Caro Daniel,
Me dei ao trabalho de ler todo seu comentario na certeza de que estaria diante de algumas "perolas" .. E nao é que eu estava certo ? senao vejamos ...
"Da era Cacique de Ramos – Muita gente boa, mas não vejo gênios, não. Realmente, apesar de ser samba e eu gostar, não tem comparação com a galera anterior. Só tem um gênio: ARLINDO CRUZ"
Afinal ... essa geracao tem ou nao genios na sua opiniao ? Nao entendi .. primeiro voce diz que nao tem .. afirma com propriedade. E depois num devaneio desvairado diz que Arlindo Cruz é sim um genio (minha nossa!!)... nao ficou clara sua opiniao, explique-se.
Mais abaixo solta essa daqui ...
"Da “era perdida” – Tirando a voz do Belo e do Alexandre Pires, eu colocaria tudo num saco e jogaria no lixo. Apesar de gostar do Leandro Sapucahy e do Bira Hawaí como produtores."
Me considero sinceramente incapaz de debater com voce esta sua afirmacao. Me desculpe.
Deixei por ultimo a campea ... a de sua superacao.
"Enfim, vamos seguir. Chegamos à turma do Cacique de Ramos. Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Fundo de Quintal, Clementina de Jesus etc"
Clementina ???????
Como ousa colocar em um mesmo saco todos estes pagodeiros citados por voce e Clementina de Jesus ?????
Voce possui alguma nocao do que Clementina representa para a musica e para a cultura popular de nosso pais ??
Sinceramente .. estou torcendo pra que voce tenha se confundido ... porque confundir Clementina com Jovelina é comum entre aqueles que NADA conhecem de samba ... pagodeiros como voce.
Rafael Fontes.
Rafael Fontes (rafael_fontes@hotmail.com)
Qui, 15 Mai 2008 18:39:56 GMT
Oi Daniel! Sou novata nesse negócio de ouvir samba. Agradeço os "pacotes" que vc fez (rs)... vou ouvir os discos pensando dessa forma segmentada que vc fez. MAAAss, faço aqui algumas considerações:
1 - Pela minha pouca idade, só "acompanhei" as turmas onde vc coloca Paulinho da Viola, e caminha até os dias atuais, apesar de sempre procurar escutar as outras referências do samba que vc anotou, e conhecer boa parte do repertório do pixinguinha. Concordo quando vc diz que podemos compará-lo ao Mozart, villa Lobos e etc. Não há palavra melhor: gênio! Obrigada por colocar isso aqui no blog. Tomara que mais pessoas conheçam a obra desse nosso compositor. Caras como ele me dão orgulho de ser brasileira.
2 - Da era perdida, penso que posso jogar isso aê que vc salvou, porque, pra mim, Alexandre Pires dá cólicas intestinais em qualquer um. A única coisa que salva dele são os ternos lindíssimos que ele usa... Qual é o nome daquele cantor negão do exaltasamba? Ele sim tem uma voz bonita. Mas, gosto é igual **, cada um tem o seu...
3 - Quanto ao Arlindo Cruz - o cara é uma fábrica ambulante de hits... hits bons e ruins, não dá pra salvar tudo, não dá pra ser perfeito...e isso tem o seu mérito.
No mais, adorei conhecer este blog. voltarei sempre. Um beijo pra vc!
Elizabeth Maia (elizabethmaia@gmail.com)Sex, 16 Mai 2008 18:07:20 GMT
Entevista com o Arlindo Cruz, por favor!
Sugiro ao Daniel Pereira uma entrevista com o Arlindo Cruz contendo as seguintes perguntas:
1) Arlindo, você se considera um gênio do samba atual? Por que?
2) Arlindo, você se considera um sambista perfeito? Por que?
3) Arlindo, o que acha do repertório escolhido pelo Terreiro Grande em seu CD?
4) Arlindo, como você se sente ao saber que muitas pessoas o consideram um pagodeiro da pior qualidade?
5) O que acha do banjo? Atrapalha o cavaco e só faz barulho ou é fundamental em uma roda de samba?
6) Por que não fazem sambas antológicos como os grandes sambistas do passado fizeram?
7) Cite apenas 1 música de sua autoria que possa ser considerada boa.
8) Como se sente ao ver sua geração ir para o fundo do poço, ao gravar Assanhadinha, Tape Deck, Segura Peão e Coisinha do Pai 348 vezes?
9) Você gosta das músicas de Noel Rosa, Paulo da Portela, Candeia, Cartola, Manacéa, Chico Santana, Bide e Marçal? Se gosta, como tem a cara-de-pau de se intitular um sambista perfeito?
10) Defina um sambista perfeito e cite 1 gênio do samba a partir dos anos 70.
Lê King
Sab, 17 Mai 2008 09:29:28 GMT
Babação.
Porra papinho de menininha pra ficar na mureta é foda, hein! Entre as cagadas que você escreveu, só vou questionar um barato quando vocÊ diz que eles não beberam da fonte:
Chegamos então na "era perdida". Raça Negra, Só para Contrariar, Grupo Raça, Karametade, Negritude Júnior, Exaltasamba, Kiloucura, Só no Sapatinho... O mercado descobriu que samba dava dinheiro. E muito dinheiro. Nunca se vendeu tanto disco no Brasil. Parecia comum bater um milhão de cópias. Porém, ao invés de usar “sambistas”, a indústria fonográfica pegou uma galera que não tinha “bebido da fonte”.
Pergunta em que fonte o Só Pra Contrariar bebeu ( o nome já denuncia), Exaltasamba, Negritude, Karametade...
FONTE DE CACIQUE, MERMÃO!!! Esses caras cansavam de falar na TV. Ou você sabe é não teve culhão pra segurar a peteca?
Aí beberam água de vala, deu diarréia...
E Arlindo gênio?
Porra tu tá levando quanto pra falar essa merda aí?
Porra, vocês me matam com esse papinho de comadre aí!!!
Ze Pilintra da Calunga Pequena
Sab, 17 Mai 2008 11:20:21 GMT
considerando - parte 3
Primeiramente - queria dizer que estou orgulhoso do debate. Este é o nível bacana. Sem xingamentos e dentro do espírito democrático.
1 - Oi Elizabeth - Minha crítica positiva foi sobre a voz do Alexandre Pires, não sobre o conjunto da obra. Sobre o Arlindo ... fazer hits não é problema algum. Oq é legal definir é que o cara faz de tudo. Volte sempre por aqui, sim ...
2 - Oi Ivonete - Me manda a agenda do Lokal, please!!!
3 - Oi Ricardo Brigante - Presença ilustre por aqui!!! Meu nobre, ficar bem na fita com todo mundo eu quero sempre. Não estou aqui para detonar ninguém. Embora faça isso vez por outra.
Sobre o Arlindo ... Uma dica: conheça melhor a obra do cara. Bater no mercado (como vc sempre faz) dá status para a galera que curte a linha do "samba de pesquisa". Mas isso pode cair no reducionismo ... pense nisso, ok?
Moyses e João ainda não lançaram tendências. Ainda, meu nobre, ainda ... quem viver verá.
Sobre a confusão dos nomes ... bom, foi apenas uma confusão de nomes. Devidamente corrigida ... acho que isso ficou claro. Amigo, no lugar de gastar tempo "espinafrando" tudo e todos, vc poderia contribuir e dividir o seu conhecimento. Pense nisso também, ok?
4 - Oi Lê King - Assim que possível vou fazer a entrevista. Deixa comigo ... aliás, ele já me respondeu algumas destas questões num último papo que tivemos. Sei q vc não gosta muito do som Arlindo e posso dizer que eu tb pensava assim. Até que procurei conhecer um pouco mais sobre ele... e aí ... bem, aí vc já sabe que hj em dia acho o cara genial, né?
5 - Oi Zé - Filho, quanto rancor nestas artérias, né? Faz assim, toma um floral e depois volta aqui para debater, ok?
Abraço a todos!!!
Daniel Pereira
Sab, 17 Mai 2008 23:01:31 GMT
Considerando para Daniel Pereria
(1) OK, é um direito seu não querer detonar ninguém. Mas penso que isso é preocupante, pois você escreve num veículo de comunicação muito lido.
(2) Sobre o Arlindo Cruz. Daniel, muita gente me fala isso: conheça melhor a obra do cara. Você pode não acreditar, mas não falo por falar não. Já escutei a grande maioria dos CD's do FDQ, do Arlindo e Sombrinha, e do Arlindo solo. Eu conheço bem a obra dele sim. Mas meu questionamento é o seguinte: se ele é tão genial como dizem, por que ele fez tanta música ruim, tanta música por encomenda? Como por exemplo: Só no Sapatinho, Globalização etc.
(3) Daniel, na boa, eu não tenho, nunca tive e nem quero status com ninguém. Na verdade, o que eu tenho é a antipatia de muita gente. Minha luta sempre foi para que os grandes sambistas do passado tivessem seu merecido lugar de destaque. Há bem pouco tempo atrás não se falava em outra coisa a não ser Cacique de Ramos. Foi construída uma verdade absoluta de que graças à "inovação" da geração Cacique de Ramos o samba foi salvo. Os grandes sambistas que fizeram coisas maravilhosas nos tempos idos, ninguém lembra mais. Aí me chamam de saudosista, preconceituoso, xiita etc.
(4) Daniel, eu não sou de "espinafrar" ninguém à toa não. Mas também não escondo minhas opiniões. Se eu não gosto, eu deixo claro. Sobre dividir meu conhecimento, te confesso que meu conhecimento é limitado. Acho que não tenho condições de ensinar nada pra ninguém. Mas mesmo assim faço o que eu posso.
Abraço e segue o debate!
Ricardo Brigante
Dom, 18 Mai 2008 03:12:39 GMT
Oi Brigante ...
1 - é exatamente por ser um veículo com muita audiência que eu não detono o trabalho dos outros. Minha opinião tem que ser dada com responsabilidade. Até para dizer que não gosto eu procuro ser "elegante". E olha que já disse aqui que não gosto de um monte de coisas ...
2 - Sobre o Arlindo ... não estou aqui para defender ele, não. Aliás, acho que já estou até falando demais. Mas vou a duas últimas considerações (de ordem não específica e sim filosófica): gênios têm dor de barriga tb, ok? E não vejo o mínimo problema em fazer música por encomenda. Aliás, todo samba-enredo me parece ser por encomenda ... E já que vc gosta tanto da era Cartola e (sobretudo) dos compositores da linha Portela e Império, posso dizer sem medo de errar que muitos deles fizeram música por encomenda. E os que não fizeram morreram muiiiiiito mal financeiramente.
Ainda dentro deste tema e para seguir o debate de uma forma mais geral e não tão focada no Arlindo ... Vender as músicas com direito e tudo (como fizeram Nelson Cavaquinho, Jackson do Pandeiro e tantos outros) pode? É melhor do que fazer por encomenda?
Com perdão da redundânica ... músico precisa viver de música. E se isso incluir até jingle político, para mim, está valendo ... eu nunca vou questionar este tipo de decisão. Música é profissão e tem que ser encarada desta forma ...
3 - Caro amigo, quando vc diz que tem antipatia por alguém me parece que já está sendo xiita. Pq não ignora oq vc não gosta? Que tal fazer melhor do que eles? Considere que, por mais que vc não goste, o pessoal do Cacique fez muito pelo samba. E tem muiiiiita gente que gosta deles (eu, inclusive). Qd vc diz que os caras só fizeram porcaria, indiretamente, tá dizendo que eu só ouço porcaria. E aqui estou me colocando no lugar de milhares de pessoas ... Será que é o seu gosto que deve prevalecer em detrimento de milhões? Será que vale à pena colocar a sua opinião de maneira antipática? Sei lá, mas eu acho que não é por aí... porém, isso tb é uma decisão sua. Eu acho melhor fazer amigos do que inimigos. E ser simpático a alguém do que antipático.
4 - é possível deixar claro que não gosta de alguma coisa sem desmerecer quem gosta.
Sobre ter e/ou não ter conhecimento ... sua falsa modéstia me parece evidente em apenas três linhas que vc escreveu sobre isso.
Abraço amigo e segue o debate. Sempre.
Daniel Pereira
Dom, 18 Mai 2008 09:41:46 GMT
Primeiro, uma entrevista com a Cristina Buarque, com a única e exclusiva intenção de causar polêmica onde não é necessária. Afinal, nas vielas, isso já se discutia antes do sr. Daniel Pereira saber que o samba existia. Portanto, papagaio de pirata é dispensável nessa peleja. Perguntas como “o que você acha do Arlindo Cruz?” e “o que você acha de Zeca Pagodinho?” são o quê, se não vontade de ver o cirquinho pegar fogo?
Querer classificar gosto, como “xiita”, “radical”, “saudosista” é idiotice da mais canalha, porque o que fica à mostra é que o radicalismo só existe num lado da história. Qual a diferença entre dizer que o Caxiné é um gênio e o Arlindo Cruz é um gênio? A diferença é que quem prefere cantar Caxiné ao invés de Arlindo, é xiita. Já quem prefere cantar o Arlindo Cruz, é militante do “samba de raiz”.
Agora, de um modo demasiadamente geral e simplista, vem com esse papo furado – baseado no gosto pessoal – falar sobre a história do samba. Não colou!
Vamos à algumas pérolas do sr. Daniel Pereira. Sobre a era “Cacique”, entre observações – bem simplistas – sobre a instrumentação, sobre as letras ele diz:
“Na parte das letras, destaque para os versos de improviso. Sempre com rimas simples. Pelo seu caráter informal e improvisado, as rodas de samba ganham em diversão e aceitação do público”
A não ser que o sr. Daniel Pereira tenha freqüentado o Cacique de Ramos na década de 80, ele pode falar algo sobre “versos de improviso” e até destacá-los, uma vez que nas letras gravadas não existem improvisos. Quanto à aceitação do público, devido ao caráter informal e “improvisado”( tsc-tsc ), discordo ( desculpe! ) radicalmente ( desculpe, outra vez. ). O “caráter informal”, nada tem de influência na aceitação do público. As rodas de samba que, inclusive na época do Cacique, eram realizadas bem longe da rua Uranos, tinham caráter informal. Aliás, não foi o Cacique que inventou isso, garoto. Mesmo porque, não existe roda de samba que não possua caráter informal. E me refiro à roda de samba, no mesmo sentido em que você se refere ao Cacique. É bom ficar claro, antes que você cite meia dúzia de rodinhas cariocas – e tem bastante – que não possuem essas características.
Infelizmente, numa época bem escura, onde o Brasil estava chafurdado no enlatado americano, o Cacique ( com a maquiagem da Beth Carvalho ) ganhou muita força, devido à falta que se sentia de música popular na época. Única importância desse movimento. Vale lembrar que no mesmo período, gente como Monarco, Aniceto do Império, Clementina de Jesus, Velha Guarda da Portela, Cristina Buarque, Mauro Duarte, Paulo César Pinheiro, Clara, João Nogueira e muitos outros, lançavam trabalhos também, num estilo bem diferente do que aquele adotado pelo Cacique. Portanto, como falar em “evolução” se o ritmo continuou sendo executado, por uma outra parcela, exatamente como era feito antes do Cacique?
Quanto à Era do Pagode, inocência tem limites.
“O mercado descobriu que samba dava dinheiro. E muito dinheiro. Nunca se vendeu tanto disco no Brasil. Parecia comum bater um milhão de cópias”
O mercado havia descoberto isso, muitos anos antes. O disco “Boêmio Feliz” do Zeca Pagodinho, vendeu 800.000 cópias. Clara, Alcione e Beth Carvalho, atingiam números como esse a toda hora. O aconteceu foi o seguinte: SATURAÇÃO. Sim, isso mesmo. O samba na década de 80 era tão repetitivo, tão medíocre ( antes de alguém ficar magoadinho, vá ao Aurélio ver o que significa “medíocre” ), que saturou. E o preço por uma música tão ruim foi cobrado anos depois. Entreviste qualquer pagodeiro, desses que você citou, e pergunte o que eles ouviam no samba. Corto meu saco fora, se um deles disser que ouvia Clementina, Paulo César Pinheiro ou Mauro Duarte. Todos, unanimemente, responderão que ouviam FDQ, BETH, ZECA e “gênios” como ARLINDO CRUZ. É fato, você é o que você ouve. Quem ouve música ruim, só pode fazer música ruim. São sim, todos, de certa forma, crias do Cacique. Alunos diretos dos “gênios”. O que o mercado fez foi massificar o lixo. Porém, massificando ou segregando, a qualidade da música era terrível.
Fugindo do tema um instante, preciso comentar tal frase:
“Mas vamos lembrar que estamos no Brasil. Era natural que se arrumasse um jeito de burlar o sistema. Cresce também a pirataria.”
Não que seja surpresa ouvir esse tipo de colocação escrota, de gente como você. Só que é triste ter de ler coisas como essas, escritas de forma tão natural. Além do preconceito para o o próprio povo, em clichês nojentos como “ jeitinho brasileiro” – foi o que você quis dizer -, está a nítida supervalorização de algum recanto paradisíaco, livre da falcatrua, do fedor do arranjadinho, onde um povo feliz e bem nutrido tem escolha e livre arbítrio. Diga-nos, caro Daniel, onde fica tal lugar? Pra esclarecer para quem está lendo: a “pirataria” não foi inventada no Brasil. Saiba que seu ataque atinge diretamente o povo pobre, já que não tenho visto camelô multimilionário, mas sim, gente pobre, vendendo disco pirata e apanhando do “rapa”. Porém, pirataria é um papo interessante. Uma dica pra uma próxima polêmica no teu bloguinho.
Enfim, acho até que me estendi. Uma pergunta: Você diz o que diz porque conhece o Arlindo Cruz pessoalmente? Você diz o que diz porque sabe o que ele pensa, e talvez perder a asa desse “gênio” não compense?
Não se zangue, é só uma pergunta inocente.
P.S. Aguardo, ansiosamente, a entrevista com o “genial” Arlindo.
Júlio
Dom, 18 Mai 2008 13:34:32 GMT
Confusões... acontecem!
Olha, Rafa... confusões podem acontecer. De fato, ficou até "engraçado" (no bom sentido) trocar Jovelina por Clementina, e não devemos desmerecer nenhuma das duas, cada uma com seu valor. E mais, ainda, como é que se diz?... há "malas" (sic), ou melhor, "males" que vêm para o bem: nesse caso, surgiu aí o nome desse nome ÚNICO da música que é a Clementina de Jesus - a quem nossos maiores elogios ainda seriam poucos. De repente, tomando esse gancho, o Daniel pode se inspirar e escrever um bela coluna exclusivamente sobre ela! (até como forma de desagravo... rs). Aliás, Daniel, legal que você aprove mesmo comentários mais críticos e nos ponha a par democraticamente das opiniões contraditórias aqui no seu blog. Abração pra todos!
Eric Badr (eric.badr@uol.com.br)
Seg, 19 Mai 2008 06:43:13 GMT
Daniel, apesar de não opinar muito, estou sempre lendo, tentando aprender um pouco mais sobre samba com vc. e com os participantes desse blog e lendo esse post, vejo que vc. deu uma amarelada histórica depois que o Dudu Nobre afirmou que "é muito fácil fazer sucesso na Lapa" e que queria ver um deles fazer sucesso no Brasil todo, como ele faz. Pensei que ia ver uma resposta mais contundentes, mas tanto vc., quanto o pessoal que gosta de criticar, colocaram a viola no saco. Mas tudo bem, de qualquer forma, te parabenizo pelo post e sobretudo pelo que escreveu sobre Arlindo Cruz, pq. ele dança conforme a música. Se o grupo é fraco, pra quê fazer música boa?? Ele faz samba sobre qq coisa, mas não posso considera - lo o sambista perfeito. E vc. esqueceu de citar pra mim, o maior de todos, Roberto Ribeiro.
Ricardo Conceição
Seg, 19 Mai 2008 09:01:43 GMT
Ignorantes!
Esse Julio é um perfeito ALIENADO! Mesmo discriminando a geração Cacique de Ramos como ele bem sugeriu no texto e citou os sambistas que eu adoro e que são maravilhosos, tais como: João, Clara, VGP, Mauro Duarte etc, TODOS, sem exceção, seguiram a cartilha do De pé no Chão.
Se você for menos alienado pegue um disco desses artistas que você citou e compare que depois de 78, todos aderiram a esta sonoridade. Pegaram um tan tan, repique de mão e banjo. Todos seguiram a mesma cartilha. Ignorante!
Sugestão não corte o seu saco, corte a sua cabeça é melhor. Não deve ter nada, vazia, e oca!
João Gilberto (naoqueropor@hotmail.com)
Seg, 19 Mai 2008 11:00:22 GMT
João Gilberto ou Daniel Pereira,
Não seja ridículo, ô débil mental. Não existe um disco solo do Monarco, com essas porcarias. Não existe um disco do Mauro Duarte com essa pegadinha safa do pagode, não existe um disco da Cristina também com essas características... assim como nos do Paulo César Pinheiro também não tem. Clementina??? Vc já ouviu algo dela? Imbecil!
Tu é que devia cortar as orelhas, já que não tem nenhuma utilidade pra você.
"TODOS, sem exceção, seguiram a cartilha do De pé no Chão."
Todos sem exceção o caralho, mermão. Vai ouvir mais, ô babaca.
Júlio
Seg, 19 Mai 2008 12:05:38 GMT
Para o Júlio ...
(ui, ui, ui ...) ele tá nervoso. Não se irrite, não se zangue... afinal, eu morro de medo de leitor que xinga. Sei lá, vai que vc é um doido, né?
Pedidos:
1 - Para botar esta banca, acho que vale acrescentar o seu sobrenome e e-mail. Tá falando demais, mas não bota a cara para bater. Logo, não merece o meu respeito.
2 - pare de xingar as pessoas, filho. Vai ter que lavar a boca suja com sabão, heim.
3 - vc escreveu algumas poucas coisas interessantes. Mas, tendo em vista a falta de educação, não vai ter resposta.
4 - se quiser continuar participando da conversa seja mais razoável, ok? Eu indico o livro como se tornar um lorde, que eu mesmo escrevi qd fiz um curso de etiqueta em comentários de blog na França. Os leitores mais agressivos podem participar das aulas lá na Bósnia. Se vc quiser, eu te consigo uma bolsa de estudos,ok?
E segue o debate ... já estou preparando uma resposta para postar.
Daniel Pereira
Seg, 19 Mai 2008 12:24:39 GMT
Samba
Em algumas partes até concordo c/ vc, mas acredito q vc esqueceu um monte de gente, 1ª ñ sei, pois só ouvi o mesmo q postado, 2ªsafra Padeirinho, 3ª Djavan (apesar de ñ gostar mais de fazer samba), 4ª tem um galerão, porém todos iguais no sentido musical, sempre rimas fáceis e repetição de harmonia. A geração perdida, vc vacilou acredito q ñ tenha pesquisado a fundo essa época, falar de Bira Hawaí e Leandro Sapucahy e ainda dizer q são bons produtores vc brincou, Bira aprendeu a ganhar dindin às custas dos outros, apenas assinava uma produção de cds c/ a mesma cara, c/ progressões harmônicas super iguais, nada mudava e ainda tinham os erros harmônicos que passavam em seus cds pois o mesmo ñ conhece quase nada de harmonia. E Sapucahy? ñ tenho nada contra ele, porém como produtor é um excelente percussionista, ganhar dinheiro em cima dos sonhos dos outros é mole, Sapucahy acabou c/ a Maria Rita, c/ um repertório limitado e ainda fez um cd de merda pro Arlindo, Arlindo merece bem + do que isso. Todos os cds que Leandro produziu têm erros, apenas o da Maria Rita acredito ñ ter, isso é ser bom prudutor??? Bom produtor é quem cria tendências q permeiam por tempos, dessa geração salve Wilson Prateado, isso sim é bom produtor! Falar de cantores da geração perdida e ñ citar Péricles do Exalta, esse é cantor e ñ artista como Belo e Alexandre Pires. Apesar de ser uma geração perdida vivi boa parte dessa história, então vc como jornalista devia pesquisar um pouco mais.
Gostei muito da matéria, salve o SAMBA, abraço!
Art (artxp007@gmail.com)
Seg, 19 Mai 2008 13:25:21 GMT
Hum... vai começar a moderar, agora? Até que enfim.
Mas, falei para o outro, o João Gilberto. Apenas respondi à altura. Mas, como ele foi educado, não precisou ser citado, né?
Sobrenome e e-mail não interessam. Ou para você isso quer dizer alguma coisa? Quer dizer que quem coloca o sobrenome e o e-mail tem mais valia? Hum...interessante.
O que é ser "mais razoável"? É algo parecido com isso?: "Todos seguiram a mesma cartilha. Ignorante!
Sugestão não corte o seu saco, corte a sua cabeça é melhor. Não deve ter nada, vazia, e oca!"
Sei, sei...
Quanto à resposta, prepare bem. Estou esperando. Ah, e não se esqueça das mais importantes, hein? Tenho certeza de que você sabe quais são.
Júlio
Seg, 19 Mai 2008 14:05:52 GMT
Considerando ... parte 4
1 - Oi Michelle – Desculpe, mas sempre que eu recebo um comentário como o seu acho que é um amigo querendo me sacanear. De qualquer forma, obrigado pelo carinho. Meu próximo show e na quarta, no Bar da Ladeira.
2 - Oi Ivonete – Vou fazer uma crítica do CD deles.
3 - Oi Ricardo Brigante – Legal a sua posição. Ficou esclarecido e me desculpe por ter te interpretado errado. Sobre as “encomendas” ruins, acho que quem tem que reclamar é quem encomendou. E me parece que estas pessoas estão felizes ... nunca ouvi queixa. Sobre a entrevista .... claro, tenho certeza que as suas perguntas serão pertinentes. Me mande por e-mail, ok?
4 - Oi Rafael – vc diz assim: “Nos mostre em que trecho do debate foi dito isso por favor .. que o pessoal do Cacique so faz porcaria”. Aí depois diz assim “Mesmo achando que 90% da obra desse pessoal é descartável e que dos 10% que restam nao ha NADA de genial” ... preciso dizer mais alguma coisa? E outra, eu sei exatamente o discurso de cada linha de sambistas. Um adendo: não tenho nada contra a "Mulher do Créu". Para ser sincero, gosto bastante dela.
5 - Oi Júlio – esta é a parte mais divertida de se ter um blog.
6 – Oi Eric – Boa sugestão. Assim que tiver um tempo eu faço o texto. Mas antes tenho que pedir permissão para uns fãs dela (RISOS).
7 – Oi Ian – Eu gosto do Los Hermanos tb. E quem quiser falar mal que fale. Esta música do Camelo foi no ponto exato da discussão. O Quinteto em Branco e Preto é bem legal mesmo. Eu não faria esta divisão Rio x São Paulo. Até pq hj em dia tem roda de samba até na Argentina. No carnaval, por exemplo, eu recebi um grupo de francesas em meu show. Elas sambavam muiiiiito. É isso ... o samba é de todos ... e tem gente fazendo um som bacana em vários lugares do mundo.
8 – Oi Ricardo Conceição – Eu discordo do Dudu em algumas coisas, mas concordo em outras. Pq eu deveria dar uma resposta contundente? Não me senti ofendido em nada do que ele disse. Sobre Roberto Ribeiro... a onda dele era cantar. Eu priorizei época de composições. Sim, eu também acho que ele foi um dos maiores interpretes de samba de todos os tempos.
9 – Fala Chico – Gênio é um sujeito de capacidade intelectual incomum no quesito criação. Meu querido, é a segunda vez que vc pede para eu dizer o sentido de uma palavra. Sei que vc estará em Varsóvia com o Unha de Gato, mas vou te mandar um dicionário no seu aniversário, ok?
10 – Fala João Gilberto – Te confesso que me divirto com os seus comentários.
11 – Oi Almir – Filho, que cachaça é esta que vc anda fumando?
12 – Oi Brigante, parte 2 – Puxa vida, deixa o Lê King responder o João. Acho a briga dos dois super engraçada. E até produtiva.
Abraço a todos.
Daniel Pereira
Seg, 19 Mai 2008 14:27:00 GMT
Daniel,
Roberto Ribeiro , além de ser um dos maiores interpretes de todos os tempos também era compositor e fez musicas maravilhosas com Toninho Nascimento e outros:
Império Bamba
Bate coração
Brasil Berço dos imigrantes
Algemas
Vem
Cinzas da solidão e muito mais...
Sobre o dicionário ele é igual a biblia , a interpretação é pessoal e criação no atacado não credita a ninguém o titulo de gênio não é mesmo? Se o critério for este , da era perdida, como vc se referiu , temos o Carica e o Prateado despontando com gênios porque nesta época , 10 entre 10 musicas executadas no radio eram dos caras.
Acho que temos conceitos de genialidade diferentes, acho que gênio é quem faz uma obra irretocável e não importa o tamanho dela e neste saco cabem poucos.
Meu aniversário é dia 25/05 e eu viajo em 26/05. Pode mandar o dicionário , mas o aurélio tá!
Abraços
Chico Alves
Seg, 19 Mai 2008 14:58:42 GMT
VAMOS PRO SAMBA!
Prezado Daniel e leitores do blog... Obviamente, é apreciável que esse seja um espaço democrático, onde todos possam manifestar-se livremente, mas esse “livremente” deve respeitar a boas normas de convivência e urbanidade. Vamos, sim, nos pautar pela máxima de Churchill: “Não concordo em nada com que você diz, mas vou defender até a morte seu direito de dizê-lo”. Mas tudo isso no campo das idéias e das paixões. Sem provocações pessoais nem comportamentos dignos dos anos de escola primária (oh! saudade... caprichosamente vamos reviver, vamos reviver: “quem for macho cospe aqui!”, “te pego lá fora!”, etc) – o que seria pelo menos ridículo. SAMBA também é irmanar-se. Polemizar, discutir e concorrer - mas acabar sempre numa celebração na qual, de uma barrica, se faça uma cuíca e de outra barrica, um surdo de marcação! Portanto, sugiro que comentários que desçam do mundo das idéias para ofensas gratuitas (e, na verdade, pueris) não sejam mais liberadas (em que pese o lado divertido que isso possa ter... rarara). Acho que nem o autor do blog (que, a meu ver, não deu razão alguma a deflagrações de tantas “gentilezas”) nem os leitores apaixonados pelo SAMBA querem perder muito tempo com isso. E vamos de bar em bar bebendo a vida que sempre se quis! OBS: é sério, pensa aí num belo texto sobre essa força da natureza bruta que é a Clementina – ela merece isso e muito mais... Galo cantou, às quatro da manhã, céu azulou, na linha do mar (essa é pra lembrar Clementina e a Clara também... com a bênção do mestre Paulinho). Abração a todos!
Eric Badr (eric.badr@uol.com.br)
Ter, 20 Mai 2008 06:43:36 GMT
Daniel, meu caro, dizer que o samba não evoluiu desde Pixinguinha, Donga e João da Baiana é mostrar total e completo desconhecimento do assunto. Já ouviu falar de Ismael Silva que mudou a concepção de samba maxixado, feito por Donga e João da Baiana, e transformou no samba que conhecemos hoje? Já ouviu falar da dupla Bide e Marçal que inventaram o surdo?
Concentre- se naquela linha fofoca que isso vc faz bem. Deixe essas discussões teoricas pro Tinhorão, pro Ricardo Cravo Albim, pro Hermano Vianna, pro André Diniz, pro Henrique Cases...
Alessandro
Qua, 21 Mai 2008 17:25:57 GMT
Daniel, chegou a sua hora de ser entrevistado:
1 - Gostaria de saber se você conhece um pouco da história da Cristina Buarque, seus discos, shows...
2 - Você sabe o que essa mulher representa para o samba? Sabe da preocupação dela com a cultura de nosso País?
3 - Se sabe, por que foi até a sua residência para fazer uma entrevista sem nexo, com uma única intençao: causar uma polêmica boba.
4 - Por que ao invés de fazer perguntas inteligentes, sobre sua carreira, amizades com os grandes compositores da Portela, você foi logo perguntando sobre Zeca e Arlindo? Seria o mesmo que eu perguntar pra você, o que você acha da Sabrina Grimberg, ou do Pedro Landim, ou do Janir Junior... ( se você é jornalista mesmo, deveria ter mais ética )
5 - Você é o João Gilberto? Se não, por que não sensurou seus comentários chulos, agressivos e sem nenhuma expressividade, sensurando comentários com um conteúdo muito mais expressivos. Eu por exemplo mandei uns três comentários sem agradir ninguém que não entraram no ar.
6 - Já que você se diz amigo do Arlindo, por que não faz uma entrevista com ele sobre toda essa "polêmica" que você causou? Será que o Arlindo negaria uma entrevista a um amigo?
Aguardo as respostas, se possível as coloque no Blog para todos verem.
Ps.: Vê se não sensura dessa vez.
Edgar das Coves
Seg, 26 Mai 2008 16:26:53 GMT
Coitado do Edgar!!!
Edgar, meu nobre colega. Só mesmo um verso do Benedito Lacerda/Haroldo Lobo para você, mas não faça como o Edgar da música, que "entregou o pandeiro e desapareceu", continue por aqui, mesmo para falar uma bobagem como esta.
Para a minha opinião prevalecer, bastava eu não aprovar os comentários negativos. Ou vc esqueceu que sou eu que decido oq entra e oq não entra?
Assim, opinião é pré-requisito de um blogueiro. Senão fosse assim, era só fazer uma matéria imparcial.
Caro colega, os blogueiros e os colunistas são os "donos da verdade", temos inclusive a procuração no nosso nome. E oq nos deixa mais honrados é assumir esta opinião, como eu faço aqui. Não tem pq inventar pseudônimos.
Daniel Pereira
Seg, 26 Mai 2008 16:34:16 GMT
Tá bom ... vou responder.
Me sobrou um tempinho, então vou te responder.
1 - Sim. Conheço o trabalho da Cristina, tenho alguns discos e, sempre que posso, vou aos shows. Muito embora ela não faça tantos ...
2 - Sei sim, claro. Não é á toa que ela que foi a entrevistada e não eu.
3 - A polêmica existe e não fui eu quem criei. Isso surgiu qd o Terreiro Grande gravou o disco e saiu uma matéria com um comentário de um dos integrantes do grupo sobre o Zeca Pagodinho. Depois disso o couro ainda comeu na Agenda Samba-Choro. Não acho a polêmica boba. Muito pelo contrário. O assunto me parece bem interessante e, dependendo de quem debate, saudável.
4 - Não fiz perguntas inteligentes pq sou meio burro de vez em quando, mas estou me esforçando para melhorar. Sobre os três jornalistas que vc citou, são ótimos profissionais. E o Janir é um bom parceiro de copo.
5 - Não excluí os comentário pq não quis. Simples assim. O João Gilberto tb tem o direito de dar a opinião dele. Sobre não ter aprovado os seus comentários ... sério, não lembro, não. Talvez a sua máquina tenha expirado o tempo de navegação antes de vc mandar. Excluí uns 20 comentários, mas pq estavam muito pesados.
6 - Não fiz a entrevista ainda por incompatibilidade de agendas. Ambos temos a vida bem corrida ... em breve sairá. Fique tranqüilo.
Ps.: Vc é jornalista ou detetive? ... rsrsrs ...
Ps1.: Posso te mandar o meu CPF, CGC e Conta Corrente também ... rsrsrs ...
Ps2.: Relaxa, amigo. E não me queira mal, pq eu só te desejo o bem ...
Daniel Pereira
Seg, 26 Mai 2008 17:10:43 GMT
Anadava meio sumido, mas diante de tal afirmação...
Não posso nem quero acreditar que o Daniel Pereira seja o João Gilberto!
Se for verdade, será o maior absurdo e mau caratismo que verei em minha vida!
Sei que o que "vende" em um blog são as polêmicas, e essa entrevista também foi conduzida para gerar certa "confusão", mas criar um tal de João Gilberto, que só fez agredir e depreciar a Cristina, é demais...
Reli toda a confusão e pude perceber que esse João Gilberto é o maior imbecil que já debati em um blog ou algo do gênero!
Daniel Pereira, apesar de ir quase sempre contra seus argumento e preferências musicais, sempre te respeitei como jornalista e homem. Me diga que você não é esse João Gilberto, por favor...
Sem mais...
Lê King
Seg, 26 Mai 2008 20:21:52 GMT
Considerando ... parte 256985
1 - ô Edgar ... já te disse. Relaxa, amigo. Eu não estou em cima do muro. Na verdade, ter um blog para tratar de samba é estar no "PAREDÃO". Tudo bem, eu sou um péssimo jornalista, mas vc é um excelente leitor. Continue por aqui, mesmo se for para dizer que todo mundo é bobo e só o senhor o espertão.
2 - Oi Rene ... amigo, quem tem opinião forte e firme sabe que isso pode gerar polêmica. Estas pessoas merecem a minha atenção. Não apenas pelo trabalho musical que fazem, mas pelas opiniões. Cristina é uma pessoa preparada para a vida. Sabe muito do q fala.
3 - Caramba, depois do Zé Pilintra, até o Padre Quevedo apareceu por aqui. Meu nobre, faça a pesquisa dos pesquisadores preguiçosos. Digite Terreiro Grande no Google.
4 - Lê King, meu bom ... eu duvido que seu gosto seja diferente do meu. Pelo seu perfil, gostamos da mesma linha de samba. Com um porém considerável, eu gosto de outras linhas também. Não acho que uma linha deve eliminar a outra, entende?
5 - Grande João Gilberto - Tá ficando famoso heim velho. Virou até blogueiro. Daqui a pouco vai ter que dar entrevista também.
Abraço a todos ... com uma ressalva: gente, não esqueça o floral antes de entrar numa discussão nesta roda de samba virtual. E, por favor, vamos evitar as ofensas pessoais, ok? Se tiver que ofender alguém, pode concentrar em mim. Afinal, formiga miúda não morde o meu pé.
E viva o Zé Pereira!!!
Daniel Pereira
Ter, 27 Mai 2008 09:52:03 GMT
Eu tenho que rir ...
Fala João ... cara, vc é um sujeito bem engraçado. Isso não é uma ironia. Eu acho mesmo. O pior é que reli os seus comentários e, destemperos de lado, tem até alguma semelhança com a minha forma de escrever mesmo. Oq te coloca em um lugar horrível. Pq, de acordo com o Edgar, eu sou um péssimo jornalista. rsrsrsrs
Um progresso: antes vc chamou o pessoal de imbecíl, babaca e mauriçola. Agora, chamou de filhinhos de papai e playboyzinhos. Em mais quatro tentativas vc vai dizer que são seus amigos de infância.
Ninguém quer te pegar para Cristo, não. Nesta discussão toda oq fica muito evidente é que existe sim um "racha" e muito preconceito entre a galera do samba. Esta novela ainda terá muitos capítulos até as pessoas aprenderem que "ser diferente é normal".
Continue sempre por aqui, mas não xingue as pessoas (pelo amor de Deus). Pq aí eles xingam a minha mãe e ela não tem nada a ver com isso ...
Daniel Pereira
Ter, 27 Mai 2008 14:49:17 GMT
Ae João e Daniel, parem com esses papinhos furados mermão.
Num sabem porra nenhuma de samba e querem tirar onda. Procurem rever a História do samba. Samba de raiz é o caralho, samba de raiz não existe, existe samba bom e pagode.
Eu ja tive o prazer de ir numa roda do Terreiro Grande, e queria ver vocês lá, num iam saber cantar nada, no máximo umas duas. Fui outro dia na Rua do Ouvidor e vi que os caras também têm um repertório muito bom, duvido que vocês conheçam alguma, no máximo umas duas também.
Falem de samba porra, parem de ficar dando nome, dizendo que isso é raiz, que isso ou aquilo é elitista, deisem de ser burros.
Evancoé
Ter, 27 Mai 2008 14:57:36 GMT
Oi Evancoé ... só escreve o fino e bacana?
Oi Evancoé ... só escreve o fino e bacana?
Walter Rosa disse assim lá nos idos dos anos 50:
“Renovarei votos de estima
Aos poetas e compositores já citados
Chegou a vez daqueles que ainda
Não foram lembrados
Que vivem escondidos por aí
Com lindas melodias
Que o povo quer ouvir
...
Valter Coringa
Só escreve o fino e bacana
Assim como o grande Cabana
Aidno, Catoni e EVANCOÉ
Este que fez sua transferência
Pra Portela
Tal qual o Jair da Capela”
Nos tempos idos, era assim que o nome EVANCOÉ aparecia quando o assunto era samba. Hoje em dia ... bem, é uma pena, é uma pena ... de "fino e bacana" só sobrou a letra da música.
Conheço bastante a roda do Samba da Ouvidor. Aliás, vários dos músicos já tocaram comigo. E também já assisti o Terreiro Grande. Na verdade, a média de músicas que eu conheço é um “pouco” melhor do que vc citou. Mas isso aqui não é uma disputa de “quem sabe mais”. Até pq muitos que sabem bastante querem usar o conhecimento para diminuir os outros. E aí, meu querido, tem regulamento ... pode falar oq quiser, mas se ouvir a resposta no mesmo tom não venha dizer que se sentiu ofendido. Que tal aprender com a Cristina Buarque? Além de saber tudo e mais um pouco, ela é fina e bacana, conforme diria Walter Rosa.
Daniel Pereira
Ter, 27 Mai 2008 16:16:49 GMT
Confraternização II
Fala Daniel Pereira,
Fazia tempo por aqui, mas li uma coisa que me chamou atenção...
Você escreveu que o Walter Rosa compôs Confraternização II nos idos dos anos 50. Bem, acho que há um erro cronológico nessa sua informação.
Aquelas datas que o própio W. Rosa dá no início de cada Confraternização, estão erradas.
Se você reparar bem, na Confraternização II, Walter Rosa cita o samba "Chica da Silva" (N. R. de Oliveira e Anescarzinho), que foi samba-enredo do Salgueiro somente em 1963 Logo, com certeza absoluta, Confraternização II foi composta depois disso, ou seja, na década de 60.
Segue o debate...
Ricardo Brigante
Qui, 29 Mai 2008 15:31:33 GMT