Cláudia,
Realmente ontem foi um dia estranho, um misto de emoções que nos confunde e aquela inevitável sensação de impotência diante do desastre.
O que nos resta é nos "conformarmos" diante dos fatos, pois, a 1.000ºC o avião se transformou numa verdadeira fornalha e nem nossas orações nem todo o esforço dos Bombeiros poderia salvar aquelas vidas.
Ao passado, em setembro, quando houve aquele acidente terrível com o avião da Gol, eu havia chegado ao Rio há poucas horas (estava voltando da lua-de-mel em Gramado), vindo de Porto Alegre e, assim que liguei a tv no hotel vi que o nome do meu ex-gerente e de mais 5 contratados da Petrobras estavam na lista dos mortos. Foi uma sensação horrível para mim e que não desejo a ninguém.
Imagino a dor daquela mãe ao saber que seus 2 filhos estavam no fatídico vôo de ontem...
Mais uma vez, por irresponsabilidade de muitas pessoas que permitiram vôos numa pista recém-reformada e incompleta, sem segurança alguma, pessoas de bem "pagam o pato" com a própria vida.
É inaceitável. Desta forma, fica cada vez mais distante o nosso sonho de um país melhor.
Aline (alinebsoares@gmail.com)
Qua, 18 Jul 2007 10:43:07 GMT
É Cláudia, fui dormir ontem com um misto de pesar, raiva e indignação diante do acidente com o avião da TAM, praticamente um homicídio coletivo. Mas fui às lágrimas pela manhã ao ver na TV uma mãe em desespero ao confirmar que seus dois filhos, um de 12 e outro de 17, estavam no vôo. Pensei em mim, nos meus filhos, e no sofrimento dessa mãe, e não suportei. Vi as pessoas no saguão do aeroporto em busca de informações que não vinham, tentei me colocar no lugar daquelas pessoas e fiquei muito abalada.
Confesso que hoje vivo com muito medo, da violência, do descaso, enfim, desse caos total, e me pergunto, o que vai ser do futuro dos meus filhos, e até dos meus netos?
Que Deus conforte da melhor maneira essas famílias!
Vanessa (vanessaspeedy@hotmail.com)
Qua, 18 Jul 2007 11:14:43 GMT