Alguém pode me dizer onde é que se compra a maquiagem que a Maya usa? Porque essa é à prova d´água meeesmo. A criatura chora, chora e aquele kajal não borra nem um pouquinho. Ideal para casamentos - em que eu sempre choro - e filmes tristes. Eu quero. E já que falei na novela: é impressão minha ou a falta de carinho da Silvia (Deborah Bloch) pelo sobrinho Tarso (Bruno Gagliasso) é estranhíssima? Pô, o moleque chega surtadão na casa da namorada, pede 'desculpa, tia' várias vezes e ela nem se comove? Não sei, não, mas acho que Silvia fez por onde o marido dar no pé... E so para finalizar: cada dia me convenço mais de que a Melissa (Cristiane Torloni) é a mais real das personagens. Duvido que você não conheça uma.
Foi uma sensação muito estranha a que me acometeu na quinta-feira. Lá pelo início da noite, parecia que alguém tinha vindo jogar uma grande pedra sobre a minha adolescência. Tipo 'olha, enterra isso aí que agora acabou mesmo'. Como assim Michael Jackson morreu? Sem avisar? Sem nos preparar? Quem disse que àquela hora eu e minha geração estávamos prontos para passar nossa vida em revista? Porque foi isso o que nos restou diante da notícia de que o Rei do Pop tinha sucumbido a uma parada cardíaca: projetar aquele filminho rápido na cabeça - como nos desenhos animados - e nos dar conta de como essa criatura marcou uma boa parte de nossa existência. Estão achando que exagerei no drama? Então vai lá, bota 'Ben' para tocar, emenda com 'Don't Stop 'Til You Get Enough' e vê só se eu não tenho razão.
A primeira imagem que decidiu ocupar minha lembrança foi a da minha festa de 15 anos, com quase todos os meus amigos homens de blazer branco e camisa social preta dançando passinhos ao som de 'Rock With You'. Uma pena que essa imagem ainda esteja gravada em VHS e o que costumávamos chamar de vídeo cassete já não funciona lá em casa faz tempo, senão eu estaria desde quinta até hoje assistindo a isso sem parar. Devo a Michael Jackson não só a bombação do meu pequeno baile de debutante como, meses depois, foi ele quem embalou o início de um longo namoro. O menino que viria a ser meu namorado tinha o LP 'Off The Wall' e foi copiando as letras das músicas do disco dele que começou a rolar um clima. Sim, para quem está me achando um dinossauro, a realidade em 1984 era essa mesmo, não posso negar: disco de vinil e letras copiadas a mão das páginas do álbum - e só os álbuns mais bacanas vinham com letras. Nada de CD, MP3, internet, control C e control V, não tinha nada disso. Mas tinha Michael.
Poucos anos antes, acho que em 82 ou 83, a grande diversão das festinhas da minha turma era o momento em que parávamos tudo para ver três dos nossos amigos dançarem a coreografia de 'Thriller'. A luz diminuía, a música começava, eles botavam a mão nos joelhos, balançavam os ombros e vinham andando como os monstros do clipe. Acho que eles ensaiavam a semana inteira, horas a fio, porque juro, não é memória afetiva, não, eles eram perfeitos. E a gente delirava. Um deles, o mais amigo, acompanhei por muito tempo e ainda tenho notícias frequentes. Um sumiu e o outro eu revi, muitos anos atrás, naquele 'Programa Legal' da Regina Casé: continuava dançando, mas como travesti. É, teve isso, o garoto que dançava 'Thriller' e que foi a primeira boca que uma amiga beijou virou travesti. Mas teve Michael, que é o que importa.
É curioso perceber o que ídolos são capazes de fazer com a gente. Michael Jackson viveu dias lamentáveis, vítima de sua insanidade, com aquele comportamento bizarro e atitudes polêmicas. Ficou irreconhecível, faliu, não fez mais nada que prestasse nos últimos anos, mas era como se aquela não fosse a mesma pessoa. Foi perfeitamente possível dissociar a figura estranha do cara que transformou soul e funk em pop e que fez a gente querer dançar, cantar e se vestir igual a ele por uns bons e divertidos anos. Não quero lembrar do sujeito de máscara pendurando um bebê pela janela, porque prefiro ficar com o impacto que foi, num domingo de novembro de 1991, assistir à exibição do clipe de 'Black or White' no 'Fantástico' e ficar impressionadíssima com aqueles efeitos de computação que faziam a cara de uma pessoa se transformar na de outra. É mais divertido lembrar como penei para aprender a fazer o 'moonwalk' e o tempo que passei assistindo a um programa chamado 'Aprenda Inglês com Música' só para tirar as letras de 'Billie Jean', 'Music and Me' e 'The Girl is Mine', só para citar algumas. Entre todos os agradecimentos que o mundo fez a Michael Jackson essa semana, estava o meu mais sincero 'valeu'.
Essa foto chegou no meu e-mail ontem e eu não sei nem por que, já que esse assunto não é novo. Mas eu não resisti e resolvi mostrar aqui só pra gente suspirar um pouquinho. Vocês já devem ter visto a promoção que a esponja de aço mais famosa está fazendo, que vai dar 10 casas no valor de R$ 50 mil cada. A graça é que você - não, querida, não é você, é o ganhador - pode escolher qual dos musos aí embaixo vai lhe entregar o prêmio. Tipo é uma casa com um gato desses dentro. Agora a pergunta: e se for um homem que ganhar? Ou então, se a vencedora for casada, ela deixa o marido na casa velha? Porque eu não sei você, mas se eu ganho uma casa com um desses quatro dentro, podem chamar a polícia, porque por mim ele não sai nunca mais de lá. Provavelmente eu não vou concorrer, mas acho que depois de muitas horas de indecisão, escolheria o Malvino Salvador.
Uma foto dessas é que a gente deveria mostrar para a mulherada lá fora. Aí era só dizer: 'Olha só o nosso produto interno bruto!'
Michael Jackson morreu. Aos 50 anos. Para a minha geração, ou para quem era um adolescente fã do pop nos anos 80, é um dia triste. Muito da minha adolescência pode ser contada pelas músicas de Michael Jackson. Mas isso eu vou deixar para falar no domingo. O pop e eu estamos de luto.
Como homens e mulheres - ou meninos e meninas - reagem diante do mesmo alarme: O colégio Santo Inácio suspendeu as aulas porque dois alunos estão com suspeita de gripe suína. Aí a filha da amiga de uma amiga, aluna da escola de 11 anos, liga para a mãe e, com voz de pânico, quase grita: - Mãe, eu vou embora do colégio, eu vou embora, quero sair daqui agora! A mãe consegue segurar o enfarte a tempo de a criança explicar: - A gripe suína está aqui! Enquanto isso o coleguinha, de 13, telefona para o pai e avisa: - Pai, olha que maneiro, vou ficar dez dias sem aula! Não sei, não, mas acho que eles estão sendo mais espertos do que nós. No mínimo, terão menos rugas.
Então o que aconteceu foi que o pessoal do Terra, ao entrevistar a atriz Megan Foz, protagonista de 'Transformers' e uma vez eleita a mulher mais sexy do mundo, mostrou a ela fotos de três galãs brasileiros: Rodrigo Hilbert, Márcio Garcia e Cauã Reymond. Quando viu a foto de Cauã, Megan 'xonou', como diriam os mineiros. Perguntou o nome dele, disse que ele parecia uma versão masculina da top Adriana Lima, e mandou recado: se Cauã estivesse por Los Angeles, poderia procurá-la. Cauã achou graça, mas, só para deixar a gente suspirando ainda mais, disse 'estou feliz com a minha mulher'. Não se pode negar que Megan entende de homem. Eu faria a mesma escolha. Se tivesse que escolher, claro, senão, ficava com os três. E vocês, apontariam o dedinho para quem?
A gente pode até perder nas estatísticas de comportamento sexual, mas que temos, digamos, um quê de superioridade, ah, temos. Taí esse vídeo que não nos deixa mentir. Quem me mandou foi a Gabriela Costa, justamente por causa da coluna desta semana. O filminho se chama 'Why women rule the world' ou 'Porque as mulheres dominam o mundo' e, segundo as legendas, mostra um raciocínio tipicamente feminino: o que é seu é meu... e o que é meu é meu mesmo! Amei. Quem já viu pode rever que merece.
O que me impressiona é que ela planeja o golpe e fica esperando o resultado certeiro. Que orgulho!
Nunca antes na história deste País o comportamento sexual do brasileiro foi tão profundamente - sem trocadilho - estudado como agora. O Ministério da Saúde divulgou extensa pesquisa essa semana, com vários dados sobre nossos hábitos sexuais, colhidos em oito mil entrevistas com homens e mulheres entre 15 e 64 anos, feitas no fim do ano passado. O objetivo era buscar informações que ajudem nas políticas de prevenção da Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, mas isso é a parte séria da história, que os jornais já trataram de falar essa semana. A gente pode se dar ao luxo e ao divertimento de ficar só com as informações leves que podem auxiliar no nosso dia a dia, ou noite a noite, como preferirem. Mesmo que não apareça nenhuma grande surpresa, tipo homens de 40 agora só querem transar com mulheres de 50, não custa prestar atenção aos números que comprovam o que a gente já desconfiava.
Está lá na pesquisa a constatação de que homens fazem mais sexo do que mulheres. Só não se sabe exatamente com quem. Porque se está sobrando para eles e faltando para nós, ou viraram todos gays ou alguma coisa não está batendo. Mas o fato é que 81% deles tiveram relações sexuais nos 12 meses anteriores, contra 73,7% de nós. Temos aí 7,3% a mais de mulheres a ver navios. A diferença piora no quesito variedade: 13% deles tiveram mais de cinco parceiros em um ano e só 4% de nós variamos tanto, o que significa que, ao contrário do que alguns tentam propagar, nós não estamos reclamando de barriga cheia, não, estamos é ficando na vontade mesmo. Sexo casual, então, só eles fazem, pelo visto. Até na hora de duplicar as possibilidades de parceiros, a gente perde: 10% dos homens dizem já ter transado com alguém do mesmo sexo na vida contra apenas 5% de nós.
Mas nada de chorar miséria que essa lamúria já é velha. Vamos aos itens mais palpitantes e o melhor deles é que estamos traindo que é uma beleza: 43,9 milhões de brasileiros pulam a cerca. E é pulada com serviço completo, queridos, porque a pergunta da pesquisa para a qual 16% dos entrevistados responderam 'sim' era: 'teve relações sexuais fora do relacionamento estável?'. Então beijo na boca nem está sendo considerado traição, o que só agrava a situação. Ou melhora - é tudo uma questão de ponto de vista. Não consegui encontrar esse dado específico naquela numeralha toda, mas parece que esse índice, o de pessoas que traem, aumentou consideravelmente de 2004 para 2008. Disso podemos tirar que, quando nossos filhos pequenos começarem a ter relacionamentos amorosos, a monogamia já estará pra lá de ultrapassada. O que não é, necessariamente, um dado alarmista. Vai, mais uma vez, depender do ponto de vista.
Claro que não poderíamos esperar outra coisa senão a conclusão de que eles traem mais do que nós. Foram 21% de traidores contra 11% de traidoras revelados nas pesquisas e, sinceramente, acho que já está bom de eles pararem de tirar essa onda. Poderíamos, por exemplo, nos unir e espalhar por aí que nosso objetivo é igualar esse números. Para cima ou para baixo: ou eles reduzem esse percentual ao nosso patamar ou subimos ao deles, podemos negociar. Devemos ter pelo menos uns quatro anos para correr atrás do prejuízo, até a próxima pesquisa, que tal?
Considerando que só ganhamos em relações estáveis - as mulheres têm muito mais parceiros fixos do que os homens -, podemos usar esse tempo entre um 'censo sexual' e outro para melhorar todos os nossos índices e sugiro, às solteiras, lógico, a começar pelos parceiros casuais. E enquanto não nos igualamos, podemos, para recuperar nossa imagem desde já, defender que esses números todos só demonstram que nós, mulheres, mentimos mais. Mais e melhor.
O nosso muso de hoje dispensa apresentações e me espanta que ele ainda não tenha estrelado essa seção. Reynaldo Gianecchini podia ser só lindo. Mas o ator e modelo de 36 anos ainda por cima é simpático e gente boa, um sujeito, digamos, daqueles que não fariam nada feio se a gente apresentasse à família. Giane, como chamam os íntimos - incluindo nós, claro -, é paulista de Birigüi e aos 17 anos já era modelo. Dez anos depois, estreou como ator, no teatro, e depois na novela 'Laços de Família'. Aí, para nossa felicidade, não parou mais. Por que me lembrei dele? Porque essa semana ele foi fotografado na São Paulo Fashion Week e estava, desculpem a empolgação, uma delícia. Depois que se separou de Marília Gabriela, há três anos, ele aproveita a solteirice. Com vocês, nosso gato de sexta, Reynaldo Cisotto Gianecchini Júnior:
Na novela, a briga ainda vai render muitos capítulos, mas na passarela, acho que Duda ganhou. Tânia Khalil fez sua estreia como modelo na São Paulo Fashion Week, quarta-feira, pela grife Paola Robba. É de moda praia, mas a atriz, pelo visto, declinou do modelito só biquíni. Não é por nada, não, mas deixou Maya no chinelo.
Achei Letícia Sabatella tão linda, mas tão linda com esse novo visual da vilã psicopata Ivone, que estou quase marcando uma horinha com o Flávio Priscot - conhecido pela alcunha cafona de 'cabeleireiro das estrelas' - para me jogar também no 'cabelón'. Assim, com mechas e tudo. Se der essa levantada toda, tá valendo. Quem me acompanha?
Qual das notícias da semana pode angustiar mais criaturas que, como esta colunista que vos fala, botaram filhas mulheres no mundo: 1. Adolescente sai de estúdio de tatuagem com 56 estrelas tatuadas no rosto e diz que só tinha pedido três, mas dormiu. 2. Jovem é eletrocutada twitando na banheira. Ela estava há tanto tempo no Twitter - e na banheira - que a bateria do laptop acabou. Foi quando a fofa resolveu ligar o computador na tomada. 3. A filha da Cher vai virar homem. Cada coisa dessas que leio, me sinto 5 anos mais velha. Mais um pouco e chego aos 60 ainda este mês.
Pois quando a gente achava que já tinha visto de tudo, eis que o presidente foi parar na Playboy. Desde que conheceu Lula no Complexo do Alemão, Valesca Popozuda, a funkeira 'de sainha', se acha amiga do homem. Praticamente uma segunda-dama. Chegou a dizer que se Luis Inácio fosse solteiro, ela pegava, como se a gente precisasse mesmo ouvir isso. Ah, sim, ela também criou o 'Funk do Lula' ("Conheci o Lula no Complexo do Alemão / e ele não tirou o olho do meu popozão / com todo respeito, senhor presidente, / o senhor gostou de mim, e o seu olhar não mente"). Aí a Playboy, que não é boba nem nada, juntou a fome com a vontade de comer e fez essa foto aí embaixo, para sua próxima edição, que tem Valesca na capa. Mais polêmica, impossível, e olha que a maioria nem viu a imagem inteira (se você quiser ver, clique aqui). Eu vou repetir o mantra da perua sem noção: Adoooooro! E vocês, o que acharam da moça de quatro sobre a foto do presidente?
Agora mesmo é que Obama vai dizer 'esse é o cara'!
Essa vale para quem gosta de futebol ou não. Vocês viram o já famoso vídeo do técnico Joel Santana dando entrevista após o jogo da África do Sul contra o Iraque? Pois Joel, superbem-resolvido, decidiu falar inglês, sem ajuda de intérpretes e o que se viu foi essa pérola aí embaixo. Adooooro. E não é para adorar uma figura tão, digamos, genuína? Não é ótima essa total falta de vergonha? Amei.
Uma das coisas difíceis no amadurecimento de um ser humano, para não dizer na velhice, é perder o saco. Eu poderia ter dito paciência, mas apesar de serem sinônimos, perder a paciência nem sempre é a mesma coisa que perder o saco. Então o que acontece é que a gente disfarça, tenta manter a cara de paisagem, finge que está supercurtindo tudo aquilo que já se viu um milhão de vezes, mas o fato é que a gente fica velho e perde o saco. O segredo é fazer disso apenas uma constatação e tentar lidar da melhor maneira, já que ninguém quer virar velho de piada, daqueles bem resmungões, porque aí não há botox que nos rejuvenesça. Então a gente suspira um pouquinho aqui, se irrita um pouquinho ali, amaldiçoa mais um tanto a sensação de déjà-vu e vai tocando o barco porque outro jeito não há.
Estive pensando nisso essa semana, durante o Fashion Rio. Nada contra o evento, muito pelo contrário, mas, numa boa, já passei da idade de achar que fazer biquíni com gola rulê ou manga três quartos é revolucionar a moda praia. Realmente estou até imaginando a mulherada fazendo fila para comprar um 'sutiã de um ombro só' e passar o verão com um braço branco e o outro bronzeado. Assim como já deu essa história de botar celebridade na passarela achando que isso basta para fazer um bom desfile. Roupa ruim é roupa ruim, não importa quem esteja vestindo, e Gisele Bündchen já cansou de provar isso com aquela grife que a gente não precisa citar. Nossos famosos poderiam ser poupados desse constrangimento, que eles também já devem estar sem saco nenhum pra isso.
Outra coisa que exige muito boa vontade para aturar, a essa altura do campeonato, é carão. Tem coisa mais 'que saco' do que gente que se acha e quer se garantir no carão? E carão sustentado por megaóculos escuros daquela megagrife? Saco total. E a profusão de Melissas que se vê em lugares como esses? Porque se vocês acham que a personagem de Cristiane Torloni é inverossímil, lamento informar que elas estão à solta por aí. E eu juro que, num desfile que já não me lembro qual, vi uma mulher passando por toda a primeira fileira de cadeiras jogando vários beijos afetados para as amigas, daqueles de virar o rosto no ar para os dois lados, exatamente como faz a perua de 'Caminhos das Índias'. Quem aguenta? E vocês já repararam como essas criaturas nunca são capazes de registrar a quem já foram apresentadas e têm o hábito de apertar os olhos para te olhar, como se isso fosse fazê-las lembrar de onde te conhecem? Ai, ninguém merece.
E já que foi a semana de moda que despertou esse sentimento de, digamos, pouca tolerância, vamos aos desdobramentos. Vou cometer a deselegância de confessar que na minha lista de falta de saco está essa onda de que paulistanos nos dão aula de administração de negócios e organização de eventos. Sim, transferir os desfiles para o Cais do Porto foi uma ótima ideia e diminuir a quantidade de grifes também e isso foi tudo o que nova direção do Fashion Rio fez. Simplesmente porque não havia muito mais a se fazer. Ah, por favor, a gente faz Carnaval no Sambódromo e réveillon em Copacabana, não ia saber fazer desfile de moda? Poupem-nos. E se paulistanos fossem tão bons de organização assim, tratavam de organizar o próprio trânsito, em vez de bater recordes semanais de engarrafamentos, ou de lentidão, como eles gostam de dizer.
Vou encerrar esse momento quarentona chata, em que já impliquei com fashionistas e paulistas, lembrando que, não sei vocês, mas a mim me falta saco absoluto para político fake. Não é falso, é fake mesmo, que nem casaco de pele que não é pele, só para ficarmos no tema moda. É que é muito triste ver o sujeito que alguém elegeu fingindo estar à vontade num lugar em que não está, falando frases feitas ditas ao pé do ouvido por algum assessor, sorrindo e apertando mãos como se ainda estivesse em campanha. Isso não é nada moderno. E essa falta de saco em particular é atemporal.
Vocês vão dizer que eu, que já achei o Bekcham estranho, enlouqueci: mas Rodrigo Santoro também já teve dias melhores. Não sei se é o cabelo, se é porque está muito magro, mas, sei lá, alguma coisa não está batendo.
Ok, vocês estão com os olhos vidrados nessa barriga tanquinho e no resto que não vou nem comentar, mas, vamos lá, puxem pelos seus sensos críticos e me digam: David Beckham não está esquisitão nessas fotos da nova campanha de underwear da Emporio Armani?
O feriado e a escala de plantão aqui da redação me deixaram sem tempo até de falar do Dia dos Namorados,que eu, particularmente adoro, como adoro qualquer motivozinho para festejar. Como vocês podem perceber, passa da meia-noite e estou trabalhando, então meu namorado teve que se conformar em me esperar em casa. Dormindo, claro, que ninguém é de ferro. Mas como já é o 17º Dia dos Namorados comemorado juntos, acho que já deu para ele se acostumar com os meus horários. E isso, nem de longe, fez a data passar em branco. E espero que assim seja por um bom tempo. Como Nelson Motta acabou de dizer no Jornal da Globo, não é um estado civil, é um estado de espírito. Feliz Dia dos Namorados, tardio, a vocês.
Já que estamos entre duas semanas de moda, fui buscar no setor um homem bonito para nossa seção hoje. Achei vários lindos, claro, então preferi recorrer ao ranking mundial de modelos e aí está o que é hoje o segundo top mais bem cotado do momento. Gabriel Aubry é canadense, tem 33 anos, e é a cara da Calvin Klein. Versace, Valentino e Hugo Boss também já tiveram o fofo como representante de suas marcas, o que deu a Gabriel um título curioso: ele é o único modelo que até hoje conseguiu o feito de, ao mesmo tempo, ser capa e estrela de quatro campanhas publicitárias distintas publicadas em uma mesma edição de revista - no caso, a Uomo Vogue. Não bastasse ser lindo, gostoso e poderoso, Aubry também tem talento em outras áreas: já foi dono de restaurante e lançou CD com a trilha sonora da casa, em que toca guitarra em algumas faixas. Óbvio que o monumento tem dona, e só para humilhar a gente um pouquinho, ela é simplesmente a Halle Berry. Com vocês, nosso gato de sexta, o top model Gabriel Aubry:
Mesmo com quase dois dias de atraso - ontem mal consegui respirar, que dirá entrar no blog -, não ia deixar de comentar isso com vocês. Gente, todo meu apoio e solidariedade essa semana vão para Juliana Paes e Rodrigo Lombardi. Por um bom cachê e uma supostamente boa exposição de imagem, os dois atores particIparam do desfile da TNG, no Fashion Rio. Eram a grande atração da noite de domingo, para quem prefere se focar nas celebridades e não nas roupas. Então, tinha lá toda uma expectativa e eles apareceram como vocês já devem ter visto e como repriso na fotos abaixo. A pergunta é uma só: o que é isso, meu Deus? Será que não dava para Juliana Paes se recusar a desfilar com uma canga amarrada no pescoço? E o modelito calça estampada e blusa azul? E o cabelo? E a maquiagem? E, minha nossa senhora, o que é esse tamanco? Pobre Maya, não merecia isso. Com o Rodrigo, então, a coisa conseguiu piorar. Meteram uma calça à la Zezé di Camargo nele, com uma camiseta inacreditável e acharam que todo o charme do ator bastaria, o que não foi o caso. No outro look, arrumaram um blazer que nem Roberto Carlos seria capaz de usar, um topsider guardado no armário desde os anos 80 e uma écharpe que dispensa comentários. À frente deste espetáculo está a famosa editora de moda Regina Guerreiro, que talvez devesse continuar como editora de moda, já que esse negócio de assumir o estilo de uma marca, sei lá...
Foi uma notícia pequena numa semana tomada por um único e trágico assunto, mas me chamou a atenção a história do sujeito que teve a casa roubada depois de avisar pelo twitter que estava de férias. Não dá para desejar uma coisa dessas a ninguém, claro, mas que dá uma vontade de falar bem-feito, ah, dá. Tenho resistido a tocar nesse assunto, porque sempre que se resmunga da tecnologia corre-se o risco de soar como velho resistindo ao progresso. Mas é óbvio que chegamos a um ponto de exposição que não teria outra consequência senão nos colocar em perigo. Ou vocês acham que todo mundo que acessa orkuts, msns e twitters - que, para quem ainda não sabe, é aquele microblog em que as pessoas ficam contando o que estão fazendo o tempo todo - está cheio de boas intenções? E mesmo que não levemos em consideração os riscos, por que raios acreditamos que alguém está interessado em saber o que estamos fazendo naquele ou em qualquer outro minuto corriqueiro de nossas vidas? Nesse momento, por exemplo, você twitaria para dizer 'estou lendo a Salto Agulha enquanto tomo café da manhã e a colunista está uma velha chata reclamando de nós'? Bom, de acordo com as novas teorias de marketing, isso chamaria leitores para cá. Sendo assim, vá em frente. E depois me conta se funcionou.
Sim, é quase uma burrice, admito. Se eu estivesse agora, tal e qual Demi Moore e Ashton Kutcher, empenhada em me transformar em uma megacelebridade virtual, poderia pelo menos virar uma celebridadezinha local, o que já me garantiria uns frutos do sucesso para colher, se é que vocês me entendem. Já andei pensando nisso. Mas o que me ocorre imediatamente é que não ia levar muito tempo para as pessoas perceberem que minha vida não dá 12 twitadas diárias. Ok, 20, vá lá. Mas haja criatividade para tornar tudo tão interessante aos olhos alheios. Essa semana, por exemplo, vocês iam mesmo querer saber que acordei na terça-feira e encontrei tantos carrapatos no meu cachorro que nem consegui tomar café de nojo que fiquei? Pronto, acabei com o meu glamour - se é que tinha algum - nos primeiros 140 caracteres. Também descobri que a infestação de carrapatos é um problema do condomínio e já posso até imaginar meu twitter bombando com a reprodução de minha conversa com o síndico. Se resolvesse contar a reunião na escola da Maria Clara, então, que loucura, seriam uns 300 mil seguidores só na primeira semana.
Outro dia li uma pesquisa que dizia que o texto mais publicado no twitter é 'bom dia', em milhares de idiomas. Aí fui checar essa informação na Internet e achei um twitter singelo, que começava com 'Bom dia, mundo. Bom dia, sol. Bom dia, céu azul'. Ah, faça-me o favor, né? Aposto que essa criatura sai do quarto e não cumprimenta ninguém da família. Que desce do elevador e passa pela portaria do prédio sem nem olhar na cara das pessoas, de tão ocupado que está com sua comunicação online. Ok, ok, agora estou discursando feito uma anciã, mas, numa boa, já está bom de a gente começar a cair na real.
Para não dizer que estou só criticando, tem um amigo que está usando a tecnologia virtual para melhorar, e muito, a vida real. Para não dizer carnal. Ou sexual, sendo bem específica. Ele entrou num desses sites de relacionamentos e está batendo recordes de pegação. Uma coisa de deixar Renato Gaúcho com inveja. A gente já nem consegue mais encontrar o tal amigo, porque cada dia é uma aventura amorosa nova. E do outro lado há sempre mulheres incríveis, belas e interessantes, a fim de diversão e, quem sabe, um dia, como quem não quer nada, encontrar o verdadeiro amor. Acho válido. Acho bonito até. Só não sei o que aconteceu com os barzinhos, as festas nas casas de amigos, a praia e todos aqueles lugares onde a gente costumava conhecer pessoas e iniciar relações, sem a ajuda do computador.
Descobri isso só hoje e tomara que vocês vejam no fim de semana a tempo. Neste domingo, dia 7, vai estrear aqui no Brasil, na HBO, o filme 'Grey Gardens', que, se ganhou título em português, eu não sei qual é. Desde que li sobre ele, fiquei fascinada. A começar pelo elenco: Drew Barrymore e Jessica Lange. Elas contam a história real de Edith Bouvier Bale, mãe e filha com o mesmo nome, que faziam parte de uma família muito rica dos Hamptons, em Nova York. Apelidadas de Big Edie e Little Edie, as duas eram mulheres modernas, transgressoras e sonhadoras, mas as coisas começam a desandar quando o pai abandona a família. Em algum momento, mãe e filha voltam a morar juntas no casarão da família e se isolam ali, numa relação tão intensa quanto doentia. Ficam tão reclusas e a coisa fica tão decadente que um dia a defesa civil de lá tem que interditar a casa e resgatar as duas, que estavam vivendo em total miséria, cercadas de lixo, gatos e ratos. Isso foi nos anos 70 e, além de chocar a alta sociedade nova-iorquina, a história cresceu ainda mais porque as duas eram primas diretas da ex-primeira dama Jackie Kennedy, que acompanhou de perto o resgate de suas parentes. Ainda nos anos 70 foi feito um documentário com elas duas, vivas então, e esse documentário, chamado 'Grey Gardens', inspirou o filme. Little Edie, além de tudo, era superfashion e foi por muitos anos considerada um ícone da moda. Drew Barrymore praticamente implorou aos diretores que lhe dessem esse papel e dizem lá nos EUA que a atuação da moça é fabulosa. Então, essa é a dica: domingo, às 19h, na HBO. Quem perder, é só ficar ligado nas datas das reprises. Agora vejam as fotos e o trailer: Ah, sim, também botei o trailer documentário original, de 1976, com as Bouvier de verdade.
Uma coisa que me impressionou nesse voo 447 e que, de certa forma, deu orgulho, foi a quantidade de jovens brasileiros bem-sucedidos. Não simplesmente ricos, talvez nem ricos, mas pessoas com ótima formação e brilho profissional. Tinha o diretor da Vale que ia virar presidente de uma espécie de braço da empresa. Tinha a menina que fez doutorado em Direito na Alemanha e estava trabalhando lá. A outra que era psicóloga cheia de especializações, com mestrado, doutorado etc. E tinha a jornalista que estava trabalhando na divisão internacional da Petrobras (essa era minha conhecida, um amor de pessoa), fora outras tantas boas histórias. Uma pena, realmente uma pena que tenhamos perdido esses bons valores.
Votação-relâmpago. O momento 'ai,ai' (com suspiros) da noite de ontem foi com: 1. Murilo Rosa com Tânia Kalil na gafieira 2. Rodrigo Lombardi com Juliana Paes na cama do hotel Na dúvida, fiquei com os dois. Are baba.
Toda hora a gente se impressiona e se comove como uma nova história de vítima do acidente com o avião da Air France. E, claro, se solidariza com as famílias. Hoje uma dessas histórias já provocou a maior discussão aqui na redação e resolvi levar a vocês. Foi o caso da família sueca que, por temer acidentes, viajou separada. Eles moravam no Rio há 10 anos e estavam indo passar férias na Suécia. O marido, então, embarcou mais cedo, com a filha de 3 anos. Christine, a mulher, de 34 anos, foi no voo AF 447, junto com o filho, Philipe, de cinco anos. Pai e filha ficaram em Estocolmo esperando a outra metade da família, em vão. O que eu e pelo menos mais seis mulheres aqui pensamos foi que uma coisa é marido e mulher, quando vão viajar sozinhos, optarem por dois voos para que, em caso de acidente, os filhos não fiquem órfãos. Outra coisa é pais e filhos viajarem juntos, mas se dividirem para manter pelo menos metade da família. Pode ser racionalmente certo, mas a gente aqui discorda. Como é que se faz essa escolha? Quem vai com quem? E como os que ficam vão conviver com isso? E o conceito de família não é ficar todo mundo junto? E se fôssemos considerar as estatísticas, não teríamos que andar em carros separados também? Ok,ok, é melhor nem pensar nisso. Mas que gerou uma bate-boca, gerou. E vamos torcer para que esse pai e essa filha consigam levar suas vidas em paz.
Luana Piovani disse à Playboy deste mês que milhares de homens já broxaram com ela. 'Milhares, milhares', enfatizou. Adoro essas declarações dadas para polemizar. Agora vamos tentar deduzir o objetivo da atriz com essa afirmação. Vocês acham que Luana Piovani, ao garantir ter testemunhado tantas falhas sexuais de seus parceiros, queria: a) mostrar que é tão poderosa que os homens tremem e amarelam diante dela b) denegrir as criaturas sensíveis do sexo masculino c) dizer isso só para deixar subentendido que ela já transou com mais do que milhares de homens d) nos dar a certeza de que ela está fazendo de um tudo para ser a Susana Vieira do futuro e) todas as respostas acima + fazer a gente perder tempo comentando isso Acho que fico com a opção e.