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Cláudia Cecília

Quarta-feira, 30 Julho, 2008

Que meda


Reprodução de internet
A mãe precisa dar uma engordadinha e a filha carece de visitar o cabeleireiro


Já que vocês tocaram no assunto, aí estão as fotos da minha musa mor Madonna, flagrada semana passada saindo de uma sessão de Cabala, se não me engano em Nova York. Levaram um susto? Eu também. Madonna emagreceu mais do que devia e os músculos estão de dar medo. Assim não vou mais poder botar a foto dos braços dela no espelho toda vez que for malhar (rs).
Agora sério: eu defendo a teoria de que, depois de uma certa idade, tem um limite para emagrecer. Acho que rola algo tipo percentual de gordura mínimo para depois dos 40. Porque está faltando uma camadinha de gordura aí, não está?
Só para lembrar, dia 16 a cantora faz 50 anos. Somos ambas leoninas e uma década nos separa. Não é lindo?

Terça-feira, 29 Julho, 2008

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO


Não quero fazer inveja, não, mas estou saindo de férias. Nesta quarta-feira já estarei em casa fazendo só o que me der na telha. Sexta fico velha (só um pouquinho, claro) e segunda-feira viajo para Argentina e Uruguai com meu marido, para comemorar meu aniversário, porque afinal de contas não sei quando farei 40 anos de novo.
Mas não pretendo desaparecer. Até segunda, estarei por aqui. Depois, tento postar alguma coisa durante a semana em que estiver viajando, só para tirar uma ondinha, tá? Não me abandonem.
Ah, e como boa leonina exibicionista e que adora aniversariar, espero muitos comentários na sexta, viu?

Reprodução Internet
Vou ali e já volto

SOFRER É...


Banco de imagensVendo os capítulos recentes de 'A Favorita', com a derrocada de Donatella, cheguei a uma conclusão muito importante sobre a vida: o sofrimento faz a gente parar de fazer escova. O que é o cabelo desgrenhado de Cláudia Raia? Por que raios a personagem parou de alisar os cabelos?
Eu, particularmente, até prefiro assim, inclusive as roupas também melhoraram agora que ela ficou mais básica. Mas achei essa mudança súbita engraçada. Imagina como ela não vai ficar quando for presa, que medo...

NOVO CHOQUE DE REALIDADE


Reprodução InternetUm amigo me disse que é sintomático e tive que concordar. Nesta sexta-feira, dia em que completo 40 anos (vocês não precisam espalhar essa idade, ok?) serei uma pessoa que praticamente não existe perante a sociedade. Meu único documento válido, a carteira de motorista, expira justamente no dia do meu aniversário. Como não tenho identidade desde que me foi roubada, há oito anos, e o passaporte venceu ano passado, vou fazer 40 anos e sumir, não faz sentido?
Ok, concordei que talvez a polícia não achasse graça disso na hora em que, por exemplo, me parasse numa blitz, e fui tomar as devidas providências. Corri ao Detran para tirar minha identidade e estava lá botando minhas digitais na leitora ótica quando percebi que a moça que me atendia repetia várias vezes os mesmos dedos. Até que fui confrontada com a seguinte informação, saída da boca da mocinha: "sua digital está muito gasta". Como assim, meu Deus? Pois é exatamente assim: digital tão gasta que a leitora mal conseguia digitalizar.
Agora me digam, eu merecia ouvir isso nesse momento tão delicado da minha vida? Precisava mesmo levar esse choque de realidade? A gente fica velha e ainda é humilhada...
Sim, amigos, preciso de apoio.

Segunda-feira, 28 Julho, 2008

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


Prazer garantido na folhinha

Não sei bem se a gente deve festejar ou se é motivo para reclamar, o fato é que já faz uns seis anos, ou talvez quatro, que a gente tem que conviver com uma novidade a mais no já tão atribulado calendário: o dia do orgasmo, que, reza a lenda, é comemorado (?!) na próxima quinta-feira, dia 31. Dizem que a data foi uma invenção das sex shops da Inglaterra, que precisavam de um pretexto para animar a vida sexual das inglesas — que, juram as más línguas, não prima pela empolgação — e, conseqüentemente, aumentar as vendas de seus produtos. Eu não consigo imaginar uma associação de sex shops londrinas se reunindo para inventar essa moda e, pior, com poder suficiente para não só emplacar a invenção no país da Rainha como espalhá-la pelo mundo. Daí que desconfio que algum brasileiro gaiato, ou melhor, alguma brasileira espertinha, inventou essa história toda e conseguiu, com muito talento, incluir a data nas nossas vidas.

Então vamos partir do princípio que estamos mesmo dando confiança ao Dia do Orgasmo. A pergunta é: faz-se o quê, além do óbvio, nesse dia? Qual é a idéia, já que nunca me peguei preocupada com isso (com a data, que fique bem claro)? É para tentar bater algum recorde? Nesse caso, seria de quantidade ou de qualidade? E precisa de parceiro ou vale por conta própria? Existe alguma regra, algum comportamento típico? Precisamos presentear quem nos proporciona a experiência? É para ser divertido ou para cumprir com a obrigação? Se alguém tiver as respostas, cartas para a redação.

A Salto Agulha tem algumas preocupações a respeito. A primeira é que não pode ser mais uma data para fazer pressão na gente. Não é para sair por aí feito doida atrás de alguém com quem se possa ter um orgasmo, que nem muitas de nós fazem no Dia dos Namorados. Tentar, assim, com sutileza, tudo bem, é digno, é legítimo. Mas perder a linha não vale a pena. Até porque, sabemos muito bem, a simples existência de um parceiro não é garantia de clímax e sua luta pode ser em vão. Fora que orgasmos costumam ser inversamente proporcionais à preocupação em tê-los. Quanto mais se pensa, mais se estressa, e menos eles aparecem. Então, acho que a gente pode relaxar e pensar que, em último caso, ou talvez, se bem pensado, em primeiro, os acessórios vendidos nas sex shops que inventaram essa idéia estão aí para garantir que a data seja, de fato, comemorada. Se nem esse for o caso, aí, amiga, esquece essa besteira — de data, que fique bem claro — e vai dormir, que oportunidades melhores não faltarão.

Agora, podemos também pensar no velho ditado do ‘sabendo usar, não vai faltar’ e aproveitar a desculpa para fazer da quinta-feira aquela noite que vai dar uma sacudidazinha na nossa rotina. Podemos até cair no golpe do comércio e comprar uma lingerie nova. E abrir aquele e-mail que o site de cartões virtuais mandou lembrando a data e mandar um cartão para avisar ao sujeito com quem você pretende festejar sobre suas intenções. Aí, no dia seguinte, missão cumprida, rir de mais essa bobagem que inventaram para nossas vidas. E agradecer aos ingleses, se for o caso.


Sexta-feira , 25 Julho, 2008

SEXTA DE GATOS


O escolhido de hoje é... GIBA! Nosso atleta-gato, que essa semana mandou Russia e Japão para o espaço e, junto com aquele time de primeira que é a seleção brasileira de vôlei, garantiu nossa vaga nas Olimpíadas.
Como ídolo é ídolo, ele vai ganhar duas fotos. Bom fim de semana!



Ai, esses braços...

MANHA DE MÃE


Experiência relativamente nova na minha vida: crianças de férias, adultos trabalhando. Sim, já tinha visto muitos pais se ocuparem da organização das férias dos filhos, programando passeios, solicitando avós, tios e pais de amiguinhos disponíveis para dar um socorro e outro perrengues do tipo. Já tinha visto muitos pais interrompendo o trabalho para dar atenção ao filho de férias, que entediado em casa, resolveu telefonar e perturbar o juízo do pai ou da mãe. Eu já tinha até me preparado para isso.
O fato que Maria Clara de férias não me dá muito trabalho ainda. Onde moramos, há muito com o que se ocupar e várias criancinhas para fazer companhia, então com isso não tenho que me preocupar, o que já é um adianto. O que eu nunca tinha experimentado e muito menos me preparado para tal é a vontade enorme que dá de jogar tudo para o alto e ir curtir o tempo livre com ela.
O Rio está especialmente agradável nesse julho e não me parece justo não poder dividir com ela esses dias lindos. Sou só eu ou essa dor-de-cotovelo dá em vocês também? Acho que ano que vem já tenho data para minhas férias...

Reprodução Internet
Eu também quero brincar


Quarta-feira, 23 Julho, 2008

CENAS QUENTES


Divulgação / TV Globo
Dupla com pegada


Gente, o que foi esse capítulo de hoje de 'A Favorita'? O que foi o ataque de pelanca que Silveirinha deu para cima da Donatella e aquela armação nojenta da Flora? A-do-ro! Ary Fontoura brilhou mais uma vez. Só não precisava repetir o clichê personagem-de-caráter-duvidoso-e-meio-bicha. Porque que ele estava meio gay, ah, estava.
Mas o que, digamos, mexeu comigo mesmo foi o pega do Cauã Raymond e da Mariana Ximenes na sauna. Que sucesso! Halley e Lara estão num clima muito melhor do que ela com aquele chatinho do Cassiano. Vocês sabiam que Halley é o filho sumido de Donatella? Pois é, tem isso. Aí o casalzinho apaixonado vai ficar desesperado achando que são irmãos. Mas ou ele não é filho do finado Marcelo ou Lara não é filha da Flora. Mistério...
Estou me sentindo uma Candinha, fazendo fofoca de trama de novela. Mas, como já expliquei, trabalho até essa hora e de frente para duas TVs, de modo que dar uma espiadinha na novela é, sem dúvida, uma diversão.

SANTA MALVADEZA


Batman está, como era previsto, bombando. Além do filme ter ingredientes altamente sinistros e uma atuação espetacular de Heath Ledger, morto por overdose acidental em janeiro aos 28 anos, os atores que sobreviveram resolveram aprontar das suas na vida real e chamar ainda mais atenção para o longa.
A prisão de Christian Bale, o Batman em pessoa, essa semana, por agredir a mãe e a irmã foi babado dos mais fortes, não? E controverso: há quem jure que ele só deu uns gritos com as duas, que resolveram exagerar no piti. Em liberdade, Christian tratou de ir badalar as estréias do filme mundo afora, o que ele faz muito bem.
Agora vamos ao que interessa: se ele sopapou a família ou não, não sei. Mas que ele fica bem melhor com essa cara de mau do que na versão mauricinho do filme, ah, fica.

Divulgação
Reprodução Internet

Na vida real é que ele tem poder!

Terça-feira, 22 Julho, 2008

COMO ENTRAR NUM VESTIDO SELVAGEM


Um dia eu vou ser uma jornalista de celebridades tão fera que serei capaz de perceber o que alguém não sei onde percebeu: que a Princesa Anne foi a um casamento esta semana com o mesmo vestido com que esteve no casamento do irmão Charles com a Princesa Diana há 27 anos!
Não sei o que me impressionou mais nisso. Se é alguém ter conseguido reparar nesse detalhe, se é a Princesa Anne repetir roupa ou se é o fato de que ela cabe num vestido de quase três décadas atrás! Que corpinho, hein, princesa?! Alguém de vocês consegue repetir o feito?

Reprodução Internet
Conservada em formol

TORRADO E DEPILADO


Essa eu tive que roubar do blog da Julia Petit (Petiscos) porque não me agüentei. Gente, olha só o visual do português Cristiano Ronaldo, que está dando um tempo e se recuperando de uma contusão na Califórnia. O craque - e até então gato - do futebol mundial, que hoje abrilhanta o time do Manchester United, não só exagerou no bronzeado quanto no visual metrossexual.
Então vêm as perguntas que não querem calar:
Que shortinho é esse?
Que pernas são essas?
Onde foram parar os pêlos?
E cadê aquela namorada linda, ficou na Europa?

Reprodução Internet
Pra mim, passou do ponto

Domingo, 20 Julho, 2008

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


UMA TARDE DE TPM COLETIVA

Era um churrasco de aniversário e inevitavelmente se formou uma rodinha de mulheres. Todas casadas e com filhos. E de repente parecia que estava rolando uma TPM coletiva, porque começou um festival de reclamações inacreditável. O assunto não poderia ser outro: estresse diário, excesso de tarefas, maridos e filhos nos levando à loucura. “Gente, com esses três meninos, às vezes eu surto mesmo, não tem jeito”, admitia a que conseguiu botar três homens no mundo e a quem, por razões óbvias, somos muito gratas. “Você precisa de três filhos para surtar? Parabéns, eu surto com uma só”, respondeu a outra, confessando que tinha saído de casa cedo naquele domingo antes que alguma catástrofe acontecesse no que outrora foi chamado de aconchego do lar e agora era um lugar que ela mal podia reconhecer. A terceira contava sobre sua semana, digamos, animada, em que o filho decidiu
ficar doente justamente quando a avó estava viajando e tanto ela, a mãe, quanto o pai tinham compromissos inadiáveis no trabalho. Sob olhar solidário das outras, ela continuou, dizendo que, entre as poucas opções que lhe restaram — que não incluíam abandonar o menino sozinho em casa muito menos perder o emprego —, ela acabou mandando a criança para a creche doente mesmo. E ai de quem ousasse reclamar. Foi quando a quarta perguntou: “De vez em quando vocês não dão a doida, não? Ah, eu dou. Dou uns ataques lá em casa que fica todo mundo apavorado”.

Rindo de nossa própria ridicularidade, concluímos que não precisamos mais ‘dar a doida’, uma vez que essa condição parece ter se instaurado em nossos seres. Ficamos doidas, estamos doidas, sem saber o que fazer com tudo o que decidimos incluir nas nossas vidas modernas. O pacote família-trabalho-vida-própria parece perfeito e na maior parte do tempo a gente finge que é, enquanto, na verdade, passa a maior parte do tempo tentando fazer com que, de fato, seja perfeito. Deve ser isso que nos alimenta, deve ser essa loucura justamente a cachaça que faz essa escolha parecer a melhor do mundo. E como já enlouquecemos mesmo, não temos nem mais a chance nem discernimento para decidir se as escolhas foram acertadas. Foram as escolhas e pronto. Que Deus, ou qualquer força maior do que a nossa, continue nos dando a capacidade de fazer piada e rir disso tudo, que é a melhor parte. Aí, quando a conversa já estava nas varizes e no que fazer com elas, achei que já era demais para um domingo só e fui cuidar da tosse que estava fazendo Maria Clara parecer um cachorrinho de rua, coitada.

* * *

Minha filha tem uma amiga de sete anos. Sim, ela com dois, a amiga com sete, brincam e se adoram como se não houvesse cinco anos a separá-las. Nesse mesmo domingo, enquanto MC dormia, Julia, a amiga mais velha, conversava comigo. Ela me contava como é o dia-a-dia das duas na escola em que estudam e como fazem para se encontrar, apesar de uma estar no maternal 2 e outra, no segundo ano. Até que me vem a revelação: “Tia, eu sei de quem a Maria Clara gosta’. Hein? Um sorrisinho se fez no canto da boca e a frase se repetiu: “Eu sei de quem a Maria Clara gosta. É do Ugo”. Quando achei que o pai dela enfartaria ao ouvir isso, MC, já acordada, resolveu piorar a situação, explicando a preferência pelo amiguinho que, pelo menos, só tem 3 anos: “Ele brinca de caçador comigo”. Não, gente, eu não fiquei viúva. Mas faltou pouco.


Sexta-feira , 18 Julho, 2008

SEXTA DE GATOS


Meninas, hoje vamos cair no mundo do samba. Prestem atenção nesse olhar: é ou não é de derreter? Pois Diogo Nogueira seduz com os olhos, a voz, o charme, tudo. O filho de João Nogueira, além de gato, é talentoso e uma simpatia. Quer conferir de perto? Então corre no Circo Voador que ele faz show agora às 10 da noite. Bom fim de semana.

Márcio Mercante
Pode batucar lá em casa

Quinta-feira, 17 Julho, 2008

BEBÊS LUCRATIVOS

Já ia quase me esquecendo de comentar isso com vocês. Gente, o que é essa onda da imprensa mundial de celebridades de pagar fortunas incalculáveis pelas primeiras fotos dos bebês famosos? Mathew McConaughey e a brasileira Camila Alves receberam US$ 3 milhões para exibir o bebê Levi numa capa de revista e o contrato, acreditem, inclui o primeiro Natal da criancinha. E isso não é nada, nadica, perto dos US$ 16 milhões que Brad Pitt e Angelina Jolie receberão para posar com seus gêmeos recém-nascidos. Os bebês já nascem com a vida ganha, que tal?
Mathew e Camila não deram satisfações do que vão fazer com o dinheiro, mas Brad e Angelina já anunciaram que vão doar cada centavo dessa fortuna para as causas humanitárias que abraçam. Ah, esse contrato também teve sua cláusula inusitada: a revista fica proibida para sempre de chamar o casal de Brandgelina, que é o apelido deles lá fora e que Angelina odeia.
Estava pensando em engravidar de novo, mas vou ter que dar um jeito de virar celebridade antes. Mesmo que os cachês aqui sejam mais modestos, já resolveria meus problemas. Quem quer aderir?

Reprodução Internet
O céu é o limite!

Terça-feira, 15 Julho, 2008

MÃES EM FUGA


Continuando nossa conversa sobre desespero de mãe em tempos de extrema violência, vejam quem faz coro com a gente: Regina Casé. Em entrevista à Revista Cláudia deste mês, Regina fala de trabalho e família e revela sua angústia atual: supercoruja com Benedita, sua única filha, ela diz que se considerou uma ótima mãe de criança, mas que não está sendo uma boa mãe de adolescente. Ou não está sabendo ser.
Aí Regina, totalmente gente como a gente, confessa que anda desesperada com a filha se soltando na vida. Então liga para a menina o dia inteiro, monitora onde ela está, manda motorista buscar em tudo que é lugar, enfim, se descabela. A sorte, ela conta, é que Benedita é supertranqüila, entende a agonia da mãe e faz de tudo para tranquilizá-la.
Mas não tem jeito, nosso destino é sofrer.


Não dava para pular a adolescência?


TÁ ESQUENTANDO



O mordomo, sempre culpado


Já estou ficando até chata de tanto elogiar 'A Favorita', mas, desculpem, queridos, eu realmente estou empolgada com a novela. Mas vou resumir meu comentário ao talento de Ary Fontoura. Nada como um bom papel defendido por um excelente ator, não? Ele está dando um show e, pelo visto, esse mordomo será mais um representante do clichê clássico dos folhetins policiais: cheio de culpa no cartório. Palmas para Ary Fontoura que ele merece. Coitados de Murilo Benício e Carmo Dalla Vechia, que somem do lado dele.


JÁ FOI O TEMPO


Depois de nossa Miss Natália Guimarães ter perdido o título mundial para uma japonesa magrela (o que chega a ser um pleonasmo, já que toda japa é magra), parece que ficou estabelecido que misses agora têm que ter corpo de modelo. Nada poderia ser mais sem graça, não? Então dêem uma olhada na feliz vencedora do Miss Universo 2008, a venezuelana Dayana Mendoza, e me digam o que acham.

Effe

É impressão minha ou ali na praia tem pelo menos uma dúzia de meninas melhores do que ela?

Segunda-feira, 14 Julho, 2008

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


O MEDO QUE VIROU PAVOR

Ser pai ou mãe não nos faz melhores nem piores do que quem não tem filhos, trata-se apenas de rotinas diferentes. E medos. A gente bem que tenta mudar de assunto, finge que teve apenas um pesadelo, que nada do que anda ouvindo e assistindo de fato aconteceu, mas é impossível. A seqüência de notícias de jovens e crianças vítimas dessa violência estúpida que assolou nossa cidade derruba qualquer bom humor e qualquer tentativa de manter conversas leves e despretensiosas. Pais e mães do Rio de Janeiro estão apavorados, revoltados, sem rumo. Assim como tios, avós e quaisquer integrantes de famílias de bem, que acham inadmissível viver nesse estado de terror absoluto. Uma das coisas que aprendi com a maternidade é que filhos nos deixam mais medrosos, mas isso nem de longe significa que precisamos chegar ao ponto de pavor a que chegamos. Em lugar nenhum está escrito que o preço a se pagar por botar gente no mundo é esse. Não é.

No domingo à noite, ainda sem saber exatamente em que situação o menino da Tijuca tinha sido baleado, sem saber nem mesmo o desfecho trágico da história, saí do plantão para casa conversando com o motorista de táxi. Sem que tivéssemos tocado nesse assunto, ele desandou a falar da filha única, de 12 anos, que começava a querer andar com as próprias pernas, para desespero dele. Tinha chegado o momento de viver a grande angústia que é soltar os filhos no mundo. Ele argumentava, como tantas vezes ouvi de outros pais, que a consciência de que não há outra opção que não seja deixar as crianças viverem briga com a vontade de que elas permaneçam sob nossas asas para sempre. A menina de 12 anos, que estuda a duas quadras da casa da avó, onde passa as tardes, quer começar a fazer esse trajeto sozinha. Não precisa mais pagar o mico de ter o pai à sua espera na porta da escola para acompanhá-la por meros dois quarteirões, em plena luz do dia. Faz sentido. Mas só para ela. Ele é motorista de táxi, dirige à noite, vive na rua, já foi assaltado com a filha no banco do carona, já viu e ouviu muita coisa. Deixar a filha ir da escola para casa sozinha não é tão simples quanto ela pensa. Ou quanto deveria ser.

Na manhã seguinte, esse taxista tomou conhecimento da tragédia que se abateu sobre um colega de profissão. E pensou que se uma criança de três anos, no banco de trás do carro da mãe, pode ser assassinada por um policial, imagina tudo o que não pode acontecer com a filha dele andando sozinha por essas duas quadras. A menina vai ter que esperar mais um pouco.

Hoje, uma semana depois, dificilmente vamos conseguir dizer alguma coisa nova, diferente sobre esse assunto. Mas temos o direito de repetir, tantas vezes quantas acharmos necessário, que não é justo. Não é justo chorarmos por filhos mortos, não é justo temermos tanto por eles, não é justo que eles não possam viver com a liberdade em que nós pudemos viver, não é justo não poder confiar na própria polícia, assim como não é justo gritar, pedir, protestar e ver que nada de concreto é feito para que não tenhamos que falar disso novamente. Nosso papo está ficando chato, mas a nós só resta continuar tentando, com a esperança de que uma hora dá certo. As crianças merecem nosso esforço.

Sexta-feira , 11 Julho, 2008

SEXTA DE GATOS


O eleito da semana é o ator norte-americano Matthew McConaughey, dono desse corpinho de matar e um charme que derruba qualquer uma. Prestei atenção nele na deliciosa comédia romântica 'Como Perder um Homem em 10 Dias' e nunca mais o perdi - de vista, claro.
Essa semana, Matthew, que faz 39 anos em novembro, estreou no papel de pai: nasceu Levi, seu filho com a modelo brasileira e felizarda Camila Alves.
Matthew é chegado numa vida alternativa: mora num supermegatrailer, gosta de fazer churrasco em campings e de surfar. Só melhora, não?

Divulgação Warner Bros. Pictures
Botava ele na minha bolsa de praia agora

Quinta-feira, 10 Julho, 2008

PROBLEMA RESOLVIDO


A quem interessar possa: depois daquela segunda-feira em que eu me atolei completamente tentando desempenhar o papel de mãe e que contei com a solidariedade de vocês, tudo se resolveu. Na terça, comovida com o telefonema dramático de Maria Clara, Cris, a babá querida, foi fazer uma visita surpresa e buscou a criança na escola. Aí acabou decidindo transformar a visita em antecipação do fim das férias e ficou de vez.
Não sei, não, mas acho que MC, mesmo só tendo dois anos, relatou os últimos fatos ocorridos em casa e deu uma espécie de ultimato à babá, tipo "Cris, volta, por favor, que minha mãe não leva jeito para isso, não".
Bom, as duas estão lá, saudades matadas, com cara de paisagem. Na dúvida, achei melhor agradecer e contar que vocês já podem se despreocupar: minha vida voltou ao normal antes que eu conseguisse destruir a casa e traumatizar minha filha.


Bons tempos...

IMPLICÂNCIA SÚBITA


Ingrid diz, Rojas desmente


Vocês vão achar que sou muito volúvel ou que pirei, mas juro que já estou olhando Ingrid Betancourt com outros olhos. Mas antes que seja apedrejada, quero esclarecer que nada do que vou dizer nem de longe justifica o seqüestro nem os 6 anos de cativeiro na selva da ex-senadora e ex-candidata à presidência da Colômbia. Mas vou explicar porque minha simpatia por ela está minando.
Comecei a implicar com o excesso de aparições e entrevistas de Ingrid. Ao contrário de sua vice, Clara Rojas, que assim que foi libertada deu uma ou duas entrevistas e logo que reencontrou o filho nascido no cativeiro se recolheu, Ingrid resolveu contar aos quatro ventos sua história, antes mesmo de curtir a liberdade com sua família. Mas ok, ela tem uma causa e deve achar mais importante defendê-la.
Mas aí, logo nas primeiras declarações, ela falou que não teria votado em Alvaro Uribe, atual presidente da Colômbia, porque diverge de sua linha política. Ora, isso é conversa de político, papo de quem já está a fim de retomar a carreira, mas um tanto precipitadamente, não? Pô, o cara pode não ter nada a ver com as idéias dela, mas se empenhou em seu resgate, botou o exército dele para tirá-la das mãos das Farc e ela podia retribuir deixando para fazer essas ressalvas mais tarde. Achei deselegante.
Depois veio o check-up e a constatação de Ingrid Betancourt está muito bem de saúde, obrigada. Segundo ela mesma contou, em mais uma de suas entrevistas, os médicos recomendaram apenas descanso. Mas ela não estava morrendo na selva? Não tinha contraído malária, hepatite, tifo e o escambau? Não tinha aquela foto com cara de moribunda? Ficou boa assim quando? E como?
Aí, essa semana, aparece o marido dela admitindo uma possível separação. Segundo ele, nesses seis anos de distância, Ingrid "pode ter deixado de amá-lo". Ok de novo. Não terei eu a cara-de-pau de defender que casamentos podem sobreviver facilmente a uma história dessas. Mas peraí, a mulher nem teve tempo de dormir direito ainda e já quer se separar? Será que lembrou ao menos de agradecer por ele, entre outros empenhos, ter mandado imprimir milhares de fotos dos filhos dela e alugado um avião para jogar as fotos pela selva, na tentativa de que ela visse? Impliquei de novo.
Por fim, hoje, me aparece a Clara Rojas, companheira de chapa e amiga de Ingrid, que foi seqüestrada junto com ela, dizendo lamentar que a ex-senadora esteja inventando histórias sobre o cativeiro e afirmando que Ingrid "é boa de teatro". Clara desmente a história de que Ingrid teria salvado a vida do filho da amiga, Emanuel, argumentando de que elas tinham pouquíssimo contato e Ingrid mal viu o menino. Clara inclusive revela uma curiosidade: ela ficava na ala de não-fumantes do cativeiro, e Ingrid, na de fumantes - vocês também acharam isso incrível?
Disso tudo, acho que estou chegando a duas conclusões: a de que político é igual em qualquer sexo e qualquer lugar do mundo e a de que Ingrid Betancourt sofreu o pão que o diabo amassou mas já está sabendo tirar proveito disso.
Tomara que eu esteja errada.

Quarta-feira, 9 Julho, 2008

A FAVORITA - DE POUCOS


Divulgação / TV Globo
Alguém mente e povo quer saber logo quem


Alguém outro dia me pediu para comentar sobre a audiência de 'A Favorita' e o que posso dizer depois do que me informei é que eu, pelo visto, não sirvo de parâmetro para nada. Porque acho a novela ótima, com pegada e boas tramas, mas de fato foi a pior média de primeiro mês das novelas das oito da Globo. Início de novela é sempre assim, a coisa vai alavancando aos poucos, mas esse está sendo especialmente ruim.

Deve haver aí várias explicações, mas confesso que só sei de duas. A primeira é a concorrência da Record, que está conseguindo roubar audiência da Globo como nunca se viu e os tais mutantes, por incrível que pareça, têm seu público fiel. A segunda tem a ver com a trama principal: o público rejeita a indefinição de quem representa o bem e quem personifica o mal.

O que eu gosto, que é essa dúvida sobre quem está falando a verdade, Flora ou Donatela, é justamente o que o povo detesta. Espectador de novela quer saber direitinho quem é mocinho e quem é vilão, para não correr o risco de torcer pela pessoa errada. Pelo que se pesquisou, as pessoas não querem, por exemplo, se apegar à Donatela de Cláudia Raia e depois descobrir que ela é a bandida. Parece também que o público associa Cláudia Raia a humor e não a vilania.

Então, ao que tudo indica, João Emanuel Carneiro, o autor, terá que resolver essa questão logo e mudar o foco de sua novela. Se ficar melhor do que está, acho que sairão todos satisfeitos. Eu sugeriria apenas eliminar essa personagem da Deborah Secco, porque pelamordedeus, ninguém agüenta mais ver Deborah Secco fazendo a pobre que quer subir na vida a qualquer custo. E não mudaria nem um fio de cabelo de Zé Bob, que continua óoootimo.

Terça-feira, 8 Julho, 2008

FIM DA LINHA


Nada do que se disser ou fizer, absolutamente nada, vai diminuir a imensurável dor dessa mãe e desse pai que perderam seu filho de 3 anos em mais uma das barbaridades a que esta cidade assiste.
As cenas de sofrimento da família e amigos no enterro de João Roberto, que acabei de ver na TV, dão vontade de fazer as malas e ir embora. Para bem longe desse país que permite que coisas como essas aconteçam.
É revoltante, é desesperador.
Desculpem, mas a Salto Agulha está de luto.


Domingo, 6 Julho, 2008

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


FILHOS, PEQUENOS DELATORES

Crianças, como futebol, são umas caixinhas de surpresa, e essa frase feita já é mais do que sabida. Assim como sabemos que é por isso que ter filhos é, entre outras centenas de exemplos, se perceber um ignorante a cada dia, porque a cada dia é uma coisa nova que se aprende. E entre as 452 mil dicas e conselhos que ouvimos durante essa trajetória, está aquela dita geralmente pelos avós quando os bebês crescem e começam a ter alguma percepção do mundo a sua volta: cuidado com tudo o que vocês (os pais) dizem e fazem na frente deles, porque as antenas estão sempre ligadas. Aí a gente acha um certo exagero até o dia em que ouve o menino de oito anos, filho de um amigo, dizer que não vai casar nunca “porque mulher reclama muito e filho não deixa a gente dormir”. Não preciso nem contar que espécie de discussão esse depoimento provocou no casal que gerou a criança, né? Até o pai provar para a mãe que não foi ele quem passou essa visão pouco romântica do casamento para o moleque foi um problema.

A partir dessa historinha, achei que precisávamos mesmo nos preocupar com isso. Porque as anteninhas ligadas estão sempre ligadas para o mal. Não fosse assim e uma amiga não teria ouvido do sobrinho de seis anos a seguinte revelação: “Tia, tem três coisas ruins na vida: estudar, cortar o cabelo e casar”. Achando que estudar e cortar o cabelo sempre foram situações pouco atraentes para as crianças, ela resolveu questionar o último ponto: por que, afinal, casar era ruim? E ele, sem titubear, explicou: “Porque a gente trabalha, trabalha, chega em casa e a mulher enche o saco”. Minha amiga, obviamente, chamou o irmão e perguntou que espécie de bate-boca ele e a mulher estavam tendo na frente das crianças, que o menino, coitadinho, antes mesmo de ensaiar as primeiras paixões infantis, já estava tão traumatizado com os relacionamentos.

Na primeira reunião da escola da minha filha, a pedagoga tratou dessa questão: como os filhos levam para o ambiente escolar o que eles vivem em casa e vice-versa. E como aquelas criancinhas tão fofas e adoráveis podem ser tão X-9 e inconvenientes. E citou o exemplo da aluna do Jardim 2 que chegou em sala de aula contando, em altura de voz suficiente para a escola toda ouvir, que papai e mamãe tinham brigado, discutido à beça. A pedagoga foi contornar a situação tratando logo de interromper a pequena delatora, antes que ela desse detalhes mais sórdidos da rotina de seus pais. Depois disse, para a menina e toda a turma, que “é assim mesmo, todo casal de vez em quando tem umas briguinhas, mas depois logo faz as pazes”. E a menina prontamente rebateu: “Ah, mas lá em casa ninguém fez as pazes, não”.

Daí que pensei que diante dessas manifestações dos filhos de apurada percepção do que se passa entre aquela dupla formada por papai e mamãe, outrora chamada marido e mulher, resta a nós, os protagonistas das cenas patéticas, duas alternativas. A primeira é dar ouvidos aos avós e repetir o que a maioria deles fazia: manter sempre a pose na frente das crianças, porque assuntos de adulto não lhes dizem respeito e porque não podemos correr o risco de assustá-los nem deixá-los inseguros com nossas crises e inconstâncias. Fora que a instituição casamento precisa manter sua imagem perante as gerações seguintes. A segunda opção passa pela mesma atitude, mas por razões diferentes: é melhor deixar essas criaturinhas bem longe de nossas vidas íntimas, porque, sim, eles são muito lindos e inocentes, mas nos entregam para geral e ainda usam muita coisa que vêem e ouvem para nos manipular — são um perigo, enfim. Fico com a segunda e vocês?

Sexta-feira , 4 Julho, 2008

Sexta de gatos


A pedidos, aí está um colírio para nos animar para o fim de semana. Pierce Brosnan deu o ar de sua graça - e que graça - hoje em Berlim, onde foi lançar seu novo filme, Mamma Mia!, cuja história é baseada no hit do grupo Abba. Não sei se entendi muito bem, mas o que importa é ver a figura:

AFP
Esse sorrisinho ainda mata a gente...

Quinta-feira, 3 Julho, 2008

Para sempre ele

Já sei, já sei, ele tá velhinho, acabado, meio tortinho, mas como já defendi aqui, ídolo que é ídolo deixa a gente cega. Adorei Stallone com Gisele Bündchen na campanha publicitária do novo Gol.
Vocês viram o filme em que umas pessoas se juntam para ver o carro de perto, ele abre a janela e faz 'buh!'? Seria uma alusão ao seu visual assustador? Claro que não, ora.

Reprodução Internet
Gostei da idéia de juntar os dois para passar o conceito de beleza + força. Fico com a força, obrigada


Agências de notícias

Explosão de felicidade


Essas, para mim, são as imagens da semana: Ingrid Betancourt, a ex-senadora e ex-candidata à presidência da Colômbia, reencontra seu casal de filhos depois de passar seis anos na selva, seqüestrada por guerrilheiros das Farc. Acho que ninguém consegue imaginar o que seja uma situação dessas e se tem um exemplo de mulher guerreira, que sabe lutar pela vida, é essa franco-colombiana que pagou por acreditar na paz para seu país.
Ok, tenho senso de auto-crítica, o texto aí em cima está beirando a pieguice. Então vamos falar claramente: caramba, alguém faz idéia do que deve ser ficar seis anos longe de mãe, marido e filhos, sem qualquer contato? E o que não deve ser a emoção desse reencontro?! Pqp mil vezes!
E o que mais me impressionou foi que, apesar de sua aparência demonstrar o sofrimento por que passou - magra, abatida, envelhecida, ela está, aos 46 anos, coitada, parecendo mais velha do que a mãe -, a felicidade está estampada no seu rosto de tal forma que todos os outros sinais perdem a importância nesse momento.
Taí uma história incrível.


Beleza roubada

Quarta-feira, 2 Julho, 2008

TEMPOS SUPERMODERNOS


Gente, olha o que é a publicidade aliada à tecnologia. A Grazi está estrelando uma campanha que começa com a seguinte pergunta: "O que está acontecendo com a Grazi?" Aí você entra num site e descobre que Grazi Massafera está tão animada com uma novidade que anda ligando para todas as amigas para contar. Se você quiser saber, é só seguir os passos. É uma coisa simplesmente incrível, que chega a assustar. E já está rolando de e-mail em e-mail, o que significa que a marca atingiu o objetivo. Olhem e façam o que é pedido, porque vale a pena:

O que está acontecendo com a Grazi?

Depois me digam o que acharam.

Terça-feira, 1 Julho, 2008

Socorro



Hoje cheguei a uma conclusão sobre minha pessoa que acho que devo externar. Assim, quem sabe, diminui o trauma: meninas, eu sou, ou devo ser, a mãe mais incompetente da face da terra. Não posso admitir que eu me atole tanto, me enrole tanto em tarefas tão banais. Mas é o que acontece, tenho que me resignar.
O que me levou à triste constatação foi a manhã da segunda-feira. Manhãs de segunda-feira tendem a ser caóticas, principalmente quando a babá está de férias e a secretária tem que sair para resolver uns problemas. Daí que ficamos eu e Maria Clara sozinhas para realizar as seguintes tarefas:

1. MC tomar banho (com meu auxílio, claro)
2. Eu preparar o lanche da escola, grelhar o peito de frango do almoço dela, dar o almoço
3. MC escovar os dentes e vestir o uniforme (com meu auxílio, claro)
4. Eu tomar banho, me vestir, secar o cabelo para trabalhar
5. Eu levar MC à escola e vir para o jornal

Simples, não? Seria se ela não tivesse - provavelmente percebendo minha falta de destreza diante de tanta coisa em tão pouco tempo - decidido testar meus limites. Então, o que aconteceu foi:

1. Que Maria Clara gritou tanto para tomar banho que os vizinhos devem ter pensado que eu estava matando um porco em casa
2. Que eu achei que não sabia grelhar um peito de frango e descobri que, sim, sabia, depois de sujar tudo à minha volta
3. Que enquanto procurava no armário o pote para guardar o lanche dela, deixei o potão de arroz cair no chão com tanta força que pelo menos dois quilos de arroz se espalharam pelo chão da cozinha
4. Que o Fuça, o cachorro, ficou comendo arroz cru e escorregando nos grãos, enquanto MC dizia: "mamãe, você fez bobagem"
5. Que a menina decidiu comer doce de leite de sobremesa, mas eu não consegui abrir o pote de vidro e a negociação para que o doce fosse substituído por geléia de mocotó levou horas
6. Que ela não queria usar a calça que eu escolhi, nem calçar o tênis que eu escolhi, nem pentear o cabelo
7. Que enquanto eu tomava banho e me trocava, MC abriu todas as minhas gavetas e tirou quantas roupas pôde lá de dentro, toda orgulhosa porque estava me ajudando a escolher
8. Que enquanto eu secava o cabelo ela deitou no chão com a roupa limpinha e começou a chorar de saudade da babá.
9. Que, enquanto dirigia, tive que ligar para ela falar (ou melhor, chorar) com a babá, e chorando ela foi até entrar na sala de aula

E assim foi a minha manhã. Mas, como vocês podem perceber, eu sobrevivi e a criancinha, apesar de ter corrido o risco de ser esganada, também. Mas tão cedo não vou me livrar da certeza de que tudo não passa de incompetência minha. E que a culpa é da minha mãe, que achou que não precisava me ensinar a ser dona de casa.
Sim, aceito palavras de apoio. Obrigada




Jantar estranho com gente esquisita

Mal a gente fica sabendo que Kayky Brito está namorando Barbara Evans e já aparecem essas fotos de um jantar que reuniu as famílias do jovem casal. Mamães foram se conhecer na churrascaria.
Agora me digam: quando vocês tinham 18 anos e começavam um namoro, em poucas semanas vocês já armavam jantarzinho para as famílias? Achei graça.
E agora me digam 2: o que é o visual das mães dos pimpolhos? A batalha da louras? A parte boa é que uma não teve por que se espantar com a outra.
Como diriam eu, Collares e Fernanda Young: adoro!

Fotos Felipe Panfili / Ag.News
O mais novo casal do momento


Mamãe Evans e mamãe Brito: quem quer parecer mais jovem?


O que vocês preferem: a transparência ou o fio puxado?