Achei seu texto bem atual e acima de tudo necessário,pois apesar de gostar das amenidades que discutimos aqui, de vez em quando é salutar que se fale de assuntos delicados, ainda que estes possam ser desagrádaveis,é preciso tocar na ferida que estes nos causam, mesmo que de uma maneira indireta,pois é impossível ver crianças se drogando, prostituindo se por um R$1,00 ou seja lá que valor for e não se manisfestar, não sei se na próxima páscoa, natal ou qualquer outra data religiosa, algo terá mudando(desejo que sim)mas só o fato de tocar se no assunto e de alguma forma buscar uma solução(que nem sei qual seria)já é algo promissor!
Beijos
Lu
Luciano
Seg, 13 Abr 2009 18:49:56 GMT
Páscoa Triste
Tu mencionastes ,Cláudia Cecília, o vício,em crack.
Aqui no Riop Grande do Sul a coisa tá feia.
Estou desconfiada que um afilhado meu,filho de uma prima quase irmã ,está usando.
O pior é que minha prima disse que se a gente souber de alguma coisa(a gente já sabe) que nã oé para contar para ela!!!!!!!!!!!!
Ela prefere fingir que não sabe e continuar levando a vida.
Hoje foi notíciado, aqui no Sul, que uma mãe de 70 anos matou o seu único filho em legítima defesa.
Não precisa dizer que o cara era um crakeiro que vinha transformando a vida da família em um inferno há anos.
A mãe está presa em estado de choque.
Ela deverá sair porque foi legítima defesa.Ele,o doce filhinho,avançou nela com uma sacarrolha e ameaçou matá-la se ela não desse o dinheiro para a droga.
Sei que é triste falar uma coisa dessas mas hoje é segunda-feira a Páscoa já passou e a sociedade precisa fazer alguma coisa contra essa "pedra do diabo".
claudia collares (claudia.collares@redemeta.com.br)
Seg, 13 Abr 2009 21:53:14 GMT
Sra. Claudia Cecilia,
Você é supreendente! Confesso que fui "atropelada" pela sua coluna esta semana e a reli muitas vezes. Se o objetivo é refletirmos juntos, vc conseguiu! Acostumados que estamos às nossas amenidades, num domingo de páscoa imaginava um papo profundo como um azulejo e, exatamente por isso seu texto funcionou como uma onda, me deu um tremendo caixote! Me pegou de guarda aberta, atingiu-me em cheio e acredito que a todo mundo. Grande! Afinal Páscoa é o fechamento de um período de reflexão e como a gente vive correndo acaba por resumi-lo num único dia e você aproveitou esse dia muito bem, com essa sua ferramenta que amo, escrevendo como sempre num ritmo leve e envolvente, botou pra pensar.Esse Cristo que mora em nós e que tá por aí pra lá de indigente, esquecido.
Ps.: Não sou religiosa e a Páscoa a princípio era pagã, eu acho. Assim, todos se não somos pais, somos filhos, temos uma origem e deveríamos ter um destino, pensar no que fazemos entre estes dois pontos é obrigação!
Parabéns pra vc e pro seu amigo puxador de orelhas.
bj grande
Rozzi Brasil (exoticum.blogspot.com)
Ter, 14 Abr 2009 13:52:40 GMT
Collares que situação a sua hein???Mas a mãe dele não pode tapar o sol com a peneira, tem de admitir e de alguma forma ajudar este filho!!Sorte e força para ela!!
Beijos
Lu
Luciano
Ter, 14 Abr 2009 15:21:28 GMT
Esse ano não dei chocolate pra ninguém, tem coisas muito mais importantes para nos preocuparmos, e eu não dou mais R$40,00 em 180g de chocolate!
O importante é unir a família pra almoçar e bater um papo depois, tomar um cafezinho!
Collares, reze, ore, enfim, peça a Deus por sua prima/irmã, para que ele abra os olhos dela e que ela encare a realidade e tenha coragem. Não a deixe perder esse filho para a maldita droga!
Fique com Deus!
Beijo pra todos
Daniele R
Ter, 14 Abr 2009 16:02:35 GMT
Não sei porque as pessoas "hoje em dia" tacham as observações das pessoas que se comunicam na mídia de, Filosofia de Botequim. Será que o mundo não está realmente precisando dessa filosofia para voltar a ter valores sérios para que possamos ter o que deixar para filhos e netos. O mundo me dá medo, porque eu fui criada numa época em que as datas festivas, não eram festivas porque eram festas, mas porque eram símbolos daquilo que nós tínhamos dentro dos nossos corações. Eu gostei do seu comentário e acho profundamente válido nos lembrarmos do que está em volta dos nossos umbigos
Isabel (sylviazevedo55@yahoo.com.br)
Ter, 14 Abr 2009 16:03:49 GMT
Estou de Volta!
Passei a Páscoa longe dos meus, tive de ir muito rápido para Lisboa, voltei ontem e pude perceber que o consumo desenfreado está demais da conta. A minha afilhada queria um ovo surpreendente caro e os pais dela deram um não beeeem categórico, o ovo foi dado sim, mas um ovo que estivesse nas condições de um povo que recebe bem pouco...
Lembro que minha bisavó fazia bolos de chocolate, pirulitos e erámos bem felizes, sem ovos com "surpresa" dentro que deixa vazio os nossos bolsos... Enfim, acho que estamos iniciando a engrenagem que moverá todo o conjunto, precisamos conscientizar nossas crianças sim! Fazer valer que elas merecem ganhar chocolates, mas que há crianças desfavorecidas.
Meu noivo que é um amor de pessoa e super sensível, foi me bscar no aeroporto e quando passavamos pela favela da Maré, ele disse: "uma caixa de bombom para eles seria o máximo, não é?" E eu me senti a pior das criaturas, quando constatei que na minha mala estava cheia de bugingangas alfandegárias, eu fiquei triste, e, prometi para mim mesma que me policiarei apartir de agora e sempre.
Um super beijo para todos e todas.
E Lu, você sempre tão consciso e feliz em seus comentários. Esta semana ficarei na sua área, estamos quebrando o apartamento para o futuro casório e ficarei lá na Oliveira Belo! Beijos Lindo!
Jana Alves (jas_alves@yahoo.com.br)
Ter, 14 Abr 2009 17:27:37 GMT
Por incrível que pareça Collares também tenho um afilhado nessas condições, a única diferença é que todos sabem, porém ele não quer se internar,e assim, os familiares vão levando, sofrendo, aguentando os ataques de fúria, uma tristeza! Vai indo até que tudo chega no seu limite e vem a tragédia.
Realmente, a história que a Collares mencionou foi muito triste, e aconteceu justamente no Domingo de Páscoa. E, hoje assiti o Jornal da Record na hora do almoço e ela não vai ser indiciada, já está em liberdade Collares, acompanhou o velório do filho, abaladíssima.
Fatos como esse, e tantos outros,é que fazem com que as pessoas esqueçam o verdadeiro significado de certas datas!
Na verdade está faltando, amor, união, fé e solidariedade!
Mara
Ter, 14 Abr 2009 19:41:19 GMT
Quando li o comentário da Collares as lágrimas que estavam querendo brotar caíram de meus olhos...
Não sei, sempre me importei muito com os outros, talvez por simplesmente ter perdido o pai para um vício socialmente aceito, o alcoolismo.
Sabem meninas muitas vezes me pergunto se eu é que estou maluca por não ser consumista.
Conheço pessoas que recebem 600,00 e gastam 300,00 em 1 calça de marca, não se importam se seus pais deixam de sair ou de comprar algo pra eles para que seus rebentos tenham tudo o que querem. Essa atitude tem acabado com as famílias. Jovens que nunca deixam de ser adolescentes e que só pensam em si e em consumir, quando não têm seus desejos atendidos acabam por parar em caminhos tortuosos.
Fico triste em ver que poucos param para perceber os seus que dirá os outros. As vezes fico até um tanto deprimida, até que conheço alguma exceção e volto a pensar que ainda têm jeito pra raça humana.
Ana Cristina (anacrt@ig.com.br)
Ter, 14 Abr 2009 21:13:53 GMT
é realmente triste.
O melhor amigo do meu afilhado se viciou em crak e foi internado ,contra a vontade ,em uma camisa de força.
Uma ambulância chegou em casa e o levou para uma clínica em São Paulo.
Ele tinha 17 anos!!!
Falo nele no passado porque não sei se ele se recupera.Tentou o suicídio com uma faquinha de plástico que vinha com a refeição na clínica
A turminha deles embarcaram juntos nessa viagem sem volta.
O pai tá revoltado e diz que vai botar ele para fora de casa.A mãe tá fazendo a linha Melissa CArdore e fingindo que isso é coisa de guri,que vai passar.
Mara
Soube que a mãe foi libertada.Aliás livre ela nunca será.Terá que conviver para sempre com a pior dor do mundo que é a de tirar a vida de próprio filho.
Desculpa se falo de coisas tão tristes mas eu tenho dois guris(os homens são mais vulneráveis ao vício) e tenho medo.Muito medo!
claudia collares (claudia.collares@redemeta.com.br)
Ter, 14 Abr 2009 21:57:14 GMT
Meu caminho para o trabalho se tornou mais lento por conta das obras do PAC. Com isso, fico retida em um belo engarrafamento e passei a reparar na quantidade de jovens e crianças que ficam pela rua que encontra-se em obras. Muitas delas completamente "apagadas" pelo chão após o consumo do crack e outras consumindo uma pedra atrás da outra, sem se importar com o constante movimento da via. Mas tb, se importar pra quê? Polícia por alí não se vê, dizem que essas pedras custam R$ 1,00 e enganam a fome... Muito triste. O que me resta é rezar para que nenhuma dessas crianças decida, num momento de surto, atacar os carros, como já ví outras vezes..
bjksss
katia
Ter, 14 Abr 2009 22:25:31 GMT
Ai Collares também tenho muito medo pelos meus rapazes, eu tenho três, todos meninos. O mais velho tem 11 anos, o do meio fará 10 e o bebezinho que acabou de fazer um aninho. Esses meninos são as luzes dos meus olhos e quando vejo notícias como estas não consigo imaginar tal dor.
As vezes me sinto muito culpada tenho que me dividir entre trabalho, faculdade, casa... É tanta coisa que as vezes sinto que não dou 100% de mim, aí não sei até que ponto entra a neura de toda mãe ou se estou realmente sendo relapsa com minha "cria"
Ana Cristina (anacrt@ig.com.br)
Ter, 14 Abr 2009 23:08:01 GMT
Olá o assunto do post é pertinente, e os comentarios tb.
Lu, obrigada pelo adendo no post anterior, vc nos levou a reflexão.
Voces já perceberam que nós sempre insistimos em dar aos nossos filhos uma formação adequada, e muita informação sobre o mundo de hoje e os perigos que estão presente no dia a dia nosso e deles, e o excesso de informação talvez seja preocupante pois os jovens de hoje não estão sabendo lidar com estas muitas informações. O mais triste é ver a formação que a familia dá ao filho, cair por terra, por que os amigos (a turma) e a tv são muito mais influentes que a familia. Hoje estamos diante deste cenário, vendo jovens com familias super estruturadas emocional e financeiramente, se aventurarem no caminhos das drogas. Se antes o discurso era que a desestrutura familiar levava o jovem a outros caminhos, hoje nao podemos dizer isto. Infelizmente não estamos vendo luz no fim do tunel, a torcida é sempre para esta situação nao chegue perto de nossos lares, mas já sabendo que nossos filhos tem contato com tudo isso, e que deverão fazer as escolhas. Só nos resta acreditar e torcer para que façam as escolhas certas. Bjs
Tânia
Ter, 14 Abr 2009 23:34:13 GMT
Concordo com você,mas achei meio deprê pra dia de Páscoa.Infelizmente essa é a situação atual do país,mas pelo menos em datas festivas podemos esquecer um pouquinho,né?Entendo que pra quem tem filhos,a situação é ainda mais alarmante.Eu me agarro em Deus e peço que Ele proteja minhas bonecas e me dê saúde pra vê-las crescer e poder protegê-las desse caos.Fico pensando no amanhã,em que mundo elas crescerão e o que poderei fazer pra atenuar as dificuldades que elas possam vir a passar por conta dessa avalanche de loucuras cometidas por quem deveria preservar o meio ambiente,manter as ruas limpas,poupar água,não disseminar drogas,etc.O mundo tá repleto de pessoas inconseqüentes e que só sabem olhar pro próprio umbigo.Eu faço a minha parte,mas o vizinho não faz.Você faz a sua,mas a cretina da patricinha do apê ao lado do meu joga óleo no ralo da cozinha, porque tem preguiça de encher uma garrafa Pet e pôr na lixeira do prédio.Se pararmos pra pensar,a gente pira!!Então,relax e faça o teu,que eu faço o meu,vamos orar bastante e pedir calma pra papai do céu....Feliz Páscoa a todos(as)
Beijosss
Ioana Scarlat
Qua, 15 Abr 2009 07:02:40 GMT
Sabe Collares, tenho muito medo desse negócio de internar à força, pois a pessoa pode sair pior, muito revoltada, e ainda se vingar de seja lá quem for, pai, mãe, irmão, etc.
Quando levanto pela manhã tenho o hábito de ouvir a Rádio Gaúcha, já temos até um rádio no banheiro. E adivinha qual era o tema hoje, crack, drogas!
Saio do banheiro, ligo a TV, qual o tema? O mesmo drogas e mães desesperadas acorrentando seus filhos!
Não estou mentindo, tem dias que saio para o trabalho muito deprimida e totalmente sem esperança de que as coisas melhorem.
Mara
Qua, 15 Abr 2009 12:06:55 GMT
mas o que fazer?
Mara
Também acho que internar a força é uma violência mas o que a família pode fazer?O quê?
Se a família não faz nada é acusada de omissa(como eu secretamente acuso a minha prima e sua família),se interna à força é violenta.
Um dilema sem solução!
Tomara que nossos afilhados consigam se livrar disso tudo com um mínimo de sequelas possíveis.
Oremos pelos dois!
claudia collares (claudia.collares@redemeta.com.br)
Qua, 15 Abr 2009 19:16:12 GMT
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