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| Cláudia Cecília |
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O ESTRESSE DE UMA DATA FESTIVA
Faltam 12 dias para o Dia dos Namorados e se você conseguiu ainda não pensar nisso, parabéns, querida, você tem o dom divino de fingir que não é contigo. Ou então não liga uma televisão, não abre um jornal ou revista, não ouve rádio há dias. Porque chegamos naquele momento anual em que parece que não há outro assunto e temos que ser muito fortes para não sucumbir à ansiedade que a data gera. É muita cobrança, muita pressão, uma barra. E não estou nem falando de ter ou não ter namorado, que é a parte mais complicada. É que mesmo estando com esse problema resolvido, enfim, mesmo tendo com quem comemorar, é tanta expectativa que criam em cima que começa a ficar que nem primeira transa: a chance de falhar na hora é imensa. Ok, é só uma data comercial e, sim, boa parte de nós já está madura o bastante para achar isso tudo uma grande bobagem, mas, poxa, a gente gosta da brincadeira, só não precisavam exagerar. Porque diferentemente de dia das mães, dos pais, das crianças, em que basta comprar uma besteirinha e decidir o cardápio do almoço, dia dos namorados exige toda uma produção que, mesmo que a gente quisesse desprezar, ninguém deixa.
Então, já que não vamos querer ignorar essa, digamos, celebração do amor, ou da pegação, como preferirem, vamos à nossa lista de tarefas, que não é pequena. Partindo do princípio, repito, que a questão cara-metade está resolvida, podemos começar pelo começo, com a compra do presente. Aí, amigas, começa o drama. Se o namoro é novo, tem todo o empenho para fazer bonito, surpreender e, o básico, acertar. Porque não se iluda, você pode estar fazendo uma imagem inicial de seu recente parceiro que pouco tem a ver com a realidade e aí o presente vai revelar a ele - e a você, o que é pior - esse grave equívoco. Achou que era simples? O futuro do relacionamento pode depender do pijama com estampas de gatinhas peladas que você pensou em comprar. E se, ao contrário, for caso antigo, a chance de a sua criatividade simplesmente ter se esgotado é imensa e tentar convencer o seu marido de que cueca nunca é demais pode não ser lá muito romântico. Enfim, já começamos a nos estressar aqui.
Aí vêm os cuidados pessoais. Segundo dados de uma clínica de depilação, 215 virilhas cavadas são feitas, em média, na semana que antecede o Dia dos Namorados. No ano passado, entre 9 e 12 de junho, 600 mulheres se depilaram em uma única loja da rede, tendo um terço delas adotado a famosa 'brazilian wax biquini' que as americanas tanto copiam. Por que estou dizendo isso? Porque se você ainda não marcou horário com a depiladora e sequer cogitou optar pelo modelito íntimo da vez, é melhor rever seus conceitos antes que a solteirice seja o seu castigo. E uma vez depilada - não esqueça as pernas, o buço, as sobrancelhas, os buraquinhos do nariz... -, corra para uma loja de departamentos e escolha entre os 431 modelos de calcinhas que foram lançados nos últimos dias, nenhuma cor da pele, claro, porque nem o direito de fazer a basiquinha a gente tem. Não numa hora dessas.
Para facilitar, vamos pensar que se a parte que importa - o corpo - estiver bem cuidada, o que a gente vai vestir, e despir, claro, não precisa ser tão preocupante. Ok, é mentira, a gente vai se estressar com a escolha da roupa também. Mas é melhor que sobre tempo para ajudar a escolher o lugar onde vão (lembre-se que com boa vontade até o boteco embaixo do seu prédio pode ser sedutor) e , claro, para criar o clima. Esse, sim, é o que mais importa. Depois de tanto trabalho, tanta expectativa, você não vai querer botar tudo a perder, né? Nem que seja para no dia seguinte rir e pensar como somos bobas. E que bom que somos.
Estava folheando uma revista como quem não quer nada e dei de cara com essa coisa mais linda aí embaixo. E para variar me perguntei aonde eu estava que ainda não tinha visto esse menino por aí. Deve ser coisa da idade, porque, para as menininhas, o ator norte-americano Chris Pine, que fez 'O Diário da Princesa 2', é velho conhecido. Chris está tirando onda agora porque foi escolhido para viver o famoso Capitão Kirk, de 'Jornada nas Estrelas', no novo filme da velha série. Ele também já participou de séries de TV como 'ER', 'CSI Miami' e 'Six Feet Under'. Biografia à parte, eu, que nem sou muito fã de louros e olhos azuis, me rendi totalmente - e tudo bem que ele nem é tão louro assim. Ah, sim, para quem acha que isso faz alguma diferença, o californiano Christopher Whitelaw Pine tem 29 anos. Com vocês, meninas, nosso gato de sexta, Chris Pine:




 De barba por fazer, então, fica uma loucura
Taí, estou gostando desse momento Murilo Rosa em 'Caminho das Índias'. Aliviou um pouco a chatice da personagem da Tânia Khalil, apesar do ridículo das cenas do hospital, em que a enfermeira diz a ela que o filho está salvo e ela, em vez de comemorar, continua revoltadinha com o médico. Mas, enfim, o que importa é o molho que Murilo deu ao núcleo. Agora a criatura quando é mala é mala mesmo, né, gente? Ela convida o médico para ir à sua casa e qual é a primeira conversa? Ela fala do pai da criança, do fim do romance e blá blá blá. Duda não leu o manual do primeiro encontro.
 Alguém tem um pediatra assim?
Mulher é um bicho engraçado mesmo. Essa semana resolvi fazer a carente e, mais de uma vez, lamentei, com minha irmã e umas cinco ou seis amigas: - Estou sem marido, sem empregada e minha mãe nem me liga. Mais abandonada, impossível. E a resposta, em absolutamente todas as vezes, foi: - O que aconteceu com sua empregada? Para vocês verem o sinal dos tempos: dane-se o marido, pouco importa a mãe, o que a gente não pode é ficar sem a assistente doméstica. Adriana, minha fiel escudeira há nove anos, merece a preocupação e faz mesmo muita falta (ela só quebrou o dedo, felizmente). Mas que achei divertido, achei. Ah, sim, se por acaso ocorrer de alguém se preocupar com os outros dois, o marido viajou a trabalho e a mãe andou ocupada com os outros netos. Passam todos, inclusive eu, a carente, muito bem, obrigada.
No palco do Municipal paulistano, o que aconteceu foi isso que vocês vão ver aí embaixo: uma mulherada danada, cada uma mais montada, cada uma no seu estilo. Nana Caymmi foi vestida de Nana Caymmi, Alcione de Alcione, Ana Carolina de Ana Carolina, Zizi Possi de Zizi e assim foi. Estranhei muito Marina, com essa roupitcha anos 80 nada a ver. Achei que o decote da Paula Toller estava mal ajambrado e gostei dos vestidos da Claudia Leitte e da Fernanda Abreu. Agora gente, o que foi Daniela Mercury e Wanderlea vestidas iguais? O visual é da Wanderlea, patenteado desde os anos 60, por que raios a baiana se vestiu assim? Agora que deve ter sido muito emocionante, para citar o sentimento preferido do Rei, ah, deve. Para nós, resta ver na TV.



 Será que isso foi de propósito? Com as botas no meio da coxa e tudo?
Como vocês já sabem, ontem teve a gravação do show em comemoração aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos. Batizado "Elas cantam Roberto", o show reuniu toda a mulherada da MPB em torno do Rei, no Teatro Municipal de São Paulo. E aí estão algumas das celebridades que deram pinta por lá. E lá vamos nós comentar de novo. Com a ressalva inicial: celebridade em São Paulo é tããããão diferente...
  O casal 'para-quem-acredita-no-amor' Amilcare Dallevo, presidente da Rede TV! e Daniela Albuquerque, apresentadora, com seu mimo de sapato de lacinho. Ao lado, Tom Cavalcante e sua Patrícia, num estranho pretinho básico demais.
  Chitãozinho e a mulher, Márcia. Para quem não lembra, ela era sua bailarina de palco. Casou com o patrão, ficou rica, mas não aprendeu nada.
  Noely Lima, também conhecida como 'eu-sou-a-Sandy-amanhã', corretíssima, e Xororó. A sempre linda ex-modelo e promoter Fernandinha Barbosa (eu quero esse vestido já!) e Beto Pacheco
  Donata Meirelles segura esse vestido em dias normais, mas ontem não rolou, faltou postura à mulher de Nizan Guanaes. Mas sabem o que eu mais gosto nela? É que juram que ela tem 40 anos, feitos há uns dois meses...
  Luisa Brunet pode dar aulas, né, gente? Linda. E gostei dessa camisa social para fora do colete de Lucas Lima, apesar da total falta de molho do rapaz
  Refeita do pesadelo Susana Vieira, Giovanna Tominaga ressurge toda fofa. Adorei o visual. E Rosimere, tão elogiada aqui outro dia, podia ter sido presa ontem, por atentado ao bom gosto
Meninas, neste exato momento a tv está transmitindo, ao vivo, o jogo da final da Liga dos Campeões, entre Manchester United e Barcelona. O que vocês têm com isso? É que Pepe Guardiola, o técnico do Barça, está na beira do gramado. Ah, sim, e no campo do Manchester tem Cristiano Ronaldo, para quem gosta (não é o meu caso), fora o Thierry Henry, do Barça, que também tem seu valor. Então, quem tiver oportunidade, corre para frente da tela a-go-ra!
 
E tem mulher que não gosta de futebol
Ontem tive que ir a um cartório perto de casa reconhecer firma em uns documentos. Aí vi uma bebezinha bem novinha por lá e me chamou atenção o fato de a mãe estar sozinha (ou melhor, com uma amiga) tirando a certidão de nascimento da filha. Horrivelmente enxerida, estiquei o olho para o documento da menininha, doida para saber com quantos dias ela estava e por que o texto da certidão dela era tão menor do que o da Maria Clara, que foi tirada nesse mesmo cartório. Bem, a intrometida aqui (é muito feio isso, eu sei) descobriu que a neném só tinha quatro dias e que estava ali porque sua mãe não tinha outra alternativa senão ir ela própria no cartório, uma vez que na certidão não constava nome de pai. Foi quando fiquei sem graça de ter olhado e profundamente melancólica.
Não sei nada da história daquela mãe - uma mulher já de uns 30 e tantos anos, de classe média e aparentemente feliz - nem da bebê, mas me deu uma peninha danada de ela não ter um pai que a registrasse. Pode ter sido uma produção independente, pode ser que a amiga seja até sua companheira, pode ser que todo mundo esteja muito feliz ali e assim espero. Porque sei o quanto a gente fica fragilizada após um parto (mesmo que uma leoa enquanto mãe) e imagino que deva ser muito difícil enfrentar isso sozinha. E, claro, a idéia de que tem um sujeito que não vai assumir uma menininha fofa como filha é péssima.
Acho que esse negócio de produção independente é moderno, é válido, é uma alternativa, mas que tem que se pensar muito antes, ah, tem. E vocês, o que acham?
A TERAPIA DA CRÍTICA DE MODA
O que de melhor o público pode tirar da temporada de festas de gala, como premiações de TV e festivais de cinema? Os homens, eu não sei, e também não estamos preocupadas, mas para nós, do sexo que dá as ordens aqui neste espaço, é a oportunidade de fazer uma das coisas de que mais gostamos: analisar o visual alheio. Tem algo mais relaxante, divertido, desopilante do que ficar vendo foto de famoso todo produzido e fazer análises das mais sérias, detalhadas e profundas? Se alguém se desse ao trabalho de anotar as pérolas que somos capazes de dizer sobre um decote, uma sandália, um brinco, uma dobra na cintura ou uma gordurinha no peito do pé, sobre o caimento de um tecido ou o acabamento de um plissê descobriria que em cada uma de nós mora uma analista de moda e comportamento capaz de deixar qualquer crítico de qualquer arte no chinelo. Somos todas modistas em potencial, mesmo que não consigamos traduzir isso no próprio visual. E invejosas, claro, que não há outro motivo para nos dedicarmos a essa atividade com tanto afinco. Mas o que pensam de nós não importa. A questão aqui é o que pensamos dos outros.
Essa semana, por exemplo, que teve festa no Copacabana Palace e Festival de Cinema em Cannes, a gente se divertiu horrores. Aposto que tem muito marido aí sem entender o bom humor da mulher nos últimos dias e é melhor nem espalhar o segredo da nossa terapia para não estragar. Nenhum homem vai ser capaz de entender que passar 15 minutos avaliando o vestido 'nude' da Angelina Jolie e reparando se ela está mesmo com a aparência cansada ou se é intriga pode ser mais benéfico para a nossa saúde mental do que, sei lá, uma aula de yoga. Os babados Marc Jacobs da Camila Pitanga também renderam horas de acaloradas discussões e posso garantir que muitos namorados foram poupados de conversas chatas e cobranças injustas porque suas amadas já tinham gastado energia no papo com as amigas. E a nova cor do cabelo da Deborah Secco? E o pneu que pulava do decote na barriga da Mariah Carey? O que seria do mundo se não tivéssemos nos preocupado com isso tudo? Viram? O que muitos consideram futilidade pode ser de grande utilidade.
Fora tudo o que isso envolve como, por exemplo, usar esse hobby para fazer uma seleção das pessoas com quem você se relaciona. Sim, é quase maquiavélico. Mas duvido que você consiga olhar da mesma forma para aquela sua colega da mesa ao lado no trabalho depois que ela elogiou, por exemplo, a produção da atriz que enfiou a 'boyfriend' jeans para dentro das botas caubói e arrematou com uma miniblusa brilhosa - até porque você simplesmente não quer correr o risco de encarar uma happy hour com alguém vestido assim. E ela, a colega de trabalho, vai pensar o mesmo de você, claro. Outra boa técnica é folhear uma revista ao lado do sujeito com quem você esta iniciando um romance e fazer comentários despretensiosos : a maneira como ele reagir pode definir o futuro do relacionamento, você sabe disso.
Por fim, outro propósito fundamental nesse nosso exercício quase diário: o de se identificar, ou não, e aprender. Já sabemos, por exemplo, que se sandálias gladiadoras com short ficam um susto na Beyoncé, imagina em nós. Também aprendemos esses dias que o fato de acessórios não precisarem combinar entre si não significa poder usar um vestido azul com sapato preto, carteira lilás e batom vermelho sangue. Ah, também descobrimos que alguns tecidos pretos ficam totalmente transparentes quando bate um flash, como aconteceu com Carolina Dieckmann. Mas nesse caso, como as chances de alguém estourar uma luz no nosso traseiro são mínimas, não precisamos nos preocupar. É uma das muitas vantagens de ser anônima.
O sujeito escolhido para ilustrar essa deliciosa seção do blog saiu da minha malhação. Explico: tenho feito esteira na hora de uma das muitas reprises de 'ER', ou 'Plantão Médico', no canal Warner, e como sempre gostei da série, mesmo com todo aquele, sangue, suor e lágrimas, continuo prestando atenção como se fosse tudo inédito. Daí que sempre fiquei dividida entre os doutores John Carter (vivido por Noah Wyle) e Luka Kovac (papel de Goran Visnjic). Hoje resolvi tomar uma decisão e escolhi o Dr. Luka, que, sejamos justas, tem mais pegada. Então, meninas, nosso muso da semana é o croata de sobrenome impronunciável Goran Visnjic, esse espetáculo de moreno de 36 anos. Goran começou a atuar bem jovem, lá na Croácia mesmo, e ficou famoso fazendo 'Hamlet' no teatro. Foi para os EUA apostar na carreira de ator por lá e entrou para 'ER' em 1999, para viver um médico de mesma nacionalidade, que deixou seu país depois de perder mulher e filhos de forma violenta. O ator também já fez vários filmes, entre eles 'Elektra', de 2005. Atualmente ele mora em Los Angeles coma mulher, Ivana. Com vocês, nosso gato de sexta, Goran Visnjic:





  Eu me mudava para a Croácia, nadava no Mar Adriático e o que mais ele quisesse
Gente, nunca mais vou conseguir sair do tapete vermelho de Cannes. Olha que sonho a Grazi ontem à noite na premiére do filme "À Deriva", em que o maridão Cauã atua. Agora me digam se não é para Jacarezinho inteira chorar de emoção? A menina que quase passou fome e teve que participar do BBB para tentar chegar a algum lugar na vida está aí, feito princesa, toda linda, dando pinta no Sul da França, posando de celebridade no festival de cinema mais glamouroso do mundo. Conto de fadas perde. Ai, ai. Daqui a pouco Grazi e Cauã vão virar nossos Angelina e Brad. Que apelido vamos dar ao casal? Graziuã? Caugrazi?
 Abusados. Só falta saírem bailando pelo salão
Tem brasileiro no tapete vermelho de Cannes também, gente, tá pensando o quê? Hoje foi exibido por lá o filme 'À Deriva', de Heitor Dhalia, que tem como ator convidado o francês Vincent Cassel e os brasileiros Deborah Bloch, Cauã Raymond, Laura Neiva e Nathalia Zemel. Deborah Bloch é sempre chique e assim ela estava, tanto de dia quanto à noite. Poderia ter ousado mais, é fato, e o vestido vermelho ficou um pouco folgado em cima, tipo faltou enchimento para a blusa, mas são só detalhes - ela não fez nada feio diante das celebs internacionais. E Cauã, pra variar, é Cauã, podia ir de pijama que estava ótimo. Amei o vestido bege de paetês e babados da Laura Neiva: jovem e leve como ela, que só tem 14 anos, foi descoberta no Orkut e já está em Cannes. Tá bom pra vocês?
 
 
 Cultura e beldades nacionais para exportação
 Taí, hoje Dilma Rousseff conquistou minha simpatia. A ministra-chefe da Casa Civil deu um show de bom humor e bom senso na rápida entrevista que concedeu à saída do hospital Sírio-Libanês , onde esteve internada desde a madrugada de ontem por causa de fortes dores nas pernas. Dilma avisou aos afoitos coleguinhas da imprensa que vai falar sempre que puder, mas que também tem direito a um pouco de privacidade, principalmente para se tratar. Aí teve um momentinho vergonha alheia, quando uma repórter perguntou se ela tinha medo de engordar com o tratamento (por conta da cortisona). Dilma negou o medo e disse que estranhamente a cortisona não a engorda. "Tomei doses cavalares, era para eu estar gordinha, né?" Aí veio outra moça e insistiu: 'Mas a senhora emagreceu?', e Dilma brincou: 'Não, eu não emagreci, infelizmente". Também adorei quando a ministra admitiu que está "usando uma peruquinha básica, como vocês podem notar", mas avisou que assim que o cabelo voltar a crescer e "estiver numa altura assim mais ou menos do tamanho dos masculinos", ela tira o acessório "porque é muito chato, viu?". E, por fim, Dilma repudiou a associação de seu câncer à vida política, especificamente a campanha para a presidência, que a oposição julga ter perdido força: "Acho de muito mau gosto misturar uma doença que é hoje curável com questões políticas, e acho que a própria população vai entender que isso não é adequado". Senti firmeza na ministra. Agora voltando à minha implicância: faz sentindo perguntar a uma pessoa que tem câncer, no meio de uma entrevista coletiva, se ela tem medo de engordar?
Ontem teve tapete vermelho no Copacabana Palace, onde foi a festa do Prêmio Contigo. Achei que o povo caprichou pouco, tanto para o bem quanto para o mal, então ficamos sem muitas surpresas. Mas como falar do modelito alheio é um de nossos passatempos preferidos, selecionei algumas das fofas que deram pinta por lá para comentarmos. Não se preocupem em concordar comigo, ando meio que de má vontade com a humanidade - acho que deve ser uns remédios que estou tomando, mas isso eu explico qualquer hora dessas.
 Não sei se gosto de laço cor de rosa da Emanuelle Araújo e nem da maquiagem, mas ok para o vestido. Carolina Dieckmann foi na boa e acertou: pretinho clássico, make mais carregada para levantar a roupa e cabelo preso ressaltado pela franja
 Quanta juventude desperdiçada! Esse tomara-que-caia da Giovanna Ewbank é um nada e o da Isabelle Drumond, de uma caretice ímpar. Tayla Ayala, sim, caprichou
 Giovanna Antonelli podia ter investido mais na sandália, porque essa aí está verão demais para o vestido, que é bem bacana
 Esse casal só erra se se pintar de roxo com amarelo e pendurar um abacaxi no pescoço. Talvez o vestido de Grazi esteja justo demais, mas não dá para dizer que ela não está linda. Adorei a cor e a carteira. Para o Cauã, reservo os suspiros
 Só o fato de a Camila Pitanga ter deixado os longos floridos no armário já é motivo para festejar. Mas tenho dúvidas sobre esse modelito, que li em algum lugar que é Marc Jacobs. O batom, a carteira e a sandália parecem ser de produções distintas
 Eu morria por esse vestido da Carolina Ferraz, assim com cinto de laço e tudo, mas mataria quem me fizesse usar essa capa de Zorro e essa megacarteira azul-calcinha. E a filha, Valentina, que é linda, parece que vai ser madrinha de casamento e envelheceu com esse modelito - o que é esse xale cinza numa menina de 13 anos?
 Também não ficaria triste se me dessem um vestido igual a esse da Preta Gil, que ficou ótimo nela. Mas senti falta da ousadia.
E vocês, o que acharam?
O QUE VAMOS SER QUANDO CRESCER
Quando eu crescer, quero ser a Michelle Obama. Considerando meus 154 centímetros e as quatro décadas de vida, as chances de eu ainda crescer estão abaixo de zero, mas manter essa ideia pode fazer de mim uma pessoa melhor. Porque até agora o que Michelle Obama nos faz acreditar é que ela é um belíssimo exemplo de mulher. Como se não bastassem a postura, o carisma, a elegância, o sucesso profissional etc etc, a primeira-dama dos Estados Unidos ainda nos fez o favor de entrar para a lista das mais belas da revista 'People', das mais bem vestidas da 'Vanity Fair' e, por último, essa semana, configurou entre as 100 mais sexies do mundo, na escolha da 'Maxim'. Aí vira covardia. Fora que tem aquele braço e aquelas costas que quase me fazem colar a foto na sala de musculação e malhar até ficar igual (sim, Michele Obama me fez até esquecer a Madonna). Enfim, um ídolo como há muito não se via no reino das primeiras-damas.
Sou só eu ou vocês também têm a sensação de que a Sra. Obama é meio gente como a gente? Ok, guardadas as devidas proporções, que não me tenho em tão alta conta assim. Mas é que quando ela diz que as filhas vão continuar fazendo a cama, tirando a mesa do jantar e lavando a louça - nem precisava tanto -; quando ela confessa que esse negócio de primeira-dama é divertido, mas que seu salário de advogada está fazendo a maior falta; quando ela promove uma espécie de sarau moderno na Casa Branca e dá boas demonstrações de senso de humor; quando usa tricô em solenidade oficial, e quando troca delicadas carícias com o marido em público, Michelle se aproxima mesmo de nós ou do que imaginamos e tentamos ser. Pode até ser que a gente se engane, mas não parece ter ali um discurso pronto, uma estudada construção de imagem, com frases feitas e poses calculadas. Michelle nos dá a nítida sensação de ser uma mulher bem-resolvida, bem-sucedida, bem-amada, bem-malhada, que simplesmente chegou mais longe do que muitas iguais a ela, mas isso é só um detalhe. Do qual ela vai tirar o maior proveito. E que não vai impedi-la de errar e revelar seus defeitos.
Aí vieram algumas feministas e criticaram a mulher de Obama por ter deixado o trabalho como principal consultora jurídica de uma grande rede de supermercados em função do marido. Consideraram um retrocesso, uma traição à causa feminina, uma derrota. Como se ela tivesse abandonado uma carreira para ser dona de casa ou viver de dondoca. Retrocesso é achar que uma mulher não pode se juntar ao marido num projeto comum, que já seria direito de todas nós, imagina sendo esse projeto comum o de comandar a maior nação do planeta. Obama já contou que Michelle segurou sozinha a barra da casa (financeira e emocionalmente) em várias fases da vida deles para que ele pudesse investir na carreira política e isso está longe de ser uma atitude machista ou submissa. Como começamos a conversa lá em cima, é, sim, um exemplo.
Agora vamos às futilidades que ninguém e de ferro: me digam se depois de 8 anos de Laura Bush, que nunca nos disse nada, não é ótimo querer correr para ver fotos de solenidades presidenciais só para reparar nos modelitos de Michelle Obama. O que são aquelas saias rodadas? E o cabelo à la Rihanna, quem viu? E os decotes? E o abuso de ir de vestido de tricô e sem meia-calça num encontro de chefes de estado na Europa? E que tal posar ao lado de Carla Bruni e fazer bonito? Adooooro, para usar a expressão da vez. Tudo bem, crescer eu não vou mais mesmo. Mas na próxima encarnação, quero ser pelo menos uma variação de Michelle Obama.
Fui buscar lá no tapete vermelho do Festival de Cannes nosso muso de hoje. Mas não escolhi foto do evento, não, que lá ele está acompanhado da mulher. O jogador de basquete Tony Parker, que faz 27 aninhos neste domingo, é, há dois anos, marido da atriz Eva Longoria, 34, a Gabrielle Solis de 'Desperate Housewives'. Mas isso a gente finge que nem leu e foca nele, que é mais interessante. William Anthony Parker nasceu em Brugges, uma cidade lindinha da Bélgica, em 17 de maio de 1982, mas cresceu e viveu a vida toda na França, onde é uma das grandes estrelas do basquete nacional. Cheio de personalidade, Tony, além de bonito e charmoso - e de gostar de mulheres mais velhas -, é cheio de marra: dispensou convite da NBA para jogar nos EUA e preferiu ficar na França. Nos últimos verões, foi visto em cenas 'calientes' com Eva em iates na riviera francesa. Ai, ai. Com vocês, nosso gato de sexta, Tony Parker:




 Dá para virar dona de casa (desesperada ou não) com um marido desses, não dá?
Todo mundo critica a atuação de Márcio Garcia em 'Caminho das Índias' e não tenho nem como discordar, mas insisto na defesa de que o personagem é difícil e está cada vez mais sem rumo, o que se deixa o ator numa situação mais complicada. Mas essa semana, com a chegada de Raj ao Brasil, as cenas de Márcio melhoraram e acho que se investirem na rivalidade dos dois a coisa pode esquentar. Mas toda essa enrolação foi para falar o seguinte: gente, vocês viram ontem a cena em que Raj e Bahuan são apresentados pelo Ramiro (que não sabia que eles já se conhecem) e Bahuan estende a mão para Raj, olhando olho no olho? Meninas, o que foi aquilo de ficar se alternando entre um close em Rodrigo Lombardi, um close em Márcio Gracia, outro em Lombardi, outro em Garcia...? Juliana Paes é uma mulher que trabalha feliz, não tenham dúvida.
 Eu, se fosse a Maya, ficava com os dois
A colunista mais atrasada da face da terra finalmente viu o filme 'Divã'. E finalmente entendeu o sucesso de Lilia Cabral no cinema: o filme é muito divertido e um ótimo entretenimento. Fiquei fã da Alexandra Richter e do Paulo Gustavo, que faz o cabeleireiro mais divertido dos últimos tempos. Ri de me acabar, mas não podia deixar de ter meu momento implicância. Então, lá vai: Gente, numa boa, me irrita um pouco que a Mercedes seja 'uma mulher de 40 anos', como diz a sinopse do filme. Primeiro porque acho que Lilia Cabral, por melhor atriz que seja e é mesmo, não parece uma mulher de 40 - ela vai fazer 52 em julho. E depois porque a personagem é sem noção demais para o meu gosto. Mulher de 40 anos com filhos adolescentes que não sabe o que é balada? Que vai para uma boate e dança como se fosse uma coroinha que tivesse dançado pela última vez nos anos 70? Que precisa perguntar à filha da amiga como se chama um homem, se é cara ou gato? Onde ela esteve nas últimas décadas? E se os filhos não ajudam em nada, será que nem os alunos poderiam dar alguma noção de vida jovem a ela? Ela não é professora? Enfim, só um resmungo de quem não gostou de se ver retratada de um jeito, digamos, meio 'miquento'. Garanto a vocês que, caso me separe, posso até não pegar um Gianecchine nem um Cauã, o que seria uma lástima, mas não vou ficar descadeirada numa pista de dança nem vou achar que ir para balada é 'algum lugar romântico com música ao vivo' - até porque isso seria o bastante para eu recusar o convite. Ah, sim, e não repico o cabelo nunca mais.
 Quarentonas sem noção
Pessoal, desculpe o sumiço, mais uma vez. Ontem não trabalhei, às voltas com uma alergia estranha que me encheu de placas vermelhas e que ainda não descobri o motivo. Mas, enfim, ainda estou inteira, apesar do trauma de ter perdido a apresentaçao da Maria Clara na festinha do Dia das Mães, sábado - aliás, não via a hora de desabafar com vocês. A escola achou que não precisava dizer que haveria apresentação e preferiu fazer surpresa, então colocou no bilhete enviado pela agenda que teríamos um piquenique das 11h às 12h30, como foi no ano passado, em que tivemos o tal piquenique e umas atividades de bem estar, mas nenhum 'número' das crianças. Então sábado cheguei à 11h15, atrasada, claro, mas sem muita preocupação, já que o evento duraria 1h30. Aí minha surpresa na verdade foi decepção: a turminha dela já tinha se apresentado. E eu, claro, só consegui chorar. E reclamar com a professora, já que de 16 crianças, só 5 chegaram na hora -- apenas as mães que levam e buscam na escola todo dia sabiam da tal 'surpresa'. Seria a primeira apresentação de Dia das Mães que eu veria. O pai já teve duas. Vou levar um ano para me refazer. Se eu fosse mais dramática, tipo mãe italiana, diria que a alergia é de fundo emocional (hehehe).
DETALHES TÃO PEQUENOS DE NÓS MÃES
Ser mãe é perder o direito de fazer cocô em paz. Por muitos e longos anos. Sim, eu poderia ser mais sutil, usar a poesia adequada à data, evocar todos os outros direitos que perdemos com a maternidade, enfim, fazer a fofa, mas duvido que aí do outro lado não tenha uma dezena de mães interpretando a frase pouco educada como um desabafo coletivo. Duvido que todas nós que botamos gente no mundo já não tenhamos pensado e nos irritado com isso. Tudo bem, a gente não precisa falar de necessidades fisiológicas com aquela naturalidade desagradável, mas essa é uma realidade, fazer o quê? A perda da privacidade de uma mãe encontra seu ponto máximo na total impossibilidade de se gastar mais de cinco segundos no banheiro sem que o ambiente seja invadido por uma criaturinha inconveniente e sem noção. Ou várias criaturinhas, para piorar. E a atitude revoltada e extremada de trancar a porta - o que seria coisa normal para qualquer outro ser humano - é geralmente respondida com socos e gritos de 'mãe' numa sequência frenética e enlouquecedora. O que praticamente nos faz sonhar com banheiros públicos como a sucursal do paraíso na Terra. Para vocês verem a que ponto temos que chegar em nome do milagre da vida.
E por que pais nunca conseguem entreter as crianças pelo mesmo tempo que nós? Por que quando eles estão, digamos, ocupados, nós conseguimos manter os filhos longe o suficiente para garantir a eles minutos de merecido sossego? E para encerrar a lista de lamentações, por que quando a gente abre a porta enlouquecida, maldizendo o mundo, eles, os pais, sempre dizem a maldita frase 'mas ela (ou ele, o filho) queria você'? Se eles pensam que nos sentimos valorizadas com isso, precisamos urgentemente explicar que se os filhos não nos quiserem por alguns minutos do dia isso não vai abalar nossa auto-estima de mãe - temos plena consciência da importância de nosso papel na vida familiar, eles podem ficar tranquilos. E também temos plena consciência de nossa necessidade de ser esquecida num cantinho de vez em quando, nem que seja o banheiro, só não sei por que não conseguimos deixar isso claro.
Enfim, feita esta franca expansão de sentimentos e pensamentos íntimos (que é como o dicionário define desabafo), vamos festejar o nosso dia, que a gente merece. E se tivermos a chance de, antes de sair para enfrentar alguma gigantesca fila de restaurante ou antes que estejamos alegremente entre os inúmeros e barulhentos membros da família, se tivermos a chance hoje de fechar os olhos e fazer pedidos, vamos pensar em todas aquelas nossas necessidades cuja importância só nós sabemos. Sim, claro, antes a gente pede saúde, paz, proteção máxima para nossos filhos, o básico. Depois a gente parte para detalhes tão pequenos de nós mães e aí podemos desejar, por exemplo, que alguém desenhe sutiãs de amamentação mais bonitos; que as babás eletrônicas sejam capazes de manter os filhos na cama por aquela meia horinha a mais que você precisa de sono - desde que não seja disparando choques nas crianças -; que legumes, verduras e verdes em geral sejam desenvolvidos com algum cheiro ou cor que faça os pequenos quererem comê-los sem que precisemos ameaçar esganá-los, e que alguém invente a pílula da paciência, que seja capaz de nos transformar em pessoas calmas, sensatas e sempre com bom discernimento, sem contra-indicações.
Pedidos feitos, podemos seguir este domingo felizes pela chance de comemorá-lo e certas do privilégio que é viver esse amor tão intenso e absoluto que até dói. Também podemos nos dar o direto de ser piegas e, quando aquela criatura que saiu de dentro de você chegar com um presentinho, uma florzinha de papel que seja, dizer: 'meu maior presente é você'. Porque é mesmo. Feliz Dia das Mães.
Bem, meninas, falou-se muito em Fabio Luciano essa semana, mas desta vez tive que ser teimosa e resisti a atender pedidos. Não porque discorde totalmente - até acho que o craque rubro-negro tem seu valor -, mas não consegui uma foto que justificasse. Fabio Luciano pode ser interessante, mas fotografa mal para burro. Eis que essa semana, assim como quem não quer nada, parei em frente a uma da muitas TVs aqui da redação, em que estava passando a semifinal da Liga dos Campeões da Europa. O jogo era Chelsea x Barcelona e o time espanhol foi para a final. Aí veio a surpresa: gente, o que é o técnico do Barcelona? Então, o gato hoje é o senhor Pep Guardiola, ou Josep Guardiola i Sala, um catalão de 38 anos, ex-jogador, hoje à frente do Barça. Pep começou no futebol no Barcelona mesmo, jogou na Catalunha e passou uma temporada na Itália. De volta ao Barça, foi capitão e agora é considerado um dos melhores treinadores estreantes do futebol mundial. Podemos dizer que Guardiola só melhora com o tempo, tanto profissionalmente quanto pessoalmente - particularmente no quesito que nos interessa, a beleza. De terno na beira do campo, então, fica uma coisa. Com, vocês, nosso gato de sexta, Pep Guardiola:

 




 Sou Barça desde criancinha
O Baile de Gala do Metropolitan Museum em Nova Iorque, que acontece todos os anos, é beneficente e organizado, entre outros, pela delícia do Justin Timberlake, e que aconteceu ontem, nos prestou um grande serviço. Se um dia, alguma de nós tiver um tapete vermelho para pisar e posar, já saberemos como NÃO nos vestir. Madonna, Rihanna, Mary Kate Olsen e até, acreditem, Gisele e Kate Moss ajudaram a dar essa aulinha. Vejam o circo:
 Madonna de Marc Jacobs
 Rihanna de Dolce & Gabbana
 Mary Kate Olsen de Christian Lacroix
 Victoria Beckham de Marc Jacobs
 E Kate Moss de (e com) Marc Jacobs (só deu ele)
Ou era um baile a fantasia e esqueceram de nos contar ou a crise mundial está fazendo muito mal à cabeça dos estilistas. Marc Jacobs, então, nem se fala.
Olha o Wolverine aí, gente! O super-herói do cinema se encontrou com o super-herói dos gramados e os dois fizeram a melhor linha jogando para torcida. Hugh Jackman mal chegou a São Paulo e já foi ao Corintians visitar Ronaldo e posar com a camisa do timão campeão. Já pensaram se ele for à Gávea também e posar com o Fabio Luciano? Vai ter mulher morrendo aqui!
 Super-heróis
Tudo bem que flashback é moda, todo mundo curte um clima de recordar é viver, mas será possível que em toda a produção musical brasileira atual não tem saído nada que seja digno de entrar numa trilha sonora de novela? Será mesmo que nada de novo acontece no reino da música a ponto de os produtores da TV só recorrerem a seus baús? Porque sou só eu ou vocês também acham um tanto bizarro que Wanderlea esteja cantando 'Eu Te Amo' na novela das sete para embalar a dor de cotovelo de Malvino Salvador, e Frank Sinatra entoe 'All The Way' para Isis Valverde e Caio Blat na novela das oito? Gente, a Isis Valverde nunca deve ter ouvido 'All The Way'! E esse casal não é muito novinho para ter Frank Sinatra como tema?
  Túnel do tempo
Parem tudo! Hugh Jackman e Brad Pitt ao mesmo tempo no Brasil é demais para nós, pobres mortais, não é não? Hugh já está em São Paulo e deve chegar ao Rio a qualquer momento. E Pitt, acreditem está em Bonito, no Mato Grosso, fazendo turismo! O lindo em Bonito é quase piada pronta. Alguém aí tem a chance de correr para Bonito a-go-ra?
  Eles estão entre nós. Agradeçam aos céus Ainda não sei quem vai à coletiva do Jackman amanhã, mas mandarei os recados de vocês. Ah, e ele já foi Gato de Sexta, meninas, mas se vocês quiserem muuuuito, dou bis Ah, o mais importante: Brad Pitt está sem a família!!! U-hu!
Visões da vida depois do sim
Chegou um e-mail daqueles para o qual só existem três possibilidades: ou é baixaria, ou é mensagem singela, ou algo que pretende ser muito engraçado mas nem sempre consegue. Como a remetente era velha conhecida da Salto Agulha, abri. Estava na linha gracinha: um texto onde, supostamente, crianças respondem a perguntas sobre casamento. Seria então, um resumo da visão infantil do relacionamento entre duas pessoas, e se não foram de fato crianças que disseram aquilo, alguém soube fazer esse papel direitinho. Uma das pérolas era dita por um menino de 10 anos, sobre como escolher alguém para casar. Segundo aquele pequeno projeto de marido, é preciso procurar alguém que goste das mesmas coisas que você e nessa hora você já até considera o garoto um bom partido. Mas aí ele emenda com a importância de a menina gostar de futebol, porque quando ele for assistir a um jogo, ela vai lhe levar batata frita e cerveja, e então a gente já fica imaginando que espécie de pai esse garoto tem e coitada da mãe dele.
A conclusão, com ou sem humor, que se tira disso é sempre a mesma: a visão que as crianças têm do casamento só pode ser fortemente influenciada pela imagem que nós passamos e esse é só mais um momento em que a gente tem que se preocupar em como se comportar, se quiser ser exemplo para alguém. Então imaginei que, para facilitar as coisas, esse pequeno e inocente e-mail poderia nos servir como uma espécie de treinamento. Tipo, sei lá, a gente repassa para o maior número de pessoas e propõe que elas, já adultas e experientes, respondam àquelas perguntas, em vez das crianças. Aí uma mesa julgadora previamente selecionada escolhe as respostas mais adequadas e a gente transforma isso num livro, que pode se chamar 'explicando o casamento para quem tem grandes chances de cair nele' ou algum título menos assustador. Assim, quando seu filho perguntar 'mãe, por que você quis se casar com papai', em vez de responder 'eu me pergunto isso até hoje, meu filho' ou 'vai perguntar ao seu pai para ver se ele lembra', você corre para o livro e lá vai estar todo aquele discurso bem escritinho de amor, paixão, juras eternas, família e tudo o mais.
Se vocês quiserem, a gente pode ir ensaiando. É só tirar umas perguntas do texto que deu origem a essa conversa toda e testar as respostas que daríamos. Tipo: qual a melhor idade para casar? '45', diria aquele pai que se casou aos 20 para seus três filhos homens. 'Quando você achar que não tem nada melhor para fazer na vida', responderia a mãe cujo marido já se fundiu ao sofá em frente à TV há uns 10 anos. 'Quando você encontra seu verdadeiro amor', afirmariam os que preferem mentir para as crianças, uma vez que a gente só sabe se aquele amor é verdadeiro depois de algum tempo de uso. Para a pergunta 'o que temos de fazer para que o casamento seja um sucesso', podemos optar por dizer: a) sexo, muito sexo; b) fingir que aquilo que vocês vivem não é um casamento; c) casar várias vezes para descobrir o verdadeiro sentido de sucesso; d) contratar um bom bufê e um excelente DJ, e por aí vai. Uma hora a gente acerta. E para 'quando se pode dar o primeiro beijo', dispenso o ensaio e fico com a resposta que teria sido dada por uma Pamela, de 7 anos: 'quando o homem for rico'. Pelo menos isso está decidido.
Aos que têm filhos bem pequenos, resta a esperança de que, até chegar a hora deles, já se tenha inventado uma nova fórmula, um ou vários outros tipos de formação de casais, sei lá, coisas que a gente ainda nem imagina. Claro que dentro de alguma moral e um mínimo de bons costumes, para não virar bagunça. Seria só para facilitar um pouquinho. Porque ruim, a gente sabe que casar não é, mas o quanto é difícil, só quem casa também sabe.
Tivemos nosso momento carecas-fortões, agora estamos na fase estrelas de seriados. Então, a pedidos, o mais ou menos lindo, ou o feinho mais charmoso do mundo, ou como quer que vocês queiram, o gato do Dia do Trabalho, Hugh Laurie. O famosíssimo Dr. House se confunde com o ator e a gente não sabe mais direito quem é quem, mas isso é o que menos importa. Do inglês Hugh, pode-se dizer que tem a fleuma britânica e deve ser esse o borogodó dele. O ator que também já foi pai do ratinho Stuart Little vai fazer 50 anos em junho, é filho de médico e, vejam só, formou-se em arqueologia e antropologia na Universidade de Cambridge. Hugh Laurie é casado há 20 anos e tem três filhos. Com vocês, o gato de sexta, Hugh Laurie:




 Não dispenso nem de mau humor
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