O filme 'Mulheres Sexo Verdades Mentiras' foi um dos bons lançamentos nacionais neste verão. E se você não viu Julia Lemmertz na pele de uma mulher que redescobre seu poder sexual e decide até fazer um documentário sobre o tema, dá uma olhada nesse trailer e espera até segunda-feira, quando teremos aqui uma surpresa. Aguardem e bom fim de semana pra vocês!
Meninas, nosso Javier Bardem disse em entrevista a um jornal alemão que morre de medo de dirigir e só entra no mar até onde dá pé. Alguém pode, por favor, avisar a ele que sou óóóótima motorista? E tem alguém aí querendo se candidatar a salva-vidas?
Lembram nossa velha discussão em círculo, quando reclamamos do comportamento masculino e concluímos que a culpa é toda nossa, porque os homens adultos são reflexo da educação que nós, mães, damos a eles? Pois bem, olha dona Giovanna Antonelli aí dando razão a essa teoria. Passamos o Carnaval inteiro debatendo o hábito de o brasileiro fazer xixi na rua sem nos darmos conta de que quem começa a brincadeira somos nós. Essa é uma das fotos de uma série em que Giovanna aparece almoçando no restaurante Celeiro, no Leblon, com o filho Pietro e a amiga Fernanda Rodrigues. Então, eu, que vi as outras imagens, sei e garanto a vocês: ela está na porta do restaurante! Tudo bem que é criança e existem as emergências. Mas qual a necessidade de botar o garoto para fazer xixi na rua, na porta do restaurante, bem em frente às mesas da varanda? Ela não podia entrar e usar o banheiro? Aí, quando o Pietro tiver 15 anos, quero ver convencê-lo de que isso é horroroso...
Ontem foi um domingo olímpico: Mengão campeão e Javier Bardem ganhando o Oscar. Nem todo mundo vai ter o mesmo senso de humor, mas adorei ver o Maracanã inteiro (porque, vamos combinar, a torcida do Flamengo é o Maracanã inteiro) fazendo Crééééééu. E aí, como se não bastasse, a noite cai e somos brindadas com a figura 'touro de Picasso' de Javier Bardem, escandaloso num terno muito bem assentado no corpo, ganhando o Oscar de melhor ator coadjuvante por seu assassino psicopata de 'Onde os fracos não têm vez'. Eu nem gosto tanto do filme, que achei violento demais, mas passei muuuuuito mal com Javier agradecendo o Oscar e falando em espanhol no fim. Tu-do!!!
Depois desse brinde duplo, com o humor dos melhores, comecei a achar tudo lindo, salvo algumas exceções. Mas tenho especial admiração pela francesa Marion Cotillard, que ganhou a estatueta de melhor atriz por 'Piaf'. Acho essa francesa linda de morrer, com um sorriso sexy de doer, e estava qualquer coisa de fashion vestida de sereia por Jean-Paul Gaultier. Ela faz uma comédia romântica deliciosa com o Russel Crowe, 'Um ano bom', e quem não viu pode pegar em DVD que vai ver que tenho razão de elogiá-la tanto.
Para fechar os destaques da noite, fiquei ainda mais feliz de perceber que a cor do Oscar foi o vermelho. Tudo o que eu queria era ter um evento para ir de longo vermelho, de preferência um Valentino, mas como a realidade insiste em bater à minha porta, fico satisfeita de eleger essas musas 'in red': Anne Hathaway, de Marchesa - amei o decote de flores Miley Cirus, de Valetino, com brinco-escândalo Heidi Klum, ma-ra-vi-lho-sa, perfeita, de John Galliano Helen Mirren, de George Chakra - quero envelhecer assim Ruby Dee, oscar de atriz coadjuvante, simples, correta e chique (não descobri quem assina) e Katherine Heigl, de Escada, com um decote e uma cintura de cortar os pulsos Chiques, todas muito chiques
Esses dias de volta às aulas parecem ser um prato cheio para psicólogos, educadores e estudiosos do comportamento humano. Não sei, não, mas pelo que vi e ouvi de amigos, fiquei com a sensação de que é na ida do filho para a escola que os pais se revelam. E expõem ali todas as nuances de seus relacionamentos, os conceitos, os valores, a educação. Tem os inseguros, os exibicionistas de suas crias, os que falam muito e perguntam tanto que dá até pena de imaginar como serão com as crianças em casa, os críticos e os que querem sair dali logo. Tem também os que querem ficar amigos da professora no primeiro dia e os neuróticos. Diria até que neuróticos são, ou melhor, somos todos, cada um com sua categoria e dose particular de neurose. Mas, enfim, achei curioso que tudo isso se revele na relação com o colégio e que algumas dessas revelações sejam assustadoras.
A psicóloga Rosely Sayão esses dias contou em seu blog que estava numa reunião de pais em escola de São Paulo quando, lá pelas tantas, uma mãe se levantou e disse, sem a menor cerimônia, que estavam todos ali cansados de ouvir coisas que diziam respeito ao coletivo, quando eles queriam mesmo era cada um tratar de seu filho. Então aquela mãe achava que a reunião deveria ser entre professor e pai e mãe, para falar de cada criança em particular. Aí fui comentar isso com um amigo, para ver se ele compartilhava da minha indignação, e ele tinha história ainda melhor para contar.
Na reunião a que esse meu amigo foi, em colégio particular tipo moderninho e alternativo da Zona Sul, os pais davam pequenos ataques a cada informação que achavam que deveriam contestar. A primeira foi a de que os alunos, agora no segundo ano (antiga primeira série, aquela que vem depois da alfabetização), teriam novas formas de avaliação e passariam a fazer provas. Foi o bastante para que meia dúzia entrasse em crise, questionando como meninos tão pequenos seriam capazes de fazer provas, como eles, pais, iriam passar a matéria com os filhos, quem iria prepará-los etc. Foram devidamente acalmados pelos professores. Até chegar a segunda informação, de que o banheiro dos meninos tinha porta dentro da sala e o das meninas era do lado de fora. Gente, vocês acreditam que teve mãe dizendo que isso era uma reprodução da sociedade machista, que era um absurdo a filha ter que sair da sala para fazer xixi e os garotos não? Não adiantou a explicação de que era só coincidência, que o banheiro masculino também abria para fora e seria usado por outras turmas.
A professora provavelmente já estava em estado de choque, imaginando o que ela enfrentaria até as próximas férias, quando o assunto passou a ser o lanche. Aí alguém perguntou se havia fila na cantina para comprar o lanche e, diante da resposta obviamente positiva, a criatura disparou: ‘Mas meu filho não pode enfrentar fila. Vai perder o recreio em fila? Não’. Eu já estava descrente da humanidade quando meu amigo, que me relatava as cenas bizarras, contou que apareceu um pai gente boa para gritar: ‘Gente, é a fila do recreio, um clássico. Também tivemos as nossas’. Ufa, alguém tem memória, pensei. Até que uma figura berrou ‘ô, vamos embora, hoje é dia de Big Brother’ e acabou com aquilo.
Não tenho a formação acadêmica necessária para fazer aqui uma análise disso nem vou bancar a psicóloga de mesa de bar. Fico só com a pergunta: se valorizamos o individualismo em detrimento do coletivo, se achamos que nossos filhos não podem ser avaliados, não precisam respeitar diferenças nem enfrentar adversidades, que espécie de adultos queremos que eles sejam?
Já que é sexta-feira, vamos nos divertir com a exposição das figuras alheias. A turma aí embaixo foi ao Circo e achou que o 'dress code' era o tema. Vejam algumas estrelas que foram à estréia do espetáculo 'Alegria', do Cirque de Soleil, em São Paulo. Agora gostaria que voces me respondessem:
1) O que é esse cabelo mocaino do Junior (que eu adoro, por favor não falem tão mal dele)?
2) Aonde está a Luciana Vendramini que conhecíamos? Quem é essa mistura de odalisca e cigana velha que se encostou nela?
3) Onde Sandy errou: no cintinho lá no meio da cintura com o cós do short lá embaixo; no bolerinho branco; nesse xale pendurado na mão, ou no conjunto da obra?
4) Quem é o transexual da foto: Walério Araújo ou Sabrina Sato?
Ah, sim, por incrível que pareça, essa foto da Sato não foi no circo, foi no aniversáiro do tal Walério. Bom fim de semana.
Parece que os dias de mulher real de Nicole Kidman já acabaram. Hoje ela apareceu no Japão divulgando seu novo filme, 'A Bússola Dourada', e essa foto me deu muitas aflições: * De ver o cabelo tão pintado de novo (deve ser uma tinta liberada na gravidez que a gente não conhece) * De perceber que o botox foi reaplicado * Dessa magreza um tanto excessiva (e muito aflitiva) para uma mulher grávida * Dessa microbarriga de cinco meses de gravidez e * Muita aflição desse vestido horrendo, pavoroso, inexplicável Não sei, não, mas estou começando a achar que a ex-senhora Tom Cruise é meio esquisita
Desde que comecei a ver as chamadas para a minissérie 'Queridos Amigos', achei que iria me emocionar. A história do grupo que volta a se reunir alguns anos depois, todos marcados pelas mudanças da vida, é, no mínimo, curiosa para quem se identifica com aquela geração. Quem, já passado dos trinta, não gosta de saber como vão os velhos amigos, agora casados, alguns com filhos, outros ainda solitários, as paixões frustradas, os bem e os mal-sucedidos, os que engordaram, os que perderam os cabelos, as que continuam ótimas etc etc?. Acho que todo mundo, se tivesse a chance, gostaria de fazer essa espécie de 'reunião de checagem' em algum momento.
A história de Maria Adelaide Amaral se parece muito com a do filme inglês 'Peter's Friends', ou 'Para o resto de nossas vidas', em que o Peter do título reúne os amigos de faculdade num castelo na Inglaterra e, entre o conflito de uns e a felicidade de outros, faz uma revelação que deixa todos em choque. Vale a pena alugar o DVD.
Agora baixou um momento confissão e vou entregar que estou numa fase em que adoro rever velhos e queridos amigos e gosto mais ainda de vê-los bem, daí que essa série está, digamos, me deixando um tanto emotiva. Deve ser porque faltam cinco meses e meio para os 40.
O assunto começou no blog e está rendendo comentários até agora. Partiu de rumores, mas a gente não precisa de muito mais do que boatos para iniciar qualquer discussão calorosa. É que a imprensa de celebridades internacionais não só decidiu que Angelina Jolie de fato está grávida, como é de gêmeos, feitos por fertilização ‘in vitro’ e — aí que está a parte de que mais gostamos — teria engravidado para salvar o casamento com Brad Pitt. Uma amiga então tratou logo de avaliar que Angelina é linda, musa, famosa, multimilionária, quer salvar o mundo, mas é mulher, com todas as fraquezas típicas do gênero, e seria, sim, capaz de se valer da mais velha das armas femininas para segurar o homem que ama. Daí que o debate não acabou mais, felizmente, porque ninguém pode chegar a uma conclusão dessas e achar normal. Não em 2008.
Já comentei aqui uma vez sobre um conhecido que defende com unhas e dentes a teoria de que quando a criança completa um ano, aquele casamento está acabado. Segundo ele, alguns casais conseguem superar e reverter a situação, mas o fato é que aos doze meses depois do parto já não há ali um marido e uma mulher. Acho um certo exagero, mas vamos combinar que não está de todo errado, não. Como muitas de nós, Angelina Jolie, que já adotou três e pariu uma, que já ouviu Brad Pitt reclamar publicamente que ela só tem tempo para as crianças e que teria passado uma temporada desinteressada de sexo, ou ela própria já se lamentou das exigências do marido, enfim, como muitas de nós, ela deve saber que se filhos não destroem casamentos também estão longe de salvá-los.
Você, cara leitora, que tem filhos, e você, caro leitor, que também é pai, me digam se não é verdade:
Que durante a licença-maternidade a mãe tem vontade de matar o sujeito com quem fez filho pelo menos duas vezes por semana, seja porque ele não ajuda em nada ou porque ajuda tanto que vira um intrometido.
Que queremos matar o marido simplesmente porque nossos nervos estão à flor da pele e matar o bebê está fora de cogitação.
Que a gente, em algum momento, e por períodos de duração variável, só quer saber da criança e eles, com razão, se ressentem disso.
Que crianças em casa significam avós em casa com mais freqüência, e sogro e sogra nunca foram reconhecidos por estimularem matrimônios.
Que o sexo passa por todo um processo de, digamos, readaptação, seja pela impossibilidade de praticá-lo quando se quer ou por pura falta de vontade, o que gera estresse em ambos os casos. Que pais perdem, entre outros, o direito de assistir ao jogo do time deles com a TV nas alturas e que passam um ano sem poder gritar ‘gol’ dentro de casa.
Que mães passam vários anos sem, entre outros tantos, o direito de tomar banhos demorados e de sair de casa sem ter que acabar de se arrumar no elevador.
Que o casal vai passar muitos anos discutindo sobre a melhor maneira de educar a criança e de quem é a culpa quando algo dá errado.
São só alguns exemplos e, se alguém me provar que há algo de romântico e afrodisíaco nisso e que não há remédio melhor para relacionamentos em crise, tudo bem, vamos apoiar Angelina Jolie e quem mais quiser se valer desse recurso. Até porque, qualquer uma que fosse casada com Brad Pitt ia mais é querer tentar fazer dezenas de filhos com ele mesmo. Não sendo o nosso caso, acho melhor acreditar que, em assunto de marido e mulher, bebê nenhum mete a colher.
Se tem alguém que salva Duas Caras da tragédia absoluta, essa pessoa é Marília Pêra. Não me canso de rir e me encantar com a Gioconda, que é a personagem mais legal da novela, representada maravilhosamente por Marília.
As cenas da Gioconda, com a ótima colaboração da amiga Neli (Guida Vianna), são impagáveis e, para mim, as melhores. Aguinaldo Silva parece ter gastado todo o talento fazendo essa dondoca em conflito com a futilidade de sua própria vida.
Ela, hoje, feliz da vida com o nascimetno do neto, estava uma fofa. Muitas palmas para Marília.
Ela não precisa admitir nem dar qualquer tipo de declaração, porque a conhecida imprensa de celebridades já dá como certa a notícia de que Angelina Jolie está grávida de gêmeos. Ah, sim e que engravidou por fertilização in vitro, para realizar um desejo de Brad Pitt, que queria muito ter mais filhos biológicos, enquanto ela gostaria de continuar adotando.
Mas o que me mais me interessou nessa história foi a trama criada em torno dela: Angelina teria engravidado para salvar o casamento. Diante de tantos conflitos com Brad, ela teria resolvido dar a ele o outro filho biológico para ver se o relacionamento volta a entrar nos eixos.
Eu poderia até acreditar que ela está grávida de sêxtuplos e que ainda vai adotar mais 10 crianças. Mas duvido, ou melhor, me recuso a acreditar que Angelina Jolie, embaixadora da ONU, a mulher que luta pelas populações esmagadas pela miséria e as guerras, a poderosa, linda, morena e escovada Angelina tenha recorrido ao velho golpe da gravidez-salva-casamento.
Alguém aí acredita que ela precisa disso? E alguém aí acredita que filhos realmente salvam casamentos? A minha resposta é não para as duas perguntas. Agora respondam vocês.
Ontem teve desfile das campeãs e depois de 10 anos pude comemorar que minha escola estava lá novamente. É uma certa humilhação ficar feliz com quarto lugar, principalmente para quem já teve 21 campeonatos, mas confesso que festejei muito ver a Portela novamente entre as melhores. Não entendo nada de Carnaval, não mergulho nesse universo da Sapucaí, mas torço muito pela escola que tem a ver com a minha infância, com domingo na casa da avó e algumas esporádicas visitas à quadra — que eram poucas, mas já me faziam sentir a local do pico, apesar de morar na zona sul e nunca ter desfilado. Mas, enfim, assistir a um desfile da Portela sem ter vontade de chorar de pena e, muito pelo contrário, acreditar que ela estava de volta à briga, não tem preço. E essa vai ser uma das minhas boas lembranças desse Carnaval. E já que entrei nesse clima de dividir meu balanço pessoal da folia de 2008 com vocês, vamos aos outros itens, que não são muitos, mas os mais marcantes.
Não sei vocês, mas este ano decidi que, entre as mulheres que invejo e que só não venderia a alma ao diabo para ficar com corpo igual porque o diabo nunca me fez essa proposta, não se incluem as madrinhas de bateria profissionais. Pelo menos não essas mais bombadas, com trocadilho. Porque ninguém vai me convencer de que aquele excesso de músculos é lindo e que aquelas coxas que parecem toras de maçaranduba são elegantes. Músculos demais e percentual de gordura de menos envelhecem e se vocês não repararam nas peles enrugadas, por favor, reparem. Tive vontade de juntar uma fotos tipo’antes-e-depois’ e mostrar às meninas que estão começando com o pedido de que não façam isso com o próprio visual. Em compensação, estavam todas muitíssimo bem vestidas — ou despidas —, com fantasias especialmente lindas . A exceção foi Adriane Galisteu, mas falar mal da roupa da Adriane Galisteu já virou lugar comum demais.
Também vou levar de 2008 a feliz conclusão de que vivi para ver o Carnaval de rua do Rio ser novamente incrível, agora com bons blocos voltando também à zona norte, que demorou um pouco a aderir ao ‘revival’. E, vejam só, com bailes, promovidos pelos mesmos blocos em casas de samba da Lapa. Melhor, estraga. E para os chatos que reclamam que os blocos estão lotando demais — não agüento essa gente que acha que programa bom é o que só a turma delas freqüenta —, a gente lembra que Carnaval legal sempre foi Carnaval lotado, com as vantagens e desvantagens disso. Até o Cachorro Cansado, do Flamengo, que meu pai adorava justamente pela fajutice que era, bombou este ano. Animadíssimo e superfamília.
A parte ruim é que, com isso, as matinês ficaram relegadas a segundo plano e agora os clubes têm a cara de pau de botar DJ no lugar da velha e boa bandinha. Muito caído isso de as crianças terem que ouvir pout-pourri remix de marchinha. Acho até que podemos lançar uma campanha pela volta das bandinhas às matinês e assim todos, nós e os filhos, teremos mais uma opção de boa folia. Ah, sim, do Carnaval de 2008 vou levar a certeza de que botei uma foliã no mundo. Vestida de fada, a criança se acabou de sambar e pular e aí de quem sugerisse ir embora antes que a música parasse. Aos 2 anos, Maria Clara contabilizou três blocos e dois balinhos neste Carnaval e não quero nem imaginar como será aos 15.
Coisas que eu gostei de ler, ver e ouvir neste Carnaval:
* Que a Portela voltou a ficar entre as melhores. Não saco nada de desfile e me divirto mesmo é com a apuração, mas sou portelense, fazer o quê? * Que as madrinhas de bateria estavam com fantasias lindas. E que Adriane Galisteu, para variar, estava inacreditável * Que Antônio Fagundes foi grosseiro e antipático com a imprensa no desfile/gravação. Faltou novidade nessa informação, mas é sempre bom lembrar * Que Lázaro Ramos, que andou reclamando de invasão de privacidade e exigindo o direito de se manter fora da exposição, apareceu nos principais camarotes do Rio e Salvador * Que Grazi Massafera, apesar de linda e musa, ficou devendo de novo o samba no pé: no ano de estréia, foi a sandália que arrebentou, esse ano, foi uma febre que a impediu de evoluir como gostaria * Que Luiza Brunet brilhou mais do que muita garotinha gostosona * Que Naomi Campbell enganou todo mundo com seu excesso de simpatia no Carnaval de Salvador: ela estava era ganhando uma boa grana, em dólar, para dar pinta na folia baiana * Que em clima de folia total, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, se casou com a ex-modelo e cantora linda Carla Bruni, depois de três intensos meses de namoro * Que Ivete Sangalo cumpriu o que prometeu e passou o rodo. E resolveu dar um amasso num apresentador da Band que é o maior gatinho * Que André Gonçalves, mostrando estar no melhor de sua forma, pegou de Monique Evans a um travesti nos camarotes da Sapucaí * Que Susana Vieira expulsou Grazi do camarim da Grande Rio porque não é mulher de dividir camarim com ninguém * Que eu e uma amiga com quem trabalho já ficamos com o mesmo menino em Carnavais diferentes. Sendo que só nos conhecemos agora, depois de velhas, e morávamos em cidades diferentes. O que prova que o mundo é uma quitinete, principalmente no Carnaval
Considerando que não dá mais para encher o carro de amigas, encarar cinco horas de engarrafamento até a Região do Lagos para pular Carnaval em bailes lotados cinco noites seguidas (abríamos os trabalhos na sexta mesmo, logo depois de deixar as malas em casa), achei que seria de bom tom começar a adaptar a festa à minha realidade. Porque nem se eu quisesse bancar a sem noção e fazer um revival da adolescência, nada daquilo que eu vivi continua lá no mesmo lugar — nem os bailes, nem o clube, muito menos os amigos e talvez nem a cidade —, então é melhor que eu consiga enfrentar o passar do tempo e encontrar diversão em outras quadras. Quando os blocos ressurgiram e o Carnaval de rua do Rio voltou a bombar, achei que o problema estava resolvido, mas não é tão simples assim.
Primeiro que acho que já está na hora de criarmos — eu e minha geração, pelo menos — com o Carnaval a mesma relação blasé que aprendemos a ter com o Réveillon. Excesso de expectativa só atrapalha, a gente já sabe. Daí que é sempre bom partir do princípio de que são apenas quatro dias e que no ano que vem tem tudo de novo. Então não precisam ser esses os melhores quatro dias da sua vida, nem ninguém precisa mais pegar seis sujeitos por noite, até porque, do jeito que a coisa anda, só um milagre fará aparecer na sua frente seis sujeitos pegáveis numa única noite. Tudo bem que tem a velha máxima de que “se toca ‘Cidade Maravilhosa’ e você ainda está no zero a zero, é hora de desligar o controle de qualidade”, mas algum cuidado se deve ter para não passar a Quarta-feira de Cinzas afogada no arrependimento. Também não há, por exemplo, necessidade de passar 15 dias só bebendo água e fazendo 517 abdominais toda manhã porque imaginamos que a essa altura do campeonato tenhamos segurança e amor próprios suficientes para nos garantir do jeito que somos.
Não, gente, não estou tentando discretamente passar recibo de velha nem fazendo campanha para o Carnaval da terceira idade, muito pelo contrário. É só uma maneira de defender a categoria em que hoje, humildemente, me enquadro, e a idéia de que temos que encontrar nossa própria receita da folia. Não vamos ser madrinhas de bateria, vamos? Nem consigo me imaginar disputando barrigas tanquinho e coxas de Schwarzenegger com as moças que ilustram esta edição. Também não vamos virar cachorras, vamos? Não sei vocês, mas a mim me falta talento para isso. Tampouco sou passista, ou foliã do tipo que faz a mesma fantasia junto com 10 amigas, todas solteiras. Não organizo bloco, não puxo samba, não empurro ninguém para garantir lugar na janela de algum camarote e, nas poucas vezes em que consegui me sentar num desses espaços privilegiados, posso garantir que nenhum fotógrafo perdeu tempo comigo. Mas juro que gostaria muito e, mais do que isso, pretendo, de fato, fazer parte deste e de muitos outros Carnavais com alguma dignidade e ainda me sentindo parte, digamos, do mercado.
Então, meninas, ainda nos restam três dias para vestir aquele shortinho que o espelho nos deixa vestir, caprichar nos acessórios, levantar os dedinhos e botar nosso bloco na rua. Com a moderação que cada uma acha que deve ter. Bom Carnaval.
Não se pode evitar, muito menos negar: é Carnaval no Brasil. E Carnaval para a Salto Agulha é:
Fantasia de Nêga Maluca feita pela mãe Matinê no Fluminense Ponte engarrafada Baile da Viúva Porcina Baile do Branco Moinho de Leopoldina Clube Campestre de Araruama Brasília bege Sanduíche no Popeye Fantasia de presidiária feita pela mãe Bloco de Piranhas Bloco dos punks Namoro de quatro noites Vários namoros de quatro noites Fantasia de noiva feita por nós Salvador com namorado Iriri debaixo d'água Camping em Guarapari Paraty apaixonada Sambódromo a trabalho Portela a trabalho Bebê no bloco Bebê de índia Menininha de fada Um desfile de lembranças Várias alas de boas lembranças Feliz Folia!
Meninas, não sei se vocês viram, mas foi decretada a inutilidade masculina. Cientistas britânicos - sempre eles! - garantem ter conseguido criar espermatozóides a partir de células-tronco da medula óssea feminina. O que significa que, em breve, não precisaremos mais dos homens para ter filhos.
Numa outra leitura, eles não servem mais para nada, hahahahaha!
É uma supervingança milhões de anos depois. Não disseram que saímos da costela de Adão? Então agora a humanidade poderá sair das nossas costelas, só nossas!
Piada à parte, a notícia é ótima para as gays. Eu, por enquanto, prefiro os métodos tradicionais e muito prazerosos.
Mas que é bom ter essa informação para usar (pra não dizer jogar na cara) na hora certa, ah, isso é.