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| Cláudia Cecília |
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Da série 'as maravilhas da vida domestico-rural', tive uma manhã de início de semana tão emocionante que precisava dividir com vocês. Na madrugada, um barulho forte me acordou, mas não encontrei nada pela casa que justificasse o que ouvi. Na dúvida, botei o Fuça, meu cachorro, para dentro - caso um bicho tivesse entrado em casa, ele, no mínimo, farejaria. Só que o bicho, o Fuça, não o suposto invasor, estava meio agitado e barulhento, então expulsei o coitado de volta para o jardim. Isso mais ou menos às 3h30. Aí, de manhã, quase morri de remorso: Fuça tinha se atracado com um porco espinho e estava completamente coberto de, claro, espinhos. O pobrezinho, que é um golden retriever grandão e muito, muito bobo, tinha espinhos por toda a boca, por uma pata inteira, na barriga, tudo. Ele era uma mistura de pelos e espinhos de dar dó. E deixava a gente arrancar tudo, até que achei melhor recorrer ao veterinário, porque esgotei minha capacidade de socorrê-lo quando, superando minha vontade de ter um ataque histérico, consegui arrancar um espinho que tinha entrado pelo focinho e saído no céu da boca. O final é feliz e, depois de medicado, Fuça está bem, obrigada. E eu comecei a questionar se preciso mesmo morar num lugar onde porcos espinhos passeiam pelo jardim de madrugada. Ah, qualquer hora conto sobre o dia em que acordamos com uma cobra passeando na mesinha de cabeceira.
 Ninguém avisou a ele como porcos espinhos atacam
Gente, o que foi o capítulo de 'Caminhos das Índias' desta segunda-feira? Quase chorei com a Julinha, quis dar na cara da Silvia para deixar de ser tão idiota, e a-do-rei o Tarso entregando a prima para o delegado. Novela é bom, mas novela acabando é melhor ainda e estou me sentindo a própria Candinha na frente da TV. Agora que sei que vão pensar que Raj está morto, que a Silvia vai bater na Yvone, que Surya será desmascarada e Maya, jogada ao vento, não perco por esperar. Só ainda não consegui imaginar como Gloria Perez vai resolver a questão Raj-Maya-Bahuan. E agora outra enquete: qual, para vocês, deve ser o final de Raul?
É proibido soltar a franga
Foram duas histórias esses dias, uma real e outra, ficção, para nos deixar, no mínimo, reflexivas. A real era para rir e chorar, à escolha do freguês: uma professora baiana foi filmada participando do show de um grupo que canta o axé 'Todo Enfiado', e o vídeo dela dançando a música de nome tão sugestivo, claro, caiu na rede. A certa altura, a moça, um tanto empolgada, mexendo os quadris para o alto com as mãos no joelho como só as baianas do axé e as cariocas do funk fazem, levanta o vestido e ilustra, ao vivo, a cores e com riqueza de detalhes, o nome da música, se é que vocês me entendem. Ninguém precisa ser um expert em mídias digitais para calcular o sucesso do vídeo na Internet e os prejuízos - iniciais - para a dançarina e educadora, que acabou demitida da escola particular em que lecionava. No país da piada pronta, um aluno lamenta a saída da mestra dizendo que ela 'era muito descontraída', o que a gente já tinha percebido.
Os pais dos alunos não acharam graça nenhuma, assim como, mudando rapidamente para a ficção, o marido da Maitê Proença em 'Caminho das Índias' também não ficou nada satisfeito de saber que a traição de sua mulher poderia virar atração no site mundial de vídeos caseiros. É novela, mas vamos combinar que não poderia estar mais perto da realidade: qualquer uma, ou qualquer um, pode ser filmado ou fotografado ou as duas coisas em qualquer situação e virar figura pública a qualquer momento. E se vocês acharam exagerado o uso da palavra 'qualquer' na frase anterior, foi de propósito, para dar bem a dimensão da coisa: qualquer significa eu, você, maridos, filhos, vizinhos. E para quem achou que isso não ia acontecer nunca, bem-vindo ao futuro: estamos num Big Brother permanente e eu estou quase pedindo que parem o mundo porque eu quero descer.
Calma, podem ficar tranquilos que, adaptando a história para o Rio, eu não estou pretendendo me vestir de tchutchuca e dançar chão-chão-chão em algum baile funk e nem ando com intenção de pular a cerca com nenhum galanteador que me prometa a felicidade eterna, de forma que, pelo menos por enquanto, acho que posso ficar tranquila. Ninguém vai ter provas eletrônicas de que sou um péssimo exemplo para os meus leitores, o que poderia me destituir da função de ocupar esta página. Não por enquanto, repito, porque do jeito que a coisa anda, ainda acabo sendo flagrada fazendo alguma bobagem que nem eu sei que faço. Ou simplesmente soltando a franga, que é um direito de todo cidadão. Ou não é? Uma psicóloga dizia na rádio algo tipo 'só lamento, senhores, a vida é assim agora' e argumentava que, uma vez que a linha entre público e privado é cada vez mais tênue e com forte tendência ao desaparecimento, quem precisa dar bom exemplo por algum motivo - professores, pais, médicos e gente de bem em geral -, agora precisa fazer isso 24h. Não dá para dar mole, resumindo a coisa toda. A gente pode até concordar, mas acho que a vida tem tudo para ficar bem chata se tiver que ser assim, politicamente correta por obrigação.
Fico pensando nas adolescentes, coitadas, chegando na casa dos namorados e tendo que revistar o quarto antes de dar uns peguinhas. Ou nas mulheres solteiras, morrendo de medo de encontrar um Mike pela frente. Ou nos rapazes que saem com os amigos do trabalho, enchem a cara, falam todo o tipo de barbaridade e no dia seguinte têm que ficar tensos com a possibilidade, por exemplo, de que o filminho do celular do colega caia no e-mail do chefe. Resta torcer para que, como toda febre, essa mania de tornar qualquer anônimo famoso, explorando o pior, o mais ridículo das pessoas, acabe passando. Como vamos todos ser vítimas dessa bobagem, de uma forma ou de outra, é possível que tenhamos a brilhante ideia de recuar e nos proteger a todos. Ah, sim, teve quem defendesse que a professorinha baiana pode ficar rica se, agora que já é famosa, decidir explorar seus dotes rebolativos, uma vez que há reboladoras ganhando bem melhor do que professoras. Pode ser, mas isso já é outra história.
Como vocês sabem, sugestão de leitor aqui é quase ordem. Então, o gato de hoje vem assim, por indicação, e eu bem que gostei. A gente aproveita e continua nessa linha de seriados, porque foi num deles, o CSI, que nosso escolhido ficou famoso. A beleza de Gary Dourdan, o Warrick Brown da série da Warner, é cheia de predicados: ele tem ancestrais americanos, afro-americanos, escoceses, irlandeses, e franceses. Ah, também tem origem judia, daí que tudo isso resultou nessa figura, cá entre nós, ótima. Gary saiu da série no ano passado, depois de uma tentativa fracassada de renovar o contrato com a CBS. É que o galã é um tanto polêmico e meses antes de seu personagem morrer, ele, o ator, tinha sido preso por porte de drogas (e quantas drogas), o que lhe custou um bom período de serviços prestados à comunidade. Nascido na Filadélfia, nosso eleito tem 42 anos e duas filhas, de relacionamentos distintos. Depois de admirar as fotos, a gente pode torcer para que ele saia de vez dessa 'bad trip' e volte a brilhar. Com vocês, nosso gato de sexta, Gary Dourdan:




 É bad boy, mas a gente faz ficar bonzinho, não faz?
Não, meninas, ainda não é o gato de sexta antecipado. Mas bem que poderia ser. Foi o nosso colunista Bruno Astuto quem nos deu a notícia: ele está entre nós, Mr Big, o homem por quem Carrie Bradshaw suspirou durante todas as temporadas de 'Sex and The City'. Ela e a mulherada que passou anos em frente à TV. Chris Noth, o Mr. Big, está passando férias no Rio, bem mais magro por sinal, e quase matou de susto umas socialites desavisadas que deram de cara com ele no lobby do Hotel Fasano. Seu eu desse essa sorte, era capaz de me apresentar como 'uma espécie de Carrie Bradshaw do terceiro mundo' (hahaha), para ver se ele me dava dois dedos de prosa.
 

Vamos dar tchauzinho para ele, meninas?
Hoje estive no fisiatra (para quem não sabe, um médico especializado em medicina física e reabilitação) para ver a quantas anda minha hérnia de disco. De vez em quando tiro umas fotos dela para matar a saudade e levo lá na esperança de que ele, o médico, continue me dizendo que posso seguir a vida com essa lesão na coluna e que não será disso que vou morrer. E de fato, lá estava ela, a hérnia, comprimindo o disco entre as vértebras L4 e L5 e isso significa algumas dores lombares ocasionais e aquela coisa de velho chamada dor ciática que também pinta de vez em quando. E só. Ótimas noticias, enfim. Aí, só para estragar o bom momento, fui reclamar de uma dor que está me incomodando já há alguns meses, no ombro e braço esquerdos, que transforma tarefas simples como tirar ou vestir uma blusa pela cabeça em momentos bem sofridos. E aí, o que ouvi, minha gente? Que estou com a 'tendinite da mamãe'. Não é fofo? Não é ridículo? Significa que o braço esquerdo cansou de pegar Maria Clara no colo. É bem verdade que na maioria das vezes ele, o braço esquerdo, também segura o volante do carro sozinho, mas parace que é o peso da MC o maior problema. Sem solução, aliás. Ok, nada que uma fisioterapia não dê jeito. Mas achei esse negócio de 'tendinite da mamãe' um derruba-auto-estima dos mais potentes. Deve ter até mulher que se orgulhe disso, mas, sei lá, achei essa expressão meio brochante. Também pensei em pedir indenização ao pai, uma vez que os braços dele nunca doem.
Alguém viu 'Toma Lá Dá Cá' ontem. Alguém vê 'Toma Lá Dá Cá'? Pois é, ontem eu vi e fiquei espantada: o programa era todo em cima de um merchandising. E do papel higiênico Neve! Então toda a história rolava em torno de quem conseguia criar um anúncio mais genial para o Neve. E aí o que vimos foram os personagens fazendo piadas e criando frases de efeito enquanto carregavam um pacotão com vários rolos de papel higiênico para lá e para cá. Ok, tá ruim pra todo mundo, a gente sabe, e pelo visto nem a Globo está escapando. E sei muito bem que anúncio não é coisa que se dispense. Mas não seria isso um pouco demais? E vocês, o que acharam? Na segunda-feira, em 'Caminho das Índias', a personagem da Totia Meireles anunciava para a filha, Julia Almeida, o presente que a menina ganharia de aniversário: 'Vou financiar um carro no Itaú para você, filha!". Taí uma curiosidade pessoal: merchandising incomoda vocês? Sabem o que eu penso? Que eu adoraria ser um desses atores e botar no bolso o dinheiro que eles botam cada vez que falam o nome de uma marca dessas no ar.
 Todo mundo enchendo os cofrinhos
Meninas, essa semana eu estou, na maior cara de pau, fazendo tudo atrasado. Mas aposto que vocês nem vão se importar, porque, atendendo a pedidos, aí está nossa Feirinha de Segunda de volta - ainda que na terça. Esses dias recebi o catálogo da Renner e fiquei muito bem impressionada. Aí fui até a loja e vi que o padrão era o mesmo das fotos, sem enganação: uma coleção primavera verão bem moderna, jovem, estilosa, bacana mesmo. Vi várias peças do tipo vou levar pra casa agora e selecionei três que nas revistas de moda seriam chamadas de 'must have' da estação. * O vestido foi o que eu mais me apaixonei, mas precisaria de uns quilos a menos. Então, magrinhas, podem cair dentro que esse modelo de jérsei estampado está lindo. Ele tem um drapeado na frente supercharmoso e parece vestir muito bem. Com uma bela sandália você tem uma produção superversátil. Adorei. * A sandália está na seção achados da Elle e, de fato, é um achado. Tem todos os hits do momento: tiras, tachas, saltão, um sucesso. * E, por fim, ao contrário do que pregam alguns, eu adoro uma saruel e acho que veste bem em boa parte das mulheres. Bermudas e shorts, então, ficam uma graça. Esse modelo, que eles chamam de short boyfriend, é da linha Blue Steel, uma das marcas da Renner, que sempre tem jeans legais.
 

 
 Vestido: R$ 79,90. Bermuda: R$ 49,90. Sandália: R$ 109. Sentir-se po-de-ro-sa: não tem preço
Taí outro gato que pode ser polêmico. Porque ele não é, assim, lindo do tipo sem discussão. Ele é tudo, mas ao seu jeito. Com uma cara de safado que já virou sua marca registrada, David Duchovny, o agente Fox Mulder de 'Arquivo X', é, como diria uma amiga, podre de charmoso. E daqueles que só de olhar a gente sabe que tem pegada, se é que vocês me entendem. Agora vivendo o escritor Hank Moody da série 'Californication', ele consegue estar ainda melhor. O personagem simplesmente não vale nada e a gente fica em dúvida se está se apaixonando por ele, Hank Moody, ou se é por Duchovny mesmo. Novaiorquino, ele se formou em literatura inglesa em Yale, mas, felizmente para nós, resolveu que sua onda era ser ator. Casado há 12 anos com a atriz Téa Leoni, o leonino David Duchovny fez 49 anos no dia 7 e é pai de duas meninas, de 10 e 7 anos. Mas esse lado pai de família a gente vai esquecer nesse segundo, diante das fotos. Com vocês, o superatrasado gato de sexta, David Duchovny:





 Não olha assim pra gente, não, querido, que dá problema
Uma estação sem balanço
Todo ano todo mundo faz balanço do verão, com aquelas listas intermináveis de altos e baixos, mas ninguém lembra do pobre do inverno. Como se a estação não importasse para os cariocas. Não chega a ser nossa culpa, dos cariocas, uma vez que o inverno, por sua conta, também não faz muita força para ser lembrado por essas bandas. Quando se destaca, coitado, é pelo calor, porque frio mesmo, já sabemos há tempos, não rola. E nos falta também um comportamento típico, uma revolução de costumes, aquelas coisas todas que a gente adora inventar entre o fim de um ano e o início de outro. Parece que quando chega no meio, bate um cansaço, uma preguiça de novidade, e a estação passa batida. Nunca tivemos um inverno da lata, ou do apitaço, nenhuma roupa criada para essa época entra para a história da nossa moda, uma tristeza, enfim.
Vamos pegar esse inverno de 2009 para exemplo, já que nem a melhor das memórias nos fará lembrar o que aconteceu entre junhos e setembros passados. Pois bem, estamos no meio da estação e caso alguém tivesse interesse em adiantar um pequeno balanço, coitado, veria que a coisa não anda nada boa para o nosso lado. Senão, vejamos: temos o inverno da gripe suína, que nos encheu de medo e paranoias, está entupindo nossa caixa postal de spams aterrorizantes e deixando nossas mãos ressecadas feito pele de iguana de tanto álcool gel que se passa nelas. As crianças, tadinhas, não falam em outra coisa e dia desses minha filha achou que tossir até vomitar fosse indício suficiente: 'Mãe, acho que esse meu vomito (assim, mesmo, sem acento) é gripe suína'. Não gosto muito da expressão, não, mas é a melhor para a ocasião: ninguém merece esse momento h1n1.
Ok, não precisamos pegar tão pesado. Também podemos lembrar do inverno 2009 como a estação de 'A Fazenda', programa que nos agraciou com a intimidade do dia a dia de grandes figuras humanas como Theo Becker e o finalista de hoje Dado Dolabella. Aliás, ainda não decidi se torço para que ele leve o milhão de reais em prêmio e encha as páginas deste jornal de notícia com as barbaridades que será capaz de fazer enquanto milionário, ou se rezo para que Danni Carlos fique rica e não precise mais lançar disco de covers de clássicos do rock. Também não consigo mensurar o quanto o resultado de hoje vai mudar a minha vida e isso pode ser um ótimo sinal de que amanhã serei a mesma, nem melhor nem pior depois de 'A Fazenda'. Até porque, após nove Big Brothers e com o décimo a caminho - outra ótima notícia recebida neste inverno -, espera-se que já estejamos vacinados.
Estou fazendo força para melhorar essa lista, eu juro, mas o mais empolgante que me ocorre é a morte do Michael Jackson. Vejam que ótimo, o inverno 2009 será lembrado como aquele em que Michael Jackson morreu e passou quase toda a estação congelado, sem ser enterrado. A versão nacional seria o Sarney, que vai se manter congelado no Senado por um bom tempo, graças à ética, ao decoro e à honestidade que reinam na capital de nosso País. Se quisermos reduzir para uma coisa mais bairrista, podemos ressaltar o Fashion Rio, que foi comprado por São Paulo e se achou superdiferente apesar de ter sido o mesmo de sempre; a Glória Maria, que virou mãe em dose dupla de uma vez só sabe-se lá com que idade, e a briga da Globo e da Record, que apesar de ser barraco da vida real não chegou aos pés do ibope que deram as brigas de Melissa Cadore e Yvone e Abel e Norminha, em 'Caminho das Índias', essas, sim, boas de serem lembradas. A esperança é que ainda resta um mês e, quem sabe, o destino não nos reservou coisa melhor. No mínimo, a primavera.
Agora que a gente sabe que Raj vai jogar Maya na rua e Bahuan vai salvar a vida da amada, só nos resta escolher um lado e torcer. Pois bem, Glória Perez acabou inventando dois mocinhos e quero só ver que jeito ela vai dar nisso. E vocês, já decidiram? O final feliz de 'Caminho das Índias' deve ser com Maya e Bahuan ou Maya e Raj? Ai, estou muito dividida...
 O final, você decide!
Enfim um homem passando pelo mesmo aperto que nós, mulheres, passamos todos os dias. Bruno Gagliasso foi se abaixar no aeroporto, a calça desceu e ele, o galã maluquinho da novela das oito, pagou cuecão para geral. Não que gente se importe, imagina, Bruno pode ficar à vontade, não é meninas? Mas que eu imaginava algo mais sexy, ah, imaginava. Ou pelo menos uma underwear uns dois números menor.
   Momento coador de café
Ontem foi a festa do Prêmio Multishow de Música e, para variar, teve de tudo por lá. A começar pela repetição de premiados: Skank, Marisa Monte, Vanessa da Mata, os de sempre. A novidade foi Zeca Veloso atacando de DJ e o papai Caetano babando - momento fofos. Mas vamos parar de disfarçar que o que a gente quer mesmo é ver a produção da galera. Como não dá para mostrar tudo, resumi em três categorias:
ADORO
  O barrigão da Ivete e o visual luxo total da Julia Almeida
  Luisa Brunet, provando a máxima 'menos é mais', e o escarpin cor de rosa de Mariana Rios - Di Ferrero também não estava mal
  Rita Lee, totalmente jovem e fashion, e sua netinha, totalmente fofa, rocker e fashion
PODERIAM TER FICADO EM CASA
  Karina Bacchi, pelo conjunto da obra, com destaque especial para a sandália subindo pelas pernas, e Marilena Saade, por, mais uma vez, ter errado na escolha
  Sandra de Sá, que deveria ter deixado o gato do filho fotografar sozinho, e Pitty, por achar que alguém deveria entender essa roupa
VOCÊS DECIDEM
  A montação de Isis Valverde e o cinza com dourado de Daniele Suzuki
Vocês já devem ter visto isso, mas, mesmo atrasada, não ia perder a chance de comentar. Gente, Fernanda Torres estava sozinha em casa quando se vestiu para ir à pré-estreia de 'Os Normais', não estava? Nem a empregada apareceu para dizer 'Dona Fernanda, a senhora me desculpe, mas assim não vai dar, não'. Quem diabos fez esse vestido, e o que deu nessa criatura para achar que essa blusa transparente com esse sutiã que parece top de ginástica e essa saia de babadinhos poderiam ficar bom em alguém? Bem fez o Luiz Fernando Guimarães que foi de jeans, camiseta e camisa xadrez e estamos conversados. Ah, repararam no 'drapeado' que a saia faz atrás? Pois é um alfinete de fralda gigante que está prendendo a sobra de pano. Resta saber se faz parte do modelo ou se foi Fernandinha que decidiu dar um 'plus a mais' no seu estranho visual. E vocês, o que acharam?

 E aí, alguém se anima a copiar?
Cada um com seu cada um
Eram duas manicures conversando sobre o fim de semana anterior, enquanto se dividiam entre as mãos e os pés de uma cliente. A morena, mais passional, contava sobre o sábado em que tomou um toco do namorado. A loura, mais racional, ouvia atenta, com cara de crítica de relacionamentos. E a cliente fazia a observadora distante, que era melhor nem se meter. É que o sujeito da morena tinha prometido buscá-la para um churrasco com amigos às 11h30 de sábado. Ela pintou o cabelo, tomou banho e esperou na hora marcada até ter que ouvi-lo dizer que o carro tinha enguiçado e ele passaria, então, às 13h30. Às 13h30 ele não tinha encontrado a peça, às 15h30 foi o irmão dela que tinha sumido junto com o mecânico, às 17h ninguém tinha aparecido com o carro consertado ainda e a coisa rolou até onze da noite, quando ele ligou para dizer que estava passando lá e ela avisou que não precisava mais. Ah, sim, às 23h, horário do último telefonema, ele estava bêbado - porque, coitado, já que tinha que esperar o carro ficar pronto, não custava nada tomar uma cerveja. "É por isso que eu não moro com ele, Deus me livre", concluiu a moça para a amiga, numa frase pouco convincente.
A graça dessa história é que, a cada novo telefonema, cada nova desculpa relatada, a amiga loura se indignava, mas a morena, que a princípio estava reclamando, dava um jeito de defender o namorado. 'E você acreditou?', perguntava a loura. 'É verdade, falei com meu irmão, ele estava lá, sim'. Aí a loura fazia um outro comentário recriminando o sujeito e ela, tentando fazer parecer que concordava, defendia. Tipo 'é, fiquei uma arara, mas o carro quebrou mesmo'. E também não demonstrava qualquer intenção de dar um basta naquela enganação. A cliente, que até então fazia ouvido de mercador, teve vontade de dizer 'querida, se você passou por isso e não mandou esse cara para o inferno, guarda para você, que é melhor', mas depois pensou que, poxa, coitada, ela estava desabafando com a amiga e para amigas a gente pode até passar recibos de ligeiramente trouxa.
Aí me lembrei de Melissa Cadore, a personagem de Christiane Torloni em 'Caminho das Índias', que já ganhou até página de adoração no Orkut. Melissa tem uma estratégia muito pessoal para resolver as questões de seu casamento: se o marido pula a cerca, ela tira a rival da jogada e deixa claro para ele que ali quem manda - mesmo que de forma velada - é ela. Assim ela mantém seu padrão de vida e de felicidade, não importando se é o padrão que se espera da maioria das mulheres. Para ela, o importante é ficar casada com seu Ramirinho, de quem ela gosta e que também gosta dela, e ela se dispõe a pagar o preço por isso. Assim como a manicure pode até não ter gostado de passar o sábado prontinha esperando por um namorado que não chegou,mas, por enquanto, é esse o namorado que ela quer ter. E assim ela deu um jeito de aliviar a barra dele, embora ele nem parecesse preocupado com isso.
E aí a gente pensa em todas aquelas regras que os manuais de auto-ajuda sentimental ensinam e tende a concluir que elas, as regras, só valem para quem ainda não encontrou a sua fórmula pessoal de felicidade. E se você ainda não encontrou sua própria receita, muito provavelmente manual nenhum vai ajudar. Porque o que as histórias das manicures, melissas e mulheres comuns nos mostram é que a única regra que de fato deve valer para todas é: desde que sejam mantidas a dignidade, integridade e auto-estima das partes envolvidas num relacionamento, o resto é problema seu e dele, ninguém tem nada com isso. Se a gente lembrar disso, fica mais fácil ser feliz. E os homens, não sei não, acho que vão agradecer.
Taí um sujeito por quem eu suspiro, confesso sem cerimônia. Se ele já apareceu aqui nesta animada sessão, tem pra mais de dois anos e ele merece quantos bis forem necessários. Até o nome é digno de reverência: Jacob Benjamin Gyllenhaal. Norte-americano de Los Angeles bem nascido numa família de pai produtor e mãe roteirista de cinema e irmão da também atriz Magie, Jake Gyllenhaal, não satisfeito em ser um gato de primeiríssima linha, é um ótimo ator. Gosto dele em 'O Dia Depois de Amanhã', em 'A Prova', gosto muito em 'O Segredo de Brokeback Mountain' e no que mais ele quiser fazer. Jake tem 28 anos e agora vai estrear em 'Prince of Persia', que é o tipo de filme que não faz o meu estilo, mas se tem ele, estarei lá. Depois vocês decidam, por favor, do que gostam mais: o talento, os olhos azuis, o sorriso, a barba por fazer, a cara de sonso, a barriga tanquinho ou o conjunto da obra. Fico com o conjunto, claro. Ah, sim, ele namora Reese Whiterspoon, mas tudo bem, ninguém é perfeito mesmo. Com vocês, nosso supergato de sexta, Jake Gyllenhaal:






 Isso, sim, é um sonho de consumo
 
  Essa semana Cleo Pires e Juliana Paes fizeram as amigas e foram brilhar no lançamento da coleção de verão da Arezzo, em São Paulo. Eram as estrelas da festa, uma vez que são elas as estrelas da campanha publicitária da marca. Acho as duas lindas, cada uma a seu jeito, mas não sei se entendi, primeiro, o modelito da Cleo, segundo, a montação da Juliana. Cleo escolheu um visual bem moderno, que mistura dois dos sucessos da estação: vestido bandage e paletó boyfriend - coisa para iniciados em moda. Mas essa manga meio bufante do paletó e, ainda por cima, aberta, ficou um tanto esquisita. E talvez o vestido seja nude demais. Não sei, fiquei confusa. E Juliana está, mais uma vez, irretocável. Não há nada que se possa apontar como erro, mas insisto que a atriz, depois que casou, está exagerando na montação moça-fina-de-família. Para que tantos elementos tão bem comportados, gente? Tubinho, coque esticadinho, megamaquiagem, megajóia, carteira, sapato preto. É tudo comportado demais, chique demais e Juliana Paes de menos. Continuo com vontade de vê-la de volta num bom jeans. E vocês, o que acharam? Ah, a campanha, com pegação insinuada e tudo, eu amei. Já pensaram se Maya e Surya acabassem juntas na novela?  Amigas na moda
Não, gente, eu não passei para outra dimensão, felizmente, mas tive, por questões pessoais, que dar uma sumida esses dias e acabei abandonando vocês. Mas ainda acredito que meus queridos leitores têm o dom divino do perdão, o que me permite voltar com tranquilidade. E como o que mais fiz esses dias foi assistir à TV, meu resumo da semana será temático. Lá vai: 1. Estou cada vez mais fã da Melissa Cadore. Ela é divertida, autêntica, peruérrima, incoerente, estrategista, um sucesso. Cristiane Torloni está arrebentado (e linda, não?) e lavou a alma da mulherada em frente à tela na cena da surra em Yvone (Letícia Sabatella) 2. Anderson Müller e Dira Paes também deram show na cena do flagra de Abel em Norminha e o conseqüente barraco. A audiência foi lá em cima e eles mereceram. Só acho que a gente já pode começar a economizar nos elogios à Dira, porque, pelo que andei sabendo, isso não está fazendo bem à musa paraense. 3. Não sei se é só efeito do tempo em que passei em frente à televisão, mas estou desconfiada de que, pela primeira vez, eu gosto de verdade de uma novela da Gloria Perez 4. Por fim, apesar do sucesso de 'Caminho das Índias', nada pode ser mais emocionante na televisão brasileira nos últimos dias do que a briga Record x Globo. Isso, sim, é um barraco digno de recordes de audiência. 5. Adooooooro.
Um dia de pais à beira da loucura
Não é por nada, não, mas os pais este ano ganharam um presente de grego neste segundo domingo de agosto dedicado a eles. Porque, tudo bem, vai ter camisa, meia, almoço e coisa e tal, mas duvido muito que a maioria consiga esquecer o drama que está vivendo quem tem filho em idade escolar: as férias que não acabam nunca. A gente faz todo aquele esquema bem montado para ocupar as crianças pelo breve período que costumam ser as férias de julho e aí estamos nós, avançando por agosto, com as malinhas telefonando para os trabalhos de seus pais 30 vezes por dia para reclamar que não têm o que fazer. Isso depois das três horas de computador, quatro de videogame e cinco de televisão, mas eles nunca estão satisfeitos e, não sei vocês, mas pais e mães com quem convivo estão indo à loucura. A gripe suína deixou as famílias brasileiras de castigo e já deve ter criança tossindo só para dar um pulinho no médico e sair de casa - ah, deve. Até os adolescentes, que estavam adorando a ideia, uma vez que faltar aulas é com eles mesmo, já estão tensos com a perspectiva de passar dezembro, leia-se início do verão, estudando.
Com shoppings, cinemas, teatros e demais ambientes fechados na lista dos não-recomendados, acho que já é de bom tom rezarmos pela sanidade mental dos paulistanos, por exemplo, porque para eles, sim, não sobrou nada. A gente ainda tem umas pracinhas, um calçadão para quebrar o galho, mas ainda assim está difícil administrar. Um amigo malandro presenteou a filha de oito anos com um quebra-cabeça de mil peças, para tentar distraí-la enquanto ele e a mulher decidiam o que fazer com os dois meninos menores (não digam benfeito por eles terem três filhos, gente, isso acontece). Pois a garota já está montando o brinquedo com as peças do avesso e não cai mais nessa, de modo que ele, o meu amigo, certo de que esgotou todo o seu repertório de jogos e brincadeiras caseiras, está pensando em ensinar sua profissão à filha e levá-la ao trabalho todos os dias. Vai que as aulas não recomeçam nunca mais, essa pelo menos já estará formada.
Tem pai que até já esqueceu questões então importantes, como violência, trânsito louco e homens do saco circulando pela cidade, e está pensando em mandar o filho ir brincar na rua mesmo, que isso é que é bom. No tempo dele era assim, as férias, inclusive, duravam mais, e ninguém morria de tédio. Havia a rua e toda sua diversão e isso há de estar lá para seu filho também. Felizmente a mulher conseguiu convencê-lo de que três anos talvez seja cedo demais e o menino vai acabar perambulando sozinho, já que a chance de outro pai ter surtado da mesma forma era mínima. Então ele se conformou em ampliar os canais da TV a cabo, piratear uns 50 DVDs infantis e escapar de ser preso por abandono de incapaz.
Não ri não, porque só está achando graça disso quem não tem filho e não sabe, por exemplo, o que é uma energia acumulada às onze da noite. Ou pior, várias energias acumuladas às onze da noite, porque nem toda família é composta de filhos únicos. Para quem não teve a oportunidade de viver essa experiência radical, explico: é que, com pouca atividade, as crianças não cansam, e sem se cansar, não dormem. Então você chega do trabalho e elas estão quicando dentro de casa, tal e qual o Taz do desenho animado, e ai de você se não conseguir acompanhar o ritmo. É impossível fazer crianças em férias eternas dormirem na hora em que a gente quer. Então se você, sem filhos, está estranhando as olheiras profundas que seus amigos ganharam esses dias, agora já sabe o motivo: é a gripe suína. De forma indireta, mas é. Só, por favor, não presenteiem os coitados dos pais com máscaras, porque aí, sim, não vai ter graça nenhuma. Feliz Dia dos Pais.
Descobri que tenho uma X-9 em casa. É duro, mas é verdade. Explico. É que terça-feira teve festão do Prêmio TDB!, aqui do Jornal o DIA, que consagra os melhores de 2009 na TV, esporte, gastronomia etc. Altas produções, show, bailinho e coisa e tal no Vivo Rio, como vocês podem ver na capa do DIA D de hoje. Enfim, festa para enfiar o pé na jaca, com certa moderação, claro, porque afinal é festa de trabalho. Na quarta-feira, eu tinha que estar cedo no médico, então não fazia sentido ir de madrugada sozinha para casa (moro longe, como vocês sabem) e voltar cedinho no dia seguinte, então acabei, por conforto e, principalmente, segurança, dormindo na casa da minha mãe. Maria Clara estava em nossa casa com os primos, babás, avós, a tropa toda que está nessas férias estendidas. E eu, que saí de casa na terça de manhã, só voltaria na quarta à noite, quando ela já estaria dormindo. Nesse meio tempo, mais precisamente ontem no fim da tarde, o pai, que está em São Paulo e que por acaso também é meu marido, ligou. Conversaram amenidades e Maria, cheia de dengo, começou: - Papai, você vai falar com a mamãe ainda hoje? - Vou, por que? - Então pede a ela para, quando chegar, me acordar e me dar um beijo, porque ela não dormiu em casa essa noite. A criancinha, supostamente inocente, deu uma volta danada só para me delatar. Uma mini x-9, dedo-duro, trairinha. Claro que ele sabia de todos os meus passos, mas já sei que, agora, não posso nem mais dar um perdido, tenho que dar dois: no marido e na filha. Mãe não pode nem aprontar.
 p.s - Até desisti de contar que dancei perto do Bruno Gagliasso, que dei uma 'esbarradinha' no Rafinha do 'CQC' e que descobri que, de perto, Bruno Mazzeo tem o seu valor...
Pensei em escolhê-lo como gato de sexta, mas faltaram boas fotos que fizessem minha escolha parecer sensata. Aí fiquei em dúvida se ele é gato mesmo ou se sou só eu quem acho, pelo conjunto da obra. Tenho uma certa queda por voz grossa com sotaque baiano. Também costumo simpatizar com bons atores. Então, já estava bastante satisfeita com Daniel Boaventura, dono da voz, do sotaque e da boa atuação - confesso até que gostava de ver 'Malhação' por causa dele. Agora o sujeito ainda me fez o favor de lançar um disco, cantando clássicos da canção norte-americana, os chamados standards. Pronto, apaixonei. Vocês não vão acreditar, mas só ontem descobri que a voz de 'I'm in The Mood for Love', tema do Raj e da Maya, é dele. Aí corri no You Tube e ouvi várias faixas do disco, que se chama 'Songs 4 U'. Tem 'Fly Me To the Moon' que eu amo de paixão, e coisas mais pop, como 'I Loved You', famosa na voz de Fred Cole, e até 'Somewhere Over The Rainbow' e 'You're So Vain', a mais famosa de Carly Simon, que ele deixou bem interessante. É verdade que faltou, digamos, uma dose de invencionice nos arranjos e o disco não difere muito dos de outros crooners, mas como eu adoro uma farofa musical, repito: gamei. QueM quiser um aperitivo, é só correr no You Tube. E autores de novela, por favor, escalem o Daniel, que ele dá um ótimo galã. Andamos bem carentes de galãs que de fato atuem, não? E vocês, gostam?
 Isso falando no pé do ouvido deve ser uma coisa...
MAIS DO QUE QUATRO DÉCADAS
Anteontem eu fiz 41 anos, mas vocês não precisam espalhar. É que foi-se embora o charme da data redonda. Porque, convenhamos, fazer 40, ou 50, ou 30 sempre tem seu charme: é o início de uma nova década, tem uma denominação qualquer para mulheres daquela idade, os astros planejam mil transformações, as revistas femininas publicam reportagens voltadas para você que está completando algum desses anos que terminam em zero, enfim, há todo um carnaval em torno da efeméride. Depois perde a graça e lá vamos nós esperar mais 10 anos até que nosso aniversário tenha novamente algum glamour. Ok, as mais animadas dão uma turbinada nas datas terminadas em cinco e pode ser que daqui a quatro anos eu mesma esteja empolgada em comemorar os 45. Mas 41 e nada são praticamente a mesma coisa e até eu que adoro aniversário sou obrigada a reconhecer. Calma, gente, que isso não tem a ver com baixo astral, é apenas uma constatação realista.
Até me seria permitido um certo desânimo, uma vez que entre as coisas que eu nunca poderia imaginar estava a de trocar de idade no meio de uma epidemia dessa gripe estranha que mata pessoas. E, consequentemente, no meio de um inverno esquisito, em que a gente não sabe o que fazer com as crianças de férias, uma vez que elas, coitadas, estão praticamente proibidas de se agrupar e frequentar lugares fechados. Também não imaginava que eu, que nunca fui de paranoias, fosse passar a fechar torneiras públicas com o cotovelo para não contaminar as mãos e que fosse ter um princípio de pânico quando me visse num ônibus frescão com várias pessoas tossindo. De fato, um aniversário bem incomum, mas ainda assim, um aniversário, e eu, como brasileira que sou, não desisto nunca de cantar um bom parabéns.
Mas devo admitir que, espantado o baixo astral do noticiário, veio, junto com a data, aquele pequeno peso do passar do tempo. Não é recusar a velhice, não, mas, poxa, já sou uma pessoa que usava tremas e hífens e acentuava ideia e que agora tem que reconhecer uma certa dificuldade em ler mensagens eletrônicas escritas por criaturas com menos de 20 anos. Outro dia entrei num blog que mostrava um novo clipe de um cantor inglês e, no tal clipe, aparecia, logo no início, uma fita cassete. Pra mim, normal. Mas o blogueiro teve que explicar aos seus leitores - ou parte deles - o que era uma fita cassete! Nesse momento eu me transformei numa tiranossaura rex, sensação que se agravou no post seguinte do mesmo blog, em que era apresentada uma câmera fotográfica com duas lentes que tiram fotos em 3D. E eu, em algum momento de minha já extensa vida, achei que aquela Olympus que duplicava o filme e que eu ganhei da minha madrinha era o máximo da tecnologia. Ah, sim, também teve o momento, nessa semana pré-aniversário, em que vi meus sobrinhos e seus amigos jogando Mario Bros. e comentando, às gargalhadas, como aquele game era velho e tosco. Pensei em contar a eles sobre o Telejogo Philco, mas preferi manter minha imagem duramente construída de tia antenada.
Passado o susto inicial, recorri às minhas armas de sempre, aquelas que, ilusões ou não, me ajudam a respirar fundo e seguir em frente. Sou baixinha, e baixinhas demoram mais a envelhecer. Sou jornalista, e jornalistas tendem (ou são obrigados) a se atualizar com mais facilidade. Sou colunista e posso alugar os ouvidos - ou seriam os olhos? - de vocês com bobagens como essa, porque assim, compartilhando com geral, ou melhor, com leitores tão queridos, as bobagens logo passam. Claro, também lancei mão daquela breve e usual retrospectiva pessoal, em que a gente só lista as boas conquistas e termina certa de que a vida vale a pena. Sempre.
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