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| Cláudia Cecília |
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A semana está agitada. E já que fomos obrigadas a ver travestis de segunda linha fazendo exposição de suas figuras (não deixem de ver post abaixo), agora vamos voltar ao glamour que a gente merece. Aí estão algumas imagens da festa de lançamento da nova novela das seis, 'Ciranda de Pedra', que aconteceu em São Paulo, domingo (as duas primeiras fotos), e do Prêmio Contigo!, no Copacabana Palace, ontem. Façam suas críticas. Meu comentário final é: quero esse vestido xadrez da Paola Oliveira no meu armário neste segundo!
 Thamy Dicalafiori, Ana Paula Arosio, Ana Sophia Folch e Ariela Massotti: na minha modesta opinião, todas no erro. Itens imperdoáveis: a meia-calça cor da pele de Thamy, o conjunto franjas+ bota de Ana Paula, esse vestido verde de Ana Sophia e as cores de Ariela. Estilistas nelas, já!
 Danielle Suzuki num estranho dourado, Paola Oliveira a-rra-san-do, linda de morrer, e Cléo Pires correta, mas um tanto senhora com essa saia no joelho e a cintura alta
  No Prêmio Contigo!, Nívea Stelmann finalmente acertando. Amei o vestido, o sapato branco e a inusitada combinação dos dois. Carolina Ferraz fez a senhorinha que esqueceu de retocar sua Nielly Gold - reparem na raiz
 Fernanda Vasconcelos faz o que pode, André Marques faz o chique, Deborah Secco faz a fina, muuito fina, e Juliana Paes faz a poderosa
 Grazi Massafera, minha mais nova ídola, é aquela que aproveitou a chance que o destino lhe deu e não pára de arrasar: o vestido lindo saiu de um brechó em Londres, tá? Cauã virou detalhe - a gente até esquece que ele errou na corAgora rolem a tela que o mundo cão está aí embaixo
 Ele deixou ela em casa...
  E foi se divertir com ela(e)s!Não dá para falar de outra coisa hoje que não seja o barraco de quinta categoria em que se meteu o senhor Ronaldo Nazário. A criatura, que tem uma das maiores contas bancárias de que já tivemos notícia, entediada da vida, a fim de fazer uma m. das boas, decide ir pegar prostituta no calçadão da Barra. Normalzinho. Até, segundo ele, descobrir que as moças tinham um algo a mais e a coisa começar a desandar. A traveca líder tem outra versão, e uma vez o barraco instaurado, vai acontecer o que já sabemos:Rronaldo, cheio de culpa e vergonha, se recolhe, e a transexual vira celebridade. Como de costume nesse nosso pais estranho. Agora vamos às perguntas que o Fenômeno talvez nunca nos responda: 1. Ronaldo precisa mesmo pegar prostituta na rua? Ok, quer se divertir no submundo, quer um momento bagaço na vida, mas será que ele não tem, sei lá, um tele-puta quente para pedir um delivery? 2. Os travestis são feios feito a fome, como pudemos ver nas fotos. Aí o craque argumenta que pensou que fossem mulheres. Agora me digam, isso - achar que aquelas figuras com cara de bicha pobre eram moças - melhora para ele? 3. O Fenômeno diz que se aborreceu quando percebeu, digamos, excesso de volume nas mulheres e decidiu acabar com a festa. Ele teria começado a farra pouco depois da 4h da manhã e foi parar na delegacia pouco depois das nove. Ele levou cinco horas para se dar conta? 4. E,afinal, por que a tal Andréia saiu do quarto e voltou? Eu, particularmente, não acredito nessa história de drogas. Até porque, ela diz que saiu para ir à Cidade de Deus, mas às oito da manhã estava aqui na portaria do jornal com doucmento do carro dele na mão contando uma história louca de cárcere privado. Enfim, o fato é que Ronaldo deu mole e achou uma traveca malandra que resolveu se dar bem em cima dele e conseguiu - vai ter seus 15 minutos de fama. Agora vou fazer que nem mãe quando avisa antes mas o filho insiste em teimar: bem feito!
TRUQUES EM NOME DO AMOR
Contei essa história no blog essa semana e fiquei achando que merecia uma reflexão mais extensa, o que não quer dizer profunda, que domingo não é dia de se aprofundar em nada. Pois bem, era a cena de um casal de velhinhos que saía de uma sessão de acupuntura: ela havia levado as agulhadas, ele só acompanhava. Antes que saíssem, ela deu uma cutucada no marido e ele então se lembrou de perguntar ao terapeuta se eles ali tratavam do ouvido, porque a mulher achava que ele estava ficando surdo. Diante da negativa — eles não tinham terapia para surdez —, o velhinho olhou para mim e fez sinal de que sua mulher estava ficando maluca. Aí sorriu com cara de moleque, piscou e foi embora. E tanto eu quanto o terapeuta ficamos com a certeza de que nem a velhinha está ficando maluca nem o velhinho, surdo. Era, provavelmente, um caso típico da idade: a idade deles e a do casamento. Àquela altura, o velhinho só estava a fim de ouvir o que lhe era conveniente, daí que surgiu uma surdez providencial. O que me deu a convicção de que alguns truques são válidos e necessários quando se quer manter longos relacionamentos — se é que nós, das gerações posteriores, seremos capazes de levar nossos casamentos tão longe.
Mesmo diante da incerteza, e do mundo nos mostrando que hoje em dia qualquer um ano de relação já é lucro, podemos tentar as mesmas artimanhas, para ver se conseguimos comemorar alguma boda, mesmo que seja a de algodão. E antes que a surdez seja um recurso factível, a gente pode apelar para armas menos radicais. Uma repentina miopia que nos impeça de perceber, entre outros, a toalha molhada em cima da cama ou a louça suja empilhada na pia, por exemplo, pode ser muito útil. Uma súbita amnésia, que nos faça esquecer a existência de celulares, orkuts e qualquer outra arma de perseguição e fomento de ciúmes e paranóias, seria uma ajuda e tanto. Imagina se você ou seu parceiro ou parceira fossem capazes de esquecer, mesmo que por pouco tempo, que é possível seguir os passos, a intimidade e o passado um do outro? Não seria um alívio e garantia de brigas a menos?
Fora as coisas fofas. Não nos custa bancar as loucas e falar na mesma língua da sogra, ora. Ou ter ataque de bom humor e boa vontade e achar aquele churrasco no sítio de aluguel do pessoal do trabalho dele um programa e tanto. E uma vez lá, você recorre à miopia novamente e nem enxerga que a estagiária dele se parece com a Scarlett Johansson. Você também pode prender a respiração até conseguir fechar a calça dois números abaixo do seu que ele te deu de aniversário e considerar esse pequeno engano um elogio e não uma indireta — ele deve ter usado do mesmo problema de visão para te ver mais magra do que você realmente está e não se pode deixar de reconhecer uma gentileza dessas.
E, assim, de pequenos truques e abnegações, com uma pequena surdez aqui, uma paralisia ali, uma cegueira acolá, todas muito convenientes — mas todas com limites, claro, que a Amélia morreu faz tempo —, a gente vai levando essa coisa estranha chamada amor e essa coisa praticamente inviável chamada casamento. O velhinho surdo é que sabe.
 Ai! Ui! Que loucuga!Como disse uma amiga: cai o último mito da masculinidade! Repararam bem na foto? É isso mesmo que vocês estão vendo: Harrison Ford depilando o peito. A desculpa é uma causa nobre. O nosso Indiana Jones decidiu se livrar dos pêlos do corpo em protesto contra o desmatamento das florestas pelo mundo. Não, não é piada. Ford é vice-presidente da Conservation International, uma espécie de ong ambientalista, e achou que seu gesto ajudaria nos trabalhos, segundo contou o site Access Hollywood. Eu só acredito que esse protesto dê em alguma coisa se o Tony Ramos aderir. Até porque, se desmatarem o Tony Ramos, não precisam mais mexer em floresta alguma, né? Agora a enquete: Pergunta A: você pegaria o Harrison Ford assim, depiladinho? Pergunta B: você prefere homens depilados ou ao natural? Respondam, por favor. Ah, sim, homens também podem e devem participar.
Você percebe que mudou de categoria na vida, que virou mãe, que faz parte do estranho grupo formado por pessoas com filhos pequenos, quando se vê, em pleno sábado à noite, numa acalorada discussão entre amigos e taças de vinho, em torno da grande questão universal:
Que bicho é a Uniqua, dos Backyardigans?
Acho que eu merecia destino melhor...
CHOQUES DE REALIDADE
A gente tenta, se esforça, faz a jovem de espírito, banca a descolada, cuida da pele, passa hidratante, mas não tem jeito. Uma hora, em algum momento, assim, de surpresa, seremos confrontadas com o peso da idade, o passar do tempo, a velhice iminente. Pode ser uma coisa rápida, que com a velocidade que vem vai embora, mas é o suficiente para dar aquele choque de realidade que estamos sempre tentando evitar. Aí a gente pára, reflete, se conforma, se recompõe e volta a se dedicar ao presente, porque é assim que a banda toca. Até o próximo confronto detonar tudo de novo. Pois bem, estava a colunista esquecida de que uma nova faixa etária se aproxima, sem se dar conta de que para agosto só faltam três meses e 10 dias, sem se tocar nem mesmo quando a geração AI-5 faz questão de lembrar que 1968 é o ano que não acabou, enfim, estava eu absorta no meu dia-a-dia, quando uma série de acontecimentos veio me dar aquela sacudida desnecessária, como se Cazuza tivesse ressurgido para berrar nos meus ouvidos "o tempo não páááára".
Começou com uma crise de coluna. Ok, ninguém esquece que tem uma hérnia de disco, mas eu esqueci e daí? Na empolgação com a malhação e o personal trainer (todo mundo tem um, arranjei o meu também), resolvi dar umas corridas na esteira e a hérnia por sua vez resolveu me avisar que ela ainda estava por ali. O resultado foi uma semana andando feito cabo de vassoura e até hoje sentindo o nervo pinçar. Aí outro dia fiz cara feia de dor e quando uma amiga perguntou ‘o que houve?’ e eu respondi ‘dor no ciático’ - que é como se chama o maldito nervo do glúteo -, me senti com 225 anos. E, pela expressão dela, passei mesmo essa idéia. Um dia depois, repeti a cara de desconforto e, diante da curiosidade daquele que responde pela alcunha de meu marido, disse que tinha sentindo uma fisgada. Ele riu e me alertou para o fato de que, a menos que a pessoa seja um pescador, a palavra ‘fisgada’ só entra no vocabulário do ser humano no mínimo depois dos 35 anos. "Já viu adolescente dizer que sentiu fisgada?" E fiquei sem saber se ria ou se socava a cara dele. Daí que tomei uma decisão.
Agora, quando a tal fisgada me surpreende, as feições de meu rosto me entregam e alguém pergunta o que está acontecendo, respondo ‘estou com dor na bunda’. Assim, desse jeito bem deselegante. Dor na bunda pode ser meio feio de se dizer, concordo, mas é mais digno, muito mais digno do que dor no ciático. Qualquer interpretação que mentes criativas possam fazer dessa minha afirmação - "estou com dor na b." - vai ser muito mais benéfica para a minha imagem enquanto mulher moderna, bem-resolvida, colunista etc etc, do que dor no ciático, que não deixa margem para nenhuma outra conclusão que não seja ‘está velha’.
Depois dessa mudança de postura, passei a lidar bem melhor com meu entrevamento e a dor até diminuiu. O tal choque de realidade estava perdendo a força e eu já ia me entregar de volta à alienação providencial - aquela que me fez esquecer as datas -, quando fui ao salão dar uma repaginada daquelas que nos fazem esquecer de tudo. Aí o cabeleireiro, que eu considerava um amigo, mexe na parte de trás do meu cabelo, um pouco acima da nuca, dá um grito abafado e diz "tem uma mecha branca enoooooorme aqui atrás, uma não, duas". Não, gente, eu juro que não matei ninguém essa semana, mas faltou pouco.
Esta é a semana do desabafo. Amigas (desculpem, meninos, mas esse é um tricô de mulheriznha mesmo), eu ontem entrei em surto psicótico, decidi que tinha que otimizar meu tempo e fazer tudo o que eu precisava para me cuidar e assim, quem sabe um dia, ser personagem de revista feminina. Daí que, numa única manhã, de 9h15 a meio-dia e meia, eu:
 Fiz acupuntura
 Fui ao dentista
 Fiz depilaçãoO próximo passo vai ser me enfurnar num mosteiro franciscano e participar de uma daquelas cerimônias de purificação com auto-flagelo. Enfim, é bem verdade que estou me sentindo uma pessoa melhor, de corpo e alma, mas não desejo um surto desses a ninguém. Um ótimo feriado a todos vocês! p.s- ah, sim, que fique bem claro, não sou eu nas fotos, hein?
CENA MASCULINA 1
Um casal de velhinhos deixava a clínica de acupuntura. Ela acabara de sair da sessão e ele esperava pela mulher. Quando iam se despedir, ela cutucou ele e o senhor, lembrando-se do que se tratava aquela cutucada, perguntou ao terapeuta: - Ela quer que eu venha fazer isso também. Vocês também tratam do ouvido? - Dependendo do problema que for, tratamos, sim - respondeu o japonês - Ela acha que eu estou ficando surdo. - Ah, mas surdez não tratamos, não. O velhinho olhou para mim e gesticulou para me indicar que a mulher estava era ficando maluca. Aí fez um sorriso moleque, piscou para mim, deu a mão à mulher e foi embora. E eu fiquei com a certeza de que aquela surdez era providencial. Àquela altura da vida, com algumas décadas de casamento, o velhinho decidiu que só vai ouvir o que lhe interessa. E a mulher que pense que ele está ficando surdo. Gostei do velhinho e adorei a estratégia. Se é para garantir o "até que a morte os separe", achei válido.
        CENA MASCULINA 2 Era um sujeito de uns 30 e muitos ou quarenta e poucos anos. Estava numa loja do Mundo Verde, cestinha em uma das mãos, celular na outra. Fazia inúmeras consultas ao funcionário da loja e não saía da frente da prateleira de suplementos vitamínicos. De vez em quando telefonava para o que julguei ser o seu personal trainner e fazia perguntas em um volume de voz alto o suficiente para a loja inteira ouvir. Era indisfarçável sua empolgação com o momento maromba, como se ele tivesse acabado de descobrir os benefícios da musculação. Com a cesta cheia, foi para a fila, voltou a ligar e a perguntar, feito criança: - Então eu tomo isso e vou malhar, né? Janto ou não janto antes? Posso mesmo jantar? As pessoas na fila, a essa altura, já se perguntavam se precisavam mesmo participar daquilo, sem saber que o pior estava por vir. O cara telefonou novamente e disparou: - Então tô levando isso, isso e isso. Meu irmão, quando eu for ao banheiro, já viu, né? Só vai sair cápsula, um monte de pílula, hahahaha. Eu e uma menina que antecedíamos a criatura na fila nos entreolhamos e fizemos careta. Um senhor atrás do exibicionista bufou, mas, felizmente, antes que todos se manifestassem, ele resolveu calar a boca. Depois a gente reclama que falta homem e o sexo oposto discorda. Se é isso o que tem no mercado, amigos, a gente vai continuar achando que não tem nada.
Estou para dar essa dica a vocês desde a semana passada. Mas ainda está valendo: quem tiver chance deve conferir a exposição de fotos do norte-americano ultramegasuperpop e multimídia David LaChapelle, no Oi Futuro. Em "Heaven to Hell: belezas e desastres", o queridinho de astros e estrelas do mundo da moda, cinema e música exibe fotos de Madonna, Angelina Jolie e Leonardo di Caprio (o moço da banana aí do lado), entre outros, e videoclipes de uma turma de primeira, como Elton John, Gwen Stephanie e Cristina Aguilera. Todos em situações inusitadas e cenários surreais, que vão do luxo ao lixo com a maior facilidade. Sem querer tirar onda, mas já tirando, vi essa exposição em Buenos Aires ano passado e é muito bacana, vale a pena o programa. Fora que é de graça e você aproveita que está no Oi Futuro para ver as mostras permanentes e o Museu das Telecomunicações e - se for da minha geração - concluir que, daqueles modelos de telefone muuuito antigos que estão expostos, você só não usou um ou dois (que horror!). Ah, sim, as crianças amam. Então, taí a dica: David LaChapelle em "Heaven to Hell: belezas e desastres" De terça da domingo, das 11h às 20h Oi Futuro Rua Dois de Dezembro 63, Flamengo, tel.: 3131-3060
 Madonna fazendo a sereia
Mostramos a ministras da França, todas chiques de doer, e agora, continuando nosso giro pelo poder feminino em atuação na Europa, apresentamos as espanholas, igualmente poderosas e charmosas. Gostei especialmente da moça aí embaixo, olhando para esse monte de homem. Ela se chama Carme Chacon, tem 37 anos, está grávida de sete meses e, vejam só, é a primeira mulher ministra da Defesa da Espanha. Ministra da Defesa jovem assim e com esse barrigão é, usando uma expressão que adoro, o máximo da canequinha, não é não?
 Barrigão na defesaDepois vêm a primeira-ministra MariaTeresa Fernandez e a recém-empossada ministra da Igualdade Bibiana Aido, de 31 anos. Ah, o ministério de Desenvolvimento também é comandado por uma mulher, Magdalena Alvarez. Sem querer ser sexista, mas já sendo, o comentário final: isso, sim, é primeiro-mundo!  Nós no poder
Sim, eu sei, daqui a pouco vocês vão dizer que eu falo mal de 'Duas Caras', mas não desgrudo da TV. E eu terei que admitir que não só é verdade como que, apesar de continuar achando que a novela é um lixo, estou assumidamente me redendo aos últimos capítulos. Já confessei que esse 'approach' do Ferraço na Maria Paula está, digamos, mexendo comigo. Já comecei a achar que Dalton Vigh, quando quer, tem pegada. Mas a coisa esquentou mesmo ontem, com a cena de sexo da louca da Sílvia (Alinne Moraes) com o motorista João Batista. Gente, o que foi aquilo? Era um tal de rasga roupa daqui, pisa no peito dali, puxa o cabelo acolá que dessa vez, finalmente, o Aguinaldo deve ter conseguido seu pico de audiência, sem trocadilhos. E o Julio Rocha, hein? Não é fraco, não. Nada fraco.
  Rolou uma químicaPara fechar, Sílvia chega só de sobretudo em casa, Ferraço questiona, e ela responde que foi a um restaurante porque estava louca para 'comer filé a cavalo'. Aí ele pergunta se ela matou o desejo e a resposta é "não, matei a fome". Sen-sa-cio-nal.
Segunda-feira teve coletiva de lançamento da nova novela das seis da Globo, com Ana Paula Arósio vivendo sua 108ª personagem de época. Mas antes que vocês achem que viramos um blog de TV, vamos ao que interessa. Na apresentação do elenco, a equipe de críticos de beleza da Salto Agulha elegeu os dois melhores visuais. Aí estão Leandra Leal, loura, magra (beem magra), cacheada e uma graça, e Marcello Antony, que ficou um espetáculo com essa barba. Dêem suas notas.
  Repaginados
MANUAL DO SEXO INGLÊS
Já tinha anunciado aqui que, quando eu crescesse, ia ser pesquisadora inglesa. Ok, não tenho formação científica nem qualquer outra que permita me transformar em pesquisadora e muito menos sou inglesa, mas como também não cresci, considero esse problema resolvido. Até porque minha vontade de ganhar em libra para pensar em bobagens diminuiu essa semana, quando descobri o motivo que leva as pessoas da terra da rainha a se debruçar sobre estudos inusitados. Dizem as más línguas que os ingleses, quando não estão fazendo sexo, gostam de pesquisar. Daí que eles têm tempo de sobra, e põe de sobra nisso, para as pesquisas, uma vez que as aventuras carnais — tudo dito pelos maldosos, que fique bem claro — não são o forte lá daquelas bandas. Mas, enfim, querendo ou não, invejando-os ou desprezando-os, o fato é que os caras realmente não fazem outra coisa e nós aqui somos obrigados a consumir os resultados dessas pesquisas e ou adequarmos nosso comportamento a eles (os resultados) ou simplesmente levar os assuntos para discutir em mesa de bar. Então, façamos da coluna a mesa de bar e vamos ao balanço das últimas novidades.
Vinte minutos de faxina por semana reduzem o estresse. O quê? Não sabiam? Pois foi o que disse o povo da University College, em Londres, garantindo que passar um pano no chão, lavar uma louça, esfregar um vaso sanitário fazem um bem para a saúde mental que vocês nem imaginam. Donde podemos concluir que as moças que se dedicam profissionalmente aos afazeres domésticos são as mulheres mais relax do planeta. E quem trabalha fora e não tem empregada, então, deve atingir o Nirvana praticamente toda semana, né? Traz um pesquisador desses para nos dizer isso pessoalmente que a gente mostra para ele como é que se usa um pano de chão molhado para desestressar...
Alguns dias antes, nossos amigos do chá das cinco decidiram que a gente tem que transar num tempo que vai de 4 a 13 minutos, para considerar a transa ideal. Menos é rapidinha, mais é exagero. Daí que fizemos nossas contas pessoais, tentamos cronometrar as transas seguintes e, depois de muito protesto, resolvemos continuar transando enquanto eles pesquisam, que assim funciona melhor.
Ah, sim, também tivemos a informação de que, para ter as zonas de prazer devidamente ativadas, nós, mulheres, só precisamos nos servir de quatro centímetros, se é que vocês me entendem. O resto seria lucro e, não sei vocês, mas minhas amigas não só estão indignadas como duvidam muito que esse estudo tenha vindo do ocidente. Essa defesa das proporções diminutas, elas apostam, é conspiração oriental, se é que vocês me entendem de novo.
E, por fim, o que parece ser a única boa notícia. Médicos ingleses — juro que tentei dar uma variação geográfica ao tema, mas é quase impossível — descobriram uma forma de turbinar o famoso ponto G. Usam silicone ou colágeno, não me lembro bem, para aumentar o tal ponto (que eu achava que ninguém sabia ainda ao certo onde é) e, conseqüentemente, o prazer feminino. Ou, em outra leitura, o ponto G turbinado facilitaria o trabalho dos tais quatro centímetros citados anteriormente. Já estou até imaginando as brasileiras, que não fazem pesquisa, mas adoram uma novidade estética, decidindo os mililitros de seus pontos G. Só não sei como vão exibi-los na praia depois.
 A voz continua a mesma...Esse foi um toque de uma amiga: vocês repararam que, depois do momento encontro com Richard Gere para anunciar tintura, o cabelo da Carolina Ferraz nunca mais foi o mesmo? Reparem só na novela. Está uma mistura de chapinha mal feita com corte mal ajambrado e cor mal aplicada nunca antes vista na história de Carolina na TV. Das duas uma: ou Richard Gere seca o cabelo das mulheres com quem ele se encontra ou a nossa inveja fez efeito.
Está na coluna da Regina Rito hoje e na Revista Contigo! desta semana: Sthefany Brito rindo à toa com o anel de noivado que ganhou de Alexandre Pato, o mais novo fenômeno do futebol brasileiro, que joga no Milan. Para quem não lembra ou não ficou sabendo, eles se conheceram pela internet no fim do ano passado, se encontraram, começaram um namoro que ignorou o fato de ela morar aqui e ele, na Itália, e agora, menos de seis meses depois, acabaram de ficar noivos.
Pato faz gol e desenha um coração com as mãos. Comprou um anel com uma inscrição em grego que significa 'permanente', levou a namorada para Paris e a pediu em noivado em um restaurante no alto da Torre Eiffel. Agora me digam: é só a Sthefany ou isso faz qualquer mulher rir de orelha a orelha?
Vamos torcer para que seja amor sincero e que eles não se casem num castelo...
  Como dizia uma amiga: o amor é lindo, pena que tem que tomar banho depois
Só o que me faltava era ver adultos transformando o mosquito da dengue no novo bicho-papão das crianças. Não que ele não seja, mas as pobrezinhas não precisavam saber disso, né?
Eu já tinha lido, mas não tinha acreditado. Até que vi uma avó dizer às netas para não irem a não sei onde porque lá estava "cheio de mosquito da dengue". E as duas menininhas vieram, com os olhos arregalados, me alertar para não entrar também no tal lugar.
A avó era minha sogra, as meninas, minha filha e minha sobrinha, e o lugar infestado de mosquito da dengue, acreditem, o meu quarto, que as duas desistiram de bagunçar, depois de devidamente aterrorizadas.
Então, amigos, depois do boi da cara preta, do homem do saco, do véio do rio, da mula sem cabeça, e das almas penadas, é o aedes aegypti o novo terror das criancinhas. No real e no imaginário. Ninguém merece.
  Washington, centro-avante do Fluminense, 33 anos, 1.89m, 90kg e Zé Carlos, meio-campo do Botafogo, 27 anos, 1.78m, 77kg
  Léo Moura, lateral do Flamengo, 29 anos, 1.77m, 66kg e Tiago, goleiro do Vasco, 24 anos, 1.89m, 85kgA pedidos, aí estão os candidatos a Muso do Campeonato Carioca, na eleição promovida pela Revista Tudo de Bom! O que mais me surpreendeu nos rapazes é que eles aderiram à onda de estrelas fashion do mundo da bola e admitiram suas vaidades sem a menor cerimônia. O que pode significar a ótima notícia de que o machismo está deixando os gramados. Agora só falta a arquibancada. O botafoguense Zé Carlos admitiu que usa creme, freqüenta manicure e podólogo e adora roupas coloridas. Tiago, do Vasco, foi o mais tímido, mas confessou que depila o peito. O tricolor Washington curte bons perfumes, tem vários ternos no armário e acha justo que jogadores também sejam reconhecidos pela beleza. E o rubro-negro Léo Moura foi no ponto: disse que homem tem que ter auto-estima, e contou que corta o cabelo a cada 15 dias, finaliza com gel e que seu hidratante preferido é o da Victoria's Secret de morango com champanhe. Eles só têm um defeito em comum: mulheres ciumentas. Agora façam suas escolhas, meninas. Eu vou seguir meus princípios de torcedora e votar no Léo Moura, que é do time e usa o creme que eu também adoro. Mas achei o Zé Carlos um gato... Ah, sim, comentem aqui e votem no Dia Online
CENAS DA VIDA SELVAGEM
A Editora Salto Agulha (um braço de nossa holding) já escolheu o próximo título da série livros de auto-ajuda que precisamos publicar. Ainda não está no formato final, mas seria algo tipo “Crianças e restaurantes — Se não puder evitar, tente sobreviver”, porque um dos traumas da maternidade é a forma abrupta como os filhos nos fazem mudar a relação com os restaurantes e eliminam do nosso cardápio a opção ‘refeição sossegada’. Eu, que antes torcia o nariz para lugares com área de recreação infantil, hoje não consigo me conformar com o fato de que nem todos têm espaço para largarmos as crianças. Qual o problema daquele italiano bacana, que tem um menu de babar e a melhor carta de vinhos da cidade, ter um cantinho com brinquedos, isolamento acústico e visual e recreadoras fofas para cuidar dos filhos de um casal que sonha, deseja, implora por um jantar a dois e em paz? Ok, posso ter exagerado, mas com babás folguistas pela hora da morte e avós cada vez mais ativas e com menos tempo para cuidar de netos, temos que começar a nos comportar como os argentinos e europeus, que carregam os filhos para tudo o que é canto, e precisamos do apoio da sociedade.
Se o casal da mesa ao lado da nossa no domingo à noite defendesse a presença de baby-sitters em todos os restaurantes, por exemplo, teria, o casal, sido poupado de ouvir Maria Clara, assim que chegou o pedido do pai, berrar: “Eca, pai, que comida feia, parece cocô”. O salão todo, inclusive, não precisaria ouvir a criança revelar que torce pelo Flamengo e sair listando: “Fluminense? Eca! Botafogo? Que nojo! Vasco é o mais eca, né, mamãe?” Se ela estivesse falando um pouquinho mais baixo, o pai certamente se orgulharia de sua pequena rubro-negra loura, mas aquele excesso de decibéis era de matar de vergonha. E a vontade de cortar os pulsos veio no inevitável momento em que ela resolve, toda orgulhosa por não usar mais fraldas, anunciar suas necessidades fisiológicas, no mesmo tom de voz das revelações anteriores, e sair andando sozinha, e correndo, rumo ao banheiro. Deixamos o recinto com a promessa de que MC só voltará a um restaurante que não seja laranja e com mesas de plástico aos 12 anos.
Mas nada disso se compara à conversa que os dois filhos, de 6 e 8 anos, de minha amiga resolveram ter com ela à mesa de um restaurante lotado. A coisa começou com muita objetividade: “Mãe, o papai bota o caminhãozinho dele na sua garagem?” Sim, amigos, era uma metáfora para o sexo. Diante da resposta afirmativa — não se pode mentir, dizem os educadores —, o mais novo perguntou: “Mais de uma vez?” E o mais velho: “Claro, né? Duas vezes: uma para eu nascer, outra para você”. Ela não sabia se entrava embaixo da mesa ou amordaçava os dois, mas acabou tentando apenas baixar o tom de voz da turma.
O mais velho continuou a fazer perguntas, digamos, mais científicas — quando o caminhão estacionou pela primeira vez, é scania ou fusquinha etc etc —, enquanto o caçula se distraía com um brinquedo. Até que o distraído pegou uma frase no ar e resolveu se inteirar, aos berros: “O quê, mãe, ejacula?”. Foi quando os dois velhinhos da mesa vizinha ameaçaram um enfarte coletivo e ela achou que era hora de encerrar a conversa. O pai, quando soube, agradeceu aos céus por não estar presente. E eu, que achava que “parece cocô” era o máximo do constrangimento, estou até agora me perguntando: onde está o manual, pelo amor de Deus?
 Eu queria ser ela quando crescesse... mas não cresci!Isso aqui não é revista de celebridade, não, mas podemos usar o chavão da concorrência e dizer que Madonna está em ótima fase. Ela é capa de quase tudo o que é revista lá fora e não se fala em outra coisa que não seja o lançamento de seu novo disco e a parceria com o delicioso (ok, desculpem, opinião minha) do Justin Timberlake. Até vazou uma versão roubada do clipe dos dois na Internet, mas dei mole e, quando tentei ver, já tinha sido devidamente retirado. Agora vou aproveitar para confessar que Madonna é minha ídola-mor e olhar para essa foto e pensar quem em 16 de agosto ela vai fazer 50 anos me dá um misto de admiração e muuuuita inveja. Até me lancei um desafio: como 15 dias antes é minha vez de fazer 40, usei os 10 anos de nossa diferença de idade para estipular que tenho quatro meses (até 1º de agosto) para ficar com um décimo desse corpo. Quem me ajuda?
"Infelizmente, a cultura popular atual reforçou estereótipos a respeito das atividades sexuais. E muitos homens e mulheres parecem acreditar na fantasia de um pênis enorme, ereções duras como uma rocha e relações que acontecem a noite toda". A frase, queridos, ilustra um estudo feito por cientistas, psicólogos, médicos e terapeutas norte-americanos e canadenses que concluíram, entre outras, que um ato sexual de, digamos, bom tamanho, dura entre três e 13 minutos. A famosa rapidinha seria a transa de um ou 2 minutos e sexo demorado é o que dura entre 10 minutos e meia hora.
Se ainda nos faltava alguma coisa, não falta mais: agora já estipularam até em quanto tempo a gente tem que transar. De forma que podemos esquecer aquelas histórias quase esotéricas de sexo tântrico com orgasmos de 12 horas, que o que nos cabe mesmo são minutos de prazer.
Da próxima vez, então, amigos, ponham o cronômetro ao lado da cama para ver em que situação você e seu parceiro ou parceira se encontram. Eu acho que o que a gente tem que fazer mesmo é dar mais trabalho para essa gente lá de cima da linha do equador para ver se eles páram de pesquisar bobagens.
 Vai ser bom , não foi?
 Num acesso de boa vontade com Aguinaldo Silva, tentei seguir sua linha de pensamento e acho até que vou começar a torcer por um final feliz entre Ferraço (nunca imaginei torcer por alguém com esse nome) e Maria Paula em 'Duas Caras'. Vejam se não faz sentido: Ferraço deveria ser um grande vilão, mas, até agora, fora ser um grosso e mal-educado, a única vilania que vimos ele fazer foi roubar a Maria Paula. O grande e malvadíssimo vilão não fez mais nenhuma maldade de fato durante a novela toda e isso poderia ser considerado mais uma grave falha nesse roteiro sem pé nem cabeça. Mas não. É estratégia. Ferraço agora se revela um sentimental e cai de amores pelo filho. E, de repente, volta a olhar com olhos de cobiça para a Maria Paula. Se ele de fato se redimir, se apaixonar verdadeiramente por ela, e pedir perdão, perdoá-lo é o melhor que ela tem a fazer. Considerando que ele quintuplicou a fortuna dela e, casando com ele de novo, ela terá tudo de volta, me digam: Maria Paula tem outra escolha? Tô achando que o Aguinaldo já pode me chamar para ser colaboradora dele, não pode, não? Ah, sim, precisamos avisar ao autor é à Juliana Knust que ela precisaria ser muito, mas muito melhor atriz para a gente acreditar nesse amor da Débora pelo Antonio...
Entre todas as maravilhas do mundo da tecnologia, tem uma mania de internautas e orkuteiros que eu simplesmente não consigo entender: a de deixar mensagens no orkut para pessoas mortas. Já é um tanto mórbido ficarem visitando página de morto e aquelas comunidades que cultuam os perfis de gente morta são estranhíssimas. Mas aí já é comunidade de maluco mesmo. O que não entendo é gente normal, ou aparentemente normal, entrar no Orkut, ir na página do defunto e dizer coisas tipo "amiga, eu te amo muito, você era minha melhor amiga, não me esqueço daquela festa que fizemos, vou sentir sua falta, espero que você tenha gostado da nossa homenagem etc etc". Qual o sentido disso? Descobrimos, enfim, que o céu é de fato uma versão melhorada do mundo e até computador já tem lá? Almas freqüentam a Internet? Ontem, a mãe da menina que caiu ou foi jogada de um prédio em São Paulo (isso é outra história absurda e incompreensível, mas não vou nem entrar nela, que é pesada demais) deixou mensagens para a filha no Orkut. Tipo cartinha mesmo e não sei se estou errada, mas isso muito me impressiona. Outro dia, uma amiga soube que uma jornalista com quem tinha trabalhado tinha morrido e entrou na página dela no Orkut, por curiosidade. Aí tinha mensagens de outros colegas e, em uma delas, uma moça se desculpava com a falecida por não ter ido ao enterro e dava explicações por sua ausência. Não sei, não, mas isso me parece um exibicionismo mórbido. Freud explica.
 Seria a última coisa que eu faria no paraíso..
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