Eu ia fazer esse teste ontem, mas tivemos um problema grave com nosso servidor e ficamos fora do ar quase toda a quarta-feira de cinzas. Mas como não quero perder a brincadeira, vamos ao teste da Avenida. Só que agora só vale para quem ainda não leu a edição de hoje do Jornal O DIA. Então, quero ver quem acompanhou o Carnaval do Sambódromo com atenção. A pergunta é:
DE QUEM SÃO ESSAS PERNAS?
Se vocês não tiverem a menor idéia, tentem responder à segunda pergunta: QUANTOS ANOS TEM A DONA DESSAS PERNAS? A resposta está na capa do caderno O Dia D. Só vou dizer que fiquei bo-ba com essa imagem.
Fui ao Sambódromo domingo, tirando onda de convidada do camarote da Oi. Não me lembro de alguma outra vez ter visto uma noite inteirinha de desfiles como vi anteontem, prestando atenção em todas as escolas, sentadinha na janela, sem ter que empurrar umas 500 pessoas nem ficar esticando o pescoço lá no fundo como sempre acontecia nos camarotes das cervejas. Mordomias à parte, fiquei muito feliz de ter assistido ao incrível desfile da Vila Isabel, de ter me arrepiado com a bateria do Império Serrano, de ter aplaudido Joaosinho Trinta e gritado 'gorda' quando a Susana Vieira passou. Ok, essa última foi brincadeirinha, mas bem que deu vontade porque eu não tenho a menor paciência para aquele ataque de estrelismo e falta de modéstia. Enfim, foi uma ótima noite. Agora indo ao assunto de maior interesse, fiz uma seleção de minhas madrinhas de bateria preferidas, e vou falar de uma de cada vez. Mas antes, faço questão de contar quem mais me irritou: a sem-graça da Natália Guimarães. Ô mulherzinha irritante, que não sambava, não se sacudia, não puxava pela galera, não reverenciava a bateria, nada. Ela simplesmente andava de um lado para o outro mexendo os boás da fantasia com uma cara de 'minha beleza basta'. Um nojo. Se a Vila tivesse botado Juliana Alves (que estava linda ao lado de Martinho), ela teria arrebentado. Natália nem mereceu foto e espero que ano que vem ela vá animar o carnaval de São João del Rey. Então vamos às boas:
Paola Oliveira Para mim, a grande revelação. Não tinha prestado muita atenção nela ano passado e sempre achei sua figura meio sem graça nos ensaios. Mas Paola apareceu linda, com um corpo incrível, muito samba no pé e um carisma que eu não imaginava que ela teria. Na avaliação da Salto Agulha, é nota 10
Quitéria Chagas Se alguém quiser aprender a ser madrinha de bateria, faça aulas com Quitéria. Dona de uma presença linda na Avenida, ela só deixou ainda mais emocionante a apresentação da bateria do Império Serrano. Outra nota 10
Adriane Galisteu Vocês sabem melhor do que ninguém como implico com essa moça. Mas este blog não gosta de cometer injustiças e Adriane, mesmo importada de São Paulo, é uma madrinha muito mais dedicada do que muita carioca. Adriane faz o serviço completo: samba bem, convoca a galera das arquibancadas e camarotes, reverencia a bateria, faz coreografia no ritmo. Ah, sim, e se no dia-a-dia tem aquele problema de gosto duvidoso para se vestir, no Carnaval acho que ela tem muita personalidade para escolher suas fantasias. E agora sei que muitos de vocês vão se espantar comigo, mas eu adorei esse macaquinho. Lá na Avenida estava lindo, simples, superdiferente, moderno, iluminado, chique. Adriane ficou praticamente sem peito dentro da roupa e isso eu achei muito corajoso da parte dela. Vou ter que dar mais um 10
Viviane Araújo Bem que poderia ter mais uns três ou quatro Carnavais por ano para Vivi só fazer isso na vida, porque foi para isso que ela foi inventada. Lembro de Viviane quando ela apareceu linda toda vida na Vila Isabel e é fato que ela mudou muito e malhou muito desde então, mas na Avenida ela é a mesma de sempre: samba horrores, batuca, se diverte e diverte a galera. É 10.
Luiza Brunet Não tenho nem muito o que escrever: Luiza é linda, chique e carismática desse mesmo jeito há quase duas décadas. Achei que a roupa cobriu mais do que precisava, mas antes assim, né? 10, claro
Luma de Oliveira A mais esperada das madrinhas, Luma foi capa de todas as revistas do domingo de Carnaval, o que só fez aumentarem as expectativas depois de 3 anos de ausência. O que achei? Que ela seguiu seu próprio estilo e escolheu uma das fantasia mais feias que eu já vi uma madrinha de bateria usar. Esse corpete imitando crochê de camelô de Copacabana era o fim da feira e não vou nem falar dos pingentes, dos lacinhos e da coleira com o nome dos filhos (uma auto-referência boba). Teve uma amiga que achou o laço nas costas uma coisa meio fetiche, eu achei uma coisa meio medonha. Mas, vá entender, ela estava linda. Luma nasceu para isso, é esse seu melhor papel. Ela vira uma outra mulher na Avenida e não há quem resista a essa demonstração de alegria, esse sorriso, esse charme, esse supercarisma. Eu me rendo: Luma é mais do que 10.
Se você não conseguiu fazer nenhuma resolução de ano novo, ou se fez mas não levou nem dois dias para parar de cumprir, pode ser que o Carnaval lhe ofereça uma segunda chance. Claro que seria uma resolução, digamos, mais de carne do que de espírito, porque essas coisas evoluídas não nos ocorrem em festas pagãs como a que toma conta do País até quarta-feira. Então, você, querida leitora, na falta de coisa melhor para fazer, pode prestar atenção à TV esses dias e decidir em que tipo de mulher você quer se transformar até a folia do ano que vem. Quem sabe o destino não está nos reservando um momento de musa de algum próximo Carnaval e esqueceu de nos avisar? Temos que estar preparadas, sempre. Se a mulherada quase se mata para ver quem brilha mais nos devidos cargos de rainha, madrinha, musa, princesa e o escambau, é porque deve ser bom e não seríamos nós as loucas de dispensar. Ou seríamos?
Então, para começar, exemplo não nos faltam. Se é para ser o estilo da hora, o último grito, podemos tentar nos transformar numa mulher-fruta. Nada que alguns litros de silicone estrategicamente implantados e algumas daquelas aulas de strip-tease não resolvam. Mas tem que ser alguma coisa bem criativa, porque não dá para ser 'Melancia 2' ou 'Melão, o retorno'. Você pode botar, sei lá, uns 500 ml de boca, deixar Angelina Jolie no chinelo, e virar a mulher Caqui. Que tal? Mas vai ter que agüentar as piadinhas. E o problema é passar o ano investindo nessa transformação e descobrir que as mulheres-fruta caíram em desuso (não, eu não vou dizer 'ninguém mais come' porque essa é uma coluna família).
Dependendo da sua idade e senso de auto-crítica - e acho que é aí que a colunista se enquadra -, você pode almejar ser uma mulher-velha-guarda. Estão pensando que é fácil? Não, não basta ter mais de 40, tem que ser rodada. No Carnaval, claro. E tem que, obviamente, estar com tudo em cima para que, antes da festa propriamente dita, você possa estrelar todas aquelas reportagens tipo 'os segredos de beleza e boa forma das veteranas'. Como fazem Luma de Oliveira, Luiza Brunet, Nana Gouvêa... (sim, essa só tem 33 anos, mas a quilometragem tem peso 2). Nesse caso, a preparação consiste em tirar em vez de botar, então reserve suas economias para as lipos, massagens e cremes redutores e tranque os dentes para que nada passe da sua boca em direção ao estômago. Ah, sim, e contrate um personal trainer, porque sem ele, querida, você não vai a lugar algum. Não é fácil, mas pelo título de musa-coroa-enxuta pode valer a pena.
Agora, se você está na disposição mesmo, se quer dar uma reviravolta em sua vida, pelo menos no quesito visual, aí sua opção pode ser virar uma mulher-rambo. E aí o primeiro passo é se matricular numa academia formadora de fisiculturistas, comprar uma daquelas meias que se usam esticadas até o meio das canelas e se preparar para pegar muito, muito peso. Fora o bronzeamento artificial e os tratamentos com o cabelão. Você pode se espelhar em Gracyanne Barbosa, Viviane Araújo, Adriana Bombom, ou na estreante Valeska Popozuda. Sugiro parar quando você mesma já não souber a diferença entre seu braço e sua coxa. O único problema é que você pode ter que reduzir suas possibilidades de amantes a pagodeiros, funkeiros e jogadores de futebol.
Até o desfile das campeãs decidimos. Aí brincamos disso por uma semana, talvez um mês para as mais determinadas, depois voltamos a ser nós mesmas, porque pode não ser no Sambódromo, mas todas temos nosso lugar para brilhar. Bom Carnaval.
Meninas, meninos, todos queridos: Soltem suas fantasias, contagiem-se pelo clima de folia e aproveitem muito bem a festa. Brinquem, descansem, curtam o feriadão em paz. E se alguém quiser se solidarizar com quem trabalha enquanto todo mundo se diverte, estarei por aqui já na segunda, seguindo nossa programação normal. Um ótimo Carnaval a todos !
Deve ser o fraco que todas nós, lá no íntimo, temos por homens safados que está me fazendo achar o Alexandre Borges especialmente tudo de bom em 'Caminhos das Índias'. O ator sempre teve charme de sobra, mas, sei lá, agora tá magrinho, tá com esse cabelo batidinho e meio grisalho, tá canalha, tá uma coisa na pele do Raul da novela de Gloria Perez. O marido de Julia Lemmertz e pai de Miguel é, além de tudo, simpático, muito bem educado, um doce. Ah, e para festejarmos ainda mais, ele faz 43 anos nesta segunda-feira de Carnaval. Parabéns para ele. Com vocês, nosso gato desta sexta-feira de folia, Alexandre Borges.
Vejam o tamanho que a Barbie ficou! Sim, é ela a moça obesa da ilustração. A loura mais famosa do mundo caiu de boca na fast food, se entregou ao sedentarismo e acabou assim: gordona, deitadona, com o computador na frente e todo o tipo de porcaria alimentar dos lados. A imagem faz parte de uma campanha contra a obesidade infantil de uma instituição chamada Active Life Movement. A idéia deve ser mostrar às fãs da boneca o que pode acontecer quando não se come 'os verdes' do prato. Para os meninos, parece que eles fizeram algo parecido com o Super-Homem. Meu medo é as garotas confundirem tudo e acharem que têm que ser magras, magérrimas como a Barbie em estado normal. Muito difícil esse negócio de tentar propagar o bom senso.
Estou desde ontem olhando para essa foto e ainda não decidi qual o principal sentimento que ela provoca em mim. Inveja, claro, é o primeiro deles. Mas também se misturam raiva, indignação, admiração, espanto. Gente, o que é essa barriga da Claudia Leitte 25 dias depois de parida? Como dizia uma amiga, é muita humilhação! A gonçalense que se diz baiana (perceberam a alfinetada?) é a capa do Dia D hoje e está lá, toda exibida, citando que engordou 10 quilos, mas já perdeu 11, que voltou a malhar uma semana depois de Davi nascer e que já está fazendo 600 abdominais por dia. Tudo devidamente autorizado e supervisionado pelo médico e a personal trainer. E isso, meninas, levando em consideração que a fofa fez cesariana. Agora que estou escrevendo tudo isso, posso garantir que estou sendo movida por um mix de raiva, revolta e inveja. Fala sério que a criatura faz uma cesariana, leva não sei quantos pontos e sete dias depois está malhando feito condenada? E amamentando ao mesmo tempo? Onde estão os pontos? E não teve dor? E aquela conversa de resguardo, de tempo para os orgãos voltarem para o lugar? No corpo dela nada saiu do lugar? Emagrecer rápido, tudo bem, esses 10 quilos devem ter sido só barriga mesmo, mas 600 abdominais? Fico me perguntando se isso não beira o exagero e se realmente faz sentido. Claudia usa o Carnaval como argumento, mas ela é uma cantora, uma celebridade, que o país inteiro sabe que acabou de ter filho. Seria algum pecado mortal aparecer em cima do trio com uma dobrinha sobrando? O faturamento dela ia cair se tivessem lhe restado uns quilinhos a mais? E vocês, o que acham? Ah, sim, a parte boa dessa história é que a imagem me marcou tanto que hoje fiz 400 abdominais. Em 10 minutos! Mas ainda não estou podendo repetir a pose lá de cima (hehehe)
Aí vieram uns estudiosos norte-americanos e concluíram que um beijo na boca ruim pode atrapalhar o desenrolar de um romance. Eu diria que essa coisa de pesquisa - que, como vocês sabem, é minha obsessão - está passando dos limites. Nada pode ser mais básico na arte da conquista e me admira muito que alguém tenha precisado estudar para isso: se o beijo for ruim, não há pega que resista. O príncipe vira sapo imediatamente. Quem já não passou por situação dessas? Se o primeiro beijo for um desastre, daqueles que não pegam nem no tranco, no segundo você fecha os olhos para pensar rápido numa forma estratégica de sair daquela roubada. É decepcionante, você pode até tentar se esforçar, mas não tem jeito: se rolarem outros, vai ser com tanto esforço que você corre o risco de começar a dar bandeira e aí mesmo é que a coisa vai para o brejo. Inventa um telefonema urgente, um mal súbito repentino, diz que seu papagaio morreu, sei lá, faz qualquer coisa, mas pula fora porque não há qualquer esperança para esses dois seres repelidos pela boca. Os pesquisadores deveriam se preocupar em desenvolver um curso de beijos na boca infalíveis para ninguém mais ter que passar por esse constrangimento, isso, sim.
É isso o que dá quando sua filha, ainda na primeira infância, faz aqueles escândalos chiliquentos de matar toda mãe de vergonha e você, dominada pela nova psicologia infantil, não lhe tasca umas chineladas: a criatura vira uma velha igualmente chiliquenta, que faz isso aí embaixo quando, por exemplo, perde um vôo no portão de embarque:
Esse é o vídeo do momento no youtube, com mais de um milhão de acessos. Agora me digam: se tivesse apanhado da primeira vez, faria essa cena?
Aproveitando que estamos às vésperas do Carnaval, fiz uma Feirinha de Segunda bem festiva e colorida. A Avon está, a cada dia, surpreendendo pela capacidade de renovação da sua imagem. Investindo em tecnologia, design e uma sofisticação que não a distancia das clientes, ela se consolida como uma das marcas mais importantes e influentes do mundo. Ou você é a única que passou a vida sem se relacionar com a Avon? Estou dizendo isso tudo porque gosto particularmente desses assuntos: construção e posicionamento de marcas, marketing, moda e beleza. Mas não foi nada disso que me levou à escolha de hoje. Foi atração de mulherzinha consumista mesmo. Gente, olha que lindos esse novos estojos de maquiagem. A Avon fez uma parceria com a marca finlandesa de design e estampas Marimekko (cujas flores são sucesso desde os anos 50), que desenvolveu essa linha batizada Mix Flores. Tem estojo com pó facial e blush e estojo com sombra em pó. A tampa de acrílico deixa o desenho à mostra e as cores nem precisavam ser tão incríveis para nos apaixonarmos. São quatro estojos diferentes: Azaléia e Orquídea de pó e blush, e Hortência e Tulipa de sombra em pó. Querem o melhor? Cada estojo custa R$ 29.
Pó e blush: Azaléia, nas cores rouge, nude, pêssego e rosa
Orquídea, em carmim, areia, malva e brilho
Sombra em pó: Hortência, nas cores azul intenso, prata, azul e lilás
Era um hotel, numa praia entre Paraty e Ubatuba, daqueles que nos fazem o favor de encher as crianças de atividades e assim garantir algum descanso aos pais. À noite, a brincadeira era a emocionante 'O Médico e o Monstro' e a galerinha - cuja idade variava de 3 a 10 anos - deveria andar pelas ruas do hotel atrás de 'tios' escondidos, porque eles teriam os remédios certos para salvar o médico, ou o monstro, sei lá. O que importa é que algumas regras deveriam ser seguidas: os grupos tinham que andar juntos, de mãos dadas e não poderiam sair correndo. E todos foram divididos em meninas para um lado, meninos para o outro. Sim, era uma batalha entre os sexos e o que se viu foi, digamos, um tanto representativo, pelo menos para mim. As meninas não paravam de falar um minuto, todas ao mesmo tempo, e logo o falatório se transformou em discussão. Umas reclamavam de ter que andar de mãos dadas, outras diziam que as pequenininhas estavam atrapalhando, outra queria ficar com o papel só para ela e as outras a gente mal conseguia ouvir do que resmungavam. Já tinham rodado as ruas umas três vezes sem avançar. Enquanto isso, os meninos, unidos, escolheram espontaneamente um líder, falavam só o que era preciso falar para o decorrer da brincadeira e já estavam na terceira tarefa. Ganharam, claro, para aumentar ainda mais a choradeira das mocinhas.
Eu e outra mãe, de menina também, já estávamos em estado de choque com a cena. Que não chegava a ser violenta, claro, longe disso. Era só uma pequena e assustadora amostragem de como nós, mulheres, somos encrenqueiras na essência. É realmente genético, está lá no X, só pode ser. A gente falava: 'meninas, enquanto vocês estão brigando, os meninos estão jogando', mas não adiantava nada. Diante de nosso divertido espanto, uma das monitoras contou que é sempre assim, os meninos se dão melhor porque se unem, entendem a necessidade de uma liderança e raramente, ou melhor, nunca, se dispersam falando pelos cotovelos. Aí, depois, se começam a evocar uma superioridade, se cantam vitória desde os 5 anos, a gente reclama e diz que é machismo.
E qual não foi minha surpresa ao ler aqui nas nossas páginas essa semana que pesquisadores da Emannuel College, nos Estados Unidos, concluíram que nós, mulheres, somos péssimas amigas das outras mulheres. Críticas, pouco tolerantes e com sérias dificuldades para perdoar - assim fomos descritas e, para variar, fiquei pensando se precisavam mesmo pesquisar para isso. Disseram que enquanto nós perdemos tempo avaliando aspectos negativos de forma mais detalhada, geralmente aumentando o tamanho do problema, eles têm maior rede de amigos em quem confiam, principalmente do sexo masculino. Acho até que os pesquisadores norte-americanos vieram ao Brasil e se infiltraram nos hotéis do sul-fluminense, porque eles só podem ter visto a mesma cena que eu. Ou as menininhas norte-americanas são idênticas, o que é mais provável e até nos dá um certo conforto.
Não é à toa que a trama que faz mais sucesso em 'Caminho das Índias' - ou seria a única que faz sucesso? - é a da amiga-da-onça vivida por Letícia Sabatella, que vem ao Brasil só para roubar o marido da personagem de Deborah Bloch. E faz isso dentro da casa do casal, onde se instala estrategicamente. Será que os pesquisadores assistem a 'Caminho das Índias'?
Nosso muso desta semana vem a pedido das agulhetes. Meninas, vocês solicitaram, choraram, imploraram e não seria este blog que iria contrariá-las. Rodrigo Lombardi está conseguindo atrair olhares para 'Caminho das Índias' e pensamentos impublicáveis para si próprio. Este paulistano de 32 anos está, pouco a pouco, conquistando seu espaço. Além de dar conta do recado de seus personagens muito bem, Rodrigo é aquele tipo que a gente adora: longe da beleza perfeitinha, ele vira galã por causa do excesso (e que excesso) de charme. Acho até que seu sucesso vai ajudar Glória Perez a dar uma sacudida na trama: quando conhecer seu noivo prometido, Juliana Paes vai balançar. Quem não balançaria? Sim, claro, Rodrigo tem defeitos: é casado. Com vocês, nosso Gato de Sexta: Raj Ananda ou Rodrigo Lombardi, como preferirem.
O que é mais inverossímil para vocês: Victor Fasano pegando duas mulheres (e falando 'pô, gata') ou Caco Ciocler pegando Vera Fischer (eca!)? Sim, a implicância não acaba nunca
Demi Moore está rodando o mundo para badalar seu novo filme, 'Happy Tears', ainda sem título em português. Tem sido uma boa oportunidade para o mundo lembrar como é linda essa mulher. Podem falar tudo, até que ela faz plástica até no joelho (desmentida por ela numa entrevista), dorme em formol, o que seja, mas que ela fica cada dia melhor, não se pode negar. Se tudo isso é plástica, queridos, eu quero a-go-ra o telefone desse cirurgião, porque vai trabalhar bem assim no inferno. Reparem nas fotos de close: dá para identificar um botox na testa, sim, mas até as rugas estão ali, no lugar certo, sem agredir nem deixá-la com cara de Barbie. Além de ser extremamente disciplinada com alimentação, exercícios e cuidados com a pele (dizem que ela passa mel no corpo todo duas vezes por semana), Demi usa o alto astral e a simpatia na sua fórmula de felicidade. Fora que escolhe marido como ninguém. Uma pessoa feliz, resumindo. Ah, li também que ela e Ashton Kutcher agora ficam brincando de Twitter (para quem não consegue acompanhar todas as novidades do mundo virtual, trata-se de um microblog que permite atualizar textos em tempo real e para várias mídias diferentes) e escrevem sobre o que fazem o tempo todo. Não satisfeitos, usam uma ferramenta para exibir fotinhos do casal. Então, quem tiver o twiter do casal, pode acompanhar a vidinha deles em real time. Não é tão adolescente isso? Ah, sim, Demi assina Mrs. Ktucher na rede. Que invejinha...
É o amoooor... que mexe com minha cabeça e me deixa assim
Márcio Garcia foi capa da Revista Tudo de Bom! domingo, como alguns de vocês devem ter visto. Das coisas que falou, merece destaque:
"Aprendi que notícia de jornal dura quatro dias. Numa questão pessoal tem que dar risada. Tipo: estou fazendo par romântico com a Juliana e dizem que estou tendo um caso com ela. Vem outro e fala que não temos química na TV. Define,gente: ou pega ou não pega. Está pegando, mas não tem química?"
Gente, simplesmente amei essa declaração. Eu, que já gosto de Márcio Garcia, achei essa objetividade, essa falta de papas na língua, essa cara-de-pau tudo. Ele não só tratou o assunto abertamente como nem fez questão de desmentir, né? Adooooro. E quer saber? Acho que tem mais é que ser assim mesmo. E o que vocês acham: tá ou não tá pegando?
Se tem uma coisa que se salva em 'Caminho das Índias' é a trama que envolve Letícia Sabatella, Alexandre Borges e Deborah Bloch. Que amiguinha, hein? E que trouxa a outra, não? Estou achando os três muito bem, especialmente a Sabatella, fazendo sua primeira vilã com muita categoria. Essa história é de deixar qualquer mulher mais ciumenta com a pulga atrás da orelha, não é não? Mas meninas, controlem-se, não vão sair por aí desconfiando de todas as amigas, ok? Não sei se vocês sabem e se se interessam, mas ele vai se fingir de morto, literalmente, e fugir com ela e o dinheiro para Dubai. Coitada da enganada...
Hoje a revista 'W' divulgou as tão faladas e esperadas fotos em que Jesus aparece para Madonna como veio ao mundo. Como disse uma amiga, se nossas bisavós ressuscitassem, morreriam assim que lessem uma coisa dessas. Mas trocadilhos com os nomes à parte, a edição temática da revista, batizada 'Blame it on Rio' - algo como 'a culpa é do Rio', que também é nome de uma estranha comédia romântica de 1984 com Michael Caine e José Lewgoy -, traz fotos realmente beeem picantes da popstar e do modelo que nasceu com o bumbum para a lua. Agora todas nós poderemos dizer 'eu vi Jesus', mas talvez só algumas de nós possa completar com 'e vi a luz'. A fotos estão incríveis, mas devo confessar um pecado: mesmo com esse tanquinho todo, a mim Jesus não diz muito.
Meninas, finalmente aí está de volta nossa Feirinha de Segunda. E dessa vez veio caprichada, com modelo e tudo. Uma das coisas legais que esse verão trouxe de volta foram os coletes. É um acessório daqueles capazes de fazer toda a diferença numa produção. E também tem uma função ótima de, por exemplo, nos dar a chance de ir trabalhar de camiseta tipo regata ou até de tomara-que-caia sem cair no exagero da informalidade. Um vestido tomara-que-caia com um colete por cima fica outra coisa. Eu gosto especialmente dos jeans e selecionei este da Myth que tem um corte muito bonitinho, combina com tudo e custa R$ 59,90. Ah, como a foto do colete puro não dá exatamente a idéia de como ele fica no corpo, explorei minha amiga de redação Mylena Honorato, que fez a gentileza de posar para o blog. Para fechar, a melhor dica: segundo as consultoras de moda, os coletes continuarão com tudo no inverno.
Mylena com colete da Myth (R$ 59,90), em fotos exclusivas para o blog Salto Agulha
Dois filmes e uma peça em cartaz tratam, de formas diferentes, das questões, muitas, inúmeras, do casamento. Em 'Marley e Eu', a história gira em torno do cachorro, mas acaba mostrando as várias fases de um relacionamento, desde a lua-de-mel até a louca rotina de um casal com três filhos e um animal de estimação. 'Foi Apenas Um Sonho', em que Kate Winslet e Leonardo DiCaprio repetem o par romântico, fala da dificuldade que é impedir que as frustrações pessoais interfiram na relação. E 'Não Sou Feliz Mas Tenho Marido', o monólogo-sucesso-total de Zezé Polessa, trata com bom humor das dores e delícias de ser casada. Com uma temporada dessas, quem precisa de terapia de casal? Porque a não ser que você e seu parceiro sejam um casal totalmente original, não há como não se identificar com meia dúzia das situações vividas pelos personagens em questão. O lado bom é que perceber que você está apenas repetindo um comportamento padrão da espécie ajuda a minimizar problemas.
A dica é: melhor ir preparada para as conseqüências. 'Foi Apenas Um Sonho' só é indicado para casais sem qualquer crise ou que estejam sabendo lidar bem com ela. Senão, o risco de vocês saírem do cinema por portas diferentes é enorme. Há quem defenda que nem é indicado para casais, uma vez que pode desesperançar os ainda empolgados. Prefiro bancar a Poliana e acreditar que há sempre uma lição a se tirar e se o final não for feliz na ficção, vira um estímulo para que o seja na vida real. Qualquer coisa, você se foca na atuação de Winslet e DiCaprio, fica ali comparando com 'Titanic' e contando quantas rugas os atores ganharam desde então e assim saem todos felizes.
'Marley e Eu' tem tom de comédia em dois terços do tempo e aí, sim, vale como uma leve terapia. Quando a personagem de Jennifer Aniston tem uma crise histérica porque não agüenta mais cuidar de crianças e cachorro - quem mandou parar de trabalhar, né? -, é só dar aquela cutucadinha no sujeito ao seu lado, falar 'viu?' e receber um doce olhar de compreensão tipo 'sim, querida, você não é a única a surtar no planeta'. Aí quando o protagonista virar a vítima da história, você terá que retribuir na mesma moeda. O problema é que esse filme, isso todo mundo já sabe, acaba em drama e você, que estava em clima de identificação total, sai aos prantos, certa de que aquelas tristes cenas baterão à sua porta a qualquer momento. Meu casamento não mudou nada desde então, mas meu cachorro está sendo muito mais bem-tratado. Já é alguma coisa.
Para quem ainda não viu, em 'Não Sou Feliz Mas Tenho Marido' Zezé Polessa arrasa no papel da mulher que, com 27 anos de casada, lança um livro (que leva o nome da peça) e começa a questionar sua vida enquanto parte de um longo e nem sempre bem-resolvido relacionamento. Só o título já é tudo e você deve conhecer pelo menos uma trinca de mulheres que poderiam dizer essa frase caso fossem capazes de assumir. Teatro, monólogo e mulher sozinha no palco são elementos suficientes para afugentar a grande maioria dos maridos, mas se você for capaz de arrastar o seu, provavelmente darão boas risadas das próprias mazelas. E você pode sair do teatro jurando nunca ter que dizer algo parecido. É ou não é melhor do que muita sessão de análise?
Para retomar os trabalhos em alto estilo, que tal as fotos que Cauã Reymond fez para a Revista Vogue? É de matar qualquer uma do coração. Cauã, tadinho, ainda conta que a crise no mercado financeiro quase o deixou mais pelado do que estamos vendo aí. Será que ele não está precisando que a gente leve um roupãozinho para cobrir isso tudo? Ainda vai levar muito tempo para eu esquecer o Haley. E vocês?
Voltei. Depois de breves 10 dias de férias, aqui estou eu de volta à minha mesa com aquela dor-de-cotovelo típica de quem deixou ótimos dias para trás. A viagem foi maravilhosa e não, não estou com vontade de vender Maria Clara. Ela foi uma supercompanheira de viagem e nos deixou animados para planejar aventuras futuras. Estive em Paraty por um único e delicioso dia e depois passamos outros quatro em Itamambuca, uma praia de Ubatuba, mas que fica 12 km antes da entrada da cidade. Um lugar onde rio e mar se encontram, especial para férias com crianças. Se alguém quiser dicas, é só pedir. Ah, sim, meus últimos dias em casa também foram especiais: acordar tarde, levar e buscar filha na escola, ir à praia no fim da tarde e ao cinema com o marido à noite. Alguém precisa de mais? O único porém desses dias fora é que Maria Clara não pôde virar amiga de infância de Suri Holmes Cruise. A família aqui dando sopa e a gente longe... Já vi que vocês comentaram isso entre si, então vou endossar: marketing ou não, adorei o show de simpatia de Tom Cruise e acredito sinceramente que ele tenha gostado de sua temporada no Rio. Quem consegue resistir a uma ilha em Angra, um vôo de helicópetro sobre o litoral carioca e uma boa churrascaria rodízio? E Katie realmente não é muito sorridente, mas só de ter ido passear no shopping e no calçadão com a filha já ganhou minha admiração. Fiquei achando que eles tentam de verdade ter uma vida com um mínimo de normalidade. Daqui a pouco tento retomar a rotina dos posts.
Não quero fazer inveja, não, mas era aí que estávamos
Da série os manuais que precisamos ter a cada fase da vida, um acabou de se tornar imprescindível pra mim enquanto integrante de uma família: férias com crianças. Porque, vamos combinar, é ótimo, é uma delícia, quando dá tudo certo é inesquecível e coisa e tal, mas requer prática e habilidade, muita habilidade. Daí que um livrinho daqueles cheios de dicas e que já prevê tudo aquilo que pra você ainda é imprevisto vale ouro. Se eu fosse escrever um desses - bem, antes serei realista: para escrever um desses, precisaria de uma década de prática e ainda tenho dúvidas se seria o suficiente para me habilitar. Mas, enfim, se eu fosse escrever algo como 'guia para que suas férias com as crianças não vire uma aventura na selva', começaria pelo começo mesmo: como fazer as malas dos filhos. Considerando que não aprendi a fazer as minhas até hoje - aquele papo de mala funcional com uma calça, um short, uma saia e dez camisas não rola -¬, sair de casa com três bagagens só para a criança para mim é coisa normal. E chegar ao destino com a certeza de que levei coisas de menos também. Ah, sim, fora aquelas bolsinhas térmicas com um milhão de frutas, biscoitos e iogurtes que ela vai ignorar solenemente. Então, meu capítulo 1 seria: como se organizar para não sair de férias feito um camelo.
Claro que antes mesmo da questão da bagagem tem a escolha do lugar. Existem os pais resignados, que fazem todo um roteiro em função unicamente dos filhos e se transformam em recreadores profissionais - correm o risco de no fim da temporada estarem se chamando de tio e tia. Aos que não têm essa vocação, resta a dificílima tarefa de encontrar um lugar que concilie lazer para os pequenos e um mínimo de prazer para os adultos. Tem hora que a gente se pega olhando de rabo de olho para aquela pousadinha pequena, toda charmosa, uma piscininha, uma vista linda e um restaurante de comer rezando, mas acaba se dando conta de que três gritarias proporcionadas aos hóspedes por seus doces rebentos serão o suficiente para a expulsão da família, e então um resort, modesto que seja, passa a fazer mais sentido. Ah, sim, para quem, como eu, tem criancinhas que se acham gente, mas que os outros pensam que ainda são bebês, sobra o trabalho de convencimento dos gentis animadores de hotéis de que sua filha, apesar de não ter nem um metro, é independente e safa e, pelamordedeus, pode ser deixada com as outras crianças na brinquedoteca por vinte minutos para que seus pais consigam jantar em paz.
Vencidas essas duas primeiras etapas, acho que o desafio passa a ser o da educação mesmo e é aí que o manual começa a ficar complicado. Tipo não é fácil convencer pais que podem deixar seus filhos sem comer direito naquela semana de férias porque eles não vão morrer de fome e se vocês ficarem fazendo da hora da refeição uma guerra, é melhor ficar em casa. Ou avisar que eles não precisam se envergonhar quando a criança, que acabou de rejeitar a própria comida, for flagrada filando o bifinho da amiga na mesa ao lado porque provavelmente a amiga também já fez isso alguma vez. E se seu filho for do tipo que fala pelos cotovelos e acha que tem que fazer social com geral, a esses eu daria a seguinte dica: relaxa porque adultos devem ser capazes de entender e relevar uma criancinha de três anos intrometida, mesmo quando ela chama a mãe da amiguinha de avó.
No balanço final, se você conseguiu passar cinco, seis dias que sejam num lugar agradável, sem ter tido vontade de mandar seus filhos para um reformatório, de se internar num curso para formação de pais, tamanha a consciência de sua incompetência, ou de mandar seu marido ou mulher para o inferno para o resto da vida, enfim, se você conseguiu chamar de férias sua temporada de viagem com a família, se restaram boas lembranças e algumas fotos sem foco, agradeça aos céus e evoque a propaganda de cartão de crédito: não tem preço.