A Feirinha desta semana não poderia ter outro produto senão esse: calcinha. Duvido que alguma de nós não tenha planejado usar uma novinha em folha amanhã e para as que deixam tudo para a última hora, como eu, ainda dá tempo de correr no shopping e garantir a sua. Em vez da crença nas cores - amarelo para dinheiro, vermelho para paixão, branco da paz etc -, prefiro apostar no estilo. Queremos grana? Uma calcinha prática, básica, talvez dourada. Queremos sexo? Que tal o modelo com estampa de kama sutra? Estamos atrás de um grande amor? Vamos apostar nas românticas, então. Fiz uma seleção de modelos lindos, para servirem de inspiração. Alguns bem caros, é verdade, mas como disse, valem, pelo menos, para nos dar boas idéias.
Para fazer a jovem: kit com duas calcinhas do Cantão, por R$ 39. As de lacinho da Shop 126 custam R$ 35 o par
Romântica e literalmente fofa, calcinha florida da Domitila (R$ 30)
Chique, linda, minha preferida: calcinha 'Libélula' de tule Lenny (R$ 55)
Para lembrar a infância e fazer uma graça, modelo com babadinhos no bumbum da Nymphe (R$ 119,90)
Para fazer a assanhada, estampa com imagens do Kama Sutra em tule, também da Nymphe (R$ 109,90)
Básica e charmosa, a calcinha da Leeloo vem em latinhas com mensagem como 'escreva um livro' ou 'aproveite o dia'. R$ 28 cada
Considerando que nós, eu e boa parte das pessoas da minha geração, passamos a infância e a pré-adolescência achando que o mundo ia acabar no ano 2000, chegar a 2009 só pode ser motivo de felicidade. Já estamos com nove anos de vantagem, mesmo que às vezes tenhamos a sensação de que esse mundo em que vivemos hoje de fato acabou, só esquecemos de deitar. Mas como a temporada não é de pensar em coisas ruins, a gente faz aquele balanço pessoal rápido, lamenta umas coisas, agradece por outras, faz algumas juras e toca o barco, que serão mais 365 dias de luta pela frente, o que não é nada mole.
Eu já preparei minha lista de 'quero x não quero' para 2009, boa parte dela inspirada nos acontecimentos de 2008 e o que acho que vale ou não repetir. Fora as coisas superiores, as que realmente importam - paz, amor, saúde... sexo... -, todas, claro, na lista do 'quero', incluí alguns itens, digamos, mais específicos, alguns mais ou menos relevantes, alguns divertidos, outros nem tanto. Tipo, sei lá, pensando neste ano que chegou ao fim, eu não quero ver, nos próximos 12 meses, outra profusão de mulher-fruta, porque minha paciência esgotou e já estou quase fazendo discurso feminista contra a depreciação das mulheres. Por outro lado, também estou dispensando aquela cobrança de que mulher moderna e emancipada tem que ser inteligente, bem-sucedida, bonita, gostosa, escovada, maquiada, ótima mãe, dona de casa perfeita e uma excelente mulher, porque estou mais é a fim de assumir minhas imperfeições e falhas sem culpa. Aliás, 2009 bem que poderia ser o ano em que um milagre vai se operar e as mulheres ficarão livres da culpa que lhes é inerente. Também não quero entrar na onda pessimista da crise, mas se algum ser superior quiser me dar o dom do controle orçamentário, agradeço.
Na coluna do "quero", incluí me manter firme no propósito de malhar até ficar com o braço da Madonna e chegar aos 50 podendo ser personagem de matérias com coroas enxutas. Também quero uma dose extra de paciência - que nunca foi o meu forte - para agüentar o estresse do dia-a-dia, para educar minha filha sem achar que vou enlouquecer e para manter o padrão de felicidade do meu casamento antes que o destino me reserve o encalhe justamente na terceira idade. E, sim, claro, também quero bons assuntos e criatividade para que possa continuar aqui com nossa conversa semanal e no blog diariamente - vai me dizer que você não freqüentou o blog Salto Agulha (www.odia.com.br/blog/saltoagulha) em 2008? Acho que com esses itens básicos dá para seguir em frente. E o que mais vier é lucro. Feliz Ano Novo!
Taí uma imagem que merece o destaque de show da semana: Barack Obama, o novo presidente dos Estados Unidos, caminhando sem camisa. Os norte-americanos terão no poder o primeiro negro e segundo gostoso da história daquele país. O primeiro foi Kennedy, claro.
Depois da correria, da agitação familiar, da criançada em torno de Papai Noel e da casa devastada pela bagunça, encerrei meu Natal em grande estilo. Peguei minha melhor companhia - meu marido, claro -, as duas últimas taças de espumante, um pratinho de rabanada e fui ver o especial de Roberto Carlos. Não sei se foi o clima pessoal, mas achei o melhor especial do Rei que vi nos últimos anos. Roberto Carlos parece estar voltando à realidade e ao que ele era antes do fim dos anos 80, quando começou a ficar prisioneiro de seu próprio personagem. E essa parceria com Caetano Veloso em torno de Tom Jobim e da Bossa Nova também está ajudando muito a resgatar a boa imagem do Rei. Roberto e Caetano juntos deram ao programa a superdose extra de talento e emoção que vinha faltando nos anos anteriores. O que foram 'Força Estranha' e 'As Curvas da Estrada de Santos'? Só eu chorei ou foi geral? E 'Tereza da Praia'? Só eu ri ou foi geral? E 'Chega de Saudade'? Só eu me arrepiei ou foi geral? Isso sem contar os momentos hors concours, que a gente vai passar 30 anos vendo e gostando. Roberto Carlos cantando 'Outra Vez' vai ser sempre Roberto Carlos cantando 'Outra Vez': é o máximo, à prova de desgastes. Eu me emocionei até com Zezé Di Camargo e Luciano cantando 'O Portão', mas isso não quer dizer nada, porque posso nunca ter confessado, mas eu gosto de Zezé Di Camargo e Luciano. Ah, e só para finalizar, vocês repararam no corpitcho do Rei? Não dá para ser gato de sexta - com aquele cabelo, jamais -, mas o braço e o peitoral malhados não estão fazendo feio, não.
O gato desta sexta foi praticamente imposto pelo noticiário. Não se fala em outro homem senão Jesus e isso não tem nada a ver com o Natal. O Jesus da vez é, claro, o modelo de 21 aninhos que a Madonna pegou e cujo nome de batismo deu margem a um milhão de títulos engraçadinhos. Piadas à parte, a verdade é que Madonna viu Jesus, ajoelhou e rezou e agora o garoto que já andava desesperançoso em seus planos de fazer sucesso conquistou seus 15 minutos de fama. Moreno, olhos azuis e 1,82m, Jesus precisa saber aproveitar para dar longevidade a esse momento de celebridade. E eu, que pretendia só postar aqui gatos que eu mesma considere gato, afinal de contas alguma moral tenho que ter nesse espaço, hoje resolvi ceder à polêmica, porque sou obrigada a confessar que esse Jesus não me salva. Por mim, Madonna pode levar com ela. Com vocês, meninas, o Jesus de Maddie.
Já que começamos na semana passada a falar dos dois itens mais fashion dessa temporada, a Feirinha de Segunda hoje traz a calça sarouel. Não é realmente uma das peças mais fáceis do vestuário feminino, mas eu gosto muito. Há, sim, algumas reservas, mas nem acho que as regras sejam tão duras. Ok, baixinha, gordinha e cadeiruda pode optar por outro modelo, porque com esse não vai rolar, mas nem precisa ser tããão magra para usar. E para as menores, como eu, a dica é escolher um modelo cujo gancho (ou cavalo para as paulistas) não seja muito lá embaixo, tipo quase no joelho, e que a perna não seja tão larga. Comprei uma estampada com as pernas mais ajustadas que ficou bem legal. E vi numa amiga um modelo cinza da C&A superbacana, ótima para trabalhar e, se não me engano, não passa de R$ 60. Na dúvida, é só experimentar e ativar o senso crítico. Ah, claro que a parte de cima tem que ser mais ajustada. Não precisa ser nada colado no corpo, se você não quiser, mas muito largo também não dá. Acho as camisetas ribana ótimas parceiras dessas calças. Como uma de nossas leitoras disse na feirinha da semana passada que tinha comprado um calça bonita na Botswana, busquei lá os modelos de sarouel para mostrar hoje. Achei a estampada (R$ 159) linda e a cinza (R$ 139) no corpo também fica um sucesso.
Tenho uma certa irritação de gente que adora ir contra a maré, pelo simples prazer de estragar o prazer dos outros. Tipo aquele que acha que o charme está em não gostar do que todo mundo gosta, quando isso não passa de chatice. E detesto quem vai contra manifestações populares, como se erradas fossem as milhares de pessoas que se divertem com aquilo que o chato acha um saco. Para ser mais objetiva, acho o fim da picada quem faz campanha contra o Natal. Você pode até não ser muito chegado, achar que o componente deprê é mais forte que o resto, mas pode deixar a festa dos outros em paz, né? E sem essa de usar o velho discurso de 'festa comercial', 'invenção dos capitalistas' ou coisa que o valha, que para quem entra no clima nada disso importa. A Salto Agulha adora Natal e todo o pacote que vem junto: reuniões familiares, chopinhos de confraternização, amigos ocultos, festas da firma, compra de presentes, ruas lotadas, cidade engarrafada, quilos de panetone, litros de espumante e toneladas a mais depositadas nos quadris e barrigas ao fim da maratona. Sem contar a expectativa do Réveillon, o desespero atrás de um festa boa para ir, as filas nas lojas de biquíni e a ressaca da segunda-feira em que, enfim, o ano novo começa. Se fosse ruim, a gente repetiria tanto?
Se tem um presente que Papai Noel nos dá é a oportunidade de soltar a franga à vontade nesses tempos natalinos. A gente enche o pote e a pança, tem ataques de consumismo, sai todas as noites, gasta mais do que pode e ninguém critica. A gente passa horas na loja de departamentos como se estivesse na Disney, participa de promoção de shopping como se fosse acertar na Mega Sena, transforma nossa casa em carro alegórico, a gente vira criança, portanto, sem o menor senso crítico. A gente dança com a camisola vermelho-sangue que ganhou do amigo oculto no meio do restaurante chique em que foi com os colegas de trabalho e todo mundo acha normalzinho, porque na mesa ao lado tem alguém de outro grupo pagando mico equivalente. A gente roda o paletó do chefe, zune o celular dele longe e estraçalha o aparelho sem que isso signifique uma demissão por justa causa - e nem adianta perguntarem se isso aconteceu com alguém conhecido porque aqui conta-se o milagre mas jamais o santo. Enfim, a gente pode se divertir sem freios, sem amarras e sem maiores conseqüências - dependendo de até onde se é capaz de ir, claro. Isso não é ótimo?
Ok, ok, não custa nada lembrar o verdadeiro sentido do Natal e usar isso como pretexto para fazer todas aquelas boas ações que você passa o ano jurando que vai fazer. Não custa nada brincar de Bom Velhinho com as crianças e botar mais farinha na farofa, de modo que a ceia dê para todo mundo que chegar na sua casa de repente. Não custa nada levar sua tia que veio do interior para ver a Árvore de Natal da Lagoa ou a namorada para andar de pedalinho por lá. E no dia 24, à meia-noite, também não custa nada agradecer - a quem quer que você ache que deva gratidão - por tudo de melhor que você conquistou nos últimos doze meses. Um feliz, muito feliz Natal para todos!
Quase que esse gato hoje não sai. Mas não ia deixar vocês sem presente justamente às vésperas do Natal. Aí vi umas notícias sobre Jeniffer Aniston e seu namorado e pensei que deveríamos mostrar o rapaz como prova de que esse negócio de ter pena da ex de Brad Pitt é bobagem, porque ela está muito bem servida. Nosso gato desta sexta é o cantor e compositor John Mayer, que eu acho uma delícia. John tem 31 anos, passeia pelo pop, rock, blues e hip hop com talento que já lhe rendeu alguns prêmios. Namorou Jessica Simpson um tempão e agora faz a felicidade de Aniston. Gosto particularmente da maneira como ele alterna o jeitinho de menininho fofo com o de bad boy. Com vocês, meninas, John Mayer:
Fizeram de tudo para tentar derrubar meu encanto: me mostraram fotos de close, tentaram ridicularizar os músculos etc, mas não adianta, a presença de Stallone na cidade mexe comigo. A-do-rei vê-lo de jeans e t-shirt branca passeando por aí. Enquanto Madonna se escondia, precisava de batedores e exigia que fechassem as avenidas para ela poder sair, Sly, como meu ídolo é chamado, batia perna em favela, almoçava em Itaguaí e dava autógrafos. Além de tudo, é gente boa. E lê O DIA!!! A foto aí embaixo inspirou a brincadeirinha de meus colegas de redação. Não me importaria nada se fosse verdade.
Acho que vou fazer um pôster
Ah, já ia quase esquecendo de contar: em homenagem a Stallone, hoje na academia eu fiz a mesma abdominal que ele faz em Rocky, girando o tronco para os lados. Tô me achando!
Foi nosso colunista super-mega-hypado Bruno Astuto quem contou que Gianecchini e Rodrigo Santoro disputaram as atenções de Madonna na festinha no bar do Hotel Fasano, depois do show de segunda-feira. Os boatos iniciais davam conta de que Maddie tinha pedido para conhecer Santoro, tipo 'chama-esse-homem-aqui' e eu estava adorando ver alguém transformar nosso galã em homem-objeto. Mas parece que, no fim das contas, a diva pop deu só uns beijinhos num modelo que foi contratado para fazer com ela um ensaio fotográfico. Pela foto de Giane chegando ao Londra com uma roupinha inacreditável - reparem no tênis - e pela cara do modelo, posso dizer que Madonna já esteve mais bem servida. Santoro é sempre Santoro, mas pelo visto faltou pegada.
E o troféu Besta Quadrada do Ano vai para .... Irene!! Tudo bem que é novela, mas já estava bom de a matriarca dos Fontini cair na real, não? Outra que merecemos até o fim da novela é que pelo menos um personagem psicanalista explique como a pobre da Lara ainda não enlouqueceu. Por muito menos tem gente na rua dizendo ser Jesus Cristo. Como vocês podem perceber, não desgrudarei de 'A Favorita' até os minutos finais.
Quando soube da notícia, pensei 'a cidade deve estar sediando um festival de celebridades bombadas com mais de 50', depois lembrei que fã não pensa coisas assim de seus ídolos, me dei conta do que de fato estava acontecendo e neste momento me preparo para correr para a porta do Sofitel, na Avenida Atlântica. Sylvester Stallone está entre nós e não posso me conter de tanta emoção. Minha paixão por ele já é sabida por aqui e a falta de vergonha de assumi-la também, portanto nem adianta me criticarem. Vou já descobrir onde é que ele vai filmar o tal filme que será rodado aqui e se conseguir esbarrar com ele, aviso a vocês.
Numa lista básica de produtos em alta neste verão, não podem faltar as sandálias gladiadoras e as calças sarouel. Duas coisas bacanas, mas superperigosas, porque a chance de dar errado é grande. Eu particularmente acho lindas tanto as calças quanto as sandálias, mas com algumas reservas. As sandálias, por exemplo - que, aliás, estão na moda no mundo inteiro -, acho que resvalam para o exagero com muita facilidade e aquele monte de tira subindo pelas minhas pernas me dão uma certa aflição. Fora que vão me faltar pernas, considerando toda essa altura que Deus me deu. Aí, vitrinando outro dia, vi um modelo que talvez nem possa ser chamado de uma gladiadora autêntica, mas que fica bem no clima e é, digamos, mais light. Tem tiras, tem brilho, mas é rasteira e acaba no calcanhar mesmo. E combina com tudo e qualquer coisa. Adorei e achei que vale a dica: se você não quer perder o bonde da moda, mas também não quer cair no erro, opte por versões mais 'leves' do modismo que vale a pena. Então, taí o produto da Feirinha de Segunda: sandália de tiras rasteira da Dress To (R$ 113).
Quando, este ano, tomei vergonha na cara e decidi que tinha que malhar com dedicação e assiduidade, virei para o professor de musculação e pedi: 'Quero ficar com o braço igual ao da Madonna'. Sim, já sei, isso provoca vários comentários de reprovação, tipo 'que horror' ou 'que exagero' ou 'deus me livre', mas não posso fazer nada além de confessar: entre todas as coisas que admiro na rainha do pop, figuram os braços malhados, mesmo que reconheça que ela podia ter pegado só um pouquinho mais leve. Quanto a querer copiar, isso é só a idéia de que os nossos modelos, as nossas inspirações devem estar mesmo um ponto acima da curva, uma vez que as chances de chegarmos lá são mínimas. Em outras palavras, posso me esforçar e pegar peso o bastante sonhando com os bíceps e tríceps de Maddie, porque sei que, a essa altura do campeonato, o máximo que vou conseguir é chegar aos 50 anos podendo usar camisetas sem mangas e podendo dar tchau sem passar a impressão de que um terremoto acontece sob meus pés - ou braços. O que, vamos combinar, já será coisa à beça.
Difícil alguém da minha geração ter passado incólume pelo furacão Madonna. A menos que você tenha sido, nos anos 80, uma adolescente extraterrestre, ou que tenha se agarrado ao movimento punk com coturnos e dentes, você, com certeza, cantou 'Like a Virgin' em frente ao espelho e fez umas aulas de jazz pensando em reproduzir a coreografia de 'La Isla Bonita'. Também deve ter usado colar de crucifixo, meia arrastão rasgada e uns babadinhos de tule embaixo da saia, não necessariamente juntos. Fora cantar e dançar 'Holiday' fingindo não perceber que é uma das letras mais idiotas da história do pop mundial. Se foi fã mais fiel, tipo a colunista que vos escreve, você sofreu com o fim do romance com Sean Penn e curtiu algumas dores-de-cotovelo - dessa vez as suas - ouvindo a trilha de 'Dick Tracy', filme em que nossa musa também atuou ao lado de Warren Beatty. E, claro, desejou, nem que por alguns instantes, ser ousada, abusada e tarada como a cantora se revelou em 'Na cama com Madonna'.
Alguns estudiosos do comportamento feminino e da evolução das mulheres através dos tempos reconhecem e destacam a importância de Madonna como alguém que, digamos, tenha feito o mundo olhar para nós de outra forma. Prefiro a visão mais divertida dessa história e pensar nela como a que roubou o lugar dos homens no Olimpo da indústria fonográfica e do entretenimento. Madonna é, de fato, uma deusa, e se alguém pensa em questionar, é melhor correr ao Maracanã e rever seus conceitos.
Hoje e amanhã, Madonna vem lembrar aos cariocas com quanto trabalho, quantos músculos, quanto talento, quantos filhos de sangue e adotivos, quantos súditos, quantos ex-amores e quantas tampas de privada - vai me dizer que você não leu sobre isso? - se constrói um mito. É quase impossível que nos decepcione. É quase impossível que não fiquemos, mais uma vez, impressionados. E aí vamos agradecer e torcer para que as notícias recentes de plásticas e botox, de exageros religiosos e comportamento xiita, de briga por dinheiro com ex e uma certa dificuldade de lidar com o passar do tempo sejam apenas intriga da oposição. Queremos sair da platéia de 'Sticky and Sweet' orgulhosos do ídolo que temos.
Como Madonna já está entre nós - a cantora chegou ao Rio às cinco da manhã - resolvi escolher o gato de sexta em homenagem a ela. Taí o famoso Alex Rodriguez, norte-americano de 33 anos, jogador de baseball do New York Yankees, apontado como sendo não só o novo amor como o pivô da separação de Maddie. A-Rod, como é conhecido entre os fãs torcedores, fica na frase 'apenas bons amigos', mas outro dia desembarcou do jato particular da cantora e assistiu a um dos shows da turnê muito bem posicionado em um camarote vip. Dizem que teve até momentinho romance, em que Madonna teria cantado olhando nos olhos verdes de Alex. Grande, forte e gato, Alex é um craque e tem contratos milionários. Até outro dia era casado com Cynthia, com quem tem duas filhas. Com vocês, o homem que mexeu com o coração de Madonna, Alex Rodriguez. Avaliem, por favor:
Ainda não está na hora da Feirinha, mas como estamos em temporada de amigo oculto, achei que valia essa dica. Ontem recebi o CD com a trilha internacional de 'A Favorita' e achei graça porque dois dias antes, ouvindo as músicas durante a novela, comentei que queria esse disco. E realmente é ótimo, nem parece disco de novela. Só 'Viva La Vida' do Coldplay, 'Carry You Home,' com James Blunt, e 'Fidelity', com a para mim até então desconhecida Regina Spektor - aquela que fica fazendo um lalala lalala com voz fininha -, já valem o CD, mas ainda tem mais coisas boas, como 'That´s Not My Name' (Tint Ting Tings) e 'No Substitute Love (Estelle). Quem quiser ouvir trechos das 14 músicas, pode dar um pulo no site da Som Livre. Acho que é uma ótima opção de presente para os milhares de amigos ocultos que sorteamos - nas lojas, o preço é de R$ 24,90.
Agora a boa notícia: tenho aqui um CD para sortear entre meus queridos leitores. Então é só botar comentário e concorrer. Boa sorte.
Sobre a morte de Marcelo Silva, só me resta repetir a frase que podemos - e devemos - transformar em mantra: - Que o medo de ficar sozinha não nos cegue nem nos tire o faro para homens Esperamos que Susana Vieira aprenda.
Pensei em criar aqui no blog uma nova seção: show da semana. Valeria para todo tipo de show: os de qualidade, gente que arrebentou na sua área, e os shows de quinta categoria, para aqueles que pagaram king-kongs. Que tal? Então, para estrear, o show da semana é de: Mauro Mendonça. Nada como um ator de verdade para mostrar como é que se faz uma novela. Com Gonçalo atormentado pelas revelações que lhe estão sendo feitas, Mauro Mendonça botou os capítulos recentes de 'A Favorita' no bolso. Difícil escolher a melhor cena. Fazendo uma força, fico com dois momentos: aquele em que ele viu Donatella viva e quando ele voltou a encontrá-la para pedir perdão. Isso só porque ele ainda não encontrou o Halley depois de saber que é avô do rapaz, porque essa cena, sim, promete. Ah, claro, nem eu nem a maioria dos espectadores estamos aceitando a morte do personagem. Não precisava.
No fim de semana vi um anúncio que me deixou muito impressionada. Era uma das peças da nova campanha da cerveja Cintra, intitulada 'Por uma vida sem frescura' e estrelada pelo Dudu Nobre. No filme, um sujeito está se arrumando para ir ao bar encontrar amigos e começa a ficar em dúvida sobre a roupa. Aí a gente ouve a voz de Dudu Nobre sugerindo que o sujeito pare com aquilo, algo tipo 'homem que é homem veste qualquer coisa'. Ele chega a dizer que moda é frescura. Depois aparece o cara no bar, chega uma gostosa, elogia ele, e ele, todo orgulhoso, diz que botou a primeira camisa que viu. Nada pode ser mais infeliz do que isso: anúncio de cerveja batendo na tecla de que bom bebedor é ogro, grosseirão, galinha. A gente dá um duro danado para fazer os homens entenderem que nosso universo pode ser deles também, e vem uma agência de propaganda fazer graça e dizer que figuras do sexo masculino não podem gostar de moda. Se moda é frescura, escolher marca de cerveja também é.
Já não vou nem me desculpar. A gente combina assim: quando a Feirinha de Segunda só pintar na terça, vocês já sabem que eu me enrolei e ou não consegui fazer a produção, ou não tive chance de postar antes. E como vocês são beeem compreensivos, claro, já fico sabendo que estou automaticamente perdoada. Então vamos lá. Se tem uma coisa que ando precisando é de cinto. Fiquei muito tempo sem vontade de usá-los e agora que voltei a dar ao acessório a atenção que ele merece me dei conta de que essa é uma peça em falta no meu armário. E tenho a maior dificuldade de encontrar modelos que me agradem. Aí minha querida amiga e ótima produtora Márcia Góes me ajudou nessa e selecionamos três modelos para vocês. Cada um para fazer um estilo diferente. Ah, sim, nenhum daqueles largões de elástico, porque esses já deram o que tinham que dar. Espero que gostem.
Pega um tubinho liso, bota esse cinto de lacinho por cima e faz a Audrey Hepburn que você merece! R$ 19,90 na Izola (SAC 2508-8113)
Lembram dos cintos de várias voltas dos anos 80? Olha ele aí de novo. Reeditado com cor e atitude, esse modelo é da Jelly e custa R$ 69
A-do-ro estampa de onça. É só o que a gente precisa para dar uma levantada no visual. Modelo da Andarella, por R$ 59
O telejornal falava da pesquisa divulgada pelo IBGE essa semana, que dá conta de que, em 23 anos, os casos de separação no Brasil aumentaram 200%. Então, hoje temos três vezes mais divorciados ou ex-casados do que em 1985. Eu que achava que foi nos anos 70 e 80 que o casamento mais desandou, fiquei surpresa. Mas o que me impressionou mesmo foi o personagem que a repórter da televisão arranjou. Um zé mané qualquer que acabou de desfazer um, digamos, relacionamento estável, listava as vantagens de estar solteiro de novo: sai do trabalho a hora que quer e de vez em quando encontra os amigos. Sim, senhoras, o sujeito está feliz de ter se livrado da mulher porque agora pode trabalhar até tarde e tomar um chopinho com os amigos duas ou três vezes por semana.
A noção de liberdade dessa criatura me espantou, assim como me espanta saber que ele não está sozinho. Tanto homens quanto mulheres não só vêem como fazem do casamento uma privação total dos prazeres que uma vida independente de outra proporciona. Como assim ser casado significa ter hora certa para sair do trabalho? E como assim ser casado é impeditivo para encontrar amigos? Como assim tudo isso em 2008? Se é nessas bases que os relacionamentos se constroem, em pleno século 21, só posso defender que a próxima pesquisa vai apontar aumento de uns 400% nas separações. Porque, numa boa, nada pode ser mais cafona do que homem ou mulher achar que é dono do outro e dos passos que o outro dá. Onde foram parar aqueles conceitos de respeito,confiança e coisa e tal?
No ano passado, quase um milhão de casais disseram 'sim' um para o outro. Um em cada quatro vai dizer não daqui a pouco, o que não significa, claro, que não valeu a pena. A curiosidade que fica é: desses que, inevitavelmente, ou vão se separar ou já se separaram, quantos poderiam ter salvado o relacionamento se tivessem o bom senso de perceber que um homem casado pode, sim, encher a cara com os amigos, assim como a mulher casada com as amigas. Quantos ainda não estariam dividindo lençóis se entendessem que uma aliança não significa, por exemplo, que as partes não possam ter amigos do sexo oposto, ou que a intimidade tenha que destruir o clima, justamente aquele clima que juntou os dois.
Não é preciso nem dizer que faz tempo que sabemos que casamento não tem que ser para sempre e fim e fracasso são coisas distintas. Mas considerando que boa parte das separações tem acontecido no primeiro ano, acho que não custa nada pensar no que estamos fazendo para durar tão pouco. Poxa, um ano não compensa nem os gastos com a festa. Um ano é menos do que a gente passa pensando no vestido que vai usar. Um ano não dá nem para dizer que se cansou de cair de bumbum na privada com a tampa levantada toda vez em que ia fazer xixi de madrugada sem acender a luz do banheiro, porque não é possível que em apenas 365 dias ele tenha se esquecido tantas vezes de abaixar a tampa e ela tenha feito tanto xixi no meio da noite. A Salto Agulha, defensora ferrenha do casamento - os de livre e espontânea vontade, os de comum acordo, sem impedimentos e, de preferência, com amor - torce para que sejamos espertos o bastante para mudar as estatísticas. Ou para não casar mais à toa.
Na linha homem com cara de homem, nosso gato desta sexta é daqueles cuja beleza não tem nada de óbvia. Hugh Jackman, o Wolverine de 'X-Men' - para citar seu trabalho mais pop - faz esse tipo galã sem frescuras. Este australiano de 40 anos chega hoje às telas dos cinemas cariocas com o filme 'A Lista - você está livre hoje?', em que contracena com Ewan McGregor. Mas o trabalho que está gerando mais expectativa é 'Australia', filme que está em lançamento na Europa, estrelado por Hugh e Nicole Kidman - ela é uma fazendeira aristocrata, ele, um peão, e o resto vocês podem imaginar. Só para estragar, Hugh é casado e tem dois filhos adotivos: Oscar e Ava. Com vocês, o gato da semana, Hugh Jackman:
Quando vejo Luma de Oliveira com mais um de seus modelitos de gosto muuuito duvidoso, com esse cabelo que parece que não vê um salão há anos, com essa maquiagem, com o conjunto da obra, enfim, os pensamentos que não me escapam são: 1. Deus não dá asa a cobra 2. Vou me candidatar a personal tudo dessa moça 3. Onde estão a tesoura e o batom cor de boca e 4. Quando meus colegas escrevem coisas como 'a eterna musa' ou 'linda como sempre' ou 'mostra que mantém a forma' eles estão mesmo sendo sinceros? Vocês devem poder me responder melhor.
Enquanto na Argentina a presidente conhecia Madonna, no Brasil, nosso Lula teve a honra de conhecer... A Gaiola das Popozudas. Sim, o presidente desta nação ficou todo animadinho de ser apresentado a Waleska e sua turma durante visita ao Complexo do Alemão. O resultado foram essas belezas de fotos.
Madonna já está bem perto de nós. A cantora e sua mega-ultra-giga-entourage chegaram a Buenos Aires, mas já chegaram fazendo forfait e cancelando o primeiro show, porque os equipamentos ficaram para trás. Então a diva pop resolveu relembrar seus tempos de Evita e foi à Casa Rosada tomar um cafezinho com a presidente Cristina Kirchner e com Ingrid Bettancourt, que eu não sei bem o que estava fazendo por lá. Sinceramente, não faço a menor idéia do que essas três podem ter conversado. Ingrid e Madonna talvez tenham falado de suas separações recentes e Cristina tenha ficado ouvindo para aproveitar algum conselho, caso precise. Aceito palpites melhores.
Quiz Salto Agulha: quantos quilos de pancake há nessa foto? E quem segura melhor as plásticas, Maddie ou Cris?
Essas fotos me deram a idéia de fazer uma série tipo '(ex) casais civilizados dão exemplo'. Olha que fofo: Gianecchini foi ao lançamento do livro de Marília Gabriela, 'Eu Que Amo Tanto', e os dois festejaram o encontro com demonstrações públicas de carinho, amizade e respeito. Quando questionada sobre o bom relacionamento com o ex, Marília foi fina, inteligente, absoluta, como esperávamos que ela fosse: "Como se pode odiar um homem que se amou? Continuo amando meus ex, de outra forma". Adooooro. E querem saber? Sempre detestei os que ficavam arrumando argumentos para esse casamento. Acredito, sinceramente, que Marília Gabriela tem atrativos de sobra para fazer qualquer um, até o Reynaldo Gianecchini, se apaixonar por ela.
Gente, a Feirinha de Segunda essa semana só abriu na terça. Vexame... Mas eu juro que no dia em que eu ganhar na megasena, vou me dedicar exclusivamente ao blog e isso não acontecerá mais, ok? Hoje vamos voltar aos cosméticos. Tenho uma mania cíclica de esmaltes. Às vezes fico ligadíssima, querendo usar todas as novidades, prestando atenção aos lançamentos. E às vezes quero passar um mês sem fazer as unhas. Como verão combina com vaidade, estou num momento 'fashion nails'. Então já li um monte de editoriais de beleza e aprendi que nesta estação as cores que estão em alta são as pinks, as vermelhas alaranjadas e os tons de laranja mesmo. E do inverno, trouxemos o roxo e, principalmente o azul, que continua com tudo. Então fui à farmácia e selecionei minhas preferidas para dividir com vocês. Ah, os rosinhas também estão valendo, mas não apaixonei por nenhum dos que vi, ao contrário do Papaya, que amei. E o melhor de tudo: custam a partir de R$ 1,50, nas melhores casas do ramo.
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Um amigo colunista estava revoltado com a ascensão e queda do Botafogo no campeonato brasileiro e resolveu filosofar sobre a insistente mania de seu time de, digamos, fazer caquinha na saída. Aí sobrou para nós: segundo meu amigo, o Alvinegro é que nem mulher, quando está tudo dando certo, quando as coisas vão às mil maravilhas, ele - o time - e nós - as mulheres - damos um jeito de estragar tudo. Porque, ainda segundo o colunista que não tem cara-de-pau suficiente para escrever isso na própria coluna, a felicidade e as mulheres são incompatíveis, assim como a felicidade e o Fogão. Indignada com tamanha capacidade de se isentar de qualquer responsabilidade, uma vez que era claro que ele estava falando de questões de relacionamento, segui com perguntas, quando ouvi a conclusão final, quase grosseira, não fosse meu amigo divertido e incapaz de cometer grosserias: o problema não é a perereca, mas tudo o que está em volta. Fomos, eu e as outras que ouvíamos o filósofo do sexo, obrigadas a rir. A sorte é que estávamos de muito bom humor e isso garantiu a integridade física do sujeito.
A questão que veio em seguida e que, é claro, debatemos só entre nós, é: ele não está de todo errado. Temos, sim, um bichinho da insatisfação que, quando não é bem domado, nos leva a atitudes das quais costumamos nos arrepender depois. E isso vai desde o corte de cabelo radical que decidimos fazer para, sei lá, melhorar o astral, dar uma mudada, até a seqüência de casos que resolvemos criar com o sujeito com quem dividimos lençóis, sem que tenhamos qualquer motivo, só para, sei lá, melhorar o astral, dar uma mudada. Não podemos exigir que eles, os homens, apesar dos milhares de anos de convivência, consigam entender e absorver nossas constantes e inexplicáveis alterações de humor, se nem nós mesmas somos, em grande parte das vezes, capazes de nos compreender. É lógico que não vamos cair no erro das generalizações, mas que a maioria de nós já teve esses surtos de mulherzinha a fim de estragar tudo, ah, já.
O problema maior, graças ao qual corremos o risco de nos transformar numas chatas, é quando resolvemos justificar tudo. Quando queremos nos encher de razão. Tipo, na boa, meninas, TPM não pode ser a explicação para todas as nossas idiossincrasias. E os homens não podem ser os culpados de todos os nosso males, como um programa feminino que tratava da solidão das mulheres de 50 anos tentou fazer parecer dia desses. Um outro amigo ficou profundamente irritado de ver mulheres passarem uma hora na televisão sem demonstrar um mínimo de auto-crítica, como se a infelicidade e a insatisfação que as acometem fossem todas por culpa do universo que conspira contra nós, mulheres.
O fato é que, se queremos evitar ouvir sobre a inocência das pererecas versus a culpa das nossas cabeças confusas, precisamos parar de resmungar um pouco. Até porque, essa semana, saiu uma pesquisa que prevê que, em 2050, seremos 7 milhões de mulheres a mais do que homens no Brasil. Eu já vou estar com 82 anos e, provavelmente, não me importarei de fazer parte do grupo que sobra. Mas as mais novas talvez precisem tomar uma atitude rapidamente, para que o futuro não lhes reserve a tristeza de fazer parte das estatísticas. Sem querer ser machista, mas já sendo, coitados dos homens. E dos botafoguenses.