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Cláudia Cecília

Sexta-feira , 28 Setembro, 2007

PENA QUE ACABOU


ReproduçãoReprodução
"Quero ser apresentadora de TV!" "O bastardo tinha que ser eu"


Gente, eu amei tudo!!! Quer dizer, menos o show quase constrangedor de Milton Nascimento, e aquela cena meio boba de Marion camelô e Alice gari. Mas fora isso, já estou morrendo de saudade de 'Paraíso Tropical'.

Não sei vocês, mas me emocionei com todos os casais se reconciliando - Antenor e Lúcia, então, me levaram às lágrimas -, fiquei nervosa com a perseguição a Olavo, achei muito dramáticas as mortes de Olavo (de quem jamais me esquecerei) e Ivan, e a-do-rei o final de Bebel. Enfim, um último capítulo histórico, como só Gilberto Braga e Ricardo Linhares conseguiriam fazer.

Não podemos encerrar esse assunto sem lembrar que Toni Ramos chega a dar raiva de tão bom ator que é, que Wagner Moura foi a revelação do ano, que Camila Pitanga teve seu momento de estrelato absoluto, e que Vera Holtz, Beth Goulart, Daniel Dantas, Isabela Garcia e Marco Rica também brilharam. Adorei o casal Carlos Casagrande e Sergio Abreu e morri de inveja dos braços torneados e o corpinho de garota de Ioná Magalhães.

E para fechar, temos que reconhecer nossos erros: Glória Pires voltou a ficar bonita com o cabelo picotado e o guarda-roupa renovado, e Alessandra Negrini pode não ser a mais carismática das atrizes, mas é linda e deu um banho se dividindo entre Paula e Taís.

E vocês, leitores do blog Salto Agulha que sabem tudo de novela e votaram no Olavo como assassino de Taís, agora vão concorrer aos prêmios que prometi aí embaixo. Só preciso de tempo para organizar a lista de concorrentes. O resultado sai na segunda. Bom fim de semana a todos!


Quarta-feira, 26 Setembro, 2007

BOLÃO SALTO AGULHA


Reprodução
Serei eu ou serei Paula?


É o assunto da semana e não poderíamos ficar de fora. Então vamos nós também brincar de detetive. Aí vai o bolão do blog Salto Agulha:

Quem matou Taís?

Faça sua aposta, defendendo o motivo de sua acusação, e aguarde. Quem acertar o(a) assassino(a) de Taís, vai concorrer a:

Reprodução
Um CD "Blitz Ao Vivo e a Cores", com participações especiais de Ivete Sangalo, Paulo Ricardo e George Israel

Um DVD "Blitz Ao Vivo e a Cores"


Reprodução
Um DVD "Energia", de Jorge Benjor, com participações especiais de Caetano Veloso, Bateria do Salgueiro, Gal Costa e Fabio Jr., entre outros


Reprodução
Um exemplar do livro "Proibido se Apaixonar", de Care Santos, da série de literatura adolescente "Amigas Para Sempre", da Editora Record


Como vocês repararam, precisamos de, pelo menos, quatro ganhadores para levar os quatro prêmios. Então, esforcem-se e participem. Boa sorte.




Segunda-feira, 24 Setembro, 2007

CAMPANHA ENGAJADA OU PUBLICIDADE PURA


Oliviero Toscani


Lembram do fotógrafo italiano Oliviero Toscani, que durante muitos anos assinou a fantástica e polêmica campanha United Colors of Benetton? Pois bem, Toscani, que já fotografou um soropositivo terminal no leito de morte parecendo Jesus Cristo, com a mãe na cabeceira, tal e qual Maria, para chamar a atenção para a Aids, está de volta com a corda toda. Chegou hoje às ruas (e jornais e revistas) de Milão a campanha da grife Nolita batizada "No anorexia", que pretende ser um 'grito' contra a doença da moda, com duplo sentido. Hoje começou a semana de moda milanesa e a cidade acordou dando de cara com essa foto que deve ter feito muita modelo tremer nas bases.

Oliviero Toscani escolheu para estrelar suas fotos a atriz e modelo francesa Isabelle Caro, 26 anos, 37 kg, anoréxica desde os 13 e, por conseqüência, vítima de psoríase, que é aquela doença dermatológica em que a pele descama toda. Enfim, praticamente uma aberração. A moça está sendo elogiada por sua coragem de denunciar a que ponto pode chegar uma jovem quando sofre desse terrível distúrbio alimentar.

Sem dúvida, a polêmica será mundial. A campanha tem fotos de Isabelle de costas e de frente e fica difícil saber qual é a mais chocante. Mas o que me chocou mais ainda eu não vi em nenhuma reportagem hoje: descobri na internet uma página pessoal de Isabelle, que parece estar hospedada numa espécie de orkut da moda francês, um book virtual em que ela exibe várias fotos de biquíni na praia! E o que me impressionou é que em nenhum momento ela faz qualquer tipo de campanha ou manifestação contra a doença. Isabelle simplesmente diz que sofre de anorexia desde os 13 anos em conseqüência de "uma infância muito difícil" e pronto. Não cita tratamentos, não mostra imagem de quando era saudável, não fala que está ficando boa, nada disso. Parece ser simplesmente uma modelo que faz parte de um casting como outro qualquer.

Aí, sinceramente, fiquei em dúvida se essa foi realmente a melhor escolha, já que a idéia era chamar a atenção para a doença e combatê-la. Fiquei com a sinistra impressão de que Isabelle Caro, de certa forma, cultua sua anorexia. O que seria o pior dos exemplos.

Quem tiver estômago, pode bisbilhotar:

O book virtual de Isabelle

O blog de Isabelle

Domingo, 23 Setembro, 2007

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


Leia na Salto Agulha versão impressa:

"Todos Felizes para Sempre - fomos modernas de torcer pelas vilãs, mas tradicionais quando o assunto é casamento"

Dá um pulo lá e depois volta aqui para comentar, por gentileza. Boa Semana a todos!

Sexta-feira , 21 Setembro, 2007

FESTIVAL DE ESTILOS


Já que essa semana estamos nessa onda de patrulhas da moda, aí vão algumas imagens do 'tapete vermelho' da abertura do Festival do Rio, ontem, com exibição do filme 'Tropa de Elite' no Odeon, na Cinelândia, e festa no Centro Cultural Ação da Cidadania, na Gamboa. Divirtam-se:

Fotos Felipe Panfili / Ag.News

Riccelli e Bruna: troféu formol. Caio Blat e Maria Ribeiro: a gravata dele combina com o vestido dela - fofo ou brega?


Wagner Moura lindo de man in black. Da mulher dele, a inveja me impede de falar...


Fernanda Freitas deve ter sofrido um acidente doméstico, porque só depois de cair e bater a cabeça é que a gente sai assim de casa. Já Mariana Ximenes sabe fazer a diva: desistiu de bancar a senhorinha e ficou linda


E, para fechar, o troféu ousadia da noite vai para José Wilker. Gente, o que é esse terno purpurinado? Fui informada de que se trata de um autêntico Roberto Cavalli. E a resposta foi 'so what'?


Quarta-feira, 19 Setembro, 2007

MAIS MODERNIDADE


André Luiz MelloOlha a Grazi de cintura alta aí, gente!

O biotipo favoreceu e a camisa branca compõe bem, mas ainda não me convence.

Não quero nem imaginar Juliana Paes fazendo essa linha...

Terça-feira, 18 Setembro, 2007

PARA NÃO PERDER O COSTUME


Divulgação
Tô na moda


Já dizia a minha mãe, costume de casa vai à praça. E só pode ter vindo de casa a inspiração para a Cléo Pires sair assim. Que modelito é esse? Alguém precisa avisar às pessoas, mesmo as famosas, que os estilistas e consultores de moda estão tentando nos enganar: calças justas de cintura alta só ficam boas em quem mede 1.80m e pesa 40kg, ou seja, ninguém.

O namorado goiano, que já tinha virado ex, dispensa comentários. Agora chega de maldade que Cléo é legal e herdou a boca do pai. Foi só um veneninho para a gente comentar.



Segunda-feira, 17 Setembro, 2007

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


RELACIONAMENTOS RASTREADOS

A menina estava no ônibus conversando com as amigas. Falavam dos namoros e ela contava como o Orkut a fez descobrir que o namorado andava dando uns perdidos nela. Aparecia tarde da noite dizendo que estava sei lá onde fazendo alguma coisa importante e, quando ela ia ver, tinha mensagens tipo ‘bebeu todas ontem, hein?’ ou ‘a festa foi irada’ na página dele no site de relacionamentos. Ele armava, o esperto, mas esquecia de avisar aos amigos, o otário. No dia em que ela, a menina do ônibus, resolveu tirar umas satisfações, o carinha parou de atender o celular. Aí a fofa não pensou duas vezes: já que era o Orkut que estava derrubando seu namoro, ia ser pelo Orkut mesmo que ela iria terminar tudo. E tascou lá sua mensagem detonando o garotão que se achava muito malandro.

E eu, aqui, parada no tempo em que terminar namoro pelo telefone — fixo, de disco — era o cúmulo do distanciamento e da falta de consideração. E olha que, no telefone, a conversa ficava entre os dois, com a remotíssima possibilidade de ter alguém na extensão. Pelo Orkut, além de você não se dar nem ao trabalho de ter que mudar a voz para demonstrar (ou fingir) um certo desconforto com a situação, geral fica sabendo em que termos exatamente tudo aconteceu. Normal, claro, não serei eu a velha de ficar chocada com isso. Mas tratei logo de dar uma atualizada nos meus conceitos e foi divertido perceber como a tecnologia de fato está mudando namoros, casamentos e relacionamentos afins.

De cara, era bem mais fácil mentir antes. Não, isso não é saudosismo, do tipo que faz as frases começarem com ‘ah, mas naquele tempo’. É fato óbvio. Sem celular e sem internet, as chances de ser pego no meio da armação eram remotas, a menos que você fosse um prego total, o que, modéstia à parte, não era o caso aqui. Nenhum namorado ou namorada — ou, pelo menos, não os mais normais — esperava que você comprasse fichas e se pendurasse em algum orelhão para dar satisfações, de modo que sumir era mole. Hoje, dependendo das posses de um dos lados do relacionamento, até por GPS você pode ser rastreado, e isso deve estar dando um trabalho danado aos adúlteros atuais.

A paranóia também aumenta, lógico. Há alguns anos, um marido ou uma mulher no computador às duas da manhã era apenas um marido ou uma mulher trabalhando até de madrugada. Hoje eles podem estar, disfarçadamente, mas nas suas barbas, fazendo sexo virtual (e bizarro) com alguém desconhecido, apesar de eu ainda preferir acreditar que isso não acontece em relacionamentos bem construídos. Também não se pode negar que as chances de se tomar atitudes política e eticamente incorretas provocadas por ciúmes aumentaram muito. Ou vai me dizer que você não acha difícil resistir ao e-mail dele aberto de bobeira na sua frente? E quando ele está no banho e o celular toca, você jura que não espicha o olho para o visor? Ok, isso já nem deve ser tão pecado assim, mas lembra que você pode ser vítima da mesma espionagem e não gostar.

Celulares nos permitem ser mais grudentas do que já somos, e-mails nos tornam invasivas e páginas na Internet tiram o mínimo de privacidade que as duas partes de um relacionamento precisam ter para que a coisa dê certo. Parece que já podemos concluir que, quando tudo são flores, a tecnologia trabalha a nosso favor, mas quando desanda, são armas de altíssimo poder de destruição. É melhor a gente se acostumar com isso logo, antes de ser pega de surpresa por um pé na bunda virtual.



Quinta-feira, 13 Setembro, 2007

ATÉ QUE QUALQUER COISA NOS SEPARE

Banco de imagens
Mas já?


A gente já deveria estar acostumada com o vai-e-vem romântico dos famosos, mas a notícia de que o casamento de Giovanna Antonelli e o americano Robert Locascio estaria em crise não tem como não causar espanto. Eles se casaram em maio! Num castelo na Itália! Giovanna passou o ano em que eles namoraram dizendo aos quatro ventos que enfim tinha encontrado o amor de sua vida, entrou numa briga judicial com o ex Murilo Benício para poder viajar com o filho quando bem entendesse, porque o marido mora em Nova Iorque, e agora, três meses depois, aparece sem aliança e diz que as duas coisas mais importantes para ela são o filho e o trabalho? Como assim? Fora que os dois, Giovanna e Robert, estão há dois meses sem se ver.

Quatro meses de casamento, dois deles separados por alguns milhares de quilômetros de distância, e uma crise precoce é um tanto demais para nossos padrões de intrometidas na vida alheia, não é, não?



CORAÇÃO DIVIDIDO


Eu vou dizer isso rápido e me esconder antes que as pedras comecem a voar: toda vez que anunciam um novo show do Fábio Jr, tenho ímpetos de correr e garantir meu ingresso. Não posso negar que a idéia de passar umas duas horas me esgoelando com 'Eu Me Rendo', '20 e Poucos Anos', 'Alma Gêmea', 'Deslizes', 'Caça e Caçador' e 'Quando Gira o Mundo', para citar só as principais, me agrada muito. Ok, ninguém é perfeito e entre as minhas imperfeições está a de ser fã de Fábio Jr - tenho até autógrafos, se vocês querem saber. É coisa de longa data, lá dos tempos da adolescência, quando aquele sorriso largo fazia a gente (pelo menos eu e algumas amigas) tremer.

Mas dessa vez foi diferente. Resolvi discutir minha relação com Fábio Jr. A imagem traumática do sexto casamento dele, agora com Mary Alexandre, não me sai da cabeça. Aqueles dois disputando quem tem mais botox do pescoço para cima fizeram eu me sentir traída. Patrícia de Sabrit foi o máximo que eu pude suportar.

Por que ídolos fazem isso com a gente? Por que desandam desse jeito, se transformam nessas coisas estranhas, sem aviso prévio? É bem verdade que não é de agora que o pai de Cléo Pires dá sinais de parafusos soltos, mas é que a gente fica ali, apegada ao passado, relutando em admitir o presente, que acaba sempre tomando esses choques de realidade.

Enfim, minha idolatria tem limites. A platéia de Fábio Jr. (que canta amanhã e sábado no Citibank Hall) vai ficar sem mim dessa vez. Vou ficar aqui olhando o encarte do CD em que ele escreveu "Cláudia, saudades, beijão", que já está de bom tamanho.

Banco de imagens
Queria esse


Divulgação
Mas o que tem é esse


Quarta-feira, 12 Setembro, 2007

PIZZA NUMA HORA DESSAS


De um país em que a amante do presidente do Senado denuncia que ganhava pensão de dinheiro sujo e é premiada virando estrela de revista masculina e que, enquanto isso, a mulher traída do Senador anuncia que vai ter uma filha menina de seu amado marido, não se pode mesmo esperar coisa melhor do que se viu hoje.

A dúvida é: a gente fica mais enojada com o fato de, na última hora, nossos nobres senadores terem se valido da manobra de fazer uma sessão secreta, bem longe dos olhos de seus eleitores, ou vamos vomitar com a absolvição em si?

Essa pizza vai ser difícil de engolir.

Banco de imagens
Não, obrigada, estou de dieta

Terça-feira, 11 Setembro, 2007

LINDAS, FOFAS E FASHION


Não sei se é a Angelina Jolie que insiste em aparecer nesse blog ou se é esse blog que cisma com ela, mas não dava para resistir. A mulher que esnoba o Brad Pitt pelado pode ser o que for, mas o papel de boa mãe Angelina parece realmente ter incorporado. Olha que momento fashion do bem: Angelina e sua Zahara - que nem de longe lembra os tempos de necessidade na Etiópia - indo às compras de bolsinha igual. Não é uma graça? Vou copiar na primeira oportunidade...

Reprodução Internet
Quando eu e Maria Clara crescermos, vamos ser assim



UMA NOIVA DE VERDADE



Adoraria implicar com o casamento ultra-mega-hiper-rico de Daniela Sarahyba com o ultra-mega-hiper-rico Wolf Klabin, uma vez que tendo a achar o casal um tanto cafoninha. Para não dizer que não impliquei nadinha, esse vestido Valentino não me seduziu - renda demais, modernidade de menos. Mas fui absolutamente conquistada por essa foto fim de festa, que só encontrei agora, dias depois do casório. Uma demonstração de simpatia a da Daniela, de se deixar fotografar assim e, o mais divertido, uma demonstração de noiva que deixou a pose e o carão de lado e se acabou em sua festa, como todas as noivas deveriam fazer, famosas ou não.

Reparem nos detalhes: a noiva do ano, que fotografou para tudo o que é jornal e revista anunciando sua luxuosa boda, posou, lá pelas seis da manhã, em frente a uma kombi, segurando um guardanapo com resto de bem-casado, o cabelo desgrenhado, uma manchinha no pescoço anunciando a lua-de-mel animada que estava por vir e, pasmem, o sovaco do vestido rasgado! Não é uma aberturinha proposital, não, que no início da festa e estava tudo fechadinho. É rasguinho mesmo! Amei isso!!! Daniela não ligou nem de rasgar o sovaco do Valentino!!!!

É assim que se aproveita um casamento, viram meninas? E é assim que uma celebridade prova ser uma mulher de verdade.

Divulgação / Ag. News
Esqueceu a vaidade e virou mulher de verdade

Divulgação / Ag. NewsDivulgação / Ag. News
Manchinha no pescoço e fresquinho no sovaco, ai!


Segunda-feira, 10 Setembro, 2007

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA



Meninas,

Aí vai a continuação da nossa conversa sobre desejar a morte da mala da Paula. Motivos para gostarmos das vilãs não nos faltam e a culpa não é mesmo nossa. Leiam e comentem, por favor. Boa semana a todas.



SEDUZIDAS PELA VILÃ

Essa é a conversa de bar da vez. De repente, como se não existisse diferença entre bem e mal, ou pior, como se o mal em si não fizesse diferença, começamos, nós espectadores noveleiros, a torcer para que a gêmea má Taís tenha sobrevivido e a morta seja a boazinha Paula, em ‘Paraíso Tropical’. Considerando que a Bebel de Camila Pitanga também não é flor que se cheire e a gente adora assim mesmo, Taís já é a segunda vilã por quem a gente torce numa única novela — isso porque vamos esquecer do Olavo e ficar só nas mulheres. Diante disso, podemos escolher entre fazer uma análise ética e sócio-cultural desse nosso comportamento, consultando os especialistas que nunca nos faltam, ou simplesmente tentar, por nossa conta, tirar nossas humildes, porém óbvias, conclusões.

Podemos começar bancando as X-9 e entregando os culpados. Sim, porque a culpa não é de nossa falta de princípios, mas dos autores das histórias, que sabem ir direto nos nossos pontos fracos e nos manipulam. Só essa teoria explica o fato de as vilãs serem sempre mais bonitas, sensuais, terem senso de humor e os melhores textos. Eles fazem de propósito, para que a gente caia feito pata. Quando ouvíamos as historinhas de Branca de Neve ou da Gata Borralheira, não tínhamos como nos encantar pelas madrastas, bruxas e irmãs malvadas das princesas, porque elas eram, e são até hoje, horrendas, chatas, nojentas, com verrugas na ponta do nariz. Ali tudo era muito claro e definido. Mas com Paula e Taís, para citarmos o exemplo mais recente, não.

Quando começávamos as brincadeiras de fantasias gritando ‘eu sou a Branca de Neve!’ ou ‘eu sou a gata dos Saltimbancos!’ estávamos claramente escolhendo aquelas em que nos espelhávamos. Agora você se imagina berrando ‘eu sou a Paula!’? Aquela coisa enjoada, insossa, que inclina o rostinho para falar e faz voz melosa não pode nos inspirar. Como bem lembrou uma leitora, as mocinhas, agora, até ruins de cama são. Ou vocês esqueceram que quando Taís fingia que era Paula, ela tinha que se conter, porque qualquer coisinha mais picante que falava impressionava o Daniel? Estava claro ali que Paula fazia a linha arroz com feijão, e olhe lá, enquanto Taís faz o tipo trator de saias. Não consigo nem escrever aqui o que a gente pensou quando Taís disse que tinha copiado até a depilação careta de Paula.

Taís malha, Paula caminha. Taís vai a bons restaurantes, Paula se preocupa em pedir à empregada que faça a comidinha que o marido gosta. Taís quer dominar o mundo, Paula quer abrir uma pousadinha na serra. E a gente, sem perceber, vai achando que o ‘way of life’ dos maus não é nada mau, com perdão do trocadilho.

E os modelitos? Se mocinha fizesse moda, não seriam os maiôs de Bebel que estariam estourando de vender nas lojas do Santa Clara 33. Se você pudesse escolher entre ganhar o guarda-roupa de Taís e o de Paula, você jura que ficaria com os vestidinhos floridos em tom pastel? E você trocaria 1 Wagner Moura mais 1 Bruno Gagliasso mais 1 Marcello Antony por 1 único Fábio Assunção? E se as novelas acabassem te convencendo — falta pouco — de que um casal formado por pessoas boas, íntegras e honestas dá naquela chatice que são Paula e Daniel, você continuaria sonhando com um bom casamento? Não dá, gente, não há educação, valores, ética, ou coisa que o valha, que resista a tanta tentação. Aí a gente acaba achando que ser má é tudo de bom e a gente é que é culpada. Reclamem com o Gilberto Braga.




Terça-feira, 4 Setembro, 2007

GÊMEA BOA E MALA



Momento novela:

Gente, pelo amor de Deus, a Paula é tão chata, mas tão chata, que não tem como não torcer para que, no último capítulo de 'Paraíso Tropical', a gente descubra que quem morreu foi ela e quem ficou foi a Taís.

Pode até ser politicamente incorreto, mas que ia ser muito mais divertido do que agüentar final feliz de casalzinho mala, ah, isso ia.



A GENTE NÃO QUER SÓ DINHEIRO


Reprodução Internet

Diamantes são para sempre!


A gente que adora uma pesquisa já não pode se espantar com mais nada. Mas neguinho consegue aparecer com cada uma, que fica difícil bancar a blasé. Agora foram os pesquisadores norte-americanos que chegaram à incrível conclusão de que homens gostam mesmo é de mulher bonita e mulher quer saber é de homem com dinheiro.

Eles pegaram alguns exemplares do sexo feminino e outros tantos do sexo masculino e, tal e qual ratos de laboratório, provocaram reações nos dois lados a partir de imagens e perfis do sexo oposto. O fato é que eles descartaram as mulheres que não achavam bonitas de qualquer possibilidade de relação, assim como elas rejeitaram os homens que não ofereciam ou não pareciam oferecer estabilidade sócio-econômica.

Que me desculpem os cientistas, mas nessa eu não caio. A gente passa anos tentando acabar com as generalizações para eles usarem a ciência para nos derrubar.

Ah, sim, tem a parte em que eles concluem que nós, mulheres, somos mais criteriosas na escolha. Com isso somos obrigada a concordar. E por isso encalhamos com mais freqüência. Calma, meninas, isso foi só piada.




Segunda-feira, 3 Setembro, 2007

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA



As várias profissões da mãe

Muito se fala sobre as dificuldades de se conciliar gravidez/filhos com a vida profissional. Não há dúvidas de que algumas mulheres ficam inseguras sobre seu futuro no trabalho, ou no mercado de trabalho, depois de meses de licença-maternidade e da posterior vida com criança em casa. Se formos falar sério sobre essa questão ainda delicada — por mais que já tenhamos tido tempo de resolver isso de uma vez —, teremos aí uma série de colunas para publicar. Mas como domingo não é dia de falar sério, muito menos nesse espaço dado a bobagens, vamos olhar a questão de outra forma. Depois de um ano e 10 meses na função de mãe, cheguei à conclusão de que todos esses medos e dúvidas não passam de intriga da oposição. A maternidade nos habilita para uma série tão grande de tarefas que jamais poderíamos temer ficar sem emprego depois de parir. Em outras palavras, depois de ser mãe, somos capazes de fazer tanta coisa que não fazíamos antes, que não é possível que nos falte um bico que seja, mesmo em outra profissão.

Só para começar os exemplos: na falta de opção melhor, podemos nos candidatar a malabaristas de circo. Não entenderam? Então lembra lá dos primeiros meses com o bebê no colo. Quantas coisas você pegou do chão com o pé? Quantos braços você achava que tinha quando equilibrava bebê, mamadeira, chupeta, a boneca soninho, a fraldinha de boca e ainda conseguia acender o abajur e botar o CD de canções de ninar para tocar? Segundo pesquisa Data Salto Agulha, calcula-se que, no primeiro ano de vida das crianças, as mães tenham desenvolvido umas 35 novas habilidades com os pés, 52 com as mãos e 26 com a boca — e nada disso é para diversão própria, coitadas. Não há Beto Carrero ou Orlando Orfei que dispense um talento desses.

Também podemos, em caso de necessidade ou por vontade própria, nos transformar em produtoras. Produtora de moda, de eventos, o que seja. Ou vai me dizer que você já não se pegou batendo perna por horas a fio atrás da roupa de noivo da festa junina, papel que foi caber justamente ao seu filho? Essa semana me embrenhei nas profundezas da Saara atrás de um short preto, liso, para compor a roupa que Maria Clara usou na Festa do Folclore ontem. Gente, não se faz roupa preta para criancinhas de 1 ano! Já desconfiava e aprendi agora que preto não é cor de bebê, mas será que as professoras não sabem disso? Nós, como produtoras, saberemos. Sem contar as festas de aniversário que, por mais simples que sejam, exigem toda a nossa dedicação e, olhem aí, produção.

Nós, mães, podemos trabalhar em laboratórios de análises clínicas, tamanha a intimidade que criamos com cocôs de diversas formas e consistências e pela maneira como passamos a tratar do assunto com naturalidade. Podemos nos candidatar a animadoras de karaokê, uma vez que nosso repertório musical aumenta consideravelmente e que somos obrigadas a treinar o gogó diariamente. Podemos alçar vôos maiores e virar gerentes de RH, graças à experiência adquirida com as inúmeras contratações e demissões de babás e empregadas. Podemos virar balconista de farmácia e mostrar que sabemos preço, qualidade e utilidade de todos os produtos destinados a crianças. Numa atitude mais radical, podemos nos dedicar à religião e virar freiras, já que, na cabeça dos filhos e de alguns parentes e amigos — muy amigos —, mãe não bebe, não fuma, não sai para dançar, não estica em happy hour, não azara, não namora o marido e, conseqüentemente, não transa.

Depois, quando os filhos já estiverem adultos e, claro, não lembrarem de nada disso, podemos, enfim, nos candidatar a santas, que é o que a gente merece. Desculpem, pais, pela falta de modéstia.