Daniel, muito bom esse post sobre o Carnaval. Concordo inteiramente com vc. em quase todos os itens do seu post. Se eu fosse jurado de samba - enredo, tirava meio ponto de cada samba que rimasse cidade com felicidade, galera e/ou Portela com passsarela, qualquer palavra terminada em i e/ou ir com Sapucaí e Mangueira com Estação Primeira. Todo ano é a mesma coisa, parece que falta criatividade em alguns compositores.
Agora, o item 5 é extremamente discutível. Não tem como dizer que os resultados são manipulados, mas também não tem como dizer que existe lisura total no resultado, principalmente na distribuição das notas. Nada contra a Beija - Flor, achei totalmente justa a vitória deste ano, assim como achei justa a vitória do ano passado, mas o fato do jurado não dar a nota no exato momento em que as escolas passas já é extremamente suspeito. E é claro que a caneta pesa mais pra algumas escolas do que pra outras.
Um erro de harmonia da Beija - Flor tira menos pontos do que um erro de harmonia da Porto da Pedra, com todo o respeito a escola de São Gonçalo. Seria ingênuo demais fechar os olhos para este fato.
Por mais que o jurado justifique a nota baixa, sabemos que as escolas grandes cometem erros também e que os jurados tem um pouco mais de "compreensão". Acho que o Carnaval não se ganha e nem se perde só dentro da Avenida, tem vários exemplos disso. Vou citar a Portela, em 2005. Qualquer outra escola ali teria sido rebaixada, mas a Portela não só escapou, como foi a última a desfilar no ano seguinte, quando o correto é que a penúltima colocada do ano anterior, abra o desfile de segunda no ano seguinte.
No carnaval, como qualquer outro lugar, quem pode mais, chora menos!!
João Gilberto, um abraço pra vc.!!
Ricardinho Versador
Sex, 08 Ago 2008 11:32:28 GMT
...O problema é que os presidentes e em minha opinião também os carnavalescos se deixam envolver com o trabalho de quadra feito por profissionais do samba, não entendem nada de poesia , de estrutura textual, harmonia melódica e outras variantes de uma boa música , a batida é galopante e está cada vez mais parecido com a forma que a garotada escreve o funk, nada com nada ... Se em um ano um samba faz um refrão que deu certo, que empolgou, no ano seguinte mais meia dúzia repete a mesma melodia e trocam as letras, não sabem que fazer uma letra em cima de um enredo , precisa-se entender o mesmo na sua totalidade , que se faça um a pesquisa aprofundada do que está lendo e aí sim partir para criar. Se em um ano um samba faz um refrão que deu certo e que empolga , no ano seguinte meia dúzia repete a mesma melodia só trocando a letra, não sabem do que estão falando, não pesquisam o enredo , não estudam , pegam a sinopse lêem uma frase e cria algo com "e lá vou eu, com a família Real" e por aí vai... mesmo alguns talentosos acabam se enquadrando nesta forma errada de fazer samba-enredo. Continuo achando que assim como sugeriu o Eugênio que o enredo deveria ser criado por uma coordenação cultural o samba também tivesse o seu departamento musical. PS nã consegui postar este comentário no SRZD, acho que estou ficando muito crítica.
Penelope
Seg, 11 Ago 2008 09:41:22 GMT