Prezado Daniel:
- Veno acompanhando teu blog desde o início, sei que como jornalista, vc tem que ser imparcial, concordo contigo.
- Não dá para agradar a todos!!
- A função do jornalista, independente de ser samba, morte, previdencia, ou qualquer outra notícia é informar!
- Não nasci sambista, me tornei um com o passar dos anos ( vivencias familiares, rodas de samba, os famos churrascos, etc...e lá se vão alguns...anos ).
- Hoje, não me digo um estudioso do samba, e sim um eterno aprendiz e bom ouvinte, pois não ouço só samba, ouço todos os generos musicais, do jazz ao coco, das marchinhas ao hino nacional, o importante é ter ouvido musical e principalmente gostar de MÙSICA!!!
Sucesso em sua carreira Daniel, seja como cantor ou jornalista!
Abraços!!!!
habba (cariba_10@hotmail.com)
Qui, 11 Out 2007 15:56:22 GMT
Samba de Raiz, Samba autêntico, não sei o rótulo mas existe sim as diferenças. Temos estilos diferentes dentro do gênero, não dá para querer comparar por exemplo, um samba do Paulinho da Viola com os sambas tradicionalmentes gravados pelo Belo, ou pelo samba do Jeito Moleque. Eu não sou purista, sou compositor e estaria serrando o galho comigo em cima, se dissesse que só os compositores de antigamente prestam, claro que não. Mas que tem gente fazendo samba aí, sem conhecimento de causa, ahh isso tem. Também não concordo que o samba está na melhor fase não. Aliás, que gênero musical que está em boa fase, o que vemos, na grande maioria são músicas pobres em letras e harmonicamente. Hoje em dia, prezam mais o lado comercial do que a qualidade do produto. Tem gente, aí entram os novos bons sambistas, tentando mudar mas pra vivermos a melhor fase do samba, acho que vai demorar um pouco ainda.
Abraços
Marcus Monteiro (monteiro.marcus@gmail.com)
Qui, 11 Out 2007 21:51:28 GMT
Não creio que exista preconceito por parte dos sambistas ou freqüentadores contra gente de classe média, ou branca, ou sei lá o q. Isso é fomentado pela mídia, que precisa de assunto, e fica criando "polêmicas" que não existem. Se há preconceito parte de pouquíssimas pessoas, todas anônimas.
Moyseis Marques é claro e forrozeiro, mas eh elogiado por Luiz Carlos da Vila. Leandro Fregonesi é loiro de olhos verdes, e tem parceria com vários mestres. Nei Lopes é amigão de Fátima Guedes, tbm clara, e já dividiu palco com ela. Wilson Moreira deu uma valsa inédita para o É com Esse que Eu Vou, todo formado por universitários.
Eu vivo no samba e vejo o carinho com que os mestres tratam as pessoas de todas as classes e raças.
O q acontece é que, como em todos os estilos e grupos, tem gente que é fraca, ou iniciante. Tem gente que não sabe tocar, cantar, compor. Gente que chega como se fosse o dono do pedaço, querendo tocar sem conhecer ninguém, enchendo a cara, qrendo dar em cima da namorada do músico... Gente q é chata. E aí... aí não dá, aí a pessoa vai ser malvista. E ficar achando que foi por preconceito... Nada disso.
Eu frequento o BIP, reduto da classe média universitária, jornalistas, professores... E garanto que qdo chega lá um bamba, é tratado com respeito, e ele tbm trata c respeito todo mundo. Por outro lado, alguém já foi ao Cacique, reduto de subúrbio, e viu alguém sofrer preconceito por ser loiro? Ah, me poupem.
Quanto à expressão "samba de raiz", não é boa nem ruim: é uma maneira rápida de dizer: "gosto do samba do Cartola, não é do do Belo, não". Se não tivesse havido a leva anos 90 que usou os nomes de "pagode" e "samba" para vender lixo, essa diferenciação não precisaria existir.
EugeniaSeg, 15 Out 2007 10:03:08 GMT
to contigo!
bom esse comentario.
eu compartilho da opiniao de que a musica mudo mundialmente, ouve evoluções significativas, instrumentos originalmente de outros ritmos ganharam um belo espaço em outras vertentes musicas, samplers, o Dudu nobre jogou solo de guitarra no partido alto! issu tudo é muito interessante.
No momento a musica vive na fase da experimentação, vi que voce tambem é um fã do Camelo, como tambem sou: Los Hermanos, O Rappa representou sim um samba mais eclético e experimental.
Sou da Regiao dos Lagos e sofro preconceito porque sou sambista e admiro o que na verdade vem dai.
boa discussao, fora preconceitos! o que é importante é levantar a bandeira da musica.
Salve Marcelo D2, o novo malandro " Meu samba é assim!" frase perfeita
ian pessanha ribeiro!!!!..... (dickroicat@hotmail.com)
Seg, 15 Out 2007 14:10:06 GMT
A Eugênia disse tudo! Mas de certa forma, não vejo nada de errado em haver subgêneros. Desde que assumam como subgênero ou como estilos diferentes. Não dá pra comparar Belo, Sorriso Moleque e Jeito Maroto (tá errado, sei, mas é que é tudo tão igual que dá até pra trocar de nome), com a poesia de outros compositores (sejam antigos ou contemporâneos). Melodia então, nem se fala! Veja a diferença de um acústico do Paulinho da Viola ou do Zeca Pagodinho, onde outros instrumentos são "experimentados", com o fato de botar guitarra (aqueles meninos de cabeça amarela faziam isso!).
O blog é de samba, mas não custa comparar com outro tipo de música: a música sertaneja que meu pai ouvia, quando eu era pequena, era tipo Tonico e Tinoco. Com viola debaixo do braço. Falando de coisas do cotidiano, do campo, da simplicidade daquelas pessoas, de sentimento... Aí vieram as duplas! Putz! Voz anasalada e forçada, visual importado tipo cowboy, bateria, guitarra, baixo...
Dá pra levar a sério, enquanto música, ou somente como gênero comercial?
Outro exemplo é o forró. Pra não ressucitar Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, compare-se então o Raiz do Sana com os Aviões do Forró ou Colapso! Deve ter gente boa fazendo foró no Nordeste, mas não chega aqui pra gente porque não é comercialmente viável, para gravadoras.
Mas eu acho bom que exista, no caso do samba,que exista a variedade. Mas me permitam dizer o que a gente prefere!
Nadia
Sab, 20 Out 2007 10:43:56 GMT