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Cláudia Cecília

Quarta-feira, 30 Janeiro, 2008

Promessa é dívida


Como prometido, aí estão, meninas, as imagens de David Beckham batendo uma bolinha numa praia de Natal. Eu continuo achando lindo.


Reprodução Internet
Agora, sim!


Terça-feira, 29 Janeiro, 2008

ELE ESTEVE ENTRE NÓS

ReproduçãoDivulgação
Para que tanta roupa nesse calor nordestino, querido?


Morram de inveja das potiguaras: Beckham esteve em Natal! Sim, o nosso jogador de futebol mais desejado (quer dizer, eu prefiro o Zidane, mas tudo bem) pôs pés, mãos e aquele corpinho que nos faz babar em território brasileiro. A pena é que o país é enorme e, para quem está aqui no sudeste, dá quase no mesmo ele estar no Rio Grande do Norte ou em Miami.

O lindinho, que veio inaugurar uma escolinha de futebol e sei lá mais o quê, foi todo simpático, distribuiu sorrisos e brincou que não teria a pretensão de ensinar futebol aos brasileiros. Ah, e para delírio total, bateu uma bolinha na areia da praia, só de bermuda.

Mas como ninguém é perfeito, nem Beckham, ele deu o mole de aparecer com uma camiseta que o estilista Marc Jacobs fez para uma campanha contra o câncer de pele cuja imagem é a senhora Beckham, Victoria, nua. Para piorar, David disse que as brasileiras são lindas, mas Victoria é mais. Blerg!

Por enquanto só encontrei foto dele de terno. Se achar mais, boto depois.

AGORA, SIM

Felipe Panfili / AG NewsMalu Mader está de volta! A atriz reconheceu que estava acima do peso e contou que fez uma dieta rígida para recuperar o ótimo visual.

E para matar de remorso quem falou mal de seu shape, ela explicou que só agora foi liberada do remédio que tomava há quase três anos e só agora, então, pôde perder os quilos extras.

Bem, mas isso é passado. O que importa é que Malu reapareceu assim, linda de novo. Ufa, essa é a Malu que a gente quer.

Domingo, 27 Janeiro, 2008

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


Belicosos e apaixonados

O que seria de nós se não fossem as pesquisas que insistem em tentar explicar, justificar e padronizar o comportamento humano? A cada semana surge uma nova conclusão sobre um estudo qualquer e lá vamos nós absorver mais informação, daquelas que confundem mais do que esclarecem. Mas, enfim, se os pesquisadores estão lá, debruçados sobre seus estudos, gastando horas de trabalho e rios de dinheiro, não nos custa, pelo menos, ouvir o que eles têm a dizer e decidir o que fazer com isso. A boa nova da semana que passou foi: brigas fazem bem a um casal ou casais que discutem mais convivem melhor por mais tempo. E, antes que vocês comecem a rir, aviso que quem disse isso foram profissionais da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, que passaram 17 anos — isso mesmo, senhores, 17 anos — avaliando 192 casais. Ouvi dizer até que eles pensam em sugerir ao governo norte-americano que obrigue a indústria a escrever nos produtos destinados a casais, de lençol a brinquedos eróticos, algo tipo: “o ministério da Saúde adverte: discutir a relação prolonga a vida e otras cositas más”.

Então, e agora falo com as queridas leitoras do sexo feminino, só temos que nos beneficiar com a informação. Da próxima vez que seu parceiro reclamar da sua chatíssima mania de querer botar tudo em pratos limpos, de não passar uma semana sem levar o relacionamento a um caloroso debate, você argumenta que está fazendo isso em prol da saúde do casal e usa a pesquisa como fonte. Só precisávamos ter mais subsídios para argumentar. Por exemplo: discutir a relação e armar um barraco são coisas bem diferentes, será que os estudiosos botaram as duas situações no mesmo pacote? Eu, que sou chegada ao barraco e fujo das longas conversas como o diabo da cruz, precisava saber disso para decidir se revejo meus hábitos ou não.

Pelo que entendi do tal estudo, um escândalo aqui, uma louça voando na cabeça ali, uns gritos e portas batendo acolá não só servem à longevidade do relacionamento como da própria vida dos componentes do casal. Brigar faria a gente viver mais. Junto ou separado. Para defender essa tese, eles usam a velha máxima de que guardar sentimentos ruins, deixar de dizer as coisas que nos incomodam, ser impassível, enfim, causa doenças terríveis. Daí que acabamos todos concluindo que, quanto mais belicosos formos, mais tempo estaremos nesse mundo para criar caso com os outros.

Claro que o perigo de se divulgar essas informações é o uso indiscriminado que se pode fazer delas, e aí mora a irresponsabilidade dos pesquisadores, que saem contando essas coisas para o mundo inteiro sem que o mundo os tenha perguntado. Aí, isso cai nos ouvidos de gente passional e irracional como muita que a gente conhece, e daqui a pouco vai ter mulher arrumando confusão com o ficante só para ver se vira namoro. E casal sem saber o que fazer porque briga, briga, briga, mas o clima não melhora. Eu, a princípio, prefiro viver em paz, mas confesso que não me importo de me meter numa briguinha, não. Já que tem professor mandando, vou mudar por quê? E do jeito que ando ultimamente, acho que as bodas de ouro serão uma realidade na minha vida. Ah, sim, e vou viver uns 120 anos.

Quinta-feira, 24 Janeiro, 2008

O primeiro 'pô' a gente nunca esquece


Por hoje chega de falar da vida alheia que preciso desabafar. Levou dois anos, dois meses e 22 dias para eu, enquanto mãe, ouvir o meu primeiro 'pô'. Maria Clara e a prima Babi estavam tocando o terror lá em casa e disse a elas que não levaria ninguém à piscina se não acabassem com aquela bagunça. Na mesma hora, as duas começaram a gritar 'piscina, piscina', certas de que o programa se iniciaria naquele segundo. Então disse que se acalmassem, porque antes eu ainda ia arrumar o quarto e tomar café-da-manhã. Foi quando ouvi a frase, que soou alta e arrastada:

- Ah, mãe, já tomei café da manhã, pô!

Assim mesmo, como vocês leram: uma reclamação pontuada por um sonoro PÔ! Ainda cheguei a perguntar 'como é que é?', mas não obtive resposta.
Aí ontem, quando eu mal acabava de me refazer desse choque, liguei para casa, pedi para falar com ela e ouvi a babá perguntar 'Maria Clara, quer falar com sua mãe?':

- Não, não, não, obrigada.

Isso sem contar a cena da criança andando com um chocalho pela casa e dizendo: 'Tchau, mãe, vou pro Carnaval'.
Agora só me resta perguntar: é impressão minha ou alguém esqueceu de me avisar que a adolescência agora chega aos dois anos?


Bebê? Aqui? Onde?


Dose dupla

Vejam só quem fez exposição de sua figura em São Paulo esses dias: a família Lombardi-Riccelli, que veio ao Brasil para o lançamento do filme "O Signo da Cidade", dirigido por Carlos Alberto e estrelado por Bruna.

O casal mais bem conservado do universo artístico (do universo inteiro - gente, ela tem 55 anos e ele, 61!) não poderia fazer por menos e exibe, todo orgulhoso, o produto de sua união: Kim, 26 anos, o filho charmoso de pai e mãe, literalmente.

A água que essa família bebe em Los Angeles faz milagre, não?

Fotos Fábio Zanzeri / AgNews

Isso é pai e filho ou clonagem humana?


Bruna Lombardi fora do vidrinho de formol - fazemos aniversário no mesmo dia e temos praticamente a mesma altura, mas acho que as semelhanças, infelizmente, páram por aí.
Do lado, Malvino Salvador, que não é da família, mas é protagonista do filme, é lindo e está na lista de preferências e predileções deste blog


Quarta-feira, 23 Janeiro, 2008

A vencedora



O kit com colônia e loção hidratante Today-Tomorrow-Always da Avon vai para:

Mariana
(maxpaula3011@hotmail.com)


Parabéns à vencedora e obrigada a todos pela participação.

Agora deixem de ser interesseiros e escrevam muitos comentários mesmo quando não tiver sorteio (hehehehe). Ok, ok, vocês são sempre ótimos, valeu.

Nic antes


Para vocês lembrarem e entender do que estou falando, aí vai Nicole Kidman em julho de 2007. Eu prefiro a versão cara de gente do post anterior.

Reprodução


Daqui a pouco sai o resultado da promoção. Aguardem!

Terça-feira, 22 Janeiro, 2008

Desbotocada


Essas fotos eu vi no blog da Julia Petit (veja aqui) e não resisti: tinha que reproduzir para vocês. Meninas, aí está Nicole Kidman na versão vida real. Por estar grávida, a diva hollywoodiana suspendeu as sessões de botox e dispensou o tinturista, então apareceu assim, com rugas de expressão e raízes brancas, num evento esportivo na Austrália.

Sabem aquele mito de que, quando você faz muita musculação e pára, despenca tudo? Acho que vale para o botox. Nicole é linda e prefiro ela desse jeito, sem as sobrancelhas repuxadas e aquela cara de boneca de cêra, mas que ela está aparentando mais do que os 40 anos que tem, ah, está.
Pensem nisso antes de serem seduzidas pelas maravilhas da toxina botulínica.


Cadê a Barbie que estava aqui?

Segunda-feira, 21 Janeiro, 2008

Ronaldo ataca outra vez - E EU GOSTEI

AFP Foto Damien MeyerEnquete da semana:

Vocês acham que nossa campanha surtiu efeito e que Ronaldo atendeu parcialmente ao nosso pedido e, pelo menos, prendeu o cabelo em tranças?
Ou...
Vocês acham que a coisa ali só piora e vamos ter que contratar alguém para atáca-lo com uma máquina zero enquanto dorme?

As respostas vão concorrer a um kit com uma colônia e uma loção hidratante da linha Today-Tomorrow-Always, da Avon.

Ah, mas a regra dessa promoção é a seguinte: concorrerão as pessoas que fizerem comentários em todos os três posts do dia (Ronaldo, Adriane e Salto Agulha), com, obviamente, comentários pertinentes ao assunto do post. Boa sorte e boa semana!

No erro


Eu sei que entre nós há quem defenda, então o comentário vale para o grupo que critica:

Adriane Galisteu não nos decepciona nunca, né?

Nem o fato de o contexto ser carnaval e escola de samba justifica esse modelito. E se alguma de vocês pretende tomar partido, que o faça muito bem fundamentada, porque estou tendendo a achar que, dessa vez, não tem defesa.

Foto Osvaldo Praddo
Qualquer nota...

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


Foi engraçada e assustadora a conversa com uma amiga dia desses e me fez pensar na onda que nós, mulheres, estamos entrando. Não me lembro exatamente o motivo, mas falávamos de gostos gastronômicos e lembrei de um conhecido que era tão louco por um sanduíche só vendido em São Paulo que fazia os amigos trazerem o tal sanduba para ele pela ponte aérea. Sim, o papo estava nesse nível de desimportância, quando minha interlocutora, que também conhecia o sujeito por amigos em comum, respondeu “dele eu só sei que...” e saiu mencionado os atributos físicos mais íntimos do rapaz, se é que vocês me entendem. O que me chocou foi o fato de que eu, conhecendo a vítima — nesse momento o coitado já tinha virado vítima da nossa língua — há muito mais tempo do que ela, nunca tinha tido informação do tipo. E o que me surpreendeu é que a notícia era boa, apesar de eu não ter a menor intenção de fazer uso dela.

Puxei pela memória, fiz um rápido balanço das últimas e muitas vezes em que os homens foram objeto de nossas conversas e me dei conta — talvez até tarde demais —, de que se criou uma mania de divulgar as dimensões dos carinhas com quem tivemos momentos mais íntimos. Se os tais momentos foram com outra, mas temos conhecimento dos fatos, divulgamos também, como se fosse um serviço prestado à comunidade. Está quase virando aposto, fulano, seguido da informação anatômica. Virou idéia fixa tamanha, que a gente nem evolui para comentar os desempenhos. Agora, uma pausa: o uso da primeira pessoa do plural é só a título de ser simpática com minhas co-irmãs, porque, não sei se isso vai revelar ou queimar meu filme, não sou do tipo que comenta essas coisas. Mas sou do tipo que ouve e bota pilha, de forma que não posso me eximir de culpa, e por isso escrevo ‘nós’ em vez de ‘elas’.

Mas vamos voltar a eles e ao que fazemos, verbalmente, com eles. Geralmente a troca de informações começa com os famosos, as celebridades. Aí, claro, é tudo na base da especulação ou do ‘tenho uma amiga que tem uma amiga que já ficou com ele”, porque nas minhas rodas de conversa ainda não há mulheres que pegam atores, músicos ou coisa que o valha. Pelo menos não os de primeira linha. Não conheço ninguém que tenha conhecido biblicamente Tom Cruise ou Brad Pitt para confirmar as coisas desabonadoras que dizem sobre a anatomia dos dois. Tem uma que está bem perto disso e ficamos numa torcida danada, porque o tal famoso — nacional, claro — com quem ela teria chance de ficar é um mito e precisamos dela para confirmar os boatos. Mas, enfim, quando o papo está nesse nível, é só brincadeira. E só lamento pelos famosos, mas até isso está na conta do preço da fama.

O problema, e não é a primeira vez que manifesto essa opinião, é que, quando quem vira vítima são os homens com quem nos relacionamos, a coisa resvala para a indelicadeza. Claro que vítima é maneira de falar, porque duvido que eles se considerem vítimas quando as revelações íntimas são elogiosas. Mas mesmo no elogio, ainda acho que algumas coisas de ordem muito íntima devem ficar mesmo na intimidade. Até porque, elogios muito detalhados viram propaganda perigosa nos ouvidos da concorrência e, se não for para elogiar, não vale a pena denegrir e passar recibo de mal assistida, né? E se isso for uma maneira de se vingar de décadas de grosseria masculina, eu particularmente prefiro perdoá-los.

Quarta-feira, 16 Janeiro, 2008

HOLLYWOOD É AQUI


Já que vocês se revelaram fãs do nosso visitante ilustre da semana Will Smith e se impressionaram com a simpatia dele, aí vão mais imagens que provam que Will é (ou pelo menos foi aqui no Rio) realmente tudo.

As duas fotos incríveis de Will fazendo a pole dance e passinhos com Carlinhos de Jesus na festa pós-exibição do filme são da promoter Liége Monteiro e estão no blog dela (veja aqui)

Depois desse show de charme, Will Smith bem que poderia dar um workshop para algumas daquelas nossas celebridades entojadas, né?

Fotos Marco Porto / AgNews
Foto Liége MonteiroFoto Liége Monteiro


A-ha, u-hu, o negão é nosso!!



Terça-feira, 15 Janeiro, 2008

MUUUUITA INVEJA


Gente, acabei de ver o comercial da Niely Gold Orquídea, sim, a tinta de cabelo, e quase cortei os pulsos de tanta inveja. Carolina Ferraz com Richard Gere é mais do que eu posso suportar!!!

Aí ela chega no restaurante, pergunta "demorei?", e ele, no português mais lindo que eu ouvi nos últimos tempos e com aquele sorriso que a gente conhece bem, responde: "Não, acabei de chegar".

Se inveja mata, devo avisar que morri.

Reprodução
Fico com o da esquerda!



Segunda-feira, 14 Janeiro, 2008

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


O meu, o seu, o nosso gosto

Estávamos numa conversa animada sobre as figuras famosas mais desejadas do mundo e sobre nosso gosto pessoal indo contra ou a favor da unanimidade. Tipo Gisele Bündchen, que deu o ar de sua graça no Rio essa semana. O universo acha a top linda de morrer, cada passo que ela dá vale uns 100 mil euros, mas só eu ouvi uns três homens torcendo o nariz para aquele corpo que eu mesma, por exemplo, daria a alma para ter. Taí um assunto que anima qualquer mesa de bar. Porque é uma discussão interminável, que não leva a lugar algum, mas que rende, no mínimo, comentários bem engraçados. E, até o fim da noite, um casal terá se estapeado, pelo simples fato de ficar especulando quem cada um deles gostaria muito de pegar se tivesse a chance.

Quer testar? Comece com Chico Buarque. Toda mulher sonha com uma noite com o cantor, certo? Errado. Eu e uma amiga moderninha de 26 anos, só para citar dois exemplos de gerações e estilos diferentes, não temos os olhos de ardósia como personagem de nossos sonhos, apesar de sermos, ambas, fãs incondicionais de tudo o que ele faz. Não que a gente vá dispensá-lo, porque aí, claro, já seria tiração de onda demais. Caso, na mais remota das possibilidades, Chico Buarque quisesse alguma coisa com uma de nós duas, nós reconhecemos a obrigação de retribuir e ceder, para não usar expressão mais grosseira. É quase uma prestação de serviços à pátria e algo que engrandece o currículo de qualquer uma. Mas dizer que cobiçamos, não vamos dizer, não. Sessentão por sessentão, prefiro o Caetano.

Nesse momento, aposto, já devo ter sido vítima de todo o tipo de comentário, daí minha defesa de que esse é debate dos mais acalorados e divertidos. Deveria até virar jogo. Como o que fiz com um amigo com quem jantava esses dias. Depois de ler que Javier Bardem e Penélope Cruz estavam no Brasil, brinquei com ele: “Precisamos ir para o Nordeste agora. Eu fico com o Javier, você fica com a Penélope”. Sabem o que ouvi? “Não quero a Penélope Cruz nem lavando louça lá em casa”. Não, gente, ele não é gay, juro, apenas tentou me convencer de que a espanhola não lhe diz nada. “Ok, eu fico com o Javier, você se vira”, resolvi a questão.

Isso serve também, no caso de solteiras e solteiros, para definir quem são os amigos igualmente disponíveis com quem você pode sair para a guerra sem dar briga. É só lançar uns nomes e ver a opinião de suas amigas. O dia em que eu me separar, já tenho uma parceira de noitada. Ela ama o Murilo Benício, eu não vejo nada. Passo mal com Gael García Bernal, ela não está nem aí pra ele. Do Brad Pitt, nós não fazemos questão, pegaríamos só para não perder a viagem. Tem um famoso que ambas desejamos, mas esse não gosta de mulheres, de forma que concluímos que jamais teremos problemas com disputas. Viram? Não é uma bobagem tão inútil assim...

Não podemos negar que há, sim, as unanimidades. E arriscaria dizer que, entre elas, está a de que a paixão da Alzira de Flávia Alessandra pelo Juvenal Antena de Antonio Fagundes só é possível em novela, porque, desculpem as fãs, Fagundes já não está mais podendo faz tempo. E não vai ser com esse par romântico que a audiência de ‘Duas Caras’ vai subir.

Enfim, essa discussão pode levar semanas. Caso queiram, para os próximos domingos, tenho uma lista infindável de homens para debatermos. Só não vou incluir o meu, que não sou boba.

Quinta-feira, 10 Janeiro, 2008

AI, QUE MEDA


A TNG ficou morrendo de ciúmes da Colcci e decidiu mostrar que no quesito derrube-uma-celebridade-linda ela se sairia melhor. É a única explicação para a grife ter feito o que fez com Lázaro Ramos e Taís Araújo.

Dizem que eles ganharam 60 mil reais para desfilar. Eu exigiria cinco vezes mais a título de indenização, porque aparecer assim em público é dano moral dos mais graves.

Alguém aí tem alguma outra explicação para essa visão do inferno?

Fotos Isabela Kassow

Pediram para errar no vale do eco!

Quarta-feira, 9 Janeiro, 2008

MUITO ESTRANHO

No samba do crioulo doido que é a trama de 'Duas Caras', a gente não tenta entender mais nada. Mas o capítulo de hoje me parece ter esbarrado numa questão, digamos, ética. O Evilásio de Lázaro Ramos não é um dos mocinhos da novela? Não deveríamos torcer por ele, mesmo com essa cara de mau?

Divulgação / TV Globo

Pois hoje Evilásio, na ânsia de salvar a filha de Juvenal Antena das garras de playboys tarados, rumou para a Barra acompanhado de capangas armados. Para entrar no prédio dos caras, seus capangas encostaram arma na cintura de um terceiro rapaz, que, pelo que sugeria o texto, levaria drogas ao apartamento. Os playboys estavam totalmente no erro, mas, até onde sabemos, Evilásio não é policial nem tem qualquer título que o permita encher pessoas de porrada, amarrá-las, amordaçá-las e levá-las para uma voltinha para "dar uma lição". Faltou pouco para levar para o microondas da Portelinha.

No fim, ele larga os caras na estrada e liga para a polícia dizendo coisas como "o flagrante está com eles". Não sei não, mas costumávamos achar que personagens assim estavam do lado do mal. Muito estranha essa novela.


MAIS UMA VEZ GISELE


Podem me chamar de chata, implicante, do contra, o que for, mas me recuso a entrar nessa onda de que Gisele Bündchen e o desfile da Colcci arrasam no Fashion Rio.

Duas vezes por ano é essa histeria, esse frenesi, essa expectativa, para Gisele Bündchen aparecer linda como sempre com roupas horríveis como de costume. Enfim, nada que mude nossas vidas, então não sei por que somos obrigadas a nos deslumbrar com isso.

Excesso de dinheiro e falta de talento (da grife, claro) dão nisso. Vejam o comentário que minha amiga mais chique, a editora de moda do DIA, Márcia Disitzer, faz em seu blog (leia aqui).

Colcci com Gisele
Fotos Isabela Kassow

Colcci sem Gisele


Não faz a minha cabeça...



Terça-feira, 8 Janeiro, 2008

SALTO AGULHA NO FASHION RIO

Foto Ernesto Carriço
Mais do que um desfile, uma história fofa


Pois é, quando a gente menos espera, chega o Fashion Rio. E cada vez mais cedo. Nesse desespero de disputar data com a São Paulo Fashion Week, a gente daqui a pouco vai estar vendo moda inverno em 27 de dezembro. Mas deixando a implicância de lado, fui até a Marina ver o que está rolando por lá e me peguei adorando o primeiro desfile a que assisti - coisa que não acontecia há algum tempo.

O encanto não foi só com o que passou na passarela, mas com a história toda. A Apoena é uma grife de Brasília criada pela ex-funcionária pública Kátia Ferreira. Acostumada a praticar ações do bem, Kátia teve um filho prematuro e, na angústia de saber se seu bebê superaria as dificuldades, prometeu que, se ele ficasse bom, ela dedicaria boa parte de seu tempo a algum projeto social. Daí o surgimento da marca, que é na verdade uma cooperativa de artesãs do Distrito Federal.

Kátia transformou o trabalho de bordadeiras humildes em moda e sua história vai virar documentário. No vídeo que passa antes do desfile, uma cena - já feita para o filme - muito simpática: as artesãs pegando o ônibus para vir ao Rio e falando da emoção de participar de um grande evento de moda.

Só isso bastaria, mas o que a gente viu na passarela foi ainda mais legal. Inspirada nos lenços que as jovens portuguesas bordavam para seus namorados, com versinhos de amor, a coleção é uma graça, com vestidos, saias e casaquinhos ao mesmo tempo românticos e modernos. Adorei. No fim, as bordadeiras apareceram no fundo da passarela - que reproduzia a Catedral de Brasília - e a boboca aqui ficou até emocionada. Se alguém me dissesse que esse desfile teve proposta, seria um caso raro de uso adequado da expressão.



Quero a saia de coração, o casaco xadrez, o vestido de florzinha azul e o vestido preto. Pra viagem!


Segunda-feira, 7 Janeiro, 2008

Uma nova-velha paixão


Depois de um plantão de Natal e um folgão de Ano Novo, estou de volta. Desculpem ter sumido assim, sem avisar, mas ainda estou dando o vexame de estar sem computador em casa, então ficou difícil fazer contato nessa deliciosa semana de folga. Como o ano só começa hoje mesmo, acho que posso ser perdoada. Mas vamos parar de enrolação e botar logo a conversa em dia.

Posso dizer que comecei o ano com uma nova-velha paixão. Atende pelo nome de Selton Mello e pelo adjetivo de um de nossos melhores atores atualmente. Fui ver 'Meu Nome Não é Johnny' e saí apaixonada: Selton bota o filme no bolso. Diria até que o filme é bom porque tem o Selton Mello e porque a história do playboy de classe média alta que virou traficante por diversão é ótima. Os cenários reconstituindo o Rio dos anos 70 a 90 também são ótimos, assim como a produção. A direção, principalmente a de atores, peca um pouco, mas aí tem Seltinho, como costumamos chamá-lo aqui na redação, para nos fazer esquecer tudo.

Além de excelente ator, Selton é um dos que encabeçam minha lista de não-bonitos-porém-lindos e por isso abre nossos trabalhos.

Foto Fábio Zanzeri / Ag.News
Lin-do!!


Ah, sim, as Salto Agulha versão impressa de fim e de início de ano estão postadas abaixo para quem quiser e puder ler.

A PRIMEIRA SALTO AGULHA DO ANO


Os 40 chegam acelerados

2008 é o ano que eu achava que não chegaria nunca. E chegar a ele está dando, confesso, uma sensação engraçada. E uma baita nostalgia. Assim que fiz 18 anos, corri para tirar minha carteira de motorista. Antes mesmo do aniversário, entrei na auto-escola para garantir que, poucos dias depois de atingir minha maioridade, já poderia dirigir. Ao contrário de umas amigas que não tinham tanta pressa, eu era como os garotos, muito a fim de me postar atrás de um volante. E foi um dos meus maiores orgulhos de adolescência ser a primeira menina da turma a dirigir e, muito modéstia à parte, dirigir bem. Meu namorado era um daqueles típicos tarados por carro e o fato de me deixar dirigir o dele significava que eu tinha passado na sua rigorosíssima avaliação e de nossos amigos homens, todos certos de que o sexo masculino nasceu aprendendo a pilotar e que nós, mulheres, não aprenderemos nunca.

Fui ter aulas de direção no finado Automóvel Clube do Brasil, do qual meu pai era sócio, mas que àquela época já estava na pindaíba, então minhas aulas foram num fusquinha azul muito velho. Isso está me fazendo parecer pré-histórica, mas agora que comecei vou até o fim. Eu, com meu metro e meio de altura, precisava de um encosto de banco mais reto do que aquele, para que conseguisse enxergar alguma coisa pelo retrovisor minúsculo do Fusca. Diante da falta de regulagem do banco, o professor resolveu o problema com um cabo de vassoura preso no assento de trás, pressionando o encosto do da frente. Para ficar na posição ideal, eu ainda precisaria de uma almofadinha, mas me recusei a passar por essa humilhação suprema. Cabo de vassoura tudo bem, almofadinha, jamais. O jeito era esticar o pescoço mesmo e terminar as aulas com torcicolo. Na segunda aula, o maluco do instrutor me fez subir Santa Teresa e eu descobri que a auto-escola podia me proporcionar emoções muito mais radicais do que as montanhas-russas da Disney.

Feitas as 20 aulas obrigatórias, marquei a prova. O instrutor veio com aquela conversa de que se eu desse uma graninha extra seria mais fácil passar, prática comum naquele meados de anos 80, mas meu pai vetou qualquer possibilidade de participarmos daquilo. No dia da prova, eu, certa de que a honestidade me reprovaria e já antevendo minhas repetidas tentativas de passar, fui surpreendida com papel que certicava minha aprovação – chamado papagaio —, sem que eu sequer tivesse entrado no carro. Até hoje não entendi e obviamente não falei nada em casa porque era capaz de meu pai me obrigar a voltar lá e confessar que não fiz a prova. Como não tinha feito nada de ilegal, imoral ou que engordasse, tirei minha carteira com a consciência limpa e agradecendo aos céus por sei lá o que tivesse me dado essa sorte.

Por que isso tudo tem a ver com a chegada de 2008? Porque uma legislação vigente na época estipulava que o motorista só precisaria renovar sua habilitação quando completasse 40 anos. Então, em 1986, há 22 anos, eu olhava para a minha carteira e lia “válida até 01/08/2008”, dia em que faria 40 anos. Que pessoa, aos 18 anos e tendo passado a infância assombrada pela previsão de que o mundo acabaria no ano 2000, acharia que 2008 chegaria, e tão depressa? Pois bem, senhores, daqui a oito meses terei, enfim, que renovar minha carteira de motorista. E me acostumar com a idéia de já ter somado quatro décadas. Acho que vou me apegar à certeza de que a sorte daquele dia da prova até que tem me perseguido e que dirigir, os carros e a vida, não tem sido tão difícil assim. Aí aproveito o ensejo e faço deste um ano de renovações. Quem quiser que me acompanhe.

A ÚLTIMA SALTO AGULHA DO ANO


Um Réveillon para iniciados

Prometi outro dia, em conversa com amigas, que faria uma lista de sinais de maturidade. Coisas que fazemos, sentimos ou dizemos que indicam não que ficamos velhas, mas que nos transformamos empessoas adultas, maduras, centradas, no que isso tudo tem de melhor. Tipo preferir sorvete de fruta ao de chocolate, que é um exemplo que sempre gosto de citar. Escolher uma bola de pistache e uma bola de coco é para iniciados e mais maduro ainda é quem se contenta com uma bola só e dispensa a cobertura. Mas vamos ao item da lista que mais interessa nesse momento: um sinal de maturidade dos mais relevantes é não sofrer mais com a ansiedade pré-Réveillon. Ou você nunca passou pela angústia de planejar o que fazer na noite de 31 de dezembro? Nunca viveu a expectativa de momentos inesquecíveis, cinematográficos, apoteóticos, mesmo que por pouco mais de um minuto?

Não sei se é uma coisa da minha geração, mas a proximidade do Ano Novo sempre provocou uma agitação entre mim e minhas amigas. Se solteiras, queríamos estar na melhor festa, a mais agitada, mais perto da praia, cheia de gatos, com o melhor DJ, a queima de fogos mais incrível etc. etc. Se namorando, idealizávamos uma noite de cinema, daquelas que ficam na história, com boas doses de romance, paixão, sedução, muito beijo na boca, roupas brancas, pés descalços, areia molhada e outros detalhes menos publicáveis. Enfim, queríamos tudo a que tínhamos direito, ou pensávamos que tínhamos.O problema é que a chance de vivermos uma ou outra situação tão perfeitas era remota e, ainda que acontecesse, não seria todos os anos, de forma que a decepção sempre aparecia entre os últimos minutos de um ano e os primeiros do seguinte, e era bom que soubéssemos lidar com ela para não estragar tudo.

Pode ser que eu fosse uma adolescente meio idealizadora demais e um tanto dramática, o que, pelo que me lembro, é pouco provável, ou pode ser que minha obsessão pelas coisas acontecendo do jeito que eu quero e planejo já tomasse conta do meu ser àquela época, que é hipótese de maior probabilidade. Mas o fato é que me lembro de uma vez em que me aborreci porque, à meia-noite, os amigos do meu namorado chegaram para abraçá-lo antes de mim e aquele ‘Feliz Ano Novo’ a sós seguido de um beijo de língua de quatro minutos e meio com os quais eu contava foram substituídos por um ‘Feliz Ano Novo’ no meio da galera e um beijo quase sem língua de 10 segundos. Foi o suficiente para eu achar que aquele relacionamento não teria futuro já que começara o ano daquela forma, mas estava enganada, porque o namoro ainda durou mais uns três anos.

Com o tempo, fomos, eu e minhas amigas, aprendendo que planejar menos nos daria mais chances de ser felizes ao soar das 12 badaladas. E que não precisávamos da festa mais hype nem de um Brad Pitt do lado porque, é claro, há prazer em outras fórmulas. E, com o aprendizado, acabei sendo capaz de me divertir quando comecei a namorar um sujeito muito apaixonante que, entre várias características, digamos, curiosas, tem medo de fogos. Então, à meia-noite, se eu não estivesse muito atenta, perdia-o completamente de vista, porque ele já teria dado um jeito de se esconder. Hoje, então, na condição de mulher madura, deixo de concentrar todas as minhas expectativas numa única noite para diluí-las ao longo do ano. E se ainda não tenho nada programado para amanhã, não tem problema: tem duas pessoas e um cachorro lá em casa que me fizeram feliz durante todo 2007, não vai ser diferente na última noite. Feliz Ano Novo!