 |
|
 |
 |
Agosto, 2008 Julho, 2008 Junho, 2008 Maio, 2008 Abril, 2008 Março, 2008 Fevereiro, 2008 Janeiro, 2008 Dezembro, 2007 Novembro, 2007 Outubro, 2007 Setembro, 2007 Agosto, 2007 |
| |
 |
| Daniel Pereira |
|
“Tá legal. Eu aceito o argumento. Mas não me altere o samba tanto assim. Olha que a rapaziada está sentindo a falta de um cavaco, de um pandeiro e de um tamborim”. Estes versos foram feitos para advertir o Benito di Paula sobre o seu estilo de cantar samba, com a base de piano. É isso que rola por aí, não é? Pois bem, de acordo com o próprio compositor da música “Argumento”, o elegante Paulinho da Viola, isso não passa de fofoca. A informação foi dada pela galera amiga do blog O SAMBA, que entrevistou o bamba esta semana. “Essa história estava rolando, mas eu não sabia. Até que fui a um programa de televisão, ao vivo, na Bahia, e o apresentador me perguntou se ‘Argumento’ era para o Benito. Eu fiquei assustado. Disse que era mentira. Nunca faria isso com um colega”, afirma Paulinho da Viola. Tudo bem, eu aceitei o argumento do Paulinho. Mas não posso deixar de levantar a lebre: quem inspirou a música? A conferir ... PAULINHO versus AEDES Aliás, ouvi dizer que o Paulinho encontrou uns mosquitos da dengue lá na casa dele. Cuidado mestre, cuidado ... PS: A íntegra da entrevista será publicada na próxima edição do jornal "O Samba é meu dom".
A amada, idolatrada ... (salve-salve) Cristina Buarque decidiu abençoar os cariocas. Este fim de semana ela fará três shows, todos com o acompanhamento luxuoso do grupo paulista Terreiro Grande. O repertório é coisa de “garimpeiro de ouro”, entendem? Nos dias 28 e 29 (sexta e sábado) é na Sala Baden Powell e dia 30 (domingo) na Mal do Século.
 SERVIÇO: Sala Baden Powell Dias 28 e 29/03 (sexta e sábado) Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 360 – Copacabana – RJ Tel.: 2548-0421 Horário: 20h Preço: 20 reais (meia entrada pra idosos e estudantes) Mal do Século Dia 30/03 (domingo) Rua do Rezende, 26 Tel.: 2222-2972 Horário: 17h Preço: 15 reais
Dois representantes ilustres do mundo do samba comemoraram mais um ano de vida esta semana. Na quarta-feira foi o meu camarada Leandro Fregonesi que assoprou a velinhas. Para quem ainda não sabe, ele é o atual tricampeão do bloco “Simpatia é quase amor”. Ontem foi a vez da graciosa Simone Lial ser bajulada. Dona de uma voz ímpar, a branquinha mais neguinha deste Brasil varonil está em busca de gravadora. Aliás, ela já tem um CD gravado, que só falta empacotar e mandar para o mercado. Alô produtores!!! Felicidades para os dois!!!
Há dois anos sem lançar trabalho inédito, o Grupo Revelação está de volta aos estúdios. Quem assina a produção é o competente Bira Havaí e o lançamento está previsto para julho. A surpresa é que o novo trabalho terá uma regravação de Benito di Paula, "Beleza que é você, mulher", além de uma faixa exclusiva para a internet. Eu admito: sempre gostei do Benito di Paula, acho que Revelação é samba (sim) e o Bira Havaí é um dos melhores produtores do gênero. Dito isso, sei que vou levar pedradas de alguns que defendem a "essência" do samba, mas saibam que não crio mosquitos da dengue, nunca roubei dinheiro das crianças da África, não sou a favor da bomba atômica e não tenho nenhum grau de parentesco com Osama (RISOS).
Em homenagem ao centenário de nascimento do Cartola, a Deckdisc lança em junho um CD instrumental com músicas pouco conhecidas do compositor mangueirense. Moyseis Marques terá a honra de fechar o disco com "A canção que chegou”, única faixa não instrumental do projeto. Produzido por Henrique Cazes, o CD traz no repertório músicas de Cartola em parceria com Aloisio Dias (“Eu e a lua”, “Meu primeiro amor” e “Ingratidão”), com Nelson Sargento (“Deixa”) e com Paulo da Portela (“Perdoa”), além de “Colombina”, “A vila emudeceu” e “Desperta querida”. Carlos Malta (sax e flautas), Marcello Gonçalves (violão sete cordas), Joel Nascimento (bandolim), Paulo Sérgio Santos (clarinete), Rildo Hora (gaita) e mais os violonistas do Quarteto Maogani são os músicos que participam do projeto, além do próprio Cazes, no cavaquinho.
Quase 600 músicas gravadas, sendo executadas por mais de 70 intérpretes. Os números são de impressionar, mas refletem apenas um pouquinho de quem é Arlindo Cruz. De um tempo pra cá, para ser mais exato, desde que começou a “trocar figurinhas” com Marcelo D2 e Leandro Sapucahy, a carreira do nosso “Sambista Perfeito” teve um “boom”. Ontem, quando ele se apresentou no Domingão do Faustão, isso ficou comprovado. As aparições de Arlindo na mídia se multiplicam ... sempre em tom de elogio, diga-se de passagem. E o que dizer da principal vinheta da TV Globo? Alguém poderia imaginar uma aceitação deste tipo na época de Donga e João da Baiana? É prova de que os tempos são outros, de que a mídia finalmente está olhando com mais atenção para o samba.

Conversei com ele antes do lançamento do último disco. Queria falar sobre o CD, mas acabamos batendo um papo pra lá de produtivo sobre o mundo do samba. Infelizmente, não achei conveniente publicar a entrevista ... Arlindo tem a mente à frente do seu tempo e existem verdades que AINDA não podem ser ditas. Talvez apareça um pouco do que conversamos na biografia dele, que, aliás, já está sendo escrita. Talento musical ele sempre teve. Como diria o Zeca Pagodinho, “Arlindo é uma fábrica de inspiração”. Poucos sambistas conseguem passear pelos subgêneros com tamanha desenvoltura. Já o Leandro Sapucahy me disse que “o Arlindo é o gênio do samba de hoje em dia”. Outro compositor, este de samba-enredo, o André Diniz (Vila Isabel), definiu a carreira do “colega” de profissão com a frase “Arlindo é O Cara”. Mas, faltava um algo mais na carreira dele. Alguém de tamanha relevância para a MPB não pode ficar restrito ao mundo do samba. Ele precisava voar mais alto. Precisava ganhar o Brasil. Aí veio a gravação de “Numa Cidade Muito Longe Daqui (Polícia ou Bandido?)”. Marcelo D2 e Leandro Sapucahy deram o start neste sentido. Sim, ele já tinha feito dezenas de outros sucessos, mas este foi além dos muros do samba. A consagração chegou no disco da Maria Rita. O gênio do samba emplacou seis músicas no CD "Samba Meu", também produzido pelo Leandro Sapucahy. No meio do samba se falou um monte de bobagem sobre isso, mas ele foi em frente ... Maria, como não deixaria de ser, ganhou as rádios e as TVs. E sempre lembrava o nome de seu principal compositor ... Agora, finalmente, chegou a vez de Arlindo Cruz. Não dá para fechar os olhos, ele é a bola da vez. Ao que tudo indica, o samba ganhou mais um representante em nível nacional. Preparado, inteligente, educado, bom malandro ... enfim, um SAMBISTA PERFEITO.
Ontem foi um dia especial. Estava eu no show da talentosa Cissa de Luna, no Bar da Ladeira, quando vejo entrar um jovem senhor de chapéu de palha. Era o poeta Mano Melo, um dos gênios deste país, de quem me tornei assumidamente fã. Conversei com a Cissa que, carinhosamente, abriu o espaço para o mestre recitar algumas de suas poesias. Foram duas na verdade, para aplausos calorosos do público.
SUI GÊNERIS Mano Melo Este é um país sui gêneris. As putas gozam Os cafifas se apaixonam Os valentões apanham Os ministros cantam e As ministras dão. Os machões também. Os ladrões prendem A polícia assalta Os patrões fazem greve Os ateus rezam Os padres praguejam Os catedráticos não lêem Os analfabetos escrevem Os banqueiros choram Os mendigos dão esmola Os gatos latem Os cachorros miam Os peixes se afogam As frutas mordem As formigas dão leite As vacas põem ovos As galinhas têm dentes Então, Quer parar De me cobrar Coerência, Pô!
 SEXO EM MOSCOU Mano Melo Quando comecei a passear meus dedos Pela sua marighelazinha já ficando molhada Ela teve medo e recuou na resistência: - Stálin! Stálin! Mas depois deu uma olhada Viu meu sputinik pronto a entrar em órbita Exclamou feliz da vida: - Gue Vara! Gue vara! - Que Nikita mais Krutschev! Eu era o sessenta Ela era lunática rainha Lunik 9 Me sentia como se estivesse dando um cheque-mate No próprio Karpov E por não ser nem fidel e nem castro Lambi sua rosa de Luxemburgo E a linda bolchevique geminha tesudinha: - Ai língua de seda, Maravilhosa, Me Lenine toda, meu bem Me Lenine toda, Todinha! Arranhava minhas costas com suas unhas de mil caranguejos E sussurrava entre beijos: - Marx! Marx! E o colchão de molas rangia: - Mao tse tung! Mao tse tung! Me chamou de seu tesão Maiokovsky do sertão Engels azul do meio dia Poeta do real Sua fantasia Olhou-me nos olhos e disse: - Tú és o meu Brejnev! E ficamos por um tempão Deitados no colchão de neve E nos amávamos Esperando o intervalo Entre uma e outra greve Trotsky! Ela tinha uma bezerra gregoriana Que deixava lamarcas E quando o êxtase atingiu ao seu máximo górki Quando estava prestes a acontecer um orgasmo dissidente Sussurrou rangendo os dentes - Chove dentro de mim, Chove, chove, Gorbatchev!
Há muito tempo procuro um jeito para mostrar para a galera do samba que se digladiar é feio. Mas, como diria o capitão Nascimento, quem disse que a vida é fácil? Juro que ultimamente tenho pensado em mandar uma carta ao secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, pedindo intervenção internacional no "rei do terreiro" (RISOS). Os mais exaltados são capazes de defender as suas opiniões até com dedo no olho, pernada no pescoço e bico na canela. E, na maioria das vezes, se dizem "resistentes" sem perceber que estão resistindo a eles próprios. Enfim, cada um segue a vida do jeito que achar conveniente, mas muito talento está sendo desperdiçado por causa dos muros da vaidade e da intransigência. É uma pena. De verdade, é uma pena. Agora, uma questão de posição: 1 - Sempre serei contra discurso preconceituoso 2 - Falar mal é mole, quero ver me pagar um chope 3 - Acho uma tremenda bobagem esta coisa de "samba de branco" e "samba de preto". Samba é samba e ele pode ser de qualquer um. Inclusive de amarelos e vermelhos. E até de verdes, caso os marcianos existam e queiram conhecer a Terra 4 - "Tudo que é bonito é para se mostrar". Se esconder do público para preservar a "raiz do samba" também não ajuda muito 5 - Quem quer viver de música (de arte) precisa entender que a crítica vai sempre existir. É preciso ter equilíbrio emocional para lidar com ela 6 - Na escolha de uma linha de samba que determinado artista vai seguir não existe certo e errado. É só uma questão opção. E cada um é livre para escolher o que fazer da própria vida 7 - Ninguém é obrigado a gostar do repertório do outro, mas nem por isso justifica dizer que "o cara se vendeu" 8 - Cordialidade, educação e respeito são regras do bom viver 9 - Não dá para pensar na "Teoria da Conspiração" em tudo. Às vezes perdemos oportunidades porque estamos nos defendendo de alguém que não quer nos atacar 10 - Um recado para a galera "do contra": do lado de cá do blog tem uma pessoa de mente aberta e corpo fechado. Tomo floral regularmente ... deito e durmo que nem bebê. E ainda sonho com anjinhos fazendo uma roda de samba no céu (RISOS). Dito isso, forte abraço a todos e VIVA O ZÉ PEREIRA.
“Não há / Ó gente / Ó não / luar como esse / do sertão”. Apontado como um dos maiores clássicos do segmento sertanejo, a música Luar do Sertão já teve centenas de regravações, a mais popular delas com Chitãozinho e Xororó. Mas, o que isso importa para um blog de samba? Para quem não sabe, a harmonia deste sucesso é assinada pelo violonista João Pernambuco. Quem foi João Pernambuco? Depois de viajar pelo Brasil e pela Europa na década de 20 com os Oito Batutas, o compositor estimulou a vinda de grupos nordestinos para o Rio, como os Turunas Pernambucanos. Desta mistura floresceram mais grupos de Turunas e Batutas aqui pelo Sudeste, por onde passaram nomes como Noel Rosa, Almirante e João de Barro. Lá se vão mais de 60 anos de morte (1883 -1947), mas o violonista ainda é referência para jovens músicos do país. Na última semana, o grupo Turunas Cariocas, esteve em Petrolândia, para mostrar o amplo trabalho de pesquisa que fizeram sobre este representante do choro, do samba e da cultura nordestina. Com repertório pronto, o grupo busca apresentar o show em homenagem a João Pernambuco também no Rio. “Quando começamos a pesquisar a vida do João, e líamos que ele tinha nascido no sertão pernambucano, jamais imaginamos que estaríamos lá na terra dele. Para a gente foi uma emoção muito grande. Provavelmente as gerações mais novas de lá nunca ouviram falar em João Pernambuco. Mostramos o quanto a cultura deles é rica e importante para a música brasileira, em especial para o choro", disse Paulinho Ramos, bandolinista do Turunas Cariocas. O grupo Turunas Cariocas é formado por: Leo Fernandes (violão de 7 cordas), Fabio Neves (violão e viola), Paulinho Ramos (bandolim), Diogo Barreto (pandeiro) e a cantora Laura Zandonadi. Quem quiser saber mais informações sobre o trabalho deve entrar em contato pelo telefone (21) 9208-5279. *Colaborou Mabel Gomes

O samba sempre foi machista. Exemplos não faltam de que, desde a sua origem, o universo do “rei do terreiro” trata as "cabrochas" de um modo muito aquém do merecido carinho que elas merecem. Será que é possível mudar isso? Esta é a pergunta que fica no ar, quando estamos próximos do Dia Internacional da Mulher. Ataulpho Alves e Mário Lago já diziam: “Amélia que era mulher de verdade”. Um dos breques gravados por Kid Morengueira foi ainda mais enfático: “não é direito bater numa mulher que não é sua”, ou seja, na sua pode... Em “Dinheiro não há”, de Ernani Alvarenga, a letra também é bem pesada: "lá vem ela, chorando/o que é que ela quer?/Pancada não é, já dei”. Noel Rosa também não aliviou: “o maior castigo que eu te dou é não te bater, pois sei que gostas de apanhar”, disse ele sobre a mulher. Durante muito tempo os sambas eram feitos (quase que exclusivamente) por compositores homens. E isso talvez justifique um pouco as letras tão machistas. Porém, atualmente, o dito "sexo frágil" mostra que seu talento vai muito além do forno e fogão, como se convencionou entre os marmanjos. Que o diga o time de estrelas como Teresa Cristina, Ana Costa, Maria Rita, Mart’nália, Marisa Monte e Zélia Duncan. De acordo com Teresa Cristina, os sambas são machistas, mas a mulher de certa maneira sempre foi a musa inspiradora dos compositores. “Já ouvi Monarco dizer que a presença da mulher na escola era o tempero do samba e sei que o Zé Kétti compôs ‘Leviana’ para uma mulher ele nunca esqueceu. Ou seja, escreveu a canção para tentar conter uma dor-de-cotovelo”, diverte-se. A cantora diz que este é o momento das mulheres terem sensibilidade para falar sobre os homens também. “Acho que vale a pena brincar com isso. E, cá para nós, motivo é o que não falta”, avalia sorridente. Para Maria Luisa Di Sipio, responsável pelo tamborim do Mulheres de Chico, mulher no samba é um sinal dos tempos. Casada há 20 anos e com dois filhos, ela concilia a paixão pelo batuque com o trabalho e afirma ter sentido o ambiente machista quando, após meses ensaiando na União da Ilha, não teve fantasia para desfilar na bateria da escola. “Achei que era machismo, mas também havia outras pessoas que estavam na escola há bem mais tempo que eu”, responde, sem mágoas. Em sua opinião, atualmente o mundo do samba está bem mais receptivo às mulheres; os homens estão mais conscientes. “Este espaço está definitivamente sendo conquistado. Tenho assistido a este movimento em vários lugares. O Mulheres de Chico, aliás, é um grande exemplo disso. Afinal, é um bloco com cerca de 30 mulheres”, observa, ressaltando que, ao contrário de outros artistas, não precisa cantar composições machistas, afinal Chico tem “alma feminina”.
 Nascida em 2005, exatamente para uma apresentação no Dia da Mulher, a Orquestra Lunar é a única composta só por cabrochas em todo o Brasil. O grupo tem 10 “meninas” de gerações distintas e, segundo a vocalista Vika Barcellos, “a mulher está ocupando seu espaço. Saiu daquela posição antiga de uma mera cozinheira que alimentava as rodas pilotadas por homens e assumiu um novo posto, seja cantando ou tocando. E nisso não há nenhum discurso feminista”, frisa.
 A responsável pelo trombone de vara da Orquestra, Kátia Nascimento, afirma ser alvo do espanto do público e dos colegas de trabalho. “Comecei a tocar aos 15 anos e, desde então, sou vista como queridinha quando toco entre os homens. No começo, eles desconfiam; depois, relaxam”, diz. É, “agora chegou a vez, vou cantar: mulher brasileira em primeiro lugar”. Parabéns para cada uma de vocês ... PS: E por falar em mulher, este texto contou com a apuração de uma que é pra lá de especial. Valeu Karla Rúbia!!!
Depois de ser surpreendido, na tarde de ontem, com a notícia de que Wantuir era o novo intérprete da Acadêmicos do Grande Rio, o presidente Fernando Horta, da Unidos da Tijuca, escola pela qual o cantor trabalhou nos últimos cinco anos, afirma que o profissional tinha contrato com a agremiação até 2009. Embora compreenda que a proposta tenha sido tentadora para Wantuir, Horta lamenta a perda do intérprete e diz que a prefeitura de Duque de Caxias não poderia ter interferido nas negociações com o puxador. "Soube pela imprensa que o Wantuir estava na Grande Rio e fiquei pensando se o que está escrito não serve pra nada. Sempre tive muito carinho por ele, que foi uma pessoa que sempre respeitei, tanto pelo ótimo trabalho que fez na Tijuca, quanto pela pessoa que é. E, apesar de estar decepcionado, ele ter aceito uma proposta de ganhar R$ 200 mil não me espanta. O que me deixou estarrecido foi saber, pelo Wantuir, ontem à tarde, que o prefeito de Caxias, Washington Reis, teria prometido emprego pra toda a família dele e dito que iria lançá-lo como vereador", disse Horta. O presidente da Unidos da Tijuca ainda não tem o nome do substituto de Wantuir, mas deve anunciar a nova contratação até a próxima semana.
Hoje (quinta-feira, dia 06), este blogueiro metido a cantor fará uma homenagem para um dos maiores “malandros” que este país já teve: o grande Bezerra da Silva. No repertório, além das músicas gravadas pelo bem-humorado pernambucano, vai rolar muito samba para malandro nenhum botar defeito. O local escolhido foi o teatro Odisséia, na Lapa. Começa às 22h e antes da minha apresentação tem ainda um show de abertura com um grupo de forró. Custa R$ 20, mas quem levar o flyer ou for estudante paga só R$ 10. Aliás, uma provocação: vocês já observaram que quase não se canta Bezerra da Silva na Lapa? Por que será?
O pessoal do Batuque na Cozinha está em festa. Hoje (quarta-feira, dia 05), acontece a gravação do primeiro DVD da galera, no Lapa 40°, com participações de Luiz Melodia, Leila Pinheiro e Ana Costa. Atenção para o horário: 18h. Ingressos a R$ 20 (homens) e R$ 10 (mulheres). O Batuque na Cozinha lançou em setembro de 2007 o primeiro CD “Sorria para o Samba”, que contou com participações de Beth Carvalho, Dudu Nobre, Gabriel Moura e Marcel Powell. Integrantes: André Corrêa (percussão e voz), Paulo Roberto (pandeiro e voz), Denis Sant’ana (tantan e voz), Ari Junior (banjo e voz), Domingos Oliveira (cavaquinho e voz), Álvaro Lúcio (violão e voz) e Dudu Oliveira (flauta).
Em duelo de compositores, BANANADA admite: “BAIACO sempre ganha ... nem que seja experiência” Ontem, na roda dos partideiros do Beco do Rato, Baiaco, grande versador carioca, apanhou na frente da galera. Ele quis comprar a briga do amigo Coelho e se deu mal ... Calma, calma... não foi nada violento. Na verdade, ele perdeu em quase todos os versos para outro grande versador, o Bananada, novo Noel Rosa da Lapa. Teve até torcida e, é claro, muita risada. Quem diria? Mesmo depois de algumas doses, a "versão muito louca do nosso poeta da Vila" matou dois “coelhos” com uma cajadada só. A revanche está marcada para semana que vem. A conferir ...
A Teresa Cristina me falou sobre a emoção de assistir o show dos seus ídolos da adolescência, os metaleiros do Iron Maiden. Mas, infelizmente, o tão sonhado encontro não aconteceu. “Chegar perto deles é muito difícil e eu não quis ficar frustrada em tentar e não conseguir. Posso escolher o que ouço. Escutei várias coisas para definir aquilo que gosto. E acho o Iron Maiden maravilhoso. Eles têm verdade e são muito atuais”, disse. O interesse de Teresa pela banda inglesa começou aos 16 anos, mas ela nunca foi de andar de preto. “Minha mãe queria jogar os discos fora. Ela ficava apavorada com as capas e com uma risada que tinha no meio de uma das músicas”, relembra. Ela diz que curte um metal mais leve, mais melódico, em que se pode entender a letra. “Eu conheço várias músicas do Van Halen também. Nunca curti aquele ‘uhhhh’ do metal mais pesado”, brinca. A sambista comenta que o Bruce Dickinson (FOTO) fez letras que podem ser transportadas para a realidade do Brasil. “'Powerslave' (Escravo do Poder), por exemplo, fala sobre um faraó que pensa ser Deus. É uma coisa meio Eurico Miranda, né?”, compara a vascaína.
Mas, Teresa, você não fica preocupada com o que as pessoas do meio do samba vão falar? “Limitar não ajuda em nada. Precisamos quebrar as barreiras do samba. A música não tem limites. Eu sou um exemplo vivo de que é possível gostar de vários estilos. Fui ao show, gosto do grupo e me diverti muito”, completa.
 Senhoras e senhores sambistas, a atitude da Teresa ao assumir que gosta do Iron foi uma aula de samba. Faço minhas as palavras dela, precisamos quebrar preconceitos e estereótipos. Não dá para continuar “contra todos e contra ninguém”.
Entre os amantes do bom e velho rock n’roll não se fala em outra coisa: o Iron Maiden está no Brasil. E vejam vocês que a querida, amada, idolatrada e salve-salve Teresa Cristina é uma das fãs do grupo inglês. Dá para imaginar a nossa sambista nota 10 “batendo cabeça” ao som dos “amigos do cramunhão”? Pois ontem (dia 2) ela era uma das 37 mil pessoas que lotaram o show da banda, em São Paulo. A cantora é da mesma gravadora do Iron Maiden, a EMI. E estava previsto um encontro entre ela e os ídolos de sua juventude. E aí, será que rolou? Assim que eu conseguir falar com ela conto para vocês como foi.

Ontem eu tive o prazer de receber a Simone Lial em minha roda de samba, lá no Bar da Ladeira. Que pessoa maravilhosa (no sentido mais amplo da palavra). Boa cantora, simpática, bonita, inteligente ... Conversamos um pouco sobre o canto, os encantos e os desencantos do nosso querido “rei do terreiro” e ela me contava da dificuldade para conseguir divulgação, patrocínio, produção etc, etc e etc. Enquanto isso ... os gêmeos (ex-Karametade) Vavá e Márcio (aquele que saiu pelado na G) ganharam dois blocos inteiros na Record. Os dois foram ao programa do Márcio Garcia para arrumar namorada. A estratégia rendeu ainda mais uma apresentação na TV, que vai ao ar na semana que vem.
|
|
|