MULHERES VISTAM-SE.
Chegou o verão. Praia, sol, mulheres, fio dental... Tudo sempre igual.Vamos fazer diferente, este ano? Mulheres vistam-se! As revistas femininas poderiam liderar este movimento pró-mulheres comportadas e, com saias de mulher, blusinhas de mulher, sapatos de mulher, jeitinho de mulher, sem palavrão, cigarro e cheiro de álcool. Que pecado! Mulher, definitivamente não combina com certos odores. Um verão, com mulheres mais recatadas, que não saiam dos banheiros de restaurantes, ainda fechando o zíper das calças e que, se distancie dos botequins, fazendo tipo inseguro -mimosa -carente. Mulher que não queira ficar famosa porque fez implantes e lipoaspirações. Afinal, mulher não é só um corpo.Quando os homens as viam desta forma, com justa indignação, havia revolta por parte da maioria.Hoje, a mulher não pode colocar uma cabeça de homem antigo, em cima do seu pescoço moderno.
Enfim, uma releitura da mulher-mulher. Daquelas que dizem, depois de uma cantada:- “Vou pensar. Vamos dar tempo ao tempo”, ao invés de responder avançando no nosso pescoço com a aquela língua mortífera e saltitante, já querendo ação. Um verão nostálgico. Os homens precisam voltar a ter a possibilidade de fantasiar. O direito de sonhar, como poderia ser o corpo daquela mulher. Está tudo muito rápido, sem criatividade e previsível. Atualmente, não dá mais tempo. A realidade logo se impõe. Todo homem sabe que a mulher tem,um seio ao lado outro, uma coxa ao lado da outra e tudo mais.Muito mais.O que se pede é tempo para imaginar como seriam. A nova proposta é recuperar o valor do beijo único, exclusivo e não, destes que são distribuídos como saquinhos de doce em festa de Cosme e Damião. O beijo na boca, principalmente de pé. Era tão gostoso. O beijo na boca, com suavidade, sem parecer que existe uma câmera de reality show filmando, ou então para demonstrar que não é um beijo técnico. Coisa, mais em graça. Mulher que goste de freqüentar lugares onde a musiquinha ao fundo é baixa, deixando que ambos possam sussurrar palavras um no ouvido do outro. Mulher-mulher que use calcinha e que, jamais diga a cor. A gente sabe que é tudo igual, mas por isso mesmo, temos que reaprender a fazer esta coisa diferente. Freie este ímpeto do século passado de dizer-se emancipada, falar do seu dinheiro, do seu emprego, seu apartamento, sua promoção, seus projetos, seus cartões de crédito... Isto tudo o homem fazia antigamente, e o mundo ficou desta forma. Mas, se você mulher, achar que, a vida que eles construíram é maravilhosa, então, acenda o próximo charuto.
PAULO
Dom, 03 Fev 2008 12:44:38 GMT