Boletim CPC Aracy de Almeida
Ano 2 – nº. 22 – 18/6/2008 - Edição Extra
20 de junho de 2008 – 20 anos sem Aracy de Almeida – vamos homenageá-la com a continuidade da exposição até o final de julho em Niterói e com um evento multicultural nesta quinta: 19/06 no Teatro Odisséia – contamos com suas presenças!
Nesta semana, completam-se 20 anos de morte da cantora Aracy de Almeida (19/08/1914 – 20/06/1988). Considerada por críticos, jornalistas e outros artistas uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, Aracy gravou (ou regravou), entre 1934 e 1980, 390 músicas, em um repertório que privilegiando o samba, passou ainda por marchas, dobrados, frevos, canções, entre outros gêneros.
Para gerações mais novas, a cantora teve sua imagem associada unicamente a uma das suas muitas funções: jurada de programas de televisão. De 1951, quando a TV é fundada no Brasil, até 1988, ela atuou em diversos programas, sendo o de Silvio Santos (seu último trabalho) uma marca, fazendo a personagem de jurada má dos calouros, com seu bordão “vou dar dez paus”. Mas para os que valorizam a MPB, a imagem e o que conta é o conjunto da obra da cantora, como atestam algumas declarações sobre Aracy, que apresentaremos abaixo:
Maria Bethânia: “Ela está acima do bem e do mal. Pra ela não tem passado ou futuro” (Jornal “O Pasquim” – n.º 11 – 05/09/1969).
Caetano Veloso: “Aracy era uma grande figura, uma das mulheres mais fortes que já conheci, tive o prazer de fazer para ela a música “A Voz do Morto”, que ela gravou em 1968. Ela deixou para todos nós as músicas de Noel, que sabia interpretar como ninguém, e “Camisa Amarela” de Ary Barroso”. (Jornal Ultima Hora – 22/06/1988).
Cristina Buarque: “Aracy cantava com emoção e tinha personalidade. Quando escuto ela cantando "Não me diga adeus", os olhinhos ficam cheios d´água”.
Olívia Byington: “Quando gravei A Dama do Encantado, um tributo a Aracy de Almeida, tinha a intenção de resgatar o glamour e a importância dessa maravilhosa intérprete. Pra mim, Aracy de Almeida foi a maior sambista do seu tempo. Encarnou o próprio samba, sua irreverência e modo de viver. Foi companheira de Noel Rosa na musica e na vida. Espero que de onde ela esteja agora possa ver o quão querida e reconhecida é por todos nós da musica brasileira”.
Para comemorar esta data, o Centro Popular de Cultura Aracy de Almeida, promove duas programações.
Exposição Aracy de Almeida – 1914/1988: A Realidade do Samba
Inaugurada no dia 02 de Junho, em parceria com a Prefeitura Municipal de Niterói/Secretaria Municipal de Cultura, tem apoio da CTIS Informática, Farmácia Vita e comerciantes locais. A mostra é composta de acervos recolhidos junto a jornais e periódicos, Associação Brasileira de Imprensa e arquivos pessoais (Família de Grande Otelo e Maria Pompeu, por exemplo). São fotos de diversos momentos da carreira de Araca, capas de álbuns e discos, reportagens e frases de Aracy.
Serviço: Exposição Aracy de Almeida – 1914/1988: A Realidade do Samba
Sala Carlos Couto – anexo ao Teatro Municipal de Niterói
Rua XV de Novembro, 35 – Centro/Niterói (em frente ao Plaza Shopping e próximo as Barcas)
Abertura: 02/06 – 19h – Visitação de 03 de junho a 31 de julho de 2008. De terça a sexta-feira, das 10 às 18h; sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h – Entrada Franca.
Teatro Odisséia – Mostra Multicultural: Aracy de Almeida – estou voltando pra casa ... pra Lapa
Nesta quinta, 19/06, 22h, no 2ª andar do Teatro Odisséia (Av. Mem de Sá, 66, Lapa), faremos uma outra homenagem a Araca. De novo sobem ao palco, Agenor de Oliveira e Gil Miranda e Marcelo Maciel apresentando os sucessos da cantora, e ainda a atriz Kátia Vidal, fazendo performance com frases e textos de Aracy, mostra no telão de fotos que constam da exposição de Niterói e outras, e de imagens da cantora no “acervo livre e misturado” do youtube.
Serviço: Teatro Odisséia – Av. Mem de Sá, 66/ 2º piso – Lapa, RJ/RJ – 19/06 – das 22 às 23h30 – ingressos: R$10,00 com desconto de 20% para lista amiga (enviar e-mail para cpcaracy@yahoo.com.br)
(cariba_10@hotmail.com)
Qua, 18 Jun 2008 14:46:48 GMT
Esse texto é, no mínimo, sofrível. Não pela forma de escrever (o cara até sabe escrever), mas suas idéias podem ser comparadas a de um asno. De repente alguém teve essa idéia imbecil e pediu para algum jornalista escrever o texto. Sinceramente, não entendo essa perseguição à "geração Cacique", tudo muda nessa vida, até o futebol mudou, os diversos estilos de música também. Essa mudança não é necessariamente um avanço ou um retrocesso, é uma mudança, comparar o antigo com o novo nunca foi saudável, nem tão pouco gerou resultado.
Um monte de gente idolatra Noel (eu também), mas poucos param para escutar sua obra (cantada por ele mesmo!). Se fizessem isso, veriam algum samba sim, mas ele tem muito mais do que isso. Seu estilo, em alguns momentos, lembra algo que hoje chamamos de regional. Ele fez diversos trabalhos ligados à arte e outros comercias (sob encomenda - "jingles" por exemplo). Mas hoje o Arlindo não pode fazer uma música encomendada por uma emissora que ele é considerado vendido.
Para finalizar, o samba pode ser lúdico, pode ser lírico, pode ser tudo o que o artista quiser, assim como toda forma de se expressar, é ARTE. Não gostou desliga o rádio, mas não saia por aí falando do que não entende!
Silvio Brito (refalmeida01@yahoo.com.br)
Qui, 19 Jun 2008 06:12:14 GMT
Meu Deus!
Concordo com os amigos sambistas!
Esse tal de Merengue realmente apelou! Dizer que o "samba não morre, apenas piora" é um insulto! Ele deveria estudar antes de falar publicamente, não só sobre o samba, mas sobre qualquer assunto! Se ele tivesse analisado, pelo menos um pouquinho, saberia que há muita gente nova fazendo samba de qualidade (Teresa cristina, por exemplo, tem sambas maravilhosos e autênticos, que não devem nada aos sambas antigos dos grandes compositores já conhecidos). Eu realmente lamento por ele... mas de repente ele, muito polêmico, arranja um bico nos programas das tardes da TV aberta.... deve dar uma grana...
Desirée Rocha Lima (desiree_rlima)
Seg, 30 Jun 2008 12:59:44 GMT