 |
|
 |
 |
Setembro, 2009 Agosto, 2009 Julho, 2009 Junho, 2009 Maio, 2009 Abril, 2009 Março, 2009 Fevereiro, 2009 Janeiro, 2009 Dezembro, 2008 Novembro, 2008 Outubro, 2008 Setembro, 2008 Agosto, 2008 Julho, 2008 Junho, 2008 Maio, 2008 Abril, 2008 Março, 2008 Fevereiro, 2008 Janeiro, 2008 Dezembro, 2007 Novembro, 2007 Outubro, 2007 Setembro, 2007 Agosto, 2007 |
| |
 |
| Daniel Pereira |
| |
|
|
|
Fim de mês é sinônimo de falta de dinheiro. E, neste fim de semana, quem tá duro tem que rezar para NÃO chover. Hoje (SEXTA, dia 28) é a gravação do DVD dos Escravos da Mauá, que terá 15 sambas do bloco (de 1993 a 2007). O evento é "de grátis" e marca a volta do "Fabuloso Grupo Eu Canto Samba" ao Largo da Prainha. Começa por volta das 19h. Quem tiver um capilé a mais pode conferir a Orquestra Imperial, no Canecão Petrobras. O endereço é avenida Venceslau Brás, 215- Botafogo. O evento começa às 22h e os ingressos custam de R$ 20 a R$ 100. Para SÁBADO (dia 29) eu indico mais um evento de graça: o Festival da Cultura Afro-brasileira, que acontece a partir das 19 horas, nos Arcos da Lapa. As atrações são Dudu Nobre, Nilze Carvalho e a Velha Guarda da Portela. A festa celebra o 19º aniversário da Fundação Cultural Palmares. Dali é partir direto para o Circo Voador, onde Teresa Cristina e o grupo Semente fazem o primeiro show do disco "Delicada". A faixa-título é uma parceria de Teresa com o cantor e compositor Zé Renato. O ingresso custa R$ 40. No DOMINGO (dia 30) tem o "Feijão Cultural" do Varandas Gourmet, na Lapa. E uma novidade: o Canal Brasil vai exibir! Presenças garantidas de Walter Alfaiate e do cartunista Lan, responsável por várias capas de discos de samba. Ambos serão entrevistados para o programa de TV. O convite é uma camiseta que custa R$ 30 e dá direito ao show e à feijoada. Começa por volta das 12h na Rua do Lavradio, 74. Os convidados das próximas edições são Dona Ivone Lara, Délcio Carvalho, Monarco e Noca da Portela, entre outros.
Outras opções de eventos na Agenda Samba-choro.
* Colaborou Anabelly Pontes “Fui pagodeiro e não tenho vergonha disso”. A frase é de um produtor, cantor, compositor e músico. Entre as suas várias funções, já produziu os grupos Sorriso Maroto, Imaginasamba e Swing & Simpatia. Seu último trabalho? Nada mais nada menos que a produção do CD “Samba Meu”, da cantora Maria Rita. Seus próximos projetos? Lançar um disco que fala do seu amor pelo morro e produzir o amigo Arlindo Cruz. É amigo e percussionista de Marcelo D2 e, mesmo debaixo de críticas, tem inovado ao apostar na união de samba, funk e hip hop. Não usa chapéu de palha nem terno branco, mas diz que aprendeu a gostar de samba ouvindo Moreira da Silva. Foi do grupo de samba romântico Bokaloka, onde soube o que é vender mais de 100 mil cópias e estar na televisão. É cria do produtor Bira Havaí. Bom, foram algumas boas horas de conversa no restaurante Nova Capela, na Lapa. A entrevista está gigantesca, mas vale conferir. É sem dúvida uma das pessoas mais coerentes com quem conversei sobre samba. Então, vou deixar que ele fale um pouco. Com vocês ... LEANDRO SAPUCAHY.
Como começou seu interesse pela música? Minha mãe sempre cantava samba e eu gostava muito dos ‘de breque’. Ela cantava Moreira da Silva, Roberto Ribeiro, João Nogueira ... com seis anos comecei a batucar. Em cada aniversário ganhava um instrumento novo ... aí, com 16 anos fui tocar na praia com um grupo de amigos. Na praia? É. A gente tinha até uniforme (RISOS) ... era divertido e o público gostava. O que você tocava? E como foi o início da carreira? Comecei tocando repique de mão num grupo chamado Brasil Samba Show. Nessa época esse tipo de grupo viajava muito para fora do Brasil e eles tinham acabado de voltar do Japão. Pouco tempo depois o pagode estourou e eu montei o ‘Água na boca’, que depois mudou para ‘Bocaloka’. Deu para ganhar dinheiro? Deu sim. Mas o que os grupos de samba romântico faziam com o público era uma vergonha. Era comum cantar em seis lugares diferentes por noite. Às vezes, a platéia esperava a gente até às 6h da manhã. Vendemos mais de 100 mil cópias no primeiro disco. Mas aquilo me cansou. Por que resolveu abandonar o pagode? A gravadora que dizia o que tínhamos que cantar ... o empresário dizia o que tínhamos que vestir ... diziam o tamanho das músicas e que as melodias e letras precisavam pegar fácil. Era o conhecido refrão chiclete ... então comecei a me cansar desse tipo de música descartável e queria ter mais autonomia. Mas como isso vendia, né!? Posso dizer que nunca mais na história da música vai acontecer um fenômeno como o pagode. Foi maior que os Beatles. Nunca ninguém conseguiu explicar como pôde se vender tanto disco em tão pouco espaço de tempo. O sucesso chegou muito rápido para os grupos. Você acha que isso teve algum impacto na carreira deles? A maioria do pessoal era muito pobre e começou a ganhar muito dinheiro. Era natural que começassem a fazer m... a galera queria comprar uma Ferrari, ter um cordão de ouro grosso, desfilar com as loiras ... era um deslumbramento. Muitos deles não imaginavam que aquilo acabaria um dia. Uma vez conversei com um ex-pagodeiro que me disse que sentia falta das mulheres rasgando a camisa dele na rua. Contou que ainda tinha muito dinheiro, mas preferia a fama. Já você ... foi trabalhar nos bastidores. O que te levou a tomar esta decisão? Oportunidade. Em qualquer profissão tem que se evoluir. Não é da noite para dia que se vira um grande sambista ... tem que entrar por alguma porta para depois seguir caminho. Comecei a ajudar o produtor Bira Hawaii, com quem aprendi muito. Aí entrei para a panela de gravação. Não me incomodo em deixar de aparecer. Não tenho esta vaidade. As fofocas te incomodam? De jeito nenhum. Não ligo para o que falam de mim. As pessoas têm o direito de falar e o artista tem que saber que esta é a regra do jogo. Quem não quer ser falado que não saia de casa. O Rio ainda é a maior vitrine do samba. Aqui na Lapa, por exemplo, só se fala nisso. Mas você nunca é visto nas rodas daqui ... Por que? São Paulo, principalmente, no interior é muito melhor do que o Rio. O público lá é de samba-espetáculo. Aqui se faz roda de samba. Qual é a diferença entre samba-espetáculo e o das rodas, além de um dar dinheiro e o outro não? (RISOS) A roda é um negócio mais improvisado, sem arranjo, sem cenário, sem figurino, sem repertório fixo ... os caras tocam seis horas direto e ganham só a cerveja. Já o samba-espetáculo é caracterizado pelo show, com músicas ensaiadas, palco com cenário, o artista troca de roupa... E o que você prefere? Eu prefiro a roda de samba, mas tem hora que você tem que mostrar que sabe fazer um som com uma qualidade melhor. Deixa só eu voltar um pouco na questão do público. O Rio tem muito mais tradição do que São Paulo, mas você diria que o público é menos exigente? Não. Eu diria que em São Paulo o poder aquisitivo é maior. Mas, se fosse este o motivo, o Sul do Brasil seria ótimo ... E é mesmo. Depois de São Paulo, o Sul é a melhor praça para shows. Aqui no Rio o povo quer curtir e tomar uma cerveja, quer cantar junto ... não está tão preocupado em quem está cantando. O paulistano está disposto a pagar R$ 30 reais, mas o carioca reclama de qualquer couvert e tem uma cultura de que mulher tem que pagar menos. Existe certo preconceito contra o hip hop e o funk. Mas você tem passeado bem por estes estilos e é criticado por isso. Enfim, discorra ... (RISOS) ... No morro o cara consome uma música mais popular, com letras mais fáceis ... até pela própria condição social. O samba de Bezerra da Silva, por exemplo, tinha que usar gíria ... o cara falava com gente do morro, que queria ouvir a história da sua comunidade no rádio. Você, de certa forma, faz este papel que o Bezerra fazia. Aliás, a delegada Marina Magessi disse que a sua música faz apologia ao tráfico ... Ela não entendeu nada. É igual a alguns jornalistas que saem falando as coisas sem nem ter ouvido o CD. Zé Ketti diz em uma de suas letras que o samba é a “voz do morro”. Você acha que o funk assumiu este papel? O que me aborrece muito em jornalista, direção de gravadora e críticos é que os caras não vão para a p%$#@ da rua! Não vão saber nunca que o funk hoje é o maior movimento de divulgação que existe. Eu não tenho essa barreira. O Marcelo D2, por exemplo, fez uma mistura... a tendência é essa: inovar. Um sambista que gosta de funk ... você sabe o que vão falar, né!? (RISOS) O funk é a coisa mais contagiante que eu vi nos meus últimos 10 anos de vida. Eu faço música para o favelado ... tenho ligação com o funk sim, e daí!? O grande lance é juntar a inteligência do funkeiro com a do sambista e colocar num só evento, por que não? É uma arrogância achar que só o samba é bom. Seu disco é um pouco isso, né!? Você não se prende às regras ... Eu não vivo do meu disco ... quero é dar recados para a sociedade. Você não acha que não depender da grana do disco te dá mais autonomia? Coisa que outros artistas não têm ... Acho. Mas o cara que faz música por amor tem que gritar, tem que brigar com a gravadora. Acontece que o cara que briga por qualidade é visto como marrento... Você poderia citar alguém que se enquadre neste perfil? Eu mesmo (RISOS). Parei de produzir o gênero romântico porque a gravadora queria impor tudo... e ainda me chamam de marrento. Deixa eu tomar mais uma cerveja ... (RISOS) ... Aliás, você não bebe? Não bebo, não fumo e quase não falo palavrão. Só xingo quando falo de política ou das injustiças e hipocrisias da sociedade. Aí, só xingando mesmo. Meu filho toma conta de mim e reclama se eu xingar. Tenho um monte de tatuagem, mas quando vou pegar ele na escola eu não deixo aparecer nenhuma (RISOS). Vamos para um assunto polêmico. Muita gente falou que você só indicou música do Arlindo Cruz para a Maria Rita. É verdade? A Maria Rita participou de tudo! É claro que fiz uma pré-seleção. Mas ela ouviu mais de 300 músicas para chegar nas que foram gravadas. O Arlindo é o grande poeta vivo da música brasileira ... ele está no nível de Cartola, de Nelson Cavaquinho e te tantos outros que fizeram um trabalho genial ... acontece que gostam muito de exaltar quem já morreu, mas eu reconheço o talento das pessoas em vida. Zeca (pagodinho) é outro fã do Arlindo. A Beth (Carvalho) gravou 9 músicas do Arlindo e ninguém fala nada. Eu que gravei 6 estão falando ... mas também não ligo não. Inclusive tem uma música de um cara desconhecido (Rodrigo Bittencourt) que foi selecionada e dá nome ao disco (Samba Meu). O cara ficou surpreso, chegou na gravadora pálido, pingando... Já o Arlindo é um cara que me mostra 50 músicas boas. É normal eu escolher 10. A maioria dos artistas escolhem regravações. Você não acha arriscado sair com tantas inéditas? Acho muito covarde fazer muitas regravações. As pessoas precisam enxergar o que há de novo. Mas pra isso tem que ter muita coragem. E nós tivemos. E como foi para você fazer o disco da Maria Rita? Você sabe o que andam falando por aí, né!? (RISOS) A Maria Rita me ligou ... o primeiro disco dela quem fez foi o Tom Capone, que era um produtor muito seguro. A morte dele fez ela ficar muito abalada. No segundo disco (produzido pelo Lenine) ela apanhou muito porque não estava bem de cabeça, foi um momento ruim para gravar ... ela teve filho e se separou logo depois ... mas a gravadora pressiona para fazer um disco por ano... Você teria dito que não era o momento para gravar? Com certeza. E como foi a produção do CD? Peguei os elementos que ela já usava ... misturei o baixo-acústico e o piano que vinha deste o Tom Capone e botei uma percussão bem baixinho. Não pude colocar muita batucada porque a voz dela é serena. E você gostou do resultado? Muito. O disco passa por todos os gêneros do samba ... samba-choro, samba-canção, samba-enredo, sambalanço... foi gravado à moda antiga ... foi tudo ao vivo ... ela não afina a voz e nem canta separada da base. Se errava alguma coisa a banda toda tinha que tocar de novo ... fizemos até sair perfeito. E o breque que a sua mãe ensinou ... (RISOS) O samba de breque eu deixei pro meu disco (RISOS). Por falar nele ... como está o trabalho novo? E como foi o primeiro disco? Tá quase pronto. Chega às lojas agora em novembro. Fiz um disco antes chamado “Cotidiano”, que tem uma música de 6 minutos. Inclusive, está no filme Tropa de Elite. Tive a parceria do Arlindo, do D2 e do Zeca. Este próximo vai se chamar “Morro de Amor”, que fala do amor que sinto pelo morro.
Ô sorte! O mestre Wilson das Neves fará uma participação especial nesta quinta-feira (dia 27) no baile comandado pelo grupo Anjos da Lua, no clube dos Democráticos. O músico é baterista de Chico Buarque e integrante da Orquestra Imperial e da Velha Guarda do Império Serrano. No repertório, sucessos como O Samba é meu Dom (Wilson das Neves/Paulo Cesar Pinheiro), Imperial (Wilson das Neves/ Aldir Blanc), Grande Hotel (Wilson Das Neves/Chico Buarque) e Partido Do Tempo (Paulo César Pinheiro / Wilson Das Neves). O evento faz parte das comemorações pelos cinco anos do Anjos da Lua no Democráticos. O grupo é formado por Eduardo Gallotti (voz e cavaquinho), Sandrinho (voz e tan tan), Pedro Holanda (voz e violão de sete cordas), Mariana Bernardes (voz e cavaquinho), Ruben Jacobina (voz e violão) e Sérgio Krakowski (pandeiro). A casa abre às 22h e o clube fica na Rua do Riachuelo, 91 – Lapa. Os ingressos custam R$ 15 (homens) , R$ 13 (estudantes) e R$ 12 (mulheres).
O samba embarca no Festival de Cinema do Rio 2007. Para hoje, a grande dica é “A Magia do Samba”, dirigido pelo diretor inglês Teddy Hayes. A trilha sonora é de Martinho da Vila e inclui sucessos como “Mulheres”, de Toninho Geraes, e “Madalena do Jacu”. O filme conta a história de brasileiros que vivem na Europa e decidem criar uma escola de samba. A sessão começa às 21h30m, no Odeon BR. Os ingressos custam R$ 13 e estudantes pagam meia.
A galera amiga do blog "O samba é meu dom" fez uma bela matéria sobre a nova geração de Partideiros do Cacique de Ramos. Entre os entrevistados está Henrique Hatischvili, carinhosamente chamado de Banana. Aliás, uma curiosidade: de onde vem este apelido? Haja disposição para chamar um cara de quase dois metros de banana. Para quem não conhece, ele é neto de João da Baiana e filho de Neoci, fundador do Fundo de Quintal e um dos maiores partideiros da história. Os Partideiros do Cacique se apresentam aos domingos, das 17h às 22h. Vele conferir!
Na semana passada estive no debate sobre carnaval de rua realizado na Fundição Progresso. Como sempre, nada de novo ... minha sensação é de que 90% de tudo o que se diz sobre samba e carnaval de rua é “mais do mesmo”. Uma pena! Se falou muito em resgate das marchinhas e me pareceu que esta era a maior bandeira do evento. Outra percepção minha é que existe um preconceito evidente contra o que é novo. É a velha máxima de que “bom é o de antigamente”. Não acho que a tendência seja a marchinha. Aliás, as marchas que tocam hoje são as mesmas do tempo da minha bisavó. Não vejo problema nenhum em misturar funk com samba, nem em vender camisetas ... não acho que as pessoas que vão para a Bahia não têm “o verdadeiro espírito do folião”. Aliás, fica parecendo que o folião é uma entidade, né!? “Espírito do folião” ... fala sério. Folião é aquele que brinca na paz. Muito embora eu prefira os moldes antigos, é muita pretensão ditar a regra de que carnaval bom tem que ser com marchinha. Qual é o problema da pessoa ouvir funk, forró, frevo, axé ou samba-enredo? Vou além ... seria ótimo se tivesse um bloco só para os bombadinhos brigões ... que vendesse um abadá de quinhentão (RISOS). Imaginem só que beleza se acontecesse uma festa rave no Riocentro durante o carnaval. Enfim, cada um que procure o que mais se encaixa em seu perfil. Outra bobagem tremenda é dizer que "o carnaval tem que ser improvisado”. Não quero ser o profeta do apocalipse, mas LOGO, LOGO VAI ACONTECER UMA TRAGÉDIA! Quando morrer uma meia dúzia num bloco superlotado, aí eu quero ver quem vai “improvisar” uma resposta. Quem vai assumir a responsabilidade de botar 50 mil pessoas em um local que só cabem 5 mil? Eu defendo que cada organizador trate com seriedade o seu cordão e só faça o que tem estrutura para fazer. Voto pela organização! Tem que ter banheiro químico e segurança particular. E outra: depender de governo para botar o bloco na rua não tá com nada e procurar jornal para mandar aos patrocinadores a mensagem de “me dá um dinheiro aí” chega a ser infantil. E viva o Zé Pereira!
CONFIRMADO! O “Fabuloso Eu Canto Samba”, do bloco Escravos da Mauá, volta a ensaiar na Praça Mauá na sexta que vem (dia 28). Valeu Eugênia!!!
Foi de emocionar o show da Beth Carvalho, no Circo Voador. Confesso que o coração disparou quando ela interpretou “As Rosas não Falam”, do mestre Cartola. Por várias vezes a “madrinha” deixava apenas o público cantando. Que coisa linda! Nunca vi uma platéia tão afinada. O clima estava tão contagiante que ela foi aplaudida até quando esqueceu a letra da música “Meu Guri”, de Chico Buarque. Estive na gravação do DVD dos 40 anos de carreira no Teatro Municipal e o show é uma continuação deste trabalho. Mas posso garantir que ela se superou. Diria que foi uma das melhores apresentações de samba que já presenciei. Destaque também para Marcelo Pizzoti, na interpretação “Ainda é tempo pra ser feliz”, de Arlindo Cruz, Sombra e Sombrinha. “Não é perigoso nada!” A roda de samba comandada pelos Partideiros do Cacique de Ramos também foi muito legal. A idéia funcionou. Para alegria da anfitriã da noite. “Lá no Cacique é que tem samba de verdade. Vocês precisam ir. Não é perigoso nada”, disse Beth.
Ela é chamada carinhosamente no mundo do samba de “madrinha”, completa 42 anos de carreira e acaba de ser indicada para o prêmio Grammy Latino. É consagrada no Brasil, no mundo e até no espaço sideral. Afinal, um robô da NASA foi acordado em Marte ao som de um de seus sucessos. Em uma longa conversa, conta que negou um convite do Ivo Meireles para ser madrinha da bateria da Mangueira, garante que não vai desfilar em 2008, comenta os rumos do samba e convida o público carioca para o seu primeiro show no Circo Voador, nesta quinta-feira (dia 20). Com vocês ... a “madrinha” BETH CARVALHO. Junto com outros artistas, você liderou uma luta pela numeração dos CDs. Qual foi o resultado? O resultado é que o Brasil foi o primeiro país do mundo a ter os CDs numerados. Foi uma vitória para os artistas. Desde os anos 70 se fala nesta causa e agora podemos saber a quantidade de discos vendidos. Antigamente, éramos obrigados a acreditar na gravadora. O Zeca Pagodinho seguiu o seu exemplo e acabou de lançar um selo. Você acredita que esta será uma característica daqui para frente? Depois da internet e da pirataria o caminho do disco ficou muito difícil. Acho que o melhor mesmo é ser o dono da matriz do CD e depois negociar com uma grande gravadora a distribuição e a divulgação. Desta forma conseguimos um percentual maior em cima das vendas. Mas para quem está começando isso é bem mais difícil ... Realmente. Eu e o Zeca já temos o nome feito. Quem começa tem que fechar direto com a gravadora e fazer um trabalho muito bom para se manter. Você é chamada de “madrinha” por diversos cantores e compositores. Como é lidar com este título? Não adianta ninguém me pedir para ser madrinha(RISOS). Na verdade, a madrinha é a mãe com açúcar e acho que este é só um jeito carinhoso que eles me chamam. Não dá para ajudar a todo mundo. Sou uma entusiasta por natureza e isso é só o meu jeito. O talento das pessoas me empolga e eu começo a divulgar. É puro coração. Acho que uma dificuldade para os compositores é que hoje tem menos cantores. Antigamente, tinha eu, Elizeth, Clara Nunes, Roberto Ribeiro, Alcione, Emílio Santiago, Martinho ... Eu lembro que fazia reuniões em minha casa para mostrar músicas novas para eles. Hoje em dia isso não acontece mais. Você poderia citar alguns compositores que lançou recentemente? São muitos ... Lancei Carlos Caetano, Moyses Santiago, Flavinho Silva, Fred Camacho, Júnior Dom, Mauro Jr, Xande de Pilares, Wanderley Monteiro, Álvaro Maciel, Gerson Gomes e Adilson Ribeiro. Meu baú ainda tem muita música inédita. O nosso povo é muito criativo e tudo é motivo de samba. Posso dizer que é possível contar a história do Brasil pelas letras de samba. Mas, você não acha que os artistas cismam com a “fórmula mágica” de só usar regravações? Quando eu comecei, as gravadoras queriam inéditas. Hoje em dia estamos na época das regravações. Isso é uma recomendação. Então, a culpa é das gravadoras ... Não é exatamente uma exigência. Mas, como já falei, o caminho do CD é difícil. Não se pode arriscar muito. Isso me dá angústia. Eu ainda resisto e usei várias inéditas no CD Madrinha do Samba. Agora estou com o show do meu DVD de 40 anos de carreira, que gravei no Municipal, só com músicas consagradas. É assim, temos que mesclar. Por falar neste DVD, ele acaba de ser indicado ao Grammy Latino. O que isso representa? É um sonho que foi realizado. Fizemos um pagode no Municipal(RISOS). Para mim, o samba é uma bandeira, é uma luta política ... é feito por gente negra e do morro, continua discriminado, não tem espaço na mídia ... esta indicação não é uma vitória só minha, mas sim do samba. Mas hoje em dia o samba não é só do morro. Afinal, fica cada dia mais caro freqüentar as rodas... Esta é uma questão complicada, mas acho fundamental ampliar os horizontes e aumentar o público. O que importa é que o morro continua fazendo música. No samba não existe classe social. O presidente senta junto com o gari. Esta é a magia. Vamos falar de um assunto delicado. Já deu para digerir o problema com a Mangueira? Aquilo que aconteceu no carnaval foi uma tragédia ... foi muito desagradável. Mas a minha alma está mais do que lavada. Juro que pensei que aquele senhor estivesse de brincadeira ... aquilo não teve o menor sentido. O povo percebeu isso. Não é à toa que fui aplaudida durante todo o desfile das campeãs, enquanto aquele senhor que me expulsou do carro saiu do Sambódromo vaiado. Você vai desfilar no ano que vem? O Ivo Meireles me convidou para ser a madrinha da bateria no ano que vem. Eu considero isso uma honra, mas neguei. A Mangueira para mim é um cristal que se quebrou. Sou mangueirense e amo a comunidade. As diretorias passam e a Mangueira vai continuar. Mas não tenho vontade de desfilar. Finalmente, vamos falar do show no Circo Voador (RISOS). O que o público pode esperar? Vai ser a continuação do trabalho que comecei no Teatro Municipal, com o CD de comemoração dos 40 anos de carreira. Mas acho que o show tem que ser diferente do disco. Então vou fazer uma ‘roda’ no palco, uma espécie de mesinha de botequim. Afinal, é de ambientes assim que sai o samba. Gosto deste tom de intimidade com o público, de tocar cavaquinho nas apresentações, me preocupo com o cenário e os uniformes dos músicos ... levo para o palco o que me dá prazer em fazer.
Martinho literário... A Bienal do Livro acontece no Rio de Janeiro, mas Martinho da Vila lança hoje (dia 18), na Livraria Cultura, em São Paulo, o seu sétimo livro. A obra se chama “Vermelho 17” e conta a história de um adolescente carioca que recebe o nome de Vermelho porque o pai dele, o barbeiro Gerônimo, torce pelo América Futebol Clube e é fiel ao socialismo. A trama trata de assuntos como a primeira experiência sexual, o relacionamento com os colegas, o primeiro amor, masturbação, filmes de sexo e violência na TV, drogas e o fascínio do jovem pela Internet. Compositor de mão cheia e cantor carismático, o “prefeito da Vila Isabel” já lançou obras como Vamos brincar de política? (Global Editora, 1986), Kizombas, andanças e festanças (Léo Christiano Editorial, 1992), Ópera negra (Record, 1998), Joana e Joanes – um romance fluminense (ZFM Editora, 1999), Memórias póstumas de Tereza de Jesus (Ciência Moderna, 2002) e Os lusófonos (Ciência Moderna, 2006). Martinho cinematográfico ... O “partideiro devagar” produziu a trilha sonora do filme "That´s Samba Thing" (A Magia do Samba). O longa será exibido ainda este mês, no Festival do Rio. O filme é do diretor inglês Teddy Hayes e conta a história de um grupo de brasileiros que mora na Europa e decide formar uma Escola de Samba. O bamba adaptou arranjos de vários dos seus sucessos, entre eles "Mulheres", do compositor Toninho Geraes, e a internacional "Madalena do Jacu". Martinho musical ... E, “devagar, devagarinho”, o homem que divide o título de “vascaíno mais ilustre do samba” com Paulinho da Viola mostra que está com disposição para dar e vender. Fez um belo show no Canecão no último fim de semana e ainda está na final de samba enredo da Vila Isabel. Aliás, Martinho concorre novamente com André Diniz. Só para lembrar, no ano passado teve um mal-estar na escola porque a música do Martinho e do Luiz Carlos da Vila foi cortada e o André se sagrou campeão. Desavenças de lado, os dois compositores são os maiores vencedores da Vila e este ano a disputa está acirrada. Ouvi dizer que já tem até “bolão” para descobrir quem será o ganhador ... e, se tratando destes dois, as apostas devem estar bem equilibradas.
Sabe quando você acha que conhece determinada coisa e alguém te mostra que ainda falta aprender muito? Pois bem, esta será a sensação de quem escutar o CD Terreiro Grande, gravado ao vivo por Cristina Buarque. Ainda independente, o disco é um primor de repertório e reúne pérolas de Paulo da Portela, Candeia, Francisco Santana, Manacéa, Alvaiade e outros compositores que dispensam comentários. No grupo, quinze músicos amadores que - junto da querida portelense - fizeram um trabalho para sambista nenhum botar defeito. São quatro pout-porris, totalizando 37 músicas, e quem ouve o CD se sente dentro de um verdadeiro terreiro. Mesmo com o abuso do agudo em algumas canções, a querida Cristina mais uma vez acertou na mão e preparou uma obra-prima para colecionadores e amantes do samba. Confesso que quando pego um disco com regravações imagino que vou conhecer pelo menos 50% das canções. Neste caso eu me enganei. Apesar das músicas serem antigas, não é aquela “estratégia mágica” de só pegar sucessos. Também, não dava para esperar menos de alguém que sempre “bebeu da fonte” e é uma das maiores pesquisadoras do samba. O show de lançamento aconteceu no último fim de semana em São Paulo. E, tomara Deus, que em breve chegue ao Rio. Afinal, seria uma das poucas oportunidades de ver e ouvir o xodó de Teresa Cristina e de outros músicos expoentes da nova geração.
Os Partideiros do Cacique de Ramos vão abrir o show da Beth Carvalho, quinta-feira, no Circo Voador, com uma roda na pista de dança. O formato é novo para o local e a estratégia de unir artistas e público bem interessante. Mas será que com a multidão que a “madrinha” arrebata vai funcionar!? Estarei por lá para conferir e contar para vocês. Aula de percussão Estão abertas as inscrições para aulas de percussão do mestre Bira Show, na FAETEC de Quintino. Para quem não conhece, ele é um dos grandes batuqueiros da terra do mestre Cartola. As aulas são gratuitas e abertas para pessoas a partir de 12 anos de idade. As especialidades são escola de samba e pagode de raiz. Outras informações pelo e-mail birashowmg@bol.com.br Samba solidário A ONG Projeto de Samba Mestre Robson para Pessoas Especiais está oferecendo cursos de mestre-sala, porta-bandeira, passista e percussão para portadores de necessidades especiais. Entre os alunos que mais procuram as aulas estão os com síndrome de down. Atualmente, a ONG já tem um grupo que faz shows e os interessados em participar devem comparecer à Rua Ana Néri 152/103, Benfica. O atendimento é realizado das 9:00 às 18:00. Mais informações pelo tel: 2580-0203.
Os grupos Ciranda e Galocantô vão se alternar às sextas no Capelinha, em Piratininga, Niterói. O evento começa sempre às 22h e o endereço é Av. Seis, nº 33. Os ingressos saem a R$ 10 (mulheres) e R$ 15 (Homens).
Recebi e-mails de alguns leitores questionando a transparência do júri do "3º Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas da Fundição Progresso - Prêmio Lamartine Babo". Amigos compositores, fiquem tranqüilos! Apurei informações que depõem a favor da imparcialidade garantida pelos organizadores. Vou citá-las: 1 – Os jurados não sabem os nomes dos compositores. No caderno só vai a letra da marcha; 2 – Apenas dois concorrentes se repetiram entre os finalistas. E, diga-se de passagem, estão acima de qualquer suspeita. São eles Eduardo Dussek e Homero Ferreira; 3 – O presidente do júri é o João Roberto Kelly, que também está acima de qualquer suspeita. Conversei com o pessoal da Fundição e sugeri que para o ano que vem os participantes usem pseudônimos e que as gravações não estejam na voz dos compositores. Isso para evitar que os jurados sejam sugestionados. Assim, não dá para avaliar uma música de Chico Buarque com os mesmos parâmetros de uma composição do “Seu Manel da Padaria”. Eles ficaram de pensar na idéia... Umas dicas para quem quiser entrar no concurso: 1 – O tema tem que ser de fácil entendimento; 2 – A letra tem que ser pequena; 3 - A melodia deve ser simples; 4 – Irreverência e duplo sentido é sempre legal, mas sem perder a elegância No mais, as 10 músicas finalistas serão gravadas num CD de distribuição nacional, e os 3 primeiros lugares ganham R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente. Inscrições até 11 de outubro, na portaria da Fundição ou imprimindo o formulário disponível no endereço www.fundicao.org. O telefone de lá é o 2220-5070. E viva o Zé Pereira!!!
Desde que eu freqüento samba é sempre a mesma história: todo mundo prefere o de antigamente. O engraçado é a propriedade que se fala do ontem. Tem gente que parece que inspirou o Raul Seixas no refrão “eu nasci há dez mil anos atrás. E não tem nada neste mundo que eu não saiba demais”. Pois bem, vou ser do contra novamente! Eu respeito o samba de antigamente, mas prefiro o samba de hoje! Acho mesmo que em 2057 vai ter gente dizendo que preferia o samba de 2007. Vamos às justificativas. Hoje em dia não é preciso correr da polícia para se fazer samba. Eu considero isso positivo. Quem quiser emoção que pule de asa delta. Eu não gostaria de ser perseguido não. Antigamente, as rodas eram poucas, mas, atualmente, tem samba para todo gosto. Tem roda de boa música, de “pegação”, têm as mais caras, as mais baratas, as que se pode conversar, as que se vai para dançar ... enfim, a variedade é uma virtude dos tempos atuais!!! A quantidade de bons compositores vivos é enorme. Entre eles Paulinho da Viola, Chico Buarque, PC Pinheiro, Délcio Carvalho, Elton Medeiros, Nei Lopes, Wilson Moreira, Martinho da Vila, Luiz Carlos da Vila, Arlindo Cruz e tantos outros. Isso sem contar a galera da nova geração que tá mandando muito bem e vou aqui citar alguns que considero excelentes como Pedro Holanda, Daniel Scisinio, Chico Alves, Pedro Miranda, Teresa Cristina, Mingo, Baiaco, Di Caprio etc etc etc. Concordo com Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito quando escreveram "ME DÊ AS FLORES EM VIDA", mas brasileiro e, particularmente, sambista só é lembrado quando morre. Este discurso saudosista é uma bobagem de gente que (sem perceber) quer enterrar o samba. Pois, para mim, o nosso “rei do terreiro” está vivo e vai muito bem. Graças a Deus! Deixo aqui o meu muito obrigado e respeito aos mestres que já se foram e agora devem estar num boteco de uma esquina lá no céu (se é que lá tem isso), mas não dá para continuar dizendo que só antigamente era bom.
Me senti provocado. Disseram na minha lata que conferi ao Candongueiro o título de “melhor roda do mundo” para fazer média com o dono do local. Senhores, devagar com este andor. A minha humilde opinião só interessa para o meu cachorro Dodô (um poodle branco peludo), que rosna quando alguém lá de casa discorda de mim. Acho que muita gente confunde a roda com o dono da casa, (seu Ilton) o barbudo a que o leitor Eduardo se referiu como “marrento” (RISOS). Só para esclarecer, não encaro o Candongueiro como “roda do Ilton”, mas sim como um patrimônio do samba, dos niteroienses e de tantos músicos que passaram por lá nesses anos. De qualquer forma, vou dar justificativas para o título que conferi (meio que sem perceber) ao bom e velho Candonga: • O Candongueiro tem mais de 10 anos e é uma das rodas mais antigas e tradicionais do Rio. E já dizia o ditado que é “panela velha é que faz comida boa” • A roda é bem cheia, mas não é insuportável. Quando chega a lotação máxima as portas fecham. Atitude que eu acho louvável. O resto da galera que não consegue entrar na primeira leva fica aguardando na disciplina do lado de fora, com cerveja gelada vendida pelas tias. Já vi casos de casais se formarem ali mesmo na espera. Uma beleza. • O público é sempre animado e bonito* (no sentido mais amplo da palavra*) • É muito difícil sair confusão. A galera que pinta por lá é pacifista e a favor da causa das baleias. Baleias bicho, digo ... • É bem fácil estacionar. Acreditem, isso é fundamental para mim! • Considerados os ingressos para estudante, o preço da casa é acessível. Acreditem, isso também é fundamental para mim! • A cerveja é de garrafa e pode ser comprada pelo mesmo preço de uma long neck na Lapa. E bebida barata faz parte do kit de sobrevivência do bom sambista, né!? • A casa é bem charmosa e simples. Quem chega ali se sente à vontade estando de bermuda ou de sapato. Uma vez vi uma patricinha de vestido do Espaço Fashion dizendo que queria ficar com um cara que usava chapéu de palha. Não. Eu não estava de chapéu. Uma pena! • Vamos agora falar da parte engraçada. O que é a “pegação” do Candongueiro? Da última vez que fui tinha um grupo de garotos disputando quem ia pegar a mulher mais feia. Não, eu não estava na disputa. • Ok. O repertório é eclético e popular. Mas não dá para dizer que é ruim. Afinal, a proposta é de roda de samba e não de show. Quem vai lá já sabe disso. • Ok, ok. O público deu uma “misturada”. Mas que problema há nisso!? A frase “respeito! Casa de samba” está por todos os lugares da roda e é seguida á risca pelos freqüentadores. Bom seria se todos os novos adeptos do samba usassem o público do Candongueiro como exemplo. Mesmo com um ou outro bobão aparecendo vez por outra, posso garantir que é um lugar de respeito. • Informação sigilosa. É a casa que paga melhor aos músicos. Chega a ser cinco vezes mais $$$ do que em alguns lugares na Lapa. Isso conta. Todo mundo toca feliz. • Sempre tem convidado bom. Velha Guarda da Portela, Dona Ivone Lara, Wilson Moreira e Trio Calafrio, só para citar alguns. OBSERVAÇÃO: sinto pela saída da Iracema e do Wanderley Monteiro. Acho que eles fazem falta, assim como Pizoti. Mas não dá para dizer que o samba ficou ruim. Definitivamente, isso não é verdade. Ufa. Acho que agora tá explicado. Alô Ilton, depois deixa aquela grana que a gente combinou em minha conta! (RISOS)
A galera amiga do grupo Ciranda vai parar de tocar no Fluminensinho. O motivo da pausa é que os integrantes acompanham vários artistas e faltou tempo e dinheiro para se dedicar às apresentações em Niterói. Afinal de contas, o samba era "feito no amor". Porém, a decisão é temporária e eles não descartam a possibilidade de voltar em breve.
“O grande problema das rodas é que, quando você está com público muito grande, o cara só quer cantar samba que o pessoal conhece”. A afirmação é do mestre Rubem Confete, em uma bela entrevista feita pela galera do blog “O samba é meu dom”. Em um descontraído bate-papo, o bamba dá uma verdadeira aula de samba e conta que pretende gravar um DVD chamado “Tributo a Zumbi dos Palmares”, com seis ou sete músicas de autoria própria, além de parcerias com Nilze Carvalho e Délcio Carvalho. Para quem quiser conferir, o endereço do blog é http://osamba.wordpress.com/.
Para felicidade geral da nação, o Terreiro do Galo está de volta, mas, agora, em novo endereço. O local escolhido foi o Grajaú Tênis Clube. Como o próprio nome já sugere, o samba é comandado pelo grupo Galocantô. A roda acontece todos os domingos, das 17 às 22 horas e o ingresso sai por R$ 10. O clube fica na Rua Engenheiro Richard, 83. Uma dica para os pais: tem atividade para as crianças. O evento tem os mesmos moldes do que acontecia na quadra da São Clemente, na avenida Presidente Vargas. A casa fica bem cheia e o público entende de samba. Um ponto positivo: apesar de ser uma roda, as músicas são ensaiadas, o que é um bom diferencial para o grupo.
Um “alô” aos compositores! Estão abertas as inscrições para o "3º Concurso Nacional de Marchinhas Carnavalescas da Fundição Progresso - Prêmio Lamartine Babo". As músicas podem ser inscritas até o dia 11 de outubro. As 10 finalistas serão gravadas num CD com tiragem mínima de três mil cópias e distribuição nacional. Os três primeiros lugares ganham R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente. Outras informações no site www.fundicao.org. Oba!!! Tá chegando o carnaval!!! Viva o Zé Pereira!!!
Zeca pagodinho vai virar empresário. O bamba está inaugurando o selo ZecaPagodiscos e hoje acontece a gravação do primeiro DVD, o “Cidade do Samba”. Mas, apesar de estar entrando para o mundo dos negócios, ele mostrou que continua o mesmo de sempre: ficou todo enrolado para dar o nó da gravata e não titubeou em pedir ajuda. “Seu Walter Alfaite! Me socorre, por favor! O senhor é o homem da elegância”, disse em tom gaiato, na gravação de ontem. Neste primeiro trabalho Zeca apostou em duplas de cantores (mas não é sertanejo não). Algumas parcerias são para lá de inusitadas. Por exemplo, Pitty vai cantar com Marcelo D2. Tem ainda a dobradinha de Dudu Nobre e Chorão, cantando ‘Posso Até Me Apaixonar’. Seu Walter Alfaiate divide espaço com Negra Li na música “Jura”. O Cidade do Samba conta com a participação 46 artistas. Nomes como Martinho da Vila, Alcione, Ivete Sangalo, Gilberto Gil, Daniela Mercury, Almir Guineto, João Bosco,Velha Guarda da Portela, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Lenine, Vanessa da Mata, Roberto Silva, Erasmo Carlos, Teresa Cristina e, é claro, o próprio Zeca. Mesmo optando por artistas mais conhecidos no primeiro DVD, o selo Zecapagodiscos deixou a galera da nova geração bem ansiosa. Todo mundo quer gravar com o embaixador de Xerém. Para quem não sabe, ele é um dos artistas que mais “quebram o galho” da galera que vive no mundo do samba. O resultado do primeiro trabalho chega às lojas em outubro e aí é aguardar para ver quem serão os artistas pinçados para integrar o novo selo.
Oswaldo Cruz e Madureira ainda são as maiores referências do samba e é claro que não podemos esquecer Mangueira, Vila Isabel e o famoso Estácio. Mas me arrisco a dizer que o samba hoje tem uma nova morada: minha querida cidade de Niterói, terra onde nasceu Ismael Silva. Vamos ver se eu estou equivocado? A maior e mais tradicional roda “do mundo inteiro e do exterior” é o nosso Candongueiro e a casa de melhor infra-estrutura é sem dúvida a Quinta do Parque. E o que falar do Coisa da Antiga? Tem samba mais "pé no chão" no Rio de Janeiro? Roda de malandro da melhor qualidade. Malandro sem frescura, sem papagaiada ... Posso garantir também que, junto da vizinha São Gonçalo, é a cidade do país que tem mais músico por metro quadrado. São de lá Marquinho Basílio, Daniel Scisinio, Wander Fontana, Alessandro Cardoso, Charles 7 cordas, Rodrigo Jesus, Pizoti, Almir Sodré, Dinho, Leandro Saramago, Júlio Hertal, Alfredo Del Peño etc etc etc ... só para citar alguns dos que acompanham os grandes nomes do samba. Acredito mesmo que “o outro lado da poça” tem potencial para se tornar a maior potência do samba. E não é à toa que a cidade inaugura tantas rodas. Então, vou aqui dar um roteiro de Niterói. Quem quiser reforçar e/ou discordar da minha opinião basta deixar um comentário aí em baixo da lista. SEGUNDA-FEIRA O grupo Ciranda comanda um pagode (pagode do bom, digo) no Fluminensinho. Fica perto da Faculdade Universo e custa só R$ 5. A galera tira onde de tocar samba e faz a linha do Zeca e do Almir Guineto. É roda de malandro partideiro. TERÇA-FEIRA Tem o grupo Situkerê no Mãe D’água. Sim, eu sei que o nome não é dos melhores, mas a galera é muito boa. É grátis e o bar fica em frente à Cantareira. O público é de universitários e o repertório bem variado. QUARTA-FEIRA 1 - O Grupo Samba da Amendoeira se apresenta no clube Barradas, no Largo do Barradas – Barreto. A galera é super do bem e cada dia dedica parte do repertório a um mestre sambista. Para quem quer conhecer sambas que ainda nem foram gravados, lá é a fonte. Sempre tem convidado como Galocantô, Batuque na Cozinha e Nossa Arte. Isso para não citar os compositores Baiaco, Vantuir, Ismael Brito, Orlando Magrinho, Juninho Tibau e Chiquinho Vírgula. O grupo é composto por Phelipe Ornelas, Yuri, Money, Fábio Ornelas e Mingo, todos, músicos, compositores e pesquisadores. O preço é um presente: mulher paga R$ 3 e homem R$ 5. 2 - O projeto "Quarta-Tem" acontece na Toca da Gambá. A casa começou com o grupo citado acima, mas atualmente cada mês recebe uma galera diferente. Este mês os músicos são Alexandre Nunes "Marmita", Wander Fontana (violão 7 cordas), Dinho (percussão), Gustavo Carvalho (percussão) e Ranieri Tiago (flauta). Couvert: mulheres a R$ 4 e homens a R$ 7. O endereço é Rua Carlos Gomes, 23 – Barreto. QUINTA-FEIRA Tem samba do Sacode Carola no Botequim Honesto, em Santa Rosa. Custa R$ 7 e a casa é bem legal e está sempre cheia. O grupo tem bamba como Francesco e Rodolpho Dutra. Só tem um problema: não dá para prestar atenção no samba porque fica passando uns vídeos de futebol. SEXTA-FEIRA Sexta é dia da Choro Malando no Coisa da Antiga. Esta é a roda indicada para quem gosta de música boa. É um local onde os músicos tocam com prazer e o repertório acompanha o humor da galera. Como eles sabem tocar de tudo, pode ser que façam uma seqüência de serestas, de coco, maxixe, ciranda etc. Tem sempre um convidado por lá. Aliás, tive uma das minhas maiores alegrias naquela roda: cantei com o acompanhamento do mestre Raul de Barros. Privilégio que certamente contarei para os meus netos, se é que eu terei netos. Fica na Av. Ewerton Xavier (ex-Av. Central), 3360 (500m antes do Ubá-II). SÁBADO De 14 em 14 dias acontece a maior roda de samba do Brasil. Estou falando do Candongueiro. É a maior e mais respeitada roda de samba que conheço. Fica na Estrada Velha de Maricá, em Pendotiba. É longe demais, mas nem isso inibe o público. Uma verdadeira multidão chega por lá. A fila na porta é gigantesca e por isso vale chegar por volta das 21h. A roda começa lá pelas 23h. De um tempo para cá a casa deu um inchada e trocou alguns músicos, mas continua maravilhosa. Satisfação garantida. Uma dica: é uma “pegação” bem engraçada. Tem playboy atracado com coroa e patricinha com malandro. Tudo em nome do samba, uma beleza. DOMINGO 1 - Tem samba do Feijão de Corda no Convés, no Gragoatá. Custa só R$ 3. O repertório inclui músicas que falam da resistência africana. Todo mundo (público) que vai lá sabe cantar tudo e o lugar é um ponto de encontro de músicos. No violão está Bruno Brito e na voz o pai de santo mais gente boa do Rio de Janeiro, meu “cumpádi” Jamaica. 2 – O projeto Encontro com o Samba está de volta à Quinta do Parque. A programação acontece aos domingos e quem comanda a roda é o bamba Marquinhos Diniz (filho de Monarco) e o grupo Mulato Velho. Monarco, Mauro Diniz e o Trio calafrio aparecem de vez em quando por lá. O endereço é Rua Demétrio de Freitas, n° 83 – Pendotiba – Maceió. Fica logo na subida da estrada de velha da Região Oceânica de Niterói. O ingresso custa R$ 15.
|
|
|