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Daniel Pereira

Sexta-feira , 30 Maio, 2008

A boa do fim de semana ...

Fim de mês, grana curta ... é aquele negócio: quem tá duro reza pra chover, né? Claro que não, pô. Preparei umas dicas de eventos gratuitos e outros bem baratinhos. Como alguns deles são ao ar livre, vale rezar para NÃO chover.

SEXTA

Vejam que beleza. Quem quiser conhecer um pouco da cultura da Itália pode ir hoje (sexta-feira) à Praça Virgílio de Melo Franco, atrás do consulado daquele país, para a “Festa da República Italiana”. A abertura do evento fica por conta da Orquestra Tabajara. Depois tem show da galera do Casuarina. Começa às 18h, mas o Casuarina se apresenta às 22h. É grátis.

Outra boa pedida é a roda da galera da Escravos da Mauá, com o "Fabuloso Grupo Eu Canto Samba". O batuque acontece no Largo da Prainha, atrás da Praça Mauá. Começa às 19h e também é grátis. Uma ressalva: se chover eu não aconselho, não.

SÁBADO

No sábado a boa é o Choro na Feira, na Praça General Glicério, em Laranjeiras. Ali é possível comer um pastel 100% e ainda ouvir o som 100% comandado por Marcelo Bernardes. Começa às 11h. Também é de graça.

Para quem “espera alguma coisa de um sábado à noite”, minha sugestão é o show de Elisa Addor, que será acompanha do grupo Conversa de Botequim, no Café Cultural Mal do Século. Começa às 22h e custa R$ 15.

DOMINGO

Em Guadalupe, uma oficina mecânica foi transformada em uma bela casa de Samba. E assim nasceu o “Samba da Oficina”, na rua Jornalista Hermano Requião, 222 - Guadalupe-RJ (Antiga R. 14 - Posto de Saúde de Guadalupe). Custa só R$ 5. Começa às 14h e vai até às 21h30. Caramba 7h30 de samba. Haja repertório ...

Ainda no subúrbio, lá na Piedade vai rolar a feijoada do programa “Cidade do Samba”, da Rádio Manchete (760 AM). A roda de samba acontecerá no primeiro domingo de cada mês no Clube River. Por lá estarão Monarco, Mauro Diniz, Marquinho de Oswaldo Cruz, Noca da Portela, Serginho Procópio e Tia Surica. Começa às 13h e a feijoada custa R$ 10.

E viva o Zé Pereira!!!

Quinta-feira, 29 Maio, 2008

CARACA!!! "Lho" é palavrão?

No domingo estive na roda de samba do violonista, cantor e compositor CLÁUDIO JORGE, no Renascença. Diversão garantida. Por lá teve poesia, piadas do Wilson das Neves (ô Sorte) e alguns causos. Este aí embaixo é um deles e aconteceu com um amigo do Cláudio. O texto é do próprio bamba.

As crianças de hoje em dia estão cada vez mais chegando com as respostas para problemas que tentamos resolver há muito tempo. Elas, de alguma forma, parece que ficaram de camarote assistindo a gente se ferrar por aqui pra elas nascerem com as soluções para as nossas questões: ''é assim que se faz pai!". É muito comum hoje a gente ver as crianças falando em tom de bronca com os mais velhos.

Foi o que aconteceu outro dia com a filha do meu amigo Hugo. Ela é um belo exemplar - não só por ser uma gracinha - de como isso que estou falando é verdade. Ela é muito inteligente, mas não acho que este seja um dom exclusivo que veio com ela. Ele é fruto do avanço de nossos tempos e da soma das vidas dos seus antepassados e das personalidades de seus avós, pais, e coleguinhas de escola.

Exposta à realidade do mundo moderno, que nos invade audição, olfato e paladar todos os dias, todas as horas, ela chegou em casa exercitando a palavra nova que tinha ouvido em algum lugar, provavelmente em casa ou na casa de uma amiguinha, ou andando pelo shopping. Enfim, de algum canto alguém soltou a palavra que ela assimilou e repetiu para o pai.

Imediatamente o Hugo, pai zeloso, explicou com todo tato, psicologia e carinho que "cara***" era palavrão. Naquele clima ameno, sem criar pânico para não gerar traumas, Hugo ouve a primeira indagação de Luiza: o que é palavrão, papai?

Veio então aquela explicação clássica, que só vale para as crianças menores, porque quando fazem onze, doze anos já falam palavrão pra cara***, não é mesmo?

Palavrão é toda palavra grosseira, bruta, que as pessoas educadas não falam, principalmente as crianças. São palavras que gente até pode usar baixinho, pra nós mesmos, quando queremos desabafar alguma chateação ou quando batemos com o dedo mindinho no pé da cama, por exemplo. Ele argumentou, inclusive, que muitas das vezes outras palavras substituem um palavrão.

A filha, bem atenta à explicação do pai, mandou outra pergunta:
- Caraca pode?
- Vá lá, não é bonito mas pode.
Foi então que veio o torpedo:
- Então quer dizer que "lho" é palavrão?
Sem palavras...

Só deu Paulinho da Viola no Prêmio Tim. Mas ... "cadê Teresa?"

Esta é a lista dos vencedores do Prêmio Tim relacionados ao mundo do samba. Só deu Paulinho da Viola!!! Destaque também para a ausência de Teresa Cristina, o que me pareceu pra lá de esquisito. Com raras exceções, achei o resultado justo. Quem quiser questionar, fique à vontade ...

CATEGORIA SAMBA
* Melhor Disco: Acústico MTV, de Paulinho da Viola. Produtores: Luiz Pereira e Adilson Tokita (Sony/Bmg)
* Melhor Cantor: Paulinho da Viola (Acústico MTV - Sony/Bmg)
* Melhor Cantora: Alcione (De Tudo Que Eu Gosto - Indie Records)
* Melhor Grupo: Fundo de Quintal (O Quintal do Samba – LGK Music)

CATEGORIA ARRANJADOR
* Cristóvão Bastos, por Acústico MTV – Paulinho da Viola (Sony/Bmg)

CATEGORIA CANÇÃO
* Vai Dizer ao Vento, de Paulinho da Viola (Sony/Bmg)

CATEGORIA REVELAÇÃO
* Rodrigo Maranhão (MPB)

CATEGORIA CANÇÃO POPULAR
* Melhor Grupo: Orquestra Popular Céu Na Terra (Bonde Folia – Dubas Música)
* Melhor Cantor: Martinho da Vila (Do Brasil e do Mundo – MZA)

CATEGORIA REGIONAL
* Melhor Cantor: Rodrigo Maranhão (Bordado – MPB)

Sambistas em prol do social

Vejam só que legal ... o pessoal gente boa da Casa de Francisco de Assis (CFA), que atua em comunidades carentes e mantém 82 crianças, em tempo integral, na Creche Santa Clara vai realizar um samba beneficente. Gente, POR FAVOR, ninguém vai pedir para liberar a entrada desta vez, né? Parabéns aos músicos que participarão desta empreitada!!!


Segunda-feira, 26 Maio, 2008

Uma questão de consciência pesada ...

Caro leitor (a). Por obséquio, me permita ocupar o seu divã.

Eu convivo comigo mesmo desde que nasci. É tempo suficiente para saber que sou sarcástico. Este é o lado mais maldoso da minha personalidade. Fora isso, sou um cara do bem, não tenho grandes crises existências, não sou acusado de nenhum crime, sou pacifista, a favor da causa das baleias (baleia bicho, digo), dos micos da cara amarela, das camélias do Zaire ...

Digo isso porque um caso assola a minha consciência até hoje. É o caso daquele padre que voou nos balões e sumiu, lembram? Puxa vida, não consegui sentir pena dele. Sério, sou até mais ou menos cristão, mas achei a história bem engraçada. Será que a maldade aflorou em meu coração? Será que devo buscar uma sessão de descarrego na Igreja Universal?

Se esta maldade se resumisse em mim, tudo bem. Bastava um “SAIIII” do Bispo Macedo que eu voltaria ao normal. Mas descobri que o caso é ainda pior: a maioria dos meus amigos também se divertiu com o sumiço do religioso.

E o que isso tem a ver com o samba? Bem, dia deste eu conversava com um amigo compositor. Compositor dos bons, diga-se de passagem. Acontece que a voz do sujeito é horrível, a afinação pior ainda ... mas, vejam vocês, o cara decidiu virar “cantor por conta própria” , de uma hora para outra. Juntou com mais uma meia dúzia e fez um disco. Aí me perguntou se eu podia fazer uma crítica aqui no blog. Minha resposta foi bem ao estilo Daniel Pereira: “se eu escrever sobre o seu disco, nem a sua mãe vai comprar”. Coisa de amigo, entendem?

Igual ao meu amigo, tem um bando de gente por aí que compõe bem, mas não canta nem no chuveiro. Ao invés de fazer aquilo que realmente sabem, os caras cismam em gravar. Resultado, os discos saem independente. Independente se vai vender, se vai tocar, se vai servir para alguma coisa, além de massagear o ego do “cantor por conta própria”.

Caros leitores, o disco do meu amigo e o sumiço do padre é o que eu chamaria de “tragédia anunciada”. Tipo assim: tá na cara que vai dar merda. Mas o sujeito insiste. E aí ... dá merda, claro.

Então, eu peço, por favor: senhores compositores, se vocês não sabem cantar, passem as músicas para quem sabe. E mais, se você não tem idade e saúde para ficar cantando em rodas de samba nas madrugadas, passe a música para os mais jovens. Não invente de gravar, porque assim como no caso do padre voador, este blogueiro sarcástico vai ficar com a consciência pesada.

Celsinho de Andrade investe em produção

O bem sucedido compositor Celsinho de Andrade, bicampeão da Portela, vai de vento em popa. Fora das disputas de samba-enredo, ele também passeia com desenvoltura pelo campo da produção musical e nesta quinta (dia 29) dará inicio a mais uma roda, no Mistura Carioca, na Lapa. O convidado de estréia é o compositor Ari do Cavaco. Na sexta Celsinho comanda outro projeto: “O artista que você pensa que não conhece", que vai receber o compositor Bandeira Brasil, no Bar do Mar, no Mercado do Produtor da Barra.

Nesta quarta tem samba de qualidade por R$ 1,00

Uma dica para quem trabalha no Centro do Rio. Esta quarta-feira, dia 28 de maio, é o encerramento da temporada do show “Quem faz samba”, no Centro Cultural da Justiça Federal. O espetáculo é construído em três momentos: a primeira parte é conduzida por Mauro Zacharias, trombonista da banda Los Hermanos e da Orquestra Imperial, e por César Bodão, baterista de Fernanda Abreu. Depois o compositor Rocino Crispim apresenta suas músicas acompanhado pelas percussionistas Geiza Carvalho e Kellen, e pelo pianista Adriano Souza, que toca com Beth Carvalho. O show contará ainda com uma canja de Wanderley Monteiro.

Sobre o preço ... não diga que está pagando, pense que você ganhou um presente. Custa só R$ 1,00. Não, eu não digitei errado. É um real mesmo. Começa às 19h (horário britânico, ok?). O Centro Cultural da Justiça Federal fica na Av. Rio Branco, 241 – Cinelândia.

Sexta-feira , 23 Maio, 2008

A boa do fim de semana ...

Tá aí o que vocês queriam!!! Estas são as minhas dicas para o final de semana. Atendendo a pedidos, diversifiquei as regiões. Explicando mais uma vez ... não tenho como atender todos os pedidos de divulgação!!! Sorry.

SEXTA-FEIRA

A simpática Elisa Addor, que comanda a bagunça aos domingos no Semente, estará hoje (23 de maio) na Gafieira Elite. A gafieira fica no Campo de Santana e os ingressos custam R$ 12. Começa por volta das 22h.

Na Casa do Kiko, que fica no Cosme Velho, estará outro “sócio” do Semente: Edu Krieger. O endereço é Rua Itamonte, 104. Começa às 22h e os ingressos custam R$ 15 (homens) e R$ 10 (mulheres). Ele será acompanhado por um time da pesada: Jade Perrone, João Hermeto e Pedro Holanda.

SÁBADO

A galera amiga do Batuque na Cozinha (alô André!!! Alô Ary!!!) se apresenta no Parada da Lapa. O bar é aquele anexo à Fundição Progresso. Começa às 23h e custa R$ 15. O repertório inclui canções gravadas no DVD que será lançado no primeiro semestre de 2009.

Do outro lado da poça, na minha querida cidade (NITERÓI), o Candongueiro recebe Tantinho da Mangueira e Marquinhos China. A dupla promete improvisar versos de partido alto. A casa abre às 20h com o Grupo Candongueiro tocando choro e às 23h começa o samba. O endereço é Estrada Velha de Maricá, 1.154 - Pendotiba, Niterói. - Tel: 2616-1239. Custa R$ 40, mas as 400 primeiras pessoas que chegarem e estudantes pagam R$ 20. Umas dicas: chegue cedo. Não pague mais de R$ 5 para estacionar. Não mexa com a mulher dos outros. Se ficar perto da roda, não esbarre e nem derrame cerveja em cima dos músicos. Dito isso, aproveite. É uma das melhores rodas de samba que conheço.

DOMINGO

O ilustre compositor, cantor, violonista, blogueiro, homenageado com a medalha Pedro Ernesto (caramba!!! É muito título) ... Cláudio Jorge comanda uma roda de samba todo último domingo do mês, no Clube Renascença. Ali é possível conhecer músicas inéditas porque os compositores têm a oportunidade de assumir o microfone. Neste domingo, os convidados são Wilson das Neves e o violinista Léo Ortiz, além da canja do jornalista, compositor e cantor Gabriel Versiani e de poesias de Sérgio Natureza e Salgado Maranhão. Começa às 14h e custa R$ 5 (mulheres) e R$ 10 (homens). Uma dica: vale ir para almoçar. O prato será pernil com feijão tropeiro. Aquele do Getúlio ... vocês conhecem, né? O Renascença fica na Rua Barão de São Francisco, 54 – Andaraí. É pertinho do supermercado Guanabara.

Quem preferir um programa à noite, a boa é o "Samba da Ouvidor", no Trapiche Gamboa. Alô Gabriel Cavalcanti!!! O repertório é ouro em pó e a qualidade musical da galera é nota 11, numa escala de 0 a 10. Ouvi na boca miúda que a gloriosa Cristina Buarque estará por lá. Começa às 19 horas e custa R$ 15. PS: Excepcionalmente, eles se apresentarão neste domingo. Mas quem não puder ir desta vez ... quinzenalmente o grupo está na Rua do Ouvidor.

É isso. E vamu-ki-vamu!!!

Terça-feira, 20 Maio, 2008

Promoção em causa própria ...

Senhoras e senhores ... membros do Conselho deste blog. Depois de um longo inverno, este que vos escreve (Daniel Pereira) voltará aos palcos da vida. Nesta quarta-feira, véspera de feriado, eu e o grupo Choro Malandro estaremos no Bar da Ladeira, a partir das 22h. E os cinco primeiros leitores que mandarem um e-mail para daniel@printrio.net não pagam ingresso. PS: Caramba: durou só 10 minutos. Então, vou sortear + 5 ingressos entre todos os outros que enviarem mensagem. Os sorteados receberão a resposta amanhã, por e-mail.

O repertório é para malandro nenhum botar defeito e vai tratar de assuntos relativos à boemia, como os causos entre homens e mulheres, a falta de vontade de trabalhar e a amizade com a madrugada. E, é claro, contará com os breques do saudoso Moreira da Silva (Kid Morengueira) e músicas do poeta do morro, Bezerra da Silva. Bar da Ladeira: Rua Evaristo da Veiga 149, Lapa (Em frente aos Arcos da Lapa) – Dia 21 de maio - Horário: 22h - Ingressos: R$ 10,00.

Outra boa opção desta quarta é a homenagem a João Nogueira, organizada pela Elisa Fernandes, do site Tudo de Samba. O grupo Tambor de Mina vai receber a pastora da Portela Tia Doca e o filho dela (Nem) para cantar as músicas do saudoso mestre. O evento começa às 21h no Café Cultural Mal do Século, na Rua do Rezende, 26, na Lapa. Ingressos: R$ 15.

Quinta-feira, 15 Maio, 2008

Eu me atrevo a dizer do que é feito o samba ...

A gloriosa Cristina Buarque me disse que não tem ninguém genial na nova geração do samba, considerando novo a partir de 1970. Dudu Nobre se sentiu ofendido e respondeu dizendo que já foi muito atacado por essa parte xiita do samba, que não admite que nada novo possa prestar. Dudu foi além. Disse que Teresa Cristina é elitista e que ele milita no “samba de raiz”. Agora, até o Jorge Vercilo resolveu falar sobre “raiz” ... vai vendo.

Bom, disseram por aí que eu provoquei a briga e saí fora. Então, agora eu vou me meter. Estejam à vontade para discordar, mas evitem palavrões, voadora, pescotapa, bico na canela e pernada no pescoço ... uma ressalva: é claro que vou escrever de um modo geral e simplista. Afinal, isso aqui é um blog e não um livro. Deixei de fora um monte de gente, mas sintam-se à vontade para contribuir e completar as informações. Defini por época e por “conjunto da obra”.

Vou partir de Pixinguinha, Donga e João da Baiana - Minha opinião: surgiram novas vertentes, mas o samba nunca evoluiu desde então. O que existe de melhor foi feito nesta época. Eles eram GENIAIS. Pixinguinha deveria estar na seleta galeria dos “maiores músicos do mundo de todos os tempos”. Para mim, ele está no nível de Mozart, Bethoveen, Villa-Lobos ...

As harmonias eram extremamente ricas. Os acidentes musicais caíam feito luva. E, sobretudo, o conjunto da obra é contagiante. Não é uma coisa chata, entendem? Dá para chorar, sorrir, cantar, dançar ... a galera desta época fez um trabalho sob a batuta de Deus.

Agora, vou fazer outro pacotão. Cartola, Ismael, Paulo da Portela, Wilson Batista, Geraldo Pereira, Nelson Cavaquinho, Noel Rosa etc ... aqui o destaque maior vai para o lirismos das letras. São poetas, uma espécie até de profetas. As harmonias não eram tão complicadas, mas os instrumentos pareciam se emocionar com as histórias. Histórias que não necessariamente eram de lamento. Eu acho as melodias simples, porém lindas e bem elaboradas.

Um porém: aqui as escolas de samba começam a ganhar força. O samba passa a gerar algum dinheiro. Existe uma preparação para a mudança do perfil do sambista. E também o início de enfrentamento entre o comercial e o “do coração”.

Vamos em frente. Paulinho da Viola, Chico Buarque, João Nogueira, Paulo César Pinheiro, Gonzaguinha ... aqui as letras são profundas, fazem pensar, questionam, botam o dedo na ferida. A linha melódica me parece variar muito nesta época. Tudo fica mais híbrido. Tem influência direta da bossa, da Bahia, do jazz ...

Me chama atenção nesta geração que vários dos representantes estão vivos. Os caras faziam muita música boa. Aí, de uma hora para outra, parece que “a fonte secou”. Os discos demoram anos e anos para sair ...

Outra consideração: aqui o sambista já não faz mais perfil de vadio. A galera é respeitada, o samba ganha outros ares e status. Já não é mais sinônimo de gente pobre e do morro.

Enfim, vamos seguir. Chegamos à turma do Cacique de Ramos. Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Fundo de Quintal, JOVELINA etc ... aqui a coisa começa a tomar outra direção. Este grupo pode bater no peito e dizer que inovou. Destaque para o espaço que ganhou a percussão. O pandeiro de nylon, o repique, o tantan falam bem mais alto, por isso precisava de um instrumento de corda que acompanhasse esta onda. Aí, o banjo assume este lugar. As melodias ficam bem mais simples, os caminhos harmônicos se repetem ...

Na parte das letras, destaque para os versos de improviso. Sempre com rimas simples. Pelo seu caráter informal e improvisado, as rodas de samba ganham em diversão e aceitação do público, mas (em relação ao que era feito anteriormente) perdem em letra e, principalmente, em harmonia. É um samba mais alegre e contagiante, porém menos preocupado com o lirismo das letras e com a complexidade musical.

Chegamos então na "era perdida". Raça Negra, Só para Contrariar, Grupo Raça, Karametade, Negritude Júnior, Exaltasamba, Kiloucura, Só no Sapatinho... O mercado descobriu que samba dava dinheiro. E muito dinheiro. Nunca se vendeu tanto disco no Brasil. Parecia comum bater um milhão de cópias. Porém, ao invés de usar “sambistas”, a indústria fonográfica pegou uma galera que não tinha “bebido da fonte”. Deu a mesma cara para todo mundo, embrulhou para presente, jogou na TV e pronto ... estourou no Brasil inteiro. Era modismo puro. Não tinha qualidade em nenhum aspecto, exceto a voz de uns e outros (que dá para pinçar). Pouca coisa boa se fez nesta época. Apesar de surgirem uns bons produtores ... Bira Hawaí e Leandro Sapucahy, por exemplo.

A galera não tinha preparo emocional para lidar com a fama. E aí, é claro que ia dar problema. Foi um tal de modelo engravidando, cordão de ouro para lá, carro importado para cá ... era um escândalo atrás do outro.

Como falei anteriormente, o mercado fonográfico começa a lucrar muito com a venda de discos. Mas vamos lembrar que estamos no Brasil. Era natural que se arrumasse um jeito de burlar o sistema. Cresce também a pirataria. Bem, os grupos eram produtos e foram descartados pouco a pouco. Alguns ainda estão por aí, mas o movimento acabou. Simples assim, sumiu. Sumiu por surgir de modo unilateral, onde o samba foi maculado pelo dinheiro. Bastou deixar de dar TANTO dinheiro que acabou. O mercado fonográfico foi investir em outras searas e deixou a galera ao “Deus dará”.

Não desistam de ler, já estamos nos dias atuais ... dias da galera da Lapa ... Teresa Cristina, Galotti, Nilze Carvalho, Lúcio Sanfilipo, Pedro Miranda etc...Este povo já faz samba há muito tempo, mas o movimento não tinha tanta força. Havia poucas casas em Santa Tereza, três ou quatro pela Lapa. Nesta época (há dez anos mais ou menos), o público de samba estava revoltado com o movimento anterior. Era preciso haver um resgate da “essência”. E eles fizeram isso com muita propriedade. Só para deixar registrado, a Cristina Buarque foi importantíssima neste cenário.

O samba é o melhor ritmo do mundo. É claro que iria cair na boca do povo novamente. Resultado: a Lapa vira referência e concentra uma casa de samba por esquina. Surge muita gente boa daí.

Porém, uma característica marca a galera: o avesso ao que é comercial, o que considero justificável. Todo mundo estava revoltado com os “grupetes da vida”. Aí o repertório voltou às origens e chegou somente até os tempos de Paulinho da Viola, Chico Buarque, João Nogueira, Paulo César Pinheiro, Gonzaguinha ... não sei ao certo o motivo, mas a turma oriunda do Cacique ficou de fora.

Tá pensando que terminou? Não, é claro que não. Surgem grupos que conseguem avançar na linha de repertório. Começam a compor, relembram os primórdios, passeiam pelo Cacique, ignoram e não se contaminam pela “era perdida”... sempre com muita personalidade e conhecimento de causa, diga-se de passagem. Entre eles, Casuarina, Galocantô, Batuque na Cozinha e Anjos da Lua.

Ufa, vamos voltar à nossa conversa inicial. O que é samba, afinal? Tudo isso certamente é. E se é para fazer juízo de valor...

1 – Da era Pixinguinha até a Cartola – Muitos, muitos, muitos gênios existiram.

2 – Da era Chico Buarque e Paulinho da Viola – Alguns gênios surgiram, mas em número muito menor do que antes.

3 – Da era Cacique de Ramos – Muita gente boa, mas não vejo gênios, não. Realmente, apesar de ser samba e eu gostar, não tem comparação com a galera anterior. Só tem um gênio: ARLINDO CRUZ. O cara merecia ter nascido uns anos antes. Ele sabe tudo, tudo, tudo... faz tudo bem. É o único de todos os tempos que consegue ser bom em todas as searas. Dança bem conforme a música, seja ela qual for.

4 – Da “era perdida” – Tirando a voz do Belo e do Alexandre Pires, eu colocaria tudo num saco e jogaria no lixo. Apesar de gostar do Leandro Sapucahy e do Bira Hawaí como produtores.

5 – Da turma da Lapa e seus pupilos – Estou com a Cristina Buarque. Acho que tem gente genial para aparecer daí. Consigo ver boas perspectivas e “aprendizes de gênio”. Porém, isso é muito recente. Tem que esperar um tempo para ter uma visão mais consolidada. Destaque para Moyses Marques e João Cavalcanti. Os dois devem ganhar o Brasil e (queira Deus) o mundo.

É isso, e "vamu-que-vamu"!

Terça-feira, 13 Maio, 2008

"A música de Djavan" tem samba bom

Quando faço shows, um pedido é reincidente: “ah, você pode cantar Flor de Liz?”. Vez por outra eu atendo, mas confesso que peguei uma implicância com a música. Gosto dela, mas enjoei. Mas Deus é pai e ouviu as minhas preces ... ontem, na livraria Argumento, foi o lançamento do songbook “A música de Djavan”, com todas as composições do artista. Agora, os dois primeiros volumes eu vou levar para os meus shows. E quando alguém pedir “valei-me Deus. É o fim do nosso amor...” eu digo: “escolha outra, por favor” e apresento o livro.

Djavan é um cara que eu admiro. Não é exatamente um sambista, mas sabe fazer samba como poucos. Não é à toa que disse o bamba Nei Lopes: “Djavan é a ‘sincopação’ dos anos 40 levada a extremos que nem a bossa nova ousara. É o samba entortado e ainda mais balançado que o do ‘balanço zona sul’ de Orlan Divo(...)”.

Os primeiros discos do artista tem muiiiiiito samba bom. A pegada de violão e a riqueza harmônica merecem respeito. Enfim, acho que a parte “sambista” dele é uma espécie de “bossa nova melhorada”.

Como amante do samba, minha maior tristeza com Djavan é ele não ter ficado apenas no celeiro do nosso “Rei do Terreiro”. Mas ... como diria o poeta Torquato Neto sobre Gilberto Gil — Djavan descobriu que das formas de se fazer música, ele preferia todas.

O resultado desse verdadeiro alumbramento sonoro está integralmente neste songbook, em cada uma das mais de 200 canções escritas ao longo dos últimos 30 anos.

“A Música de Djavan” volumes 1, 2 e 3
Editora: Luanda Edições
Preço sugerido: R$ 130,00 (cada volume)

Os três volumes do songbook (FOTO: Karla Rúbia)

E POR FALAR EM DJAVAN ...

Depois de estrear, em janeiro, o novo show "Matizes", o artista volta ao Rio de Janeiro nos dias 23, 24 e 25 de maio. O local escolhido foi o palco do Canecão. Os preços variam entre R$ 20 e R$ 120 e começa às 22h. E quem quiser ouvir Flor de Liz pode pedir para ele ...
Djavan em noite de autógrafos (FOTO: Karla Rúbia)

O samba carioca está bem na fita

O filme “O mistério do samba” será apresentado no Festival de Cinema de Cannes, dia 25. O documentário conta um pouco do dia-a-dia da Velha Guarda da Portela e mostra a pesquisa de Marisa Monte para recuperar músicas antigas. Entre os personagens estão Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho. Aqui nas Terras Tupiniquins o longa chegará somente no segundo semestre. À conferir ...

PS: Não confundam os nomes. Saiu um filme no Festival do Rio chamado "A magia do samba". Este eu não indico, não.
Divulgação

São Paulo vai conferir o talento do CASUARINA

O Casuarina segue “de vento em popa”. Depois de conquistar o Rio de Janeiro, a galera estará no Ibirapuera nos dias 16, 17 e 18 de maio (de sexta a domingo) para o show de lançamento de Certidão, segundo CD do grupo que ficou conhecido por incorporar juventude e irreverência à tradição do samba. O disco é o primeiro trabalho autoral da banda e já recebeu duas indicações: Prêmio Rival Petrobras na categoria “Melhor Grupo” e Prêmio TIM de Música como “Melhor Grupo de Samba”.

Na estréia, Leci Brandão é a convidada. Ela gravou “Aquarela Brasileira” com o Casuarina para o CD e o DVD “Cidade do Samba”, do selo Zecapagodiscos, de Zeca Pagodinho. Elza Soares participa no sábado e Paula Lima é a convidada do encerramento.

O Casuarina é Daniel Montes (violão de 7 cordas), Gabriel Azevedo (voz e percussão), João Cavalcanti (voz e percussão), João Fernando (bandolim e vocais) e Rafael Freire (cavaquinho e vocais). O show de lançamento de “Certidão” no Auditório Ibirapuera vai contar com o auxílio luxuoso dos instrumentistas Alexandre Bittencourt (flauta e sax); Diego Zangado (bateria) e Renato Albernaz (percussão).

Os ingressos custam R$ 30 e o horário é 21h. No domingo começa às 19h.

A história e a música de João Nogueira

Monarco, Tia Doca, Marquinhos de Oswaldo Cruz e João Cavalcanti estarão nas próximas quartas cantando as músicas e contando um pouco da trajetória do mestre João Nogueira, no Mal do Século. A casa fica na rua do Rezende, na Lapa. Os bambas serão acompanhados pelo grupoTambor de Mina. Vale lembrar que será apenas um convidado por quarta-feira.

Liderado por Viviane Horta (voz e cavaco), o Tambor conta ainda com os músicos Douglas 7 Cordas (violão), Michel Moreno (voz e pandeiro), Leandro Pezão (tantã e coro), Cristiane Oliveira (surdo e coro) e Bruno Portela (percussão geral).

Mais informações e reservas pelos telefones (21) 2222-2972 / 2543-5360 / 9943-6800. Começa às 20h e o ingresso custa R$ 15.

Ajude o blog "O Samba" a manter o jornal impresso

Eles podiam estar matando ou roubando, mas estão pedindo, humildemente, a ajuda de vocês ... a galera amiga do blog O SAMBA É MEU DOM está vendendo uma camisa para tentar manter a circulação do jornal impresso que a equipe produz. Afinal, como todo mundo sabe, imprimir 5 mil cópias custa “capilé”.

A indumentária sai por R$ 25, com frete grátis para todo o Brasil. De quebra, o comprador leva ainda as três edições já lançadas do jornal, com entrevistas exclusivas de bambas como Paulinho da Viola, Almir Guineto, Wilson Moreira, Arlindo Cruz, Walter Alfaiate e o saudoso Franco.

Alô Thales Ramos, Thiago Dias, Emiliano Mello e Bruno Villas Bôas ... separem a minha aí!!! Para saber como colaborar basta entrar em www.osamba.net.

Segunda-feira, 12 Maio, 2008

Ô Luma!!! Pára com isso!!! PARTE II

Depois de causar o maior rebuliço e freqüentar as páginas dos jornais com a candidatura à presidência da Viradouro ... eis que surge mais uma notícia: Luma de Oliveira desistiu da disputa. O que dizer? Coisas de Luma. Ora, ora ... o que mais?

O que mais se pode esperar de alguém que inventou uma gravidez em rede nacional de televisão? De alguém que processou um fotógrafo (Wilton Júnior - Agência Estado) pelo simples fato dele ter feito uma imagem dela sem calcinha em plena quadra de escola de samba? De alguém que arrumou problema em TODAS as escolas por onde passou?

E ainda teve gente que defendeu a idéia da candidatura ... disse que ela seria a salvação da Viradouro ... vai vendo!!!

É o fim. O buraco é fundo, acabou-se o mundo. E quem vai se habilitar a questionar agora?

Trabalho da fonte ...

PARABÉNS PARA O MESTRE JAMELÃO

O “preto velho” mais querido do mundo do samba comemora hoje (12 de maio) 95 anos. Estou falando presidente de honra da Mangueira, José Bispo dos Santos, mais conhecido como Jamelão. Para comemorar, a Estação Primeira realiza uma Missa em Ação de Graças, na Paróquia Divino Espírito Santo, no Maracanã, às 18h.

BOTANDO LEITE NA PEDRA

Vejam que maravilha. A cantora Cláudia Leitte foi convidada para ser rainha da bateria da Unidos do Porto da Pedra. A bela vai dar a resposta para o presidente da agremiação, Uberlan de Oliveira, depois de ver se a data do desfile está disponível na agenda. Sejamos razoáveis, é claro que ela não vai ter data na agenda em pleno Carnaval, né? Agora sejamos otimistas e pidões ...vem Claudinha, vem ...
Cláudia Leitte (Foto: Portal Terra)

MAIS UM ROUND NA VIRADOURO

“Não venha aqui para querer aparecer como purpurina de Carnaval”. A frase foi do presidente da Viradouro, Marco Lira, em relação à modelo Luma de Oliveira, com quem vai disputar a presidência, dia 25. Durante churrasco de comemoração do aniversário dele (dia 10), o dirigente encarnou ainda o Juvenal Antena: “eu vim aqui pra defender vocês”. A festa teve a presença de Thalita Monassa, viúva do ex-presidente José Carlos Monassa.

Quarta-feira, 7 Maio, 2008

Luma de Oliveira quer ser presidente da Viradouro

Esta é da seção “notícias absurdas” ... Vejam vocês o que Luma de Oliveira resolveu aprontar desta vez. A bela convocou para amanhã (quinta-feira, dia 8) uma entrevista coletiva na casa dela, no Jardim Botânico, para (provavelmente) anunciar a sua candidatura à presidência da Viradouro. Pelo menos, este é o papo que rola nos bastidores da agremiação.

Os boatos anteriores seguiam na linha de que a musa voltaria ao carnaval como rainha de bateria da escola de Niterói, mas isso foi desmentido. Claro, ninguém é doido de mexer com a beldade Juliana Paes.

Eu gosto da Luma. Gosto mesmo. Me lembro sempre dela desfilando sem sandálias. Uma beleza. E da foto sem calcinha ... mais beleza ainda. Do King Kong que ela promoveu quando inventou uma gravidez ... da capa da Playboy ... enfim, me lembro muito da Luma e acho que ela é uma pessoa especial para o carnaval.

Mas especial em termos de beleza, magia, samba no pé ... fora isso, a moça só arruma problema e agora que está “caída” me vem com mais este nhén-nhén-nhén. Ô Luma!!! Pára com isso!!!

É o fim. O buraco é fundo, acabou-se o mundo.

Terça-feira, 6 Maio, 2008

Sambista tem que ser cachaceiro, irresponsável e coitadinho?

Podem zoar da minha cara, mas vou confessar: eu gosto de ver novela. Por sua proposta em trabalhar com aspectos do samba, Duas Caras (da Rede Globo) me atraiu ainda mais que as outras. Além das músicas de Arlindo Cruz e Gonzaguinha, tem a “Portelinha” e o “sambista” Zé da Feira.

Vamos combinar? O idiota do Juvenal Antena não passa de uma foca adestrada para falar enrolado. O cara não tem nenhuma pinta de “malandro” da Portelinha, né? E outra, de favela e escola de samba aquilo ali não tem absolutamente nada.

Porém, a coisa fica ainda mais feia quando o assunto é o “Zé da Feira”. Eu juro que gostei da idéia, mas no decorrer da história o personagem foi caindo no ridículo. Os versos do cara são de uma pobreza sem fim.

Vamos ao perfil do sujeito: um cachaceiro, imbecil e irresponsável, mas que no fundo tem um bom coração. Será mesmo que para ser sambista tem que ser cachaceiro? Vagabundo? Coitadinho?

Porém, este é o estereótipo que ficou registrado. E, agora, quase na reta final, cabe a pergunta ... ÊPA, ÊPA, ÊPA ... Se todo sambista é assim, qual seria o perfil dos autores de novela?

De bom em Duas Caras: a trilha sonora. Essa sim foi bem escolhida.
E de boas ... ahhhh, tem a doida da Silvia e a maravilhosa Alzira.
O resto, francamente, né?

PS: Eu odeio o Renato, aquele moleque antipático filho do Ferraço com a Maria Paula. É a criança mais chata do mundo inteiro (e do exterior).

Segunda-feira, 5 Maio, 2008

Direto da fonte ...

POLÍTICA DO SAMBA ...

De barriguinha de fora e sorrisos largos, a senadora Heloísa Helena (PSol) se esbaldou ao som de Galotti e os “Pouca Telha”, sexta, no Trapiche Gamboa. Ela estava acompanhada do pré-candidato à Prefeitura do Rio Chico Alencar, de Milton Temer e de Eliomar Coelho. O bom e velho Gallo não perdeu a oportunidade de alfinetar um antigo aliado da senadora ... “pra subir você desceu ... José Dirceu”. E a risada foi geral na mesa dos políticos.

POLÍTICA DO SAMBA ... PARTE 2

O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos (PT-RJ), esteve na quadra do Império Serrano neste sábado. A intenção do político era sugerir à agremiação um enredo sobre a Angola. Pelo jeito, o tiro deu n’água. A escola de Madureira está entre três propostas: uma reedição e um tema sobre a França, além de uma sugestão autoral da sua carnavalesca.

DICAS DE UM SEDUTOR COM MARTINHO DA VILA

O nosso querido Martinho da Vila ganhou mais uma chance de aparecer na telinha. Desta vez, ele vai fazer uma participação na série Dicas de Um Sedutor, da Rede Globo. A última aparição do bamba atuando foi num filme pra lá de horroroso chamado “A Magia do Samba”. De boa, foi o pior filme que eu já vi em toda a minha vida. Para ser benevolente, a aparição de Martinho foi, no mínimo, um King Kong. Estaremos de olho ...

CLÁUDIO JORGE RECEBERÁ MEDALHA PEDRO ERNESTO

O ilustríssimo Cláudio Jorge vai receber a Medalha Pedro Ernesto, conferida pela Câmara de Vereadores do Município Rio de Janeiro. A idéia partiu do vereador Eliomar Coelho. Pela sua importância para o samba, o violonista merece todo tipo de homenagem, mas esta medalha ... sinceramente, sinceramente, muito sinceramente mesmo ...

Bom, a entrega será no dia 13 maio (dia da Abolição da Escravatura), no Allegro Bistro, na Modern Sound, durante o lançamento do disco do artista ("Amigo de fé"). O show é gratuito e, é claro, está mais do que recomendado.