Amor independente
Penso na coragem de duas mães conhecidas minhas que não só adotaram como falaram a verdade às crianças desde o início, são independentes e muito amorosas. Uma é solteira e outra casada. Difícil sempre é, ainda mais na hora da burocracia, da documentação, identidade...Só que o amor prevaleceu à papelada, num desses casos o casal até leva o filho adotivo para visitar sua família de origem (extremamente humilde), para não se esquecer dos pais, dos irmãos, enfim, sem mentiras. E saber que teve a chance de construir um futuro diferente, melhor sim. Um gesto de amor que marca a vida dessas pessoas para sempre.
adriana sanzana (adrisanzana@hotmail.com)
Qua, 27 Mai 2009 20:25:27 GMT
complicado
É complicado mexer nesse assunto porque vc toca num vespeiro.
De repente a mulher engravidou o cara a largou e não quis assumir. Fazer o quê?
Acontece...
Outra coisa bem diferente é a mulher optar por uma produção independente.
Fico gelada quando escuto coisas do tipo" se eu não casar até os 35 vou partir para uma produção independente".
Será que isso não é um baita egoísmo?
A mulher está ,de caso pensado,exluindo um pai para essa criança e não apenas o pai como toda a família que ela ,a criança,poderia ter.
Uma espécie de buraco familiar.
A criança sempre vai ter que se deparar com um pai ignorado na certidão.Em todas as festinha dos dias dos pais ela será lembrada que não tem um.
Terá apenas uma parte da família a seu lado (a da mãe),com apenas a visão de vida da mãe!
É uma riqueza imensa conviver com a família materna e paterna.Aprendemos muito vendo e convivendo com famílias diferentes,recebendo amor de ambos os lados.
Tenho uma amiga que partiu para uma prdoução independente.Ela teve um menino.Os meninos encaram pior que as meninas a ausência do pai.Porque isso ocorre não sei mas o menino vive perguntando do pai,vive esperando que ele apareça no aniversário,no Natal.O menino fica pegando emprestado o pai dos outros.Fica querendo atenção dos pais dos amiguinhos.Eu acho triste.
Sei que milheres de crianças se criam sem pai e tem gente que vai dizer que vivem igual e que um mau pai é pior que pai nenhum mas porque não podemos arrumar bons pais para nossos filhos?
Acontecer é coisa,procurar é outra.
claudia collares (claudia.collares@redemeta.com.br)
Qua, 27 Mai 2009 21:10:44 GMT
olá amiga, bom há cerca de 20 anos atráz, passei exatamente por isso que essa moça passou, fui ao cartório registrar meu filho.... só que quem me fazia companhia era minha mãe, depois que li esse comentário que vc fez, lembrei exatamente como me senti na hr emque o escrivão me perguntou o nome do pai, olhei constrangida para minha mãe e respondi que ee não tinha pai, e o pior é que ainda ouvi um "como não?" e minha mãe ai rspondeu ao homem, "não tem e pronto" eu tinha na época 17 anos, e foi realmente muito dificil, meu filho hj está com 20 anos e não tem nome de pai na idntidade, mesmo se passando tantos anos, o pai jamais o conheceu... ele é um rapaz maravilhoso, faz faculdade, e mora com minha irmã. Passei por muitas coisas nesta vida e ele acabou ficando com minha irmã a maior parte da vida dele, não me arrependo de ter tido este filho, mas foi muito dificil, graças a minha irmã e meu cunhado ele teve a presença de um pai, mas pode ter ceteza amiga, quem diz que não precisa de um pai pra criar um filho, mente pra si propria... um beijão pra todas e se qizerem podem me enviar e-mails ou me add no msn, adoro o blog e leio sempre, bjs
Fernanda Stogmuller (fstogmuller@gmail.com)
Qui, 28 Mai 2009 14:29:46 GMT
Olha, eu tenho uma colega de trabalho, que teve um filho com um amigo dela, por inseminação, e ela leva a criação do filho praticamente só, o pai registrou e vê o filho, mas a maior responsabilidade é com ela. O pai, pelo o que vejo, só fica com a parte boa.
Ela é super feliz e grata ao amigo, por ter tido o filho, e acho que a criança convive bem com essa situação.
Acho que no fim tudo se ajeita, se existir o amor.
Pq é com o amor que nosso caráter é formado.
Não conheci a família da minha mãe, só a do meu pai, e não me sinto inferior por isso, pq tenho e tive tanto amor da família do meu pai, que não me importa de não conhecer a familia de minha mãe.
Só sinto pela minha mãe, pq ela saiu da Bahia e nunca mais viu os seus familiares, ninguém nunca mais a procurou... Isso sim é triste...
Danubia Pereira (danubia_99@yahoo.com.br)
Qui, 28 Mai 2009 14:39:46 GMT
a causa
há dias uma amiga contou uma história desta: o cara se recusou a usar camisinha, ela estava apaixonada, e tomava pílula mas... engravidou! o cara - que tem ótima situação financeira - se recusou a participar e ela avaliou e resolveu que aos 33 anos tinha mais é que encarar e ter a criança (e olha que ela não mora perto de família, tem poucos amigos no Rio etc).
Mas aconselhei-a a pedir reconhecimento, justamente porque tive amigos que contaram a barra que é ter um traço na filiação. As mães foram amorosas mas você acaba escancarando a sua história familiar em qualquer situação burocrática. É meio complicado e doloroso, por mais amor que a mãe dê. A mãe está fragilizada, sim, mas, graças ao exame de DNA, a gente tem de trabalhar o orgulho e pensar primeiro no/a filho/a, que não nasce maduro e preparado para enfrentar os preconceitos. Ter o nome não vai garantir felicidade, sem a presença de um pai amoroso e presente, mas evita boa parte de situações constrangedoras, mesmo em um país tão 'liberal' quanto o Brasil.
ThaysSex, 29 Mai 2009 11:57:57 GMT
Concordo que o amor e o carinho devem contar mais que um nome na certidão, mas infelizmente é muito complicado para as crianças entenderem que o "pai"
não as quis,não as ama, etc
Datas como Natal, dia dos pais enfim são sempre tristes e melancólicas, por mais amor que a mãe de a estas crianças. Tenho uma conhecida que teve 2 filhos lindos e o pai não dá nenhuma assistencia
nem emocional nem financeira e elas chamam ao tio
de pai (parecem fisicamente realmente) e sinto que ele fica emocionado com o carinho das crianças mesmo sabendo que não é o pai delas, apenas o tio. Não foi ensinado a elas chamarem-no de tio mas naturalmente elas associaram a imagem dele ao pai e fico penalizada de ver os rostinhos delas suplicaram por um carinho que merecem e tem direito de ter do próprio pai, que ao que sei já teve outros filhos por ai e não mudou o jeito de ser com nenhum deles. Enfim , é um ser sem qualquer noção de carinho e respeito por aqueles que ajudam a por no mundo por puro momentos de prazer sem responsabilidade.
Fernanda, parabéns por dividir sua história conosco e espero que você e seu filho sejam sempre unidos e felizes.
bjos,
Helena
helena araujo (helenaaraujo98@yahoo.com.br)
Sex, 29 Mai 2009 17:34:14 GMT