Lançamento do livro do poeta & sambista, Zeh Gustavo
O poeta e sambista,Zeh Gustavo estará lançando seu 2º livro, acompanhe sua agenda:
Editora Arte Paubrasil, Livraria da Vila, Bar Coisas do Interior,
Cesta Cultural no Sindpd-RJ, Cartola Bar e Wonka Bar
convidam para o lançamento do livro
A PERSPECTIVA DO QUASE
de
Zeh Gustavo
27 de abril de 2008, domingo, das 15 às 17h
Livraria da Vila - Fradique Coutinho
Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena - São Paulo -SP
Tel.: (11) 3814-5811
6 de maio de 2008, terça-feira, 19h30
Bar Coisas do Interior
Av. Voluntários da Pátria, 46 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2537-2857
9 de maio de 2008, sexta-feira, 20h
Cesta Cultural no Sindpd-RJ
Av. Presidente Vargas, 502/13º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2528-2620
25 de maio de 2008, domingo, 20h
Cartola Bar
R. Vila Rica, 1.168 - Caiçara - Belo Horizonte - MG
Tel.: (31) 3464-9778
28 de maio de 2008, quarta-feira, 22h
Wonka Bar
Rua Trajano Reis, 326 - São Francisco - Curitiba - PR
Tel.: (41) 3026-6272
Sobre o livro
A Perspectiva do Quase se propõe a seguir a rota literária de desconstrução da linguagem do espetáculo, num percurso que imita porém redimensiona a lógica-guia do livro anterior de Zeh Gustavo, Idade do Zero, de refundação de subjetividades diluídas pelo mercado. O que era inicialmente um pólo de reorientação político-estética torna-se agora um movimento perspectivo de uma poesia em torno de um eixo-mundo que é sistematicamente contestado, sem prejuízo de uma estratégia lírica sutil: o enaltecimento de personagens, fatos, lugares que se revelam deslocados diante do uso e abuso de práticas sociais cada vez mais autômatas e próximas de um vazio total de sentidos e sabores. O elogio de supostos quase-seres serve, portanto, de parâmetro para a tentativa de abate de categorias semânticas rivais que são eleitas ou mesmo se autopromovem como as "verdadeiras", pelos poderes sociais dominantes.
Os sentidos e sabores que a poesia de Zeh Gustavo busca apóiam-se, ainda, na forte militância político-cultural do autor, aí travestido com seu nome de batismo, Gustavo Dumas, característica que se evidencia no posfácio que Dumas assina: um texto que sugere o quanto a opção pela heteronímia pode ter a ver com o conteúdo crítico e corrosivo de uma obra que, antes de qualquer projeto de virar o mundo ao avesso, cuida com carinho e delicadeza de seu quintal, que são as palavras. E o faz com muita sensibilidade e apuro, ironia e apetite, como num riso chorado de criança que quer mudar o rumo da brincadeira e, com graça, seduz meio mundo em volta.
Sobre o autor
Zeh Gustavo constitui o heterônimo poético-musical do escritor Gustavo Dumas, autor de Mito da origem do futebol (Cone Sul, 1997), O povo e o populacro (Cone Sul, 1998) e Solturas, balões e bolinhas de papel (Damadá, 2001) e colaborador do jornal de cultura e política Algo a Dizer (www.algoadizer.com.br). Num gesto que ressalta o caráter sarcástico da proposta literária do binômio Zeh/Dumas, este último assina ainda o posfácio de A Perspectiva do Quase (Arte Paubrasil, 2008). O primeiro livro com a marca autoral de Zeh Gustavo, Idade do Zero (Escrituras Editora, 2005), teve prefácio de Mário Chamie e boa receptividade de crítica e público. Como compositor, Zeh Gustavo tem apresentado músicas em festivais pelo Brasil, além de ser figura presente nas rodas de samba do circuito boêmio fluminense.
Caribá (cariba_10@hotmail.com)
Sex, 25 Abr 2008 12:10:21 GMT