Eu conheci uma pessoa que não conheceu o pai e como trabalhavamos em RH( era minha chefe)todas as vezes que ela ia fazer um registro em carteira de trabalho, ela lia a filiação, então diziam que tinha esta atitude por não ter o nome do seu suposto pai nos documentos, enfim acho que todos querem de fato saber quem são nossos ancestrais(nossa, pareço até um ancião)eu mesmo, não tenho o sobrenome de minha mãe e gostaria de tê lo, mas enfim o importante é ter ao nosso redor pais e mães presentes mesmo, com quem possamos contar, porque ter o nome na certidão de nascimento e os mesmos serem omissos como vemos por aí...
Beijos
Lu
Luciano (porto1966@click21.com.br)
Qua, 27 Mai 2009 19:25:17 GMT
Nossa, ter filho com pai presente, as vezes já é complicado,tendo os pais fazerem de tudo para que siga o caminho correto.
Agora imagina criar sozinha, seja por o pai não assumir ou até mesmo por produção independente. Situação dificílima e que deve ser muito bem pensada, e, que no final das contas só vem prejudicar a criança.
Mara
Qua, 27 Mai 2009 20:06:45 GMT
Amor independente
Penso na coragem de duas mães conhecidas minhas que não só adotaram como falaram a verdade às crianças desde o início, são independentes e muito amorosas. Uma é solteira e outra casada. Difícil sempre é, ainda mais na hora da burocracia, da documentação, identidade...Só que o amor prevaleceu à papelada, num desses casos o casal até leva o filho adotivo para visitar sua família de origem (extremamente humilde), para não se esquecer dos pais, dos irmãos, enfim, sem mentiras. E saber que teve a chance de construir um futuro diferente, melhor sim. Um gesto de amor que marca a vida dessas pessoas para sempre.
adriana sanzana (adrisanzana@hotmail.com)
Qua, 27 Mai 2009 20:25:27 GMT
complicado
É complicado mexer nesse assunto porque vc toca num vespeiro.
De repente a mulher engravidou o cara a largou e não quis assumir. Fazer o quê?
Acontece...
Outra coisa bem diferente é a mulher optar por uma produção independente.
Fico gelada quando escuto coisas do tipo" se eu não casar até os 35 vou partir para uma produção independente".
Será que isso não é um baita egoísmo?
A mulher está ,de caso pensado,exluindo um pai para essa criança e não apenas o pai como toda a família que ela ,a criança,poderia ter.
Uma espécie de buraco familiar.
A criança sempre vai ter que se deparar com um pai ignorado na certidão.Em todas as festinha dos dias dos pais ela será lembrada que não tem um.
Terá apenas uma parte da família a seu lado (a da mãe),com apenas a visão de vida da mãe!
É uma riqueza imensa conviver com a família materna e paterna.Aprendemos muito vendo e convivendo com famílias diferentes,recebendo amor de ambos os lados.
Tenho uma amiga que partiu para uma prdoução independente.Ela teve um menino.Os meninos encaram pior que as meninas a ausência do pai.Porque isso ocorre não sei mas o menino vive perguntando do pai,vive esperando que ele apareça no aniversário,no Natal.O menino fica pegando emprestado o pai dos outros.Fica querendo atenção dos pais dos amiguinhos.Eu acho triste.
Sei que milheres de crianças se criam sem pai e tem gente que vai dizer que vivem igual e que um mau pai é pior que pai nenhum mas porque não podemos arrumar bons pais para nossos filhos?
Acontecer é coisa,procurar é outra.
claudia collares (claudia.collares@redemeta.com.br)
Qua, 27 Mai 2009 21:10:44 GMT
Eu sempre entro aqui, mas nunca comento. Essa história me lembrou o novo comercial do Nebacetin. Vocês já viram? É genial, enquanto vai falando das mil utilidades da pomada vai mostrando as novas possibilidades de família. Pais com filhos adotados, mãe que é mãe e pai e até um casal gay (olha q muderno) com um bebezinho. Torço para que a menininha do cartório tenha muito orgulho da mãe que encarou todas por amor a ela, não é mesmo?
Giovanna
Qua, 27 Mai 2009 21:25:06 GMT
CC
Assim, eu e a minha namorada pretendemos ter filhos e não podemos, as duas, registrar a criança. Não queremos pais amigos, vai ser doador anônimo e tal. As vezes é questão de escolha, as vezes por impedimento. ;o)
Morenna (morennario@gmail.com)
Qua, 27 Mai 2009 21:32:04 GMT
Chefa minha opinião é a seguinte.
Melhor a mãe assumir a responsabilidade sozinha do que o sujeito registrar a criança e depois sumir.
Melhor carregar o trauma de ter na certidão de nascimento Pai Ignorado (a mãe pode inventar que o cara morreu ou qualquer coisa desse) do que ter na certidão o nome de uma pessoa que vc não faz idéia de quem seja pq o cara simplesmente sumiu.
Eu conheço os 2 casos da moeda pois tenho pessoas bem próximas a mim que passam por essas situações e o que posso dizer é que embora um pai faça na criança de qualquer, pai mesmo é quem cria, dá carinho e suporte.
Não precisa necessariamente ser padrasto, mas um tio, um padrinho, um amigo...
Renata Cristina
Qua, 27 Mai 2009 22:04:26 GMT
Renata,
Pelo menos a expressão 'pai desconhecido' não é mais usada. Botam filho de Fulana e pronto. O que já melhora muito
bjs
Cláudia Cecília (ccecilia@odianet.com.br)
Qua, 27 Mai 2009 22:48:56 GMT
É muito melhor criar um filho sozinho, com todas as dificuldades do que manter um lar com pai e mãe infelizes, com brigas todos os dias. Vivi isso e admiro muito minha mãe por ter tido a coragem de se separar com duas filhas pequenas.
bjks
katia (kbrandao21@hotmail.com)
Qua, 27 Mai 2009 23:58:47 GMT
FELICIDADE
Tenho 40 anos.e um filho de 06 anos.na epoca qd registrei meu filho sozinha,e me senti mt bem,mas senti como a sociedade e hipocrita.,td bem que um pai e necessario,mas qd ele nâo quer,è ponto final!!A Ana Carolina Nardoni,tinha um pai e deu no que deu..problemas existem sempre,independente do que è politicamente correto.è ser feliz,amar o seu filho e educa_lo para ser um homem de bem!!!
ANA ROSA (ana.rosa2@yahoo.com.br)
Qui, 28 Mai 2009 14:03:42 GMT
trabalhei na secretaria de uma escola,
e me deparei com muitas certidões sem o registro de pai ...
é triste mesmo. pois por mais q a mãe seja independente o suficiente para bancar e aguentar as pontas sozinhas. Fica sempre um vazio.
seja somente na certidão, ou no coraçãozinho da criança.
ju (juchardeli@gmail.com)
Qui, 28 Mai 2009 14:22:48 GMT
olá amiga, bom há cerca de 20 anos atráz, passei exatamente por isso que essa moça passou, fui ao cartório registrar meu filho.... só que quem me fazia companhia era minha mãe, depois que li esse comentário que vc fez, lembrei exatamente como me senti na hr emque o escrivão me perguntou o nome do pai, olhei constrangida para minha mãe e respondi que ee não tinha pai, e o pior é que ainda ouvi um "como não?" e minha mãe ai rspondeu ao homem, "não tem e pronto" eu tinha na época 17 anos, e foi realmente muito dificil, meu filho hj está com 20 anos e não tem nome de pai na idntidade, mesmo se passando tantos anos, o pai jamais o conheceu... ele é um rapaz maravilhoso, faz faculdade, e mora com minha irmã. Passei por muitas coisas nesta vida e ele acabou ficando com minha irmã a maior parte da vida dele, não me arrependo de ter tido este filho, mas foi muito dificil, graças a minha irmã e meu cunhado ele teve a presença de um pai, mas pode ter ceteza amiga, quem diz que não precisa de um pai pra criar um filho, mente pra si propria... um beijão pra todas e se qizerem podem me enviar e-mails ou me add no msn, adoro o blog e leio sempre, bjs
Fernanda Stogmuller (fstogmuller@gmail.com)
Qui, 28 Mai 2009 14:29:46 GMT
Olha, eu tenho uma colega de trabalho, que teve um filho com um amigo dela, por inseminação, e ela leva a criação do filho praticamente só, o pai registrou e vê o filho, mas a maior responsabilidade é com ela. O pai, pelo o que vejo, só fica com a parte boa.

Ela é super feliz e grata ao amigo, por ter tido o filho, e acho que a criança convive bem com essa situação.

Acho que no fim tudo se ajeita, se existir o amor.
Pq é com o amor que nosso caráter é formado.

Não conheci a família da minha mãe, só a do meu pai, e não me sinto inferior por isso, pq tenho e tive tanto amor da família do meu pai, que não me importa de não conhecer a familia de minha mãe.

Só sinto pela minha mãe, pq ela saiu da Bahia e nunca mais viu os seus familiares, ninguém nunca mais a procurou... Isso sim é triste...
Danubia Pereira (danubia_99@yahoo.com.br)
Qui, 28 Mai 2009 14:39:46 GMT
Parabéns, Fernanda Stogmuller pela coragem de se expor sua história.
Um grande abraço.
Renata Cristina
Qui, 28 Mai 2009 16:33:07 GMT
Faz muito tempo que não comento...mas esse caso caiu como uma luva no momento que estou vivendo. Estou grávida de 7 meses e acho que minha filha não vai ter o nome do pai na certidão. Eu sempre disse q teria um filho no meu momento, independente de qualquer coisa e conheci um rapaz e depois de 3 meses engravidei, ele sempre dizia que era o sonho dele também eu não tinha expectativa em um relacionamento com ele, mas tinha certeza que minha filha teria um pai...me enganei, a maior decepção da minha vida talvez e hoje acho q minha filha nem merece tê-lo como pai e com certeza eu precisava muito dele nesse momento.
Acredito até que ele queira registrar, mas acho que não vou querer, ele vai poder conhecê-la mas não quero q ele tenha deveres e direitos sobre ela...
Assunto realmente muito complicado e como vimos nos comentários acima, mas comum do que imaginamos.
Leticia Maia (leticia.maia@ig.com.br)
Qui, 28 Mai 2009 18:43:29 GMT
parabens, fernanda e gostei mt da sua sinceridade. meu marido tb ñ foi registrado pelo pai. e faleceu sem conhece lo. é mt triste isso sim. ele sempore quis conhecer o pai ms a mãe sempre escondeu. hj ela tem remorso da mentira mas agora é tarde demais.
Thaty
Qui, 28 Mai 2009 18:45:25 GMT
Histórias
Meninas,
Estou muito impressionada com as histórias que esse post está rendendo. E emocionada com a coragem de vocês de expor suas vidas, o que me faz acreditar que viramos realmente uma comunidade, no melhor sentido da palavra.
Isso nos faz ver como a vida tem tantas possibilidades que a gente não consegue nem imaginar. E como cada pessoa é capaz de fazer de sua história uma história única.
Letícia, tenho certeza de que quando sua menininha nascer ela vai te dar tanta alegria que o resto será o resto. E Fernanda, aposto como seu filho é grato por estar aqui.
Obrigada a todas vocês por essa participação tão bacana.
beijos
Cláudia Cecília (ccecilia@odianet.com.br)
Qui, 28 Mai 2009 19:16:54 GMT
a causa
há dias uma amiga contou uma história desta: o cara se recusou a usar camisinha, ela estava apaixonada, e tomava pílula mas... engravidou! o cara - que tem ótima situação financeira - se recusou a participar e ela avaliou e resolveu que aos 33 anos tinha mais é que encarar e ter a criança (e olha que ela não mora perto de família, tem poucos amigos no Rio etc).

Mas aconselhei-a a pedir reconhecimento, justamente porque tive amigos que contaram a barra que é ter um traço na filiação. As mães foram amorosas mas você acaba escancarando a sua história familiar em qualquer situação burocrática. É meio complicado e doloroso, por mais amor que a mãe dê. A mãe está fragilizada, sim, mas, graças ao exame de DNA, a gente tem de trabalhar o orgulho e pensar primeiro no/a filho/a, que não nasce maduro e preparado para enfrentar os preconceitos. Ter o nome não vai garantir felicidade, sem a presença de um pai amoroso e presente, mas evita boa parte de situações constrangedoras, mesmo em um país tão 'liberal' quanto o Brasil.
Thays
Sex, 29 Mai 2009 11:57:57 GMT
Concordo que o amor e o carinho devem contar mais que um nome na certidão, mas infelizmente é muito complicado para as crianças entenderem que o "pai"
não as quis,não as ama, etc
Datas como Natal, dia dos pais enfim são sempre tristes e melancólicas, por mais amor que a mãe de a estas crianças. Tenho uma conhecida que teve 2 filhos lindos e o pai não dá nenhuma assistencia
nem emocional nem financeira e elas chamam ao tio
de pai (parecem fisicamente realmente) e sinto que ele fica emocionado com o carinho das crianças mesmo sabendo que não é o pai delas, apenas o tio. Não foi ensinado a elas chamarem-no de tio mas naturalmente elas associaram a imagem dele ao pai e fico penalizada de ver os rostinhos delas suplicaram por um carinho que merecem e tem direito de ter do próprio pai, que ao que sei já teve outros filhos por ai e não mudou o jeito de ser com nenhum deles. Enfim , é um ser sem qualquer noção de carinho e respeito por aqueles que ajudam a por no mundo por puro momentos de prazer sem responsabilidade.
Fernanda, parabéns por dividir sua história conosco e espero que você e seu filho sejam sempre unidos e felizes.
bjos,
Helena
helena araujo (helenaaraujo98@yahoo.com.br)
Sex, 29 Mai 2009 17:34:14 GMT
OBRIGADA
Gente, fiquei realmente muito emocinada com o carinho de vcs, muito abrigada pelas lindas palavras, não imaginei que meu cometario fosse ser lido por tanta gente... obrigada pelo carinho!!! Um grande bj.
Fernanda Stogmuller (fstogmuller@gmail.com)
Seg, 01 Jun 2009 14:36:39 GMT
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