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Cláudia Cecília

Terça-feira, 28 Abril, 2009

FIM DO MUNDO


Crise financeira mundial e gripe suína. Sou eu que ando meio derrotista ou vocês também acham que o mundo pode estar acabando?
Como diz meu marido, o mundo, tal e qual conhecíamos, já acabou.
Agora só para deixar o post mais leve, me digam se não é coisa desse novo mundo uma filha de três anos entrar no carro, e toda exibida porque estava levando um amiguinho para o clube, falar em tom imperativo e com 'sotaque' de adolescente carioca:
- Pai, bota uma música maneira aí
Onde vamos parar?

O AMOR É MUUUUITO LINDO


Gente, que história mais fofa essa do pedido de casamento do Cauã para a Grazi. Ela levou o namorado para conhecer sua família no Paraná e Santa Catarina e o fofo do Cauã simplesmente se ajoelhou diante do senhor Gilmar Massafera e pediu a mão da filha dele em casamento. Vocês podem imaginar essa cena? Cauã ajoelhado? Esse casório eu não perco por nada. Ah, achei graça do fim da história - que está na revista 'Quem' -: aceito o pedido, seu Gilmar avisou que ia se vestir de mulher para Cauã saber direitinho como Grazi vai ser quando ficar velha. Ha, ha, ha, adorei esse pai.


Imaginem os filhos

FEIRINHA DE SEGUNDA


Já que estamos nessa onda de maquiagem, a Feirinha de Segunda que só chega na terça traz dois bons acessórios para os cuidados com a pele do rosto. Todos os dois testados e aprovados pelo controle Salto Agulha de qualidade. O primeiro são os lenços umedecidos da Softy's, a mesma que faz lenços de papel. Tem o demaquilante, mas o que usei e gostei foi o Limpeza de Pele 3 em 1 (limpa, tonifica, hidrata), com Chá Verde, extrato de aveia e aloe vera. Não contém álcool, tem um cheirinho bem gostoso e dá uma sensação ótima de pele limpinha mesmo. Também usei como demaquilante e funcionou bem. É bom para carregar na bolsa e dar aquela revigorada no meio do dia. Para levar em viagens também, porque te poupa de carregar várias coisas. A embalagem é parecida com as dos lenços de bebê, só que menorzinha e vem com 20 unidades. Ah, e não é oleoso. O preço sugerido é R$ 12
O outro também é de limpeza de pele e também é novo. É o Neutrogena Deep Clean Energizing Espuma Esfoliante para uso diário. Tem que prestar atenção nesse nome enorme, porque a linha Deep Clean da Neutrogena é cheia de produtos dos mais variados. O que mais gostei nesse foi a sensação que provoca, por causa das microesferas esfoliantes (que removem as células mortas) e por causa do mentol, que deixa um geladinho ótimo na pele, realmente energizante. Bom para usar tanto ao acordar quanto na hora de dormir. Este foi desenvolvido para limpeza profunda de peles mistas a oleosas. O Deep Clean custa em média R$ 22. Ah, sim, o cheiro também é bom.



Em qualquer boa farmácia

Segunda-feira, 27 Abril, 2009

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


A hora da base com boa cobertura

Você sabe que está ficando velha quando desenvolve um interesse todo especial por maquiagem. Nem adianta me crucificar porque a frase não é minha. Aliás, esta coluna anda até meio tensa de falar sobre ficar velha, porque com tanta mulher pirada com isso por aí, a gente não pode nem mais brincar que é logo criticada. Mas o fato é que estou numa fase, digamos, tipo superligada em make (para ser moderna, que maquilagem é coisa de avó) e quando uma leitora do blog Salto Agulha veio com a máxima ali de cima, caiu a ficha. Aí, claro, fui refletir sobre o tema e descobri que, infelizmente, faz todo sentido. Aos 20 anos, ninguém está preocupada em comprar uma base de qualidade e com "boa cobertura'', porque sabe-se muito bem que aos 20 anos ninguém quer cobrir nada. Assim como não é relevante ter habilidade profissional para fazer aquela maquiagem que dá "uma levantada", uma vez que levantar, no sentido da expressão anterior, também não faz parte do vocabulário juvenil. Então, queridas leitoras contemporâneas desta colunista, não serei eu quem vou digerir isso sozinha, serve para vocês também: se vocês se pegarem lendo sobre a diferença de se usar um bom pincel de blush e/ou procurando todo o tipo de informação sobre as marcas de iluminadores disponíveis no mercado, resignem-se, isso é um sinal do passar do tempo. Aliás, o simples fato de saber o que é um iluminador já é um forte indício.

A constatação não implica em erro. O fato de estarmos recorrendo às ferramentas de que dispomos para garantir um bom visual - sim, disfarçando as manchas, os vincos e as rugas de expressão, que ninguém é de ferro - é muito positivo, ora essa. Poderíamos estar nos intoxicando de tanto botox, poderíamos estar nos endividando com tantas cirurgias estéticas, poderíamos estar vendendo o corpinho para o dermatologista, mas estamos apenas pedindo para pagar R$ 180 num rímel com pincel vibrador que nos deixa com os cílios da Betty Boop. Não é porque somos do grupo de mulheres anônimas que somos obrigadas a expor os efeitos do tempo sobre nossas peles assim, para qualquer um. Porque as famosas não fazem isso nem quando dizem que estão fazendo. Como foi com uma famosa revista, cuja edição francesa alardeava ter colocado na capa fotos das atrizes Monica Belucci e Sophie Marceau e da top Eva Herzigova sem qualquer maquiagem ou retoque de computador, mas depois a maquiadora da revista confessou que tinha, sim, rolado pelo menos um pó e um batom - e provavelmente um photoshopezinho de leve.

Uma vez estando essa questão bem resolvida, posso até confessar que me inscrevi num curso de automaquiagem. Coisa simples, uma tarde, mas que, ao que tudo indica, vai me ensinar a fazer esse negócio de sombra escura cobrindo o côncavo e sombra clara no convexo - talvez o contrário - sem pensar em Roberto Carlos e borrar tudo. Porque até nisso, queridas, a idade conta contra. Uma coisa é sair com delineador mal passado aos 27, outra coisa bem diferente é isso acontecer aos 40. No primeiro caso é estilo, no segundo você, no mínimo, está bêbada. Para não correr esse e outros riscos, vou lá assistir à aulinha e depois conto.

Ah, sim, a teoria que deu início a essa conversa tem desdobramentos. Que é o que diz que quando você passa a gastar os tubos com maquiagem e acessórios, aí já pode se considerar uma mulher de meia-idade. Como ainda sou comedida nesse consumo específico, vou continuar me considerando uma jovem senhora. Mas não vou achar nada ruim chegar à meia idade tendo os tubos para gastar com beleza.

SEXTA DE GATOS


Tenho uma falha no meu currículo que é a de só ter visto alguns capítulos da primeira fase de 'Lost'. Morar longe do trabalho, ter horários diferentes dos 'normais' e filha pequena me impedem de ser fiel a programas de TV,a menos que eles passem na tela em frente à minha mesa enquanto estou trabalhando. Mas, enfim, nada disso me impede de ser fã do Mathew Fox, para chegar logo ao assunto. Aliás, meus primeiros suspiros diante da ótima imagem deste ator norte-americano são bem anteriores à série de supense: acho Mathew um gato desde que ele era Charlie, o irmão mais velho do seriado 'Party of Five', que a Sony exibia. Este moreno lindo toda vida vai fazer 43 anos em julho e é na pelw no Jack de 'Lost' que faz mais sucesso. Como nem tudo é perfeito, Mathew é casado com a italiana Margherita Ronchi desde 1991 e o casal tem três filhos. Com vocês, nosso gato do dia, Mathew Fox:

Reproduções internet




Eu me perderia com ele fácil


Quarta-feira, 22 Abril, 2009

MAUS BONS EXEMPLOS


Fotos divulgação


Estou em dívida com minha função de colunista porque ainda não vi nem 'O Divã' nem 'Ele Não Está Muito a Fim de Você', filmes que adoraria comentar. Mas sobre o Divã já tenho uma observação a fazer, que também vale para a série especial 'Tudo Novo de Novo', que a Globo está exibindo às sextas-feiras e estreou semana passada.
Vejam se vocês me acompanham. No Divã, Lilia Cabral é uma mulher passada dos quarenta, que entra em crise, dispensa o José Mayer e cai na vida de recém-separada. Aí, vejam só, acaba pegando o Cauã Raymond e o Gianecchini. Em 'Tudo Novo de Novo', Julia Lemmertz é uma mulher de uns quarenta anos, que descobre que está sendo traída pelo Guilherme Fontes e se separa. Aí encontra o Marco Rica numa situação de trabalho e ele a convida para jantar no primeiro dia em que se conhecem.
Gente, na boa, isso é um desserviço. Vai que a mulherada acredita, e sai dispensando os maridos achando que há Cauãs, Gianecchinis e Marcos Ricas na rua de bobeira, esperando por elas, recém-separadas subindo pelas paredes. O risco de o destino ter reservado o Guilherme Fontes para elas é enorme.
Ok, há quem defenda que é um estímulo. Pode ser. Mas ainda prefiro defender que se você tem um Zé Mayer em casa, é melhor continuar discutindo a relação que o mar lá fora não está para peixe.


Propaganda enganosa



Domingo, 19 Abril, 2009

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


Terapia automotiva

O trânsito no Rio pode ser responsável por um curioso processo de auto-terapia das mulheres. Não, a frase não saiu de mais uma pesquisa de comportamento daquelas que a gente adora comentar. É uma informação colhida pela Data Salto Agulha, em um almoço em que as criaturas do sexo feminino eram maioria. A conversa começou no padrão amenidades, tipo a loucura que é sair de casa para o trabalho todos os dias com essa quantidade absurda de carros na rua e o tempo que cada um leva nesse trajeto e o estresse que isso gera etc etc. E, até este momento, os homens estavam incluídos nesse contexto rotina-opressora-da-grande-cidade. Foi então que nós, as mulheres da mesa, resolvemos confessar algumas intimidades que acontecem entre quatro portas e três pedais e descobrimos muita coisa em comum. Daí que concluímos que, quanto mais longe morarmos e mais engarrafamentos pegarmos, menos precisaremos de analistas e azar dos homens que ainda não perceberam - e não entenderam - isso.

Éramos seis as mulheres do almoço e isso já é mais do que muita amostragem de pesquisa. Então, se é assim com a gente, é assim com todo mundo. Ou pelo menos com todas as motoristas que passam mais de uma hora por dia no carro. Sozinhas, claro, porque acompanhada não vale. É na solidão escurecida pelo insulfilm que fazemos nossa viagens interiores mais profundas e nem pensem em debochar que a coisa é mais séria do que parece. E se você for psicanalista, prepare-se, porque conforme formos aprimorando as técnicas de terapia ao volante, os divãs se tornarão desnecessários.

Para quem ainda não entendeu ou para aquelas que ainda não perceberam o potencial de uma viagem diária de carro, a coisa funciona mais ou menos assim: de dia, no trajeto de casa para o trabalho, a gente cuida do corpo. De noite, no sentido inverso, a gente trata da alma. Então, bobas são as que ainda se arrumam toda dentro de casa e acabam se atrasando. Se o trajeto é longo, leve tudo o que não precisa ligar na tomada na bolsa e aproveite os sinais e as retenções. Fechou o primeiro, coloque os brincos. No segundo, passe o pó. Na primeira congestionada, você saca o batom e, se perceber que vai demorar, o rímel. Mas esse, querida, só pode ser usado se você tiver certeza de que a fila não vai andar. Senão, vai acabar que nem uma das figuras do almoço, que foi surpreendida pelo mecânico com a pergunta: 'por que o teto do carro da senhora está cheio de pintinhas pretas?'. Adivinhem? Era rímel, porque ela demorou muito a sincronizar as pinceladas com o fluxo do trânsito . Então, quem ainda não está acostumada deve treinar bastante ou corre o risco de chegar ao trabalho que nem o Coringa do Batman.

Findo o expediente, é de noite que a coisa se aprofunda. Ok, confesso: achava que eu era a única que aproveita o longo caminho de volta ao lar para, por exemplo, chorar. Isso mesmo: chorar. Às vezes é choro de personagem rica de novela, daqueles que as lágrimas escorrem elegantemente pelo rosto, às vezes, pranto de protagonista de trama mexicana, com direito a soluços e caretas. A razão do choro? Ah, vai saber? Cada noite tem um motivo, bom ou ruim, e só estou fazendo essa revelação porque descobri que não estou só. Vocês é que estão aí andando pelas ruas sem nem perceber que tem um monte de mulher chorando na janela ao lado. Ah, sim, isso é mais comum nas vias expressas e quando a programação da rádio resvala para o romantismo piegas - tendência no horário noturno.

Mas o choro não é nosso único recurso. Umas das moças do almoço disse que grita e grita muito. A outra canta música brega, tem a que prefere exercitar o inglês nas canções e falar sozinha é o básico. Refletimos, fazemos balanço de nossas vidas, viajamos no passado, remoemos nossas culpas, comemos alguma coisa para distrair e seguimos nossos caminhos. É por isso que quando a gente chega em casa com um humor surpreendente ou com um assunto já pelo meio, vocês, homens, não entendem.

Terminamos a conversa do almoço com inveja das paulistanas. Com aquele trânsito inacreditável, elas devem ser muito mais bem resolvidas do que nós.

Quarta-feira, 15 Abril, 2009

AMOR 0800


Então o deputado Fábio Faria, que é dono de uma academia em Natal, convidava artistas para seu camarote no carnaval fora de época da cidade com passagens tiradas de sua cota na Câmara dos Deputados. Nós, então, pagamos para que Samara Felipo, Stephany e Kayky Brito, entre outros, fossem dar pinta em Natal. Adriane Galisteu, que namorou Flávio, também ganhou passagens, assim como sua mãe, que viajou a Miami presenteada pelo genro.
Que os artistas não soubessem a origem das passagens, eu acredito, faz todo sentido. Se você é contratado para marcar presença na festa de uma empresa qualquer, só pode imaginar que os custos da viagem serão pagos pela empresa - não há outra coisa a se pensar.
Já a assessoria de Adriane Galisteu alega que presentes de namorado a gente não questiona a origem. Pode ser. Mas por que, namorando um sujeito há menos de três meses, ela aceita que ele pague passagens para a mãe dela viajar para os Estados Unidos, sendo que ela tem dinheiro de sobra para bancar a mamãe? Não é esquisito?
O pior é Fabio Faria mentir que devolveu o dinheiro. E assim se queimou por R$ 21 mil. Tsc, tsc, tsc. Adriane podia ter passado sem essa.

Banco de imagens
Namoro na faixa

Terça-feira, 14 Abril, 2009

ENQUETE SALTO AGULHA


É para responder com sinceridade:
1º: Quantas de nós começaram uma nova dieta na segunda-feira?
2º: E quantas de nós ainda estão comendo os quilos de chocolate que estão rolando pela geladeira de casa até agora?
Confesso: estou na segunda opção, mas preocupadíssima. Acho que os botões das calças estão se afastando da suas casas numa velocidade impressionante. Aceito conselhos.

BICOS E BOCAS


Início de novela é sempre estranho e não me parece muito justo já sair criticando. Vamos esperar assentar. Mas que essa 'Caras e Bocas' já se anuncia como forte candidata a mais um pastelão das sete, ah, já. Não fosse por Malvino Salvador e eu nem insistiria.
Agora a primeira implicância: o bico da Flávia Alessandra é por conta do título da novela ou é, tipo assim, composição do personagem?

João Laet / AG O DIA
Seria um biquinho de mulher rica?


Segunda-feira, 13 Abril, 2009

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


Um verdadeiro sentido pra todo dia

Em uma conversa sobre ovos de Páscoa e lembrancinhas afins para se presentear hoje, alguém sacou aquele velho discurso do verdadeiro sentido da data e pediu que não nos esquecêssemos disso antes de nos entregar de corpo e bolso inteiros ao consumo. Do tipo que não resiste a um ritual, sou sempre a favor do bom senso, então há de haver tempo para a farra dos coelhos e do chocolate e para a comemoração religiosa neste domingão em família. Mas o que me fez pensar na sugestão - quase bronca - do amigo foi um balanço rápido que fiz dos últimos dias e que me deu a sensação de que talvez estejamos mesmo precisando abrir mais espaço para a reflexão e consequentes atitudes reativas do que para a diversão pura e simples. Só para não corrermos o risco de, por exemplo, passar batido pela realidade das crianças e adolescentes de rua do Rio que, como noticiamos essa semana, estão entregues ao vício em crack, à prostituição e ao surto de doenças sexualmente transmissíveis. Ou fechar os olhos para as mesmas crianças e adolescentes de outras classes que não a de indigentes que, segundo pesquisas recentemente publicadas, estão cada vez mais ansiosas, estressadas e com doenças que antes só davam em adultos.

Calma gente, não baixou a estraga-prazeres na Salto Agulha, não, e prometo que não quero derrubar o domingo de Páscoa de ninguém. É só que, numa naquelas 3.458 oscilações de humor que nós, mulheres, temos a cada cinco ou sete dias, fiquei, sei lá, achando que há algo mais embaixo daqueles tetos de ovos de chocolate pelos quais todos passamos. Fiquei achando que podemos até entrar na pilha das crianças e sair procurando o ovo daquele personagem mais legal que tem o brinde mais bacana como se isso fosse realmente importante, mas podemos também aproveitar para mostrar a elas que isso não é nada diante de coisas de real valor, como fazer amigos e estar entre eles e respeitá-los e saber se fazer respeitar e blablablá. Tudo aquilo que eles, ainda pequenos, acham uma chatice, assim como achávamos quando era com nossos pais, mas que hoje sabemos que é essa chatice que faz a diferença e que nos leva onde de melhor podemos chegar.

Tá bom, já sei, o que baixou foi a filósofa de botequim. Mas vocês acham mesmo que podemos, só para citar um exemplo, seguir acreditando que é normal que o estado esteja preocupado em legislar sobre coisas que antes se resolviam em casa, como proibir alunos de ouvir mp3 e usar celular em sala de aula? Ou que é natural a gente querer impedir que fabricantes de brinquedos anunciem seus produtos para não 'seduzir' as crianças? Então vamos precisar de leis porque nós, pais, simplesmente não conseguimos - ou não queremos - mais dizer 'não' aos nossos filhos? E vamos cobrar atitudes das autoridades competentes porque o índice de obesidade infantil está aumentando quando a gente não tem a menor preocupação e/ou paciência de educá-los para que saibam a hora de comer coisa saudável e a hora de se entupir de bobagem?

Pronto, digamos que isso foi um mea culpa pascal. Não é para tirar o humor de nenhum de nós nem diminuir o sabor do almoço . Mas bem que amanhã a gente poderia acordar decidida a fazer algo mais do que começar uma dieta. A gente bem que poderia resolver adotar pequenas mudanças no dia a dia que melhorassem não só as nossas vidas e as de nossas crianças, como a de quem é mais carente do que nós. E aí, no ano que vem, ninguém vai precisar nos lembrar do verdadeiro sentido de datas como a deste domingo. Feliz Páscoa!

Sexta-feira , 10 Abril, 2009

SEXTA DE GATOS


Já que estamos nessa 'vibe' homem-fortão-e-careca-de-filmes-de-ação, escolhi nosso gato de sexta especialmente para manter o clima. Gente, não sei o que gosto mais nesse homem: se a voz, o corpo, o charme ou o conjunto da obra. Para não correr o risco de ele achar que estou dispensando alguma parte, fico com o conjunto da obra mesmo. Jason Statham é de passar mal e, quando penso que ele está no Rio, rodando o filme do Stallone, quase morro. E quando penso que ele vai pegar Gisele Itiê no tal filme, tenho vontade de cortar os pulsos de inveja! Statham, o dono da voz mais charmosa atualmente do cinema mundial, nasceu em Londres em 1972 e, alem de ator, é mergulhador profissional. Fez ótimos filmes, como 'Uma Saída de Mestre' (The Italian Job), os vários 'Carga Explosiva' (The Transporter), 'Snatch - Porcos e Diamantes, 'Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes', e 'Efeito Dominó' (The Bank Job), que é um filme que eu adoro. Ah, pesquisando sobre Jason, descobri que 'The Italian Job' vai ganhar uma continuação chamada 'The Brazilian Job'. Adivinhem para onde vem o bando de ladrões sofisticados? Para o Rio, o que significa que teremos este tudo de bom por aqui novamente. Com vocês, nosso gato da sexta-feira santa, Jason Statham - ah, como hoje é feriado, incluí um vídeo de cena de 'Carga Explosiva':

Reproduções de Internet





Tá bom pra vocês? Pra mim está óóóóóóóóóóótimo!


Quarta-feira, 8 Abril, 2009

MEMÓRIAS DE UMA REPÓRTER BOBA


Já que vocês estão curiosas, vou contar dois bons momentos da minha trajetória como repórter:
Estava entrevistando o B.B. King, que vinha fazer show em São Paulo. O papo, que infelizmente era por telefone, fluía muito bem. O Rei do Blues, um poço de simpatia, me contou que era vegetariano há sei lá quantos anos. Então perguntei por que ele fazia restrição de carne e ele, que estava com uns 70 e poucos anos na época, disse que era por uma questão de saúde, porque ele ainda queria viver muitos anos e se casar de novo. "Mas o senhor tem pretendente, está noivo?", brinquei. E ele, prontamente: "Não, mas se você for ao meu show em São Paulo e nos conhecermos melhor, posso pedi-la em casamento. Você não gostaria de se casar comigo?". E assim tive meu momento com o monstro sagrado e velhinho assanhado. E sempre tiro onda contando essa historinha divertida.


Velhinho assanhado - ele pode


A segunda foi com Rodrigo Santoro. Calma, meninas, porque se ele tivesse me pedido em casamento eu não estaria aqui. É que ia entrevistá-lo por telefone para o lançamento do filme 'Abril Despedaçado', mas ele só poderia em um sábado e ficou acertado com a assessoria que - aí que vem a emoção - seria ele quem ligaria para a minha casa. Não precisei de mais nada, né? Tinha uma hora qualquer marcada e antes saí para fazer a unha. Aí veio o momento tiração de onda 1: virei para o meu marido e disse: 'Se o Rodrigo Santoro me ligar, diz que não demoro'. Agora me digam: isso tem preço, meninas? Não acabou: enquanto eu estava no salão, meu marido me ligou dizendo 'Rodrigo Santoro te ligou. Disse que vai ligar de novo às seis'. Peguei o celular, apontei para as manicures e falei 'gente, vem aqui ouvir o que o meu marido está falando' e fingi que não tinha ouvido para ele repetir 'Rodrigo Santoro te ligou' e as manicures ouvirem. Todo mundo, claro, se divertiu no salão e eu até hoje sou muito respeitada por lá (hahaha). Ou vocês acham que são muitas as mulheres para quem ele liga num sábado à tarde? E assim tive meu momento com Rodrigo Santoro. Ah, sim, a entrevista foi ok, ele é sempre muito correto e educado e fofo. Mas duvido muito que tenha guardado meu telefone.


Ele me ligou. Há testemunhas

Terça-feira, 7 Abril, 2009

FEIRINHA DE SEGUNDA


Olha a Feirinha de volta aí, gente! Desculpem a falta de assiduidade, mas nem sempre tenho tempo de fazer essa produção. Então, hoje, correndo para ainda dar tempo, temos uma Feirinha temática de Páscoa. Para quem não aguenta mais dar só chocolate, para quem está de dieta ou tem restrição alimentar e se arrepia só de ver mais uma série ilimitada de coelhinhos de pelúcia, selecionei esse jogo de louças com estampa de coelhinha que achei uma graça. Ok, os meninos ficaram de fora (como quase sempre), mas é que não resisti. É tipo um kit de café da manhã da Tok&Stok, com caneca, prato de sobremesa e tigela, e tem de vários motivos (MC tem um do Pequeno Príncipe lindo). É um ótimo presente, e quem quiser usar a dica em outras datas, é só dar uma olhada nas outras estampas (para os meninos, tem de astronautas). E também pode dar separado, tipo só a caneca.
E quem está a fim de dar chocolate mesmo, mas quer inovar, tem as bolsinhas com coelhinhos aplicados, chamada Baby Bunny Bolsinhas, que podem levar bombons ou balas. E podem ser dadas vazias mesmo, que já são fofas o bastante.
Ah, sim , claro: Boa Páscoa!

Fotos divulgação
A caneca e a tigela custam R$ 12 cada uma. O prato custa R$ 14,50


Bolsinha-saco com coelhinho aplicado: R$ 19,90 cada. Tudo na Tok&Stok

Segunda-feira, 6 Abril, 2009

SLY AND ME: NOSSO MOMENTO


Então foi isso o que aconteceu: cheguei ao hotel Sofitel, no Posto 6, às 18h de sexta-feira para a entrevista coletiva com Sylvester Stallone e Gisele Itiê. Isso depois de passar o dia tensa, porque tinha esquecido do raio da enrevista e vim trabalhar basiquérrima, de jeans, camiseta e tênis. Como poderia me oferecer para o meu ídolo assim, sem nenhuma produção? Aí lembrei que todas as vezes em que ele apareceu aqui no Rio, vestia jeans, camiseta e tênis, então me empolguei com a possibilidade de rolar uma identificação.
Estava lá Stallone, Rocky Balboa, Rambo, ele mesmo, em carne e osso, uns 15 metros a minha frente, sentadinho à beira da piscina, com a praia de Copacabana e a roda gigante ao fundo. Uma visão das melhores que tive nos últimos tempos. Ok, tinha toda aquela palhaçada da produção de manter o clima tenso, tipo nenhuma pergunta além das que foram liberadas e tipo nada pode sair do script senão nosso astro vai ter um piti. Mas Stallone estava com cara de muitos amigos, o que me fez acreditar que o climão não passava de "mis en scène" da entourage do ator.
Não vou negar o frio na barriga. Senti, sim, e daí? E fiquei ensaiando todas as bobagens que poderia dizer usando a minha vez de perguntar. Pensei em falar que não queria saber nada do filme, só estava ali para me declarar, e pensei até em dizer que vocês, agulhetes, "my beloved women readers", tinham encomendado aquele recadinho romântico para ele, pois tinha certeza de que vocês não se importariam de serem usadas como desculpa. Mas o senso de ridículo falou mais alto e acabei fazendo pergunta séria.
Dizer "Hi, Mr. Stallone" com ele olhando para mim já foi tudo (parece até que nunca entrevistei uma celebridade internacional, mas, vocês já sabem, ídolo é ídolo) . Aí falei que sempre temos medo de como os diretores estrangeiros retratam o Brasil em seus filmes, como se nós fôssemos apenas uma grande selva com macacos andando pela rua, e perguntei se corríamos esse risco com o filme dele. Ele me disse que não tem a intenção de denegrir a imagem do país ou do Rio, mas que de fato ele veio em busca de um cenário tropical e em alguns momentos o filme se passará numa espécie de selva, sim. Só faltou dizer 'ops, I´m sorry'. Aí puxou um saco e falou da importância da escolha da Gisela Itiê como protagonista para ressaltar um talento nativo.
Ok, um monte de bobagem sem importância e o que valeu mesmo foi o grand finale: depois de rapidíssimos 12 minutos de entrevista coletiva, Stallone posou para fotos, sorriu, acenou e saiu. E eu, tal e qual uma adolescente, corri para a corda que isolava ele e disse: "I´m your big, big fan". Ele me olhou nos olhos e respondeu: "'Thank you". E assim tivemos nosso momento (hahaha). Pena que não tive coragem de botar a mão nele e estou até agora arrependida. Ah, sim, e foto nem pensar, não tive essa chance.
Para quem já foi pedida em casamento por B.B King isso não é nada. Mas foi um nada muito divertido. E qualquer dia conto a história do Rei do Blues e eu.

Ana Lúcia do Vale
Assim, bem pertinho de mim. Adorei o relógio, as pulseiras de couro e o superanel de prata
Divulgação / Ag. News

Filmando hoje em Mangaratiba. Esses músculos têm 62 anos...




Para encerrar a história:
Só para estragar a brincadeira, fui contar minha aventura na academia hoje e qual não foi minha surpresa ao saber que meu personal trainer não gosta de Stallone, nem de Rocky, nem de Rambo. Quando argumentei que 'Rocky, um lutador' é um dos grandes clássicos do cinema e não ganhou Oscar à toa, ele, meu professor de ginástica, discordou, debochou, me desafiou a lembrar de um único bom diálogo dos filmes de Sly e citou 'Último Tango em Paris' e 'Muito Além do Jardim' como exemplo de clássicos cinematográficos. Eu mereço. Não satisfeita em ter um marido que nunca viu Rocky, tenho um personal trainer que detesta Stallone! Onde foi que eu errei?
Agora me digam: eu vou conseguir ficar com os braços da Michelle Obama (mudei de alvo) com um personal trainer que cita 'Último Tango em Paris'?

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


Marolinhas para levar a vida

O mundo vive uma crise econômica, os países mais ricos, desenvolvidos e influentes do planeta se reuniram essa semana para decidir como tirar a humanidade do buraco financeiro, o Rio não sabe mais o que fazer com tanta violência, nossos políticos não sabem mais o que fazer com tanta falta de ética e falcatrua, o supermercado está pela hora da morte, as roupas, então, nem se fala, enfim, tá ruim pra todo mundo. Mas quando a gente abre as páginas de notícias da Internet e vai lá na lista de assuntos mais lidos, o que fez sucesso mesmo esses dias foi a pesquisa que mostrou que os homens são mais fofoqueiros do que as mulheres e o transexual que recorreu à Justiça para ter o direito de trabalhar usando vestido. Também nos interessamos muito pela Madonna no Malauí tentando adotar uma menina; pela derrota humilhante de Maradona e sua seleção argentina para a Bolívia, e, sim, claro, o término do namoro de Perlla e Léo Moura, supostamente porque a cantora descobriu que o jogador rubro-negro é pai de uma bebezinha gerada numa bela pulada de cerca.

Aí vão vir os chatos dizer que brasileiro é alienado assim mesmo, não quer saber de nada etc etc. E eu vou dizer que é um fenômeno mundial e a prova é que um colega jornalista que está morando em Nova Iorque, na quinta-feira, falava no rádio exatamente isso que a Salto Agulha escolheu para tema hoje: enquanto Obama se reunia com chefes de estado em Londres e o desemprego alcançava índices estratosféricos nos EUA, os americanos estavam interessadíssimos num estudo publicado que dizia que 75% das pessoas traem e que hoje o número de homens e mulheres infiéis é exatamente igual, o que deu uma bela aliviada para os machos da terra do Tio Sam.

O fato é que, com a quantidade de informação que nos chega todo dia e o dia todo, já perdemos a capacidade de selecionar. Mesmo que a gente não queira saber da desgraça alheia, ela vai chegar ao nosso conhecimento, não tem jeito. Mesmo que a gente faça a perua louca e finja que a crise não é com a gente, em algum momento vamos ouvir sobre a polêmica dos executivos norte-americanos que receberam bônus polpudos enquanto a seguradora em que trabalham ia à bancarrota. E se até Julia Roberts disse que sentiu os efeitos da crise na conta do supermercado, é claro que não fomos nós que deixamos isso passar despercebido, só fingimos que não era com a gente para tentar fazer a rica. Então, na boa, alienada é a vovozinha, só estamos a fim de fazer uso de nossas válvulas de escape e ainda bem que elas existem.

Imaginem só como não poderíamos ter chegado a este domingo muito mais estressados se não tivéssemos tido, durante a estafante semana, nosso momento de lazer debatendo a importantíssima separação de Perlla e Léo Moura e fazendo enquetes pessoais sobre se um filho extra-relação é motivo para fim ou não. Ou melhor, tentando descobrir a verdadeira razão desse rompimento, uma vez que Perlla já sabia da bebê faz tempo. E quantos cabelos brancos não teríamos ganhado sem nos divertir com a informação de que os homens sempre reclamaram da gente, mas sabem fazer fofoca como poucas de nós? E quantas rugas não teriam nascido em nossos rostinhos sem os exercícios musculares provocados pelo espanto de ver uma foto de Madonna usando pochete?! Sem contar o inenarrável prazer de ver os argentinos tomando um sacode, mas isso é melhor nem detalhar, para não provocar um acidente diplomático.

Se estamos lendo e falando algumas bobagens, isso não faz de nós uns bobos. Pelo menos não necessariamente. Saber transformar tsunami em marolinha pode ser um talento, desde que feito da forma certa. Acho até que era isso que o Lula queria dizer com sua metáfora de ondas.

Sexta-feira , 3 Abril, 2009

SORTUDA


DivulgaçãoMeninas (e meninos, claro),
Já que o assunto hoje é homem, vamos lá. Para nos matar de inveja, minha amiga e colega de redação Ana Lúcia do Vale foi ao México cobrir o lançamento de 'Velozes e Furiosos 4' para o caderno Dia D.
Então, queridos, isso significa que eu conheço alguém que ficou de frente para Paul Walker e Vin Diesel ao mesmo tempo!
Ela escreve no blog Cinelândia e ontem postou trechos da entrevista com Walker. Dêem rápido uma olhada lá.
Ah, a criatura insaciável vai comigo hoje à coletiva do Stallone, mas não vou deixá-la nem chegar perto.
Então acessem aqui e leiam o que Paul Walker tem a dizer.

SEXTA DE GATOS


Aqui é assim: vocês pedem, eu obedeço. Então nosso gato de hoje vem a pedidos e já está em cartaz com o animado 'Velozes e Furiosos 4'. O careca mais desejado do planeta na atualidade (o de vocês, porque o meu é Bruce Willis - hehehe) esbanja charme e músculos e, além de ator, faz argumentos para filmes e é produtor. Mark Sinclair Vincent tem 41 anos, nasceu em Nova Iorque e passou muito tempo fazendo teatro antes de se arriscar em Hollywood. O curioso é que ele começou a criar os próprios filmes porque, apesar de ter uma carreira consagrada no teatro, não conseguia emplacar como ator de cinema. Seu primeiro grande filme foi 'O Resgate do Soldado Ryan' (1998). 'Velozes e Furiosos 4' estreou hoje, e além de Vin, tem o nosso gato da semana passada, Paul Walker. Dois excelentes motivos para ir ao cinema. Então, com vocês, nosso gato de sexta, Vin Diesel:

Reproduções de Internet




Charme, músculos e sedução. Ui!

Quinta-feira, 2 Abril, 2009

O ENCONTRO


Só vou avisar uma coisa a vocês: se por acaso eu sumir e se por acaso vocês perceberem que eu sumi depois desta sexta-feira, fiquem tranquilas. É que terei me mudado para uma mansão na Califórnia. Então torçam por mim. Às 18h, estarei na coletiva de imprensa do Sylvester Stallone. Quem sabe não consigo me declarar a ele e quem sabe isso não rende um final feliz?
Sem comentários críticos, por favor. Respeitem os sonhos alheios, mesmo que bizarros.

MUITO CHIQUE


Não sei do que eu gostei mais: se foi o Obama dizendo que Lula 'é o cara', o político 'mais popular do mundo' e declarando 'eu amo esse cara', ou se foi o Lula repondendo que Obama é tão gente como a gente que se o encontrássemos na Bahia pensaríamos que ele é baiano.
Patriotismos à parte, confesso que também fiquei muito orgulhosa com nosso presidente lembrando que um dia empunhou faixas escrito 'Fora FMI' e que hoje vai emprestar dinheiro justamente ao Fundo Monetário Internacional.
Ver o Lula com aquele sorriso absolutamente espontâneo perguntar 'Você não acha muito chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI?' não tem preço.
Assim já estou até achando essa reunião do G20 divertida.


Quarta-feira, 1 Abril, 2009

Humilhação 2




Mas a humilhação mesmo veio depois do momento audiência. Aproveitei que estava à noite em casa - fato raro - e fui fazer MC dormir, que é uma coisa que me ressinto muito de não conseguir fazer quase nunca. Contei história, cantei, conversei e nada. Cada vez que o olho pesava, ela inventava uma coisa para levantar, para se agitar, enfim, aquela enrolação que vocês, mães, conhecem bem. Aí fui dar tapinhas no bumbum, porque lembrei que a Cris (a babá) faz isso. Foi quando veio o primeiro fora: 'Não é assim, mãe, é assim, ó'. Ok, desisti do tapinha e mantive meus métodos mesmo. Mais de duas horas depois daquela ensebação, para usar uma expressão da minha mãe, e percebendo o desconforto da criança, perguntei: 'Você quer que a Cris deite aqui?'. Então veio o choque de sinceridade. Ela fez uma cara de 'não leva a mal, não', aceitou a oferta e falou, quase que me consolando: 'Depois você volta. No sábado você me faz dormir'.
E assim, dispensada, humilhada, escanteada, sai do quarto. Ela dormiu 15 segundos depois.
Pois é, amigas, a gente se mata para dar conforto a uma filha e recebe isso em troca. Ai de mim se não fosse bem-resolvida...


Eu quero PAZ de criança dormindo...

Humilhação 1


Ontem não trabalhei. Vocês devem ter percebido. Não que eu tenha me revoltado com a rotina profissional e chutado o balde, mas tive que passar a tarde em um Forum, para o julgamento de um processo que movo contra uma famosa loja de departamentos que recebeu cheques roubados meus e, sem nunca ter entrado em contato comigo, vendeu a dívida para uma factoring, que, por sua vez, também sem nunca ter me procurado, protestou os títulos e botou meu nome no Serasa. Enfim, a gente é roubada e ainda fica com o nome sujo, apesar de ter feito tudo o que precisa ser feito: boletim de ocorrência com registro dos cheques roubados etc etc. Só pela má fé - porque, para mim, isso é má fé -, processei a loja e a empresa de cobrança. Aliás, vejam só a curiosidade: eles protestaram os títulos 7 anos depois de os cheques serem emitidos! Deve ser para ver se eu esquecia e pagava a dívida como se fosse minha, né?
Aí que eu quis dividir isso com vocês, pela tamanha cara de pau dos réus. A famosa loja de departamentos não deu as caras em nenhum momento: nem nas audiências de conciliação, nem no julgamento, então será julgada à revelia. Deve se achar acima da Justiça. O advogado da factoring me ofereceu acordo, que eu não aceitei, não por questão de valor, mas porque quero que eles sejam julgados e que o juiz (ou juíza) decida se devem ser condenados e qual será a punição. Fazer acordo me dá a sensação de que estarei desculpando-os.
Mas o melhor vem agora: argumentei o dano que isso representou à minha imagem, lembrei que sou jornalista, trabalho com credibilidade, tenho uma coluna semanal e que meu nome e minha foto saem no jornal todo domingo, então eu não posso, em hipótese alguma, ter o nome sujo - aliás, não tenho mais, viu, gente, a juíza mandou retirar lá no início do processo. Pois bem, foi quando tive que ouvir do tal advogado que eu não sou melhor do que ninguém e um dano à minha imagem não é maior do que o dano à imagem de um anônimo, portanto essa minha argumentação não deveria constar. Tive até que achar graça. Eu realmente não sou melhor do que ninguém e isso jamais me passou pela cabeça. Mas eu trabalho com o meu nome e a minha carinha, então, com muita simpatia, lembrei isso ao sujeito e argumentei o que ele, claro, sabe, só não queria admitir: o dano à imagem é proporcional ao uso que se faz dela. Ou não é? Bom, a sentença sai em maio, vamos ver no que vai dar.
Agora me digam, se alguém disesse a vocês que a colunista tem o nome sujo na praça vocês iam olhar para esse blog com os mesmos olhos?


Confiante na Justiça


P.S - Quando escrevi este post, ainda não tinha lido o comentário da Christine e tem tudo a ver. Até onde eu sei, nenhum curso pode tirar aluno de sala de aula por atraso no pagamento. Se sua filha for menor de idade, então, é mais grave. Mas como temos agulhetes advogadas, elas podem dizer melhor. Acho que todo mundo deve brigar pelos seus direitos. E levar os casos à justiça quando for pertinente, não pensando na indenização, mas na punição - para que não repitam o erro com os outros.