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Cláudia Cecília

Terça-feira, 24 Novembro, 2009

BEM REPRESENTADAS


Tô achando que a gente não se entende sobre o visual de Juliana Paes, porque eu gostei dessa produção que ela usou na premiação do Emmy. Ela está chique e dessa vez o vestido não a envelhece. É curto, é justo, tem decote, coisas que Ju Paes ainda pode usar e abusar, sem que isso signifique perder elegância e classe. A maquiagem está linda e os acessórios, de acordo. Só me incomoda um pouquinho que o vestido esteja fazendo pregas, mas pode ter sido o movimento da foto. Juliana nos representou muito bem no palco do Emmy. Linda.

DOIS EM UM


No início da novela das oito eu o elogiei pura e simplesmente pelo charme. Ainda estou achando Mateus Solano beeem charmoso, mas agora arrisco dizer que ele está muito bem nos dois papéis. Depois do acidente, que o Miguel deu uma humanizada, as cenas dos gêmeos estão ótimas e muitas vezes a gente esquece que é um ator só. Se vocês pensarem bem, os únicos recursos de caracterização que Mateus Solano tem são o cabelo e as roupas, mas o que está diferenciando os irmãos mesmo são as sutilezas da personalidade de cada um. Gostei.

Divulgação / TV Globo
Fico com o da direita


Ah, mudando de trama: 'Caminho das Índias' ganhou o Emmy e fiquei feliz por Gloria Perez. Acho que estou emotiva demais.

MOMENTO METIDA


Sábado foi meu aniversário de casamento. No domingo, olhando para o armário, decidi usar um vestido que ainda está lá por pura memória afetiva: ganhei no primeiro Carnaval que passamos juntos, às vésperas da viagem que fizemos. Foi meu primeiro presente-surpresa e por isso escapou até hoje das sacolas de doações. Por sorte, ou melhor, porque a moda gira em ciclos, o vestido está superatual, florido, saia franzida, um dedinho acima do joelho, e vestiu muito bem. Daí que concluí, sem nenhuma modéstia, num quase surto de auto-estima elevada, que meu marido está muito bem parado: não é qualquer um que se casa com uma mulher que consegue usar um vestido 16 anos e 9 meses depois de ganhá-lo. Desculpe, gente, mas tô me achando.

Segunda-feira, 23 Novembro, 2009

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


FIDELIDADE OU FALTA DE OPORTUNIDADE

Não existe homem fiel, o que existe é homem sem oportunidade. A frase revoltou uma amiga essa semana, que não só nunca tinha ouvido nada parecido como não tinha atentado para o fato por conta própria. O divertido é que ela automaticamente ficou com raiva do noivo, como se ele fosse obrigado a se encaixar na regra. E em pouco tempo a minha amiga já estava até planejando formas de se vingar da suposta infidelidade do sujeito, mesmo que ele nunca tivesse dado qualquer indício de que pulasse ou intencionasse pular a cerca. E se alguma coisa poderia piorar esse momento quase que de discriminação com a categoria masculina, teve a amiga da amiga, que deu força ao surto. E por pouco elas não incitaram um levante contra os homens. Todos eles, sem exceção. Foi quando resolvi interferir e, da discussão, veio a inspiração para esta coluna.

Não se trata de defender os homens a troco de nada. Ou, pior, de bancar a Poliana e acreditar que somos capazes de mudar o instinto masculino. É só uma questão de interpretação dos fatos, acho. Quem disse, por exemplo, que só os homens não resistem a uma boa oportunidade de conquista? Se for uma chance daquelas, tipo que não vai se repetir nunca mais em toda a sua vida, será que somos todas nós,mulheres, tão apegadas aos nossos princípios de fidelidade que dispensamos o que quer que seja? George Clooney? Johnny Depp? Rodrigo Santoro? Aquele seu colega de trabalho que é sósia do Denzel Washington? Diríamos não a todos em nome de nossos compromissos? Estou vendo vários narizes crescendo ou é impressão?

Pode ser também que seja só um problema de nível de exigência. Para cada chance de ouro que a gente percebe, eles já viram 200. Se nós precisamos, sei lá, do Brad Pitt para abalar nossas estruturas, eles se abalam com qualquer periguete, daí os índices penderem mais para o lado deles. E como a gente não se impressiona com qualquer coisa, acaba acreditando que se comporta em nome da fidelidade, quando a verdade é que a frase lá de cima vale para a gente também. Pensem só se não faz sentido. E se não traímos tanto quanto os homens porque a bateria do nosso controle de qualidade dura mais, não dá nem para culpá-los. No máximo ter pena, coitados, porque eles acham que quantidade vale mais e nós, que sempre fomos mais maduras, sabemos que não é verdade.

Um amigo - precisamos sempre ouvir o outro lado, né? - defendeu esses dias, que, ao fim de uma longa trajetória, um casal se divertiria muito mais lembrando de uma ou outra aventura que não foi capaz de abalar o relacionamento, ainda que tenha sido boa, do que lamentando tudo o que deixou escapar em nome daquele amor. E exemplificou imaginando marido e mulher, já com 80 e poucos anos, orgulhosos da vida em comum que construíram, sabendo que ela é mais importante do que qualquer outra boca que possam ter beijado num ato de breve traição. Vocês não vão acreditar, mas eu concordei com esse meu amigo, apesar de até agora não ter certeza sobre se ele tem razão ou só uma boa lábia.

Enfim, antes que alguém aí faça mau juízo de mim, vamos deixar bem claro: isso não é uma ode aos chifres, de forma alguma. Nem à falta de respeito, à galinhagem, nada disso, que são coisas difíceis de ajustar. É apenas um manifesto contra a generalização. Nem todo homem é galinha, nem toda mulher é fiel, nem toda traição é o fim, nem toda infidelidade é deslealdade. Até porque é encher muito a bola dos homens deixar tudo na conta deles. Cada caso é um caso e nada como uma frase feita - e não generalizante - numa hora dessas.

Quarta-feira, 18 Novembro, 2009

MUUUITO SEXY


Johnny Depp hoje foi eleito o homem mais sexy do mundo. Com isso, ele conquista o bicampeonato e se iguala a Brad Pitt e George Clooney, que já foram bicampeões em outras edições da disputa.
Olha, não vou dizer que eu dispensaria, mas para mais sexy do mundo acho que eu teria pelo menos uns 11 candidatos que não ele. Preferiria até votar no tricampeonato do George Clooney. E vocês, o que acharam?


Ok, eu gosto, vai

COCORICÓ



Vocês não vão acreditar, mas eu vi 'A Fazenda'. Deve ser por isso que demorei tanto a postar - ainda não me refiz do trauma. Não, tudo bem, eu estava era enrolada mesmo aqui no jornal, mas que foi um certo trauma, ah, foi.
Gente, foi só eu ou vocês também se impressionaram/decepcionaram com a participação de Fernando Scherer, o Xuxa? Sei lá, eu fazia outra ideia dele. Do que vocês acham que ele pode estar precisando: dinheiro, fama, trabalho? Ou ele não tinha com quem passar Natal e Ano Novo e achou que Sheila Mello e André Segatti seriam ótimas companhias?
Os outros são os outros e não dá exatamente para se surpreender. Ah, sim, Adriana Bombom talvez esteja bem mais maluca do que já era. E o Dudu Nobre, depois de ser chamado de corno em um show em Minas, agora tem que ver a mãe de suas filhas correndo pelada pela TV. Bom, cada um tem a ex que merece.
Será que a humanidade um dia se verá livre dos reality shows?


Segunda-feira, 16 Novembro, 2009

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


Uma suposta inadequação etária

Volta e meia eu vivo uma crise de identidade básica, que até já dividi aqui com vocês. É quando percebo que minha idade cronológica não está batendo com a idade mental, o que, claro, me deixa em dúvida sobre se é normal ou se estou ficando retardada mesmo. Não se trata de rejeitar o passar do tempo, não é isso. É uma sensação sincera e, talvez, preocupante, de que não atingi a maturidade que meus 41 anos pedem. Acontece de várias maneiras: quando me dou conta de que meus sentimentos sobre determinada situação são os mesmos há décadas, quando lembro que ainda não aprendi a administrar com maestria minha rotina, quando meu visual não parece refletir a mulher que eu deveria ser a essa altura do campeonato e, pior, quando não consigo me identificar com os modelos de mulheres da minha idade. Se eu não fosse jornalista, diria que é culpa da mídia - a desculpa preferida do mundo atualmente -, porque é ela quem nos impõe parâmetros fora da realidade, mas sei que isso não é verdade. Aquelas 'quarentonas' das revistas existem na vida real, não são ficção e, se não se parecem comigo, não é culpa da revista, né?

Mas vamos focar na parte provavelmente menos importante disso tudo: a moda. Esses dias estava vendo um editorial que pretendia mostrar as produções mais adequadas a cada faixa etária. Simplificando, o tradicional 'como se vestir aos 20, 30, 40, 50...' Acontece que, fora os 20, quando absolutamente tudo é permitido, não concordei com mais nada e simplesmente não consegui gostar de nada, nadinha dedicado às criaturas da minha geração. Acho até que fiquei deprimida imaginando como seria se a sugestão virasse lei e eu fosse obrigada a me vestir daquele jeito. E não, eu juro que não é falta de senso de ridículo da minha parte, tanto que gostei mais de umas roupinhas que a mulher de 60 estava usando do que das que seriam as 'minhas'.

Ok, era só um editorial, mas e quando eu vejo as marcas de que gosto serem apresentadas como grifes adolescentes, faço o quê? Na prática, nada, compro mesmo e que se dane. Mas que fica uma sensação de inadequação, ah, fica. É muita informação, muita cobrança, uma pressão. E a proximidade do verão só piora. Um milhão de shorts, vestidos curtos, frentes-únicas, biquínis cortininha e afins nas vitrines e a gente hesitando, com pudores que, no fundo, não nos pertencem. Eu ainda me valho da baixa estatura e o peso, digamos, razoável, para fingir que não pareço a idade que tenho, mas não é essa a questão.

A questão é não se deixar dominar pela ditadura da adequação etária. É isso: liberdade de escolha. Pronto, vou fazer da minha crise um manifesto. Não precisamos virar uma Geisy, a universitária da microssaia, nem uma Susana Vieira, nem qualquer outro exemplo de falta de noção. Mas acho que já temos muito com o que nos preocupar e não vão ser umas pernas de fora ou um decote mais ousado que vão nos derrubar, né? Temos mais é que partir do princípio de que o espelho, na grande maioria das vezes, é fiel e se houver uma Branca de Neve muito mais bela do que nós ele há de dizer. A roupa certa tem muito mais a ver com estilo, feitio de corpo e personalidade do que com idade. E duvidem de quem tenta nos convencer do contrário.

No mais, vou confiar no fato de que tenho marido, mãe, irmã e amigas sinceras e talvez eles possam até ficar meio sem jeito de avisar que minhas reações emocionais estão um tanto infantis, mas com certeza não me deixariam sair ridícula na rua. Então, tomaras-que-caia, aí vou eu.

Sexta-feira , 13 Novembro, 2009

SEXTA DE GATOS


Em homenagem à última sexta-feira 13 do ano, nossa Sexta de Gatos traz quatro morcegos de uma vez só. São os vampiros da série True Blood, que fazem qualquer uma de nós querer deixar o pescoço na janela. Imagina ser mordida por qualquer um desses, que coisa. A série está na segunda temporada e é um sucesso, assim como são seus protagonistas Stephen Moyer (Bill Compton), Sam Trammell (Sam Merlotte), Ryan Kwanten (Jason Stackhouse) e Alexander Skarsgard (Eric Northman). Vou falar brevemente deles nas legendas, que o que a gente quer mesmo é babar nas fotos. Então, com vocês, nossos Gatos ou Vampiros de Sexta:

Fotos reprodução de Internet
Stephen é inglês, tem 40 anos, está noivo de Ana Paquim e tem um casal de filhos de relacionamentos anteriores


Sam é americano de New Orleans, tem 38 anos e adora uma série: já fez CSI, Cold Case, Numb3rs...


Ryan é australiano, tem 33 anos, é surfista e nadador e tem fama de mulherengo


Alexander é sueco, filho e irmão de atores, tem 33 anos, também é diretor e ganhou prêmio pelo vilão de True Blood

Vou levar os quatro, pode embrulhar, por favor



Quinta-feira, 12 Novembro, 2009

PERSONAGEM DA SEMANA


Outra coisa que me comoveu essa semana: a beleza, a simpatia, a desenvoltura e o cabelo acaju de nosso ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.


Primos próximos

p.s - Como bem disse a agulhete Vivi, esse post é para lembrar que hoje é Sexta-Feira 13. E cada um tem o Jason que merece.

MINIATURA DE CANDINHA


Maria Clara pega a revista Claudia, olha a capa e me pergunta, com cara de a mais desligada do mundo:
- Essa moça é da televisão?
- É, sim
- O que ela está fazendo aqui?
Aí dei uma explicação qualquer e ela, ainda se fazendo de desentendida, continua:
- Mas ela é da novela, não é?
- Ela é da novela. É Flávia Alessandra o nome dela.
- Qual?
- Flávia Alessandra, repito.
- Fora da televisão, né, mãe, porque na novela é Daphne.
E assim descubro que ela disfarçou, disfarçou, mas estava era reconhecendo a personagem. E questiono:
- Ah, você anda vendo a novela, mocinha?
Vem um sorriso safado e a resposta:
- É que às vezes eu finjo pra Cris que estou dormindo.
Como vocês podem ver, estou bem arranjanda. Pelo menos já sei para quem posso deixar esse blog de herança.


MÃE E FILHA


Divulgação / TV GloboNão sei vocês, mas eu fui às lágrimas ontem com a cena de 'Viver a Vida' em que Tereza e Luciana se falam ao telefone. Alinne Moraes e Lilia Cabral deram um show, mas não era nem nisso que eu estava pensando, e, sim, no desespero que deve ser você saber que um filho está precisando da sua ajuda e não poder fazer nada senão esperar. E quando ela disse que uma mãe, quando jura, sempre cumpre, aí é que eu me acabei mesmo. Acho que estou sofrendo de excesso de sensibilidade.
Agora, vamos ao racional: tudo bem que é novela, mas faz algum sentido esse pai e essa mãe nem tentarem falar com os médicos de lá? O Marcos se contenta com o que a Helena diz? E a interpretação de José Mayer... huumm, sei não.

A INTELECTUAL NUA


ReproduçãoVocês não vão acreditar, mas eu gostei das fotos da Fernanda Young na Playboy. Gostei da capa, com ela de coelhinha, e achei o ensaio muito bem produzido. A ideia é de contar a historinha de uma mulher que está em casa esperando por seu homem e vai passando da ansiedade e excitação à irritação, porque ele não chega nunca. Ficou bem bacana. O pôster ficou bonito e divertido: ela está de cabelo preso, óculos escuros, batom vermelho e galochas, com uma mangueira molhando a calçada.
E a afetação da personagem, que é o que mais me incomoda, não aparece nas fotos. Pelo menos não na maioria delas.
Taí, acho até que foi uma nudez com inteligência, sim.
Ah, e para quem estava estranhando eu não ter criticado nada, aí vai: como escritora de ensaios em revista masculina, Fernanda Young é uma ótima pelada, porque o texto é chaaato toda vida.

Divulgação
Já estou até achando que vai vender


Quarta-feira, 11 Novembro, 2009

NO ESCURO


Eu no apagão:
Fiquei até duas da manhã no jornal
Agradeci aos céus que Maria Clara estava na casa da avó paterna
Gostei de ser uma das poucas pessoas no país a ter luz e TV, mesmo que para isso tivesse que estar trabalhando
Achei graça do twitter da Preta Gil: 'gente, tem Noite Preta no Brasil inteiro'
Tive que ir dormir na casa da minha mãe
Achei graça do twitter do Rafinha Bastos, do CQC, dizendo que era o fim do mundo e só Madonna se salvaria, porque só ela tem Jesus e Luz
Morri de medo de dirigir no breu
Subi 10 andares de escada
Acordei por volta de 4h com a tv falando e as luzes acesas
Cansei
E vocês, onde estavam e o que fizeram?


Terça-feira, 10 Novembro, 2009

O SOFRIMENTO ENGRANDECE


Não sei se estou me comovendo com o drama da Luciana (as cenas dela tentando mexer braços e pernas sem conseguir realmente me emocionaram) ou se perdi o senso crítico ou se tenho razão, mas acho que Taís Araújo está acertando o tom de desespero da Helena. Aquele choro todo está bem convincente, não está? Quem sabe agora ela não engrena?
Ah, sim, e estive pensando - vejam bem com o que eu ando me preocupando - que Taís não temculpa sozinha por seu mau desempenho. A novela tem diretor e direção de ator.

Divulgação / TV Globo / Renato Rocha Miranda
Crescendo na dor



MENOS, DIVA


Ai, olha, gastura total dessa visita da Madonna ao Rio. A gente é muito jeca mesmo, porque fechar rua para a diva pop ir a restaurante jantar com o bofe tupiniquim é um pouco demais, né? Se a fofa não se sente segura aqui, não vem. A gente não precisava fazer esse papelão de ficar cercando os lugares onde a mulher passa. Giorgio Armani circula livremente por Ipanema, Mariah Carey andou para baixo e pra cima sem escarcéu e mais uma infinidade de celebridades internacionais esteve por aqui sem essa fanfarronice. Ok, poucas têm a dimensão de Madonna, mas não é para tanto. E olha que eu sou fã...

Foto Wallace Barbosa/AgNews
"Sai logo daí, Jesus, antes que alguém fale comigo"



Segunda-feira, 9 Novembro, 2009

TÁ TODO MUNDO LOUCO


A notícia do fim do dia foi a de que a Uniban, a universidade mais impressionante deste país, revogou a expulsão da aluna que quase foi linchada por ir à aula com um vestido curto demais. Depois que o MEC, a ministra Nilcea Freire (da Secretaria especial de política para as mulheres), o Ministério Público e a opinião pública foram em cima da instituição, depois que advogados deram a deixa da grana que essa menina poderá levar entrando com uma ação, enfim, depois que viram a merda que estavam fazendo, voltaram atrás. Como se toda a humilhação que a Geisy passou pudesse ser apagada num estalar de dedos.
Essa história toda é tão absurda que a gente não sabe nem por onde começa a protestar. O que me parece ter acontecido foi um surto coletivo, porque nada mais explica a revolta dos alunos com uma colega só por conta de sua roupa inadequada. Como bem disse a ex-prefeita Erundina, ainda que ela fosse uma prostituta, ela não estaria cometendo crime algum e não poderia passar por nada do que passou.
Mais do que a Universidade - que teve a cara de pau de alegar que garota provocou os colegas -, me espantam muito esses alunos. O que mudou no mundo para que jovens rapazes em vez de admirar se revoltem com pernas de fora? Não tem mais de 40 anos que a gente conquistou o direito de usar minissaia?
E, vem cá, seu filho chega em casa contando que aterrorizou uma colega de turma porque ela estava com uma roupa indecente e você acha bonitinho? Eu, hein.

Domingo, 8 Novembro, 2009

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


Uma heroína inspiradora

Eu não conhecia a história da jornalista Flávia Cintra, a moça que está dando consultoria ao Manoel Carlos e à Alinne Moraes na construção de Luciana depois do acidente, em 'Viver a Vida'. A personagem é um tanto inspirada na Flávia e, por conta de uma reportagem que fizemos essa semana, fui fuxicar a vida dela e não consegui mais esquecer tudo o que li. É uma daquelas trajetórias que nos fazem lembrar que a vida real é muito, mas muito mais rica e impressionante do que a ficção. E o que mais me impressionou foi a capacidade dessa mulher de ser feliz, de viver uma história de determinação e superação sem ranços nem mágoas, de tal forma que só nos resta apelar para o lugar comum e dizer: é uma superlição. Por isso resolvi falar dela aqui.

Flávia ficou tetraplégica aos 18 anos, num acidente de carro, quando voltava de uma viagem com o namorado. Ouvia U2 na hora em que capotou. Vai ensinar à Alinne Moraes todo o processo pós-tragédia, passo a passo: de negação, revolta, aceitação, luta. Quando se deu conta de que, em vez de sofrer pelas limitações, deveria investir nas possibilidades de melhora, se enfiou de cabeça na fisioterapia e em todos os tratamentos que podia. Com a ajuda da mãe, do pai (que morreu dois anos depois) e das irmãs, conseguiu recuperar parte dos movimentos do braço e, melhor do que tudo, recuperar sua juventude. Voltou a namorar o mesmo carinha do acidente e, segundo ela própria diz, passou a fazer as melhores coisas de sua vida.

Ela consegue se considerar uma privilegiada. E foi a partir da constatação de que a ela eram reservados alguns privilégios, como tratamentos de ponta, decidiu que ia trabalhar para que todos os cadeirantes tivessem chances iguais. Aí fundou ONG, foi convidada pela ONU para estudar inclusão social nos EUA e virou uma especialista no assunto. Criou uma empresa para trabalhar no setor e hoje dá consultoria a várias grandes empresas - que, por lei, são obrigadas a reservar 5% de suas vagas a portadores de necessidades especiais. Flávia trabalha tanto ou mais do que qualquer uma de nós.

No caminho da Flávia apareceu o Pedro e, quando eles ainda faziam planos de uma vida em comum, veio a maior surpresa: ela estava grávida. E de gêmeos. Algumas duchas de água fria depois - alguns médicos lhe aconselharam abortar -, ela provou que uma tetraplégica pode levar uma gravidez adiante e assim nasceram Mariana e Matheus. E, mais uma vez, em vez de se conformar com a própria felicidade, Flávia foi tratar de passar a maior quantidade de informação possível a outras mulheres cadeirantes que sonham ter filhos. Daí criou um blog, 'Memórias de uma mãe cadeirante' (flavia.cintra.blog.uol.com.br), em que conta situações incríveis, tipo como consegue dar comida aos bebês sem ter movimento nos dedos, ou quando os bebês aprenderam a escalá-la para chegar ao seu colo e quando eles perceberam que a cadeira de rodas dava um ótimo andador. Mariana e Matheus aprenderam a andar empurrando a mãe pela casa e isso foi uma das coisas mais divertidas e fascinantes que ela já viveu. Junto com o marido, também está fazendo um documentário, com toda a trajetória da gravidez e da maternidade.

Flávia Cintra tem hoje 36 anos, Mariana e Matheus têm 2, e formam uma família tão gente como a gente que não tenho dúvidas de que fazem todos os que conhecem sua história reverem um pouco seus conceitos. A forma como ela fala de descobertas da sexualidade, de autoconhecimento e de realizações pós-acidente é fascinante. A maneira como ela é capaz de dizer que teve muita sorte na vida é inspiradora. É uma história tão heroicamente mulherzinha, ou melhor, tão mulherzona, que não deve mesmo ser esquecida. Não por nós.

SEXTA DE GATOS


Confesso que eu nem assisto ao seriado, pela mais absoluta falta de tempo, mas isso não me impede de reconhecer os talentos de 'Grey´s Anatomy'. E o maior deles é, sem dúvida, o Dr. Derek Shepherd ou McDreamy, também conhecido como Patrick Dempsey, que não sei por que não apareceu nesta sessão antes. Ídolo adolescente nos anos 80, quando despontou com o filme 'Namorada de Aluguel' ('Can´t buy me love'), Dempsey viveu um período meio escondidinho - que pecado, não? - e agora estrela uma das séries de maior sucesso da TV, que estreia sua sexta temporada justamente nesta segunda-feira, no canal Sony. Este norte-americano de 43 anos ainda por cima faz o tipo homem-família: é casado e tem três filhos. Com vocês, nosso gato de sexta, Patrick Dempsey:

Fotos Internet




Um médico desses dá até febre



Quinta-feira, 5 Novembro, 2009

UMA DÉCADA


Ana Maria Braga comemorou 10 anos de 'Mais Você' com festa no Credicard Hall, em São Paulo, e apareceu com visual novo. Se ela vai aproveitar a data redonda para fazer renovações, poderia começar demitindo o cabeleireiro e a maquiadora, não?

FOTOS AG NEWS

Sombra branca, batom pink e chanel na chapinha. E aí, quem copia?


DRAMA


Poucas coisas são tão idiotas na história dos roteiros das novelas quanto as brigas de Helena e Luciana. Não me parece ter havido, em nenhum momento, motivo para esse estresse todo entre as duas, senão a extrema infantilidade das personagens. Mas o estranho é que elas só são infantis uma com a outra.
Agora vamos à tragédia: se eu fosse a mãe da Luciana, não perdoaria a Helena nunca por ter obrigado a menina a ir naquele ônibus. Acho até que eu perseguiria a Helena para o resto da vida, mesmo que racionalmente a gente saiba que ela não tem culpa.
E para finalizar os fuxicos noveleiros, não sei se vou ter disposição para o drama da Luciana, não. A cena do acidente já me deixou tensa. Como diria minha avó, de amarga basta a vida.

Divulgação
Maneco em momento trágico

Quarta-feira, 4 Novembro, 2009

AMOR RENOVADO


FOTOS AG NEWS


No domingo, a Regina Casé e o marido, Estevão Ciavatta, casaram de novo. Ou renovaram os votos do casamento, que seria a maneira mais correta de explicar o evento. O fato é que eles faziam 10 anos de casados e decidiram comemorar na mesma igreja, com os mesmos convidados, recebendo as mesmas bênçãos no dia de Todos os Santos. Considerando que ele quase morreu no ano passado, quando sofreu um grave acidente andando a cavalo, eles tinham muito o que agradecer mesmo.
Acho bem simpática essa religiosidade da Regina Casé e, mesmo tendo minhas dúvidas sobre se ela usa esses valores no trato com as pessoas, achei bem legal esse re-casamento. Estou até pensando em copiar a ideia. Como me casei em casa, com uma juíza, no exato dia em que fazíamos 10 anos juntos, posso escolher a Igreja para comemorar os outros 10 anos. Faltam três. O que vocês acham?


Bonitinho

Terça-feira, 3 Novembro, 2009

GAROTA ESPERTA


Na ponte áerea, João Suplicy viajava do Rio para São Paulo com a filha, Maria Luisa, 4 anos, a primogênita dele e da Maria Paula. Ela fala pelos cotovelos, tal e qual uma menina de sua idade, e faz mil perguntas, como fazem as crianças quando andam de avião, mesmo que andem com frequência. Quando já estavam quase pousando, ela olha pela janela e pergunta:
- Papai, a gente vai dormir na casa do vovô?
- Não filha, a gente vai para a casa da vovó.
- Puuuuuxa (muxoxo)
A vontade era de cumprimentar essa criança, por sua tamanha sensibilidade. Tão novinha e já sabe que o vovô - que até veste cueca vermelha por cima do terno - é muito, mas muito mais legal. Quando a avó estiver em campanha, melhor não contar com a neta como cabo eleitoral...

A SALTO AGULHA DESTA SEMANA


A difícil matemática da pegação


O assunto é recorrente, mas o problema também, então podemos falar disso à vontade. Sábado passado fui ao tal evento que reunia música, moda e celebridades e o cenário não era muito diferente do de outros points da noite carioca: uma paisagem formada basicamente por mulheres, muitas mulheres, de todas as idades, tamanhos e feitios. Nesse caso específico, muitos gays também e alguns homens, sempre em (bem) menor quantidade. Chegamos a brincar que se alguma delas tinha ido ali com a esperança de ter mais do que um bom show, saiu decepcionada, porque não havia matemática capaz de resolver a vida das solteiras naquele lugar. De lá, fomos comer um sanduíche no Baixo Gávea, naquele programa habitual das madrugadas. No bar, eram várias mesas só de mulheres e chegamos a contar para ter certeza de que não estávamos exagerando: só na ala em que ficava nossa mesa, eram 23 criaturas do sexo feminino contra sete do masculino, sendo que todos eles acompanhados - donde se conclui que 16 mulheres daquele lado do salão estavam sozinhas e sem perspectiva de mudar a situação, dado o adiantado da hora.

Comentei sobre isso com um amigo locutor e DJ, acostumado a trabalhar na noite. E o que ele me disse é que, nos lugares que frequenta, que são muitos e em vários pontos da cidade, os homens não têm mais a menor chance de chegar junto em mulher nenhuma. São elas que escolhem, tomam a iniciativa e resolvem o problema, sem enrolação. Considerando o trabalho que eles teriam diante de tantas opções a escolher, ser escolhido até que é bom negócio, defendeu o meu amigo. O problema, disse ele, é a precocidade, porque às vezes quem ataca, segundo as palavras dele, são meninas tão novas que ou eles saem correndo ou vão presos. E eu só não demonstrei meu mais absoluto espanto para não parecer uma velha, que é de fato como ando me sentindo.

Até antes deste último sábado eu vinha alimentando um certo preconceito com essa conversa, um tanto batida e um tanto chorosa demais. Mas basta uma incursão na noite para dar razão aos lamentos da mulherada, porque parece que a coisa só piora. Deve ter algum buraco negro em algum ponto do Rio de Janeiro que está sugando os homens e a gente ainda não localizou o ponto dessa tragédia. Será que teremos todas que recorrer às micaretas, que parecem ser o único lugar onde ninguém fica no zero a zero? Não que nas festas movidas a axé tenha mais homens do que mulheres, é que lá pelo menos eles se distribuem melhor, são, digamos, mais dadivosos, e a menos que você se importe com bocas muito rodadas - e, pior, recentemente rodadas -, dá para garantir uns beijinhos. Mas vejam só a que custo, né?

Daqui a pouco a gente vai ter que propor um rodízio na noite, como fazem no trânsito de São Paulo. Tipo cada dia da semana uma categoria de mulher fica proibida de sair de casa. Um dia as louras, outro as morenas, um as com menos de 30, no outro as com mais, magras na quinta, gordinhas na sexta e assim vai. Só não vale roubar e não se enquadrar em categoria nenhuma. Porque parece tirania, mas vamos acabar percebendo que é para o nosso bem. Só não precisamos contar a estratégia para os homens, que aí já é muita humilhação.

Aí uma amiga de 41 anos, separada de um longo casamento há quase dois e saída de um namoro recente, conhece um carinha, troca uns beijos, gosta e fica na expectativa. Rolam uns e-mails meio enigmáticos, um ou outro torpedo pouco esclarecedor, e ela, com aquele frio na barriga que a gente adora sentir, fica em dúvida se parte para uma iniciativa, digamos, mais incisiva, ou se se faz de difícil. Sei lá o que você faz, respondo, com medo de dar o conselho errado. E ela decide sozinha: 'A essa altura do campeonato eu vou me fazer de difícil? Eu não, que é perda de tempo'. No que eu concordo: difícil já é a realidade, a gente tem mais é que facilitar para se divertir.