Trabalho em casa de festa infantil e pode acrditar: essa atitude medíocre não se restringe só nas escolas. Quando aparecem crianças judias, as mães dizem que não podemos dizer não para os meninos, que ele pode ser o Messias e coisa e tal... Então eu tenho que ser obrigada a aturar falta de educação do pirralho? Tá bem... Se é a aniversariante, ela não pode ficar em nenhuma fila, precisa ser a 1ª a ser atentida; enfim, tratada como nobreza PORQUE É O ANIVERSÁRIO DELA! E vai explicar isso pras outras crianças... "Ué tia, e isso faz ela ser melhor do que eu?" Foi a pérola mór que eu ouvi e que a dona da festa, no caso a mãe, ficou sem graça e fez a filha voltar pra fila.
Por conta desses pais que as crianças crescem sem limites, achando que podem tudo idependente do que façam para conseguir esse tudo.
Nathália (nathy_@ig.com.br)
Ter, 26 Fev 2008 08:55:12 GMT
Até os 40
Gente, leiam só a história incrível que o Rogério mandou por e-mail:
"Como o faço com certa freqüência, li na coluna Salto Agulha, uma consideração sua (genial, como sempre) sobre a relação entre os pais, os filhos e as escolas onde essas crianças estudam. Bem como, a neurose dos pais em tentar proteger os filhos de todos os percalços possíveis (e até impossíveis) em todos os planos da vida de seus filhos. O que me fez lembrar de uma situação que aconteceu comigo em uma época, quando eu compartilhava com um amigo a administração de uma loja de bicicletas na zona sul.
Estava no balcão da loja quando um vendedor nosso passou a atender um cliente numa faixa etária entre 40 e 45 anos, interessado em adquirir um determinado modelo de bicicleta e, após toda a explanação do vendedor, a venda foi decidida. O cliente disse que viria mais tarde para fazer o pagamento e levar a bicicleta, tudo normal, horas depois, o cliente chegou ao lado de um senhor com uma idade entre 65 e 70 que pagou a bicicleta, parcelando o valor em cheques, e comentando que agora o filho não precisa ficar o dia todo frente à televisão sem fazer nada (deduzo que o filho não trabalhava ou fazia qualquer coisa que necessita de alguma dedicação), podendo fazer mais exercício. O senhor afagou a cabeça do filho (cara de mais de 40) e os dois saíram da loja, com o pai satisfeito e o filho parecendo comemorar o seu aniversario juvenil.
A situação que descrevi me causou espanto, mas, o vendedor disse que isso era freqüente e com o tempo me acostumaria a tal situação. De fato, percebi que isso ocorria com freqüência. Aonde chegaremos com nossos filhos? Pelo que presenciei, algumas vezes, parece que estamos chegando de maneira lenta e gradual a uma geração fraca, apática e incapaz de lidar com os pequenos desafios diários de todos nós. Espero que essa tendência se reverta, como também espero ter aprendido essa lição, pois também tenho um filho e desejo que ele seja muito útil a nossa sociedade. Sendo um individuo completo e não alguém que precise de mim, até mesmo para a mais simples atividade diária."
Rogério C.
Cláudia Cecília (ccecilia@odianet.com.br)
Ter, 26 Fev 2008 19:15:25 GMT
É, Miti e Rogério, assim como vcs. no meu trabalho, me deparo com este quadro. Sou secretaria educacional de uma Instituição de Ensino Pós Médio (a faixa etária dos alunos é de 18 à perder de vista). Adultos de mais de 30 anos, cujos pais pagam para que seus filhinhos façam alguma coisa aproveitavel na vida, ligam para saber se os pequenos estão frequentando, suas avaliações e por aí vai. Fico pensando, o que os pais estão fazendo por esta geração que está por vir...sem perspectiva de vida, sem noção de cultura, politica, sem nada. Dou graças à Deus, pelos meus filhos de 22 e 17 anos, super responsaveis e maduros, com iniciativa e perspectiva de futuro...
Christina
Qua, 27 Fev 2008 08:35:52 GMT
Mãezona
A ignorância e o desamor dos pais criam pessoas inúteis, individualistas e até violentas.Quem ama, educa, corrige, mostra o caminho e a luz.Outro dia, um amigo me censurou com veemência porque eu não ainda não comprei um carro para minha filha. Ela trabalha , é independente, mas ainda não pôde comprar um carro. E daí? Segundo ele, devo me privar de comprar objetos pessoais para dar o tal carro.Na minha opinião, ela se sentirá muito melhor quando puder usar um carro comprado com seu próprio dinheiro.Numa emergência, desemprego, doença, tudo bem, mas não se deve exagerar.Apenas o amor pelo filho é eterno, as despesas não.
Laiz (mil-livros@hotmail.com)
Qua, 05 Mar 2008 19:39:02 GMT