverno é ainda) dá certo. Parece que os fashionistas se acham tão poderosos que daqui a pouco vão conseguir mudar as datas das estações de ano. Enfim, pior do que ver mulher de biquíni nesse tempo, foi vê-las de cachecol e botas em janeiro, de forma que daqui a pouco a gente se acostuma.

Minha outra implicância anual é com os exageros em que nossos criadores da moda caem na tentativa de tornar um desfile ainda mais espetaculoso do que o outro e cada vez mais longe do objetivo final, que é mostrar a roupa. Reparem só, quanto mais atração extra tem o desfile, menos roupa mostra e talvez os showzinhos estejam virando uma poderosa arma para disfarçar coleções fracas.

Adoro a dupla Marco Maia a Luciano Canale, da Sta. Ephigênia desde os tempos em que eles exibiam uma simples arara no Mercado Mundo Mix e tinham outra marca, que se não me engano chamava Miss Dayse, para poder expor em duas feiras ao mesmo tempo. E sempre gosto dos desfiles da marca, mas dessa vez serei obrigada a abrir a temporada de esquisitices com fotos da Sta. Ephigênia.

Gente, o que são essas mulheres-samambaia? Para que transformar a cabeça das modelos em vasos de planta com tanta coisa melhor para nos chamar a atenção? O desfile foi no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, que é lindo, eles sempre têm vestidos lindos para mostrar, não precisava desse acessório tão inusitado.

Pois então, amigas, a primeira lição da semana: vestidos vaporosos, longos e floridos, tudo bem no ano que vem. Mas as bananeiras na cabeça a gente pode dispensar.

Domingo, 3 Junho, 2007

Leia em O DIA

Na coluna Salto Agulha de hoje:

"As vezes em que eles somem por nossa única e tão grande culpa"

Depois volta aqui e comenta, ok?

Bom domingo!

Sábado, 2 Junho, 2007

Terra de amores estranhos

 Pablo Valadares/Agência EstadoGeraldo Magela / Agência Senado

Não queria fechar a semana reclamando de nada, mas fica difícil. Nós, mulheres, não merecemos ser misturadas no mesmo saco de algumas parceiras nem sofrer com julgamentos alheios de erros mais alheios ainda, mas também não tem muito jeito. Gente, por que raios uma criatura como essa jornalista Monica Veloso vira amante de um político casado como Renan Calheiros e ainda faz um filho com o sujeito? Seriam os belos olhos azuis do senador ou a perspectiva de um futuro tranqüilo às custas de uma gorda pensão? E por que ela, como outras que já vimos antes, na primeira oportunidade, bota a boca no trombone e sai contando tudo dessa relação até então mantida sob os lençóis? Seria um sentimento de justiça, a vontade de fazer algo pelo país ou um apreço súbito pela fama, que pode lhe render, no mínimo, umas boas aparições em jornais e revistas e, no máximo, um convite para posar nua?

Um amigo resmunga que eu não acredito mais no amor e tenta defender esses casos estranhos argumentando que duas pessoas, por mais diferentes que sejam, sempre podem se apaixonar. Acredito, sim, no amor, só não acredito em mais nada, absolutamente nada que venha de Brasília. E não acredito em ninguém, homem, mulher, gato, cachorro, que se relacione por três anos com outra pessoa por livre e espontânea vontade e depois saia posando de vítima. Isso é muito irritante.

Se nos resta algum sentimento nobre em relação a essas histórias, é a pena das crianças envolvidas nesses barracos, coitadinhas, que não têm culpa de nada.

Quanto à mulher oficial, que fez a fina no senado dando abraços e beijos de apoio ao marido, não sei nem o que dizer. Passei a semana sem saber se a traída em rede nacional foi muito mulher de botar a cara a tapa e bancar a esposa compreensiva ou se não teve coragem de chutar o balde e deixar o marido safado sozinho na cova dos leões.

O que sei é que não estamos precisando nem de uma, a mulher, nem de outra, a amante, para nos representar como categoria.