Quando o couvert passar a ser pago integralmente ao músico a casa muda o nome para "entrada" aí tudo volta ao normal e o mercado se auto regula.
Simples assim...
Valeu Pereira.
Chico Alves (recoalves@bol.com.br)
Ter, 14 Abr 2009 14:24:28 GMT
Couvert artístico
Essa estória de as casas botarem a mão em parte do couvert artístico começou quando veio a demagógica lei da proibição da consumação. Vivemos numa sociedade que não gosta de pagar no intransitivo. Se o couvert é artístico, ele pertence ao artista. Começou com as casas arrancando 20%, depois passou para 30% e já casas cortando 40%. O público da noite está nem aí e acaba como inocente útil nessa estória: o artista fica como marisco no meio da onda. Tem família, precisa pagar aluguel, plano de saúde e come mal, geralmente um pratinho mambembe oferecido pela casa. Como ficamos?
Carlos Montes (montes.carlosmontes@terra.com.br)
Ter, 14 Abr 2009 20:09:57 GMT
Vou ter que discordar
Daniel, dessa vez acho que você viajou um pouquinho. Quantas casas no Rio, por exemplo, têm condição de abrigar essas 2 mil pessoas, por exemplo? Em termos percentuais eu diria que é irrisório. As casas não vivem da sua parte no couvert artístico. Quem já tentou organizar qualquer coisinha, por menor que seja, sabe que o tesouro está no bar, principalmente em áreas como a Lapa, por exemplo. Onde você tem um enorme público que paga cerca de R$ 5,00 em uma cerveja (faz as contas aí), quem bebe não bebe menos do que 5 cervejas (por baixo) em um noite com show de samba, se observarmos casas que vendem chopp o buraco é mais baixo ainda.
E olha o lado do artista, mesmo os não renomados ou como você falou "mortais tocadores de instrumentos" estudaram para isso e ainda, ajudam a garantir o público emprestando seu talento, sua simpatia ou seja lá o que for.
Pode ser que essa lei (não a conheço bem para fazer uma defesa) não seja o melhor dos mundos e necessite de outros acertos, mas com certeza a auto-regulação do mercado, que deixa os peixinhos brigando com tubarões, não é o melhor dos mundos. Principalmente no Rio de Janeiro, onde o músico toca "por bebida", por migalhas.
É de conhecimento geral que em São Paulo a coisa funciona melhor para o músico. Será que os donos de casa de show de lá são mágicos e multiplcam o dinheiro? Será que estamos em outro país tão longe assim de São Paulo? Ou será que por aqui o capitalismo dessas casas e a falta de luta dos músicos por uma "profissionalização" de seu serviço é pequena.
Temos que parar com essa estória. Nenhuma casa vai quebrar se pagar um dinheiro justo ao músico.
Rafa (refalmeida01@yahoo.com.br)
Qua, 15 Abr 2009 05:29:56 GMT
Tem também o fato da casa oferecer o espaço - alguma estrutura ainda que mínima tem que ter.
Não posso desenvolver muito o tema, mas é complicado mesmo. Ainda assim o couver para o público é caro por causa da despesa de bar com preços exorbitantes, por isso que nasceu a Lapa da calçada com ambulantes e público que não pode frequentar as casas de samba.
Jonas (lionc_3@hotmail.com)
Qua, 15 Abr 2009 07:57:51 GMT
Neoliberalismo, a essa hora?
Bindi
Qua, 15 Abr 2009 11:17:05 GMT
Caro amigo, é fato que como tudo no Brasil este é mais um problema que a lei não vai sanar. Ou seja, tudo vai se resolver na auto-regulamentação promovida pelas partes envolvidas. E ponto. Ainda q isso ou aquilo seja imposto, o que vai valer será um papo entre músicos e donos de casas. E é isso aí mesmo.
Pedro Só
Qua, 15 Abr 2009 12:57:45 GMT
CONSIDERANDO ...
Meu amigo, Chico Alves - Claro, não vai dar em nada. A gente sabe disso ...

Grande Carlos Montes - Eu entendo perfeitamente oq vc diz, mas todo mundo tem liberdade para não tocar, ué.

Fala, Rafa - Eu não falei em nenhuma casa de 2 mil pessoas. E acho a mesma coisa que vc. Se o forte é o bar, não tem pq um empresário manter uma casa de samba. É melhor fazer bar, né? As casas de samba precisam ter público e para ter público é preciso serviço de produção, coisa que os grupos não têm. E aí as casas não podem arriscar muito ... Por isso existe este papo de dividir o couvert. Ou seja, responsabilidades divididas ... Porém, vou voltar neste assunto em breve. Falando inclusive dos músicos que tocam por migalhas e da diferença do perfil do Rio e de SP.

OI Jonas - Exatamente, exatamente ...

Bindi - Que nome diferente ... sim, eu sou um porco, capitalista, neoliberal, discípulo de FHC, com visões imperialistas explícitas ... Mas não conte pra ninguém, não, tá?

Amigo Pedro - Claro. Isso é "lei para inglês ver".

ABÇOS a todos.
Daniel Pereira
Qui, 16 Abr 2009 12:18:04 GMT
Absurdo!
Daniel, não o conheço. Conheci o seu blog por acaso pesquisando "só no sapatinho" do Arlindo para uma crítica.
Vi essa postagem e estou abismado com o que disseste!

Quando é feito um contrato fechado (a casa paga X pro músico e o couvert, ou entrada, fica 100% pra casa), a casa corre pra fazer a publicidade, contratar assessoria de imprensa, marketing, material de propaganda, gente para entregar os folders, designer para desenhar o material, chamadas de rádio, etc.

Quando o couvert, ou entrada, é dos músicos, é o músico quem corre pra fazer a publicidade, contratar assessoria de imprensa, marketing, material de propaganda, gente para entregar os folders, designer para desenhar o material, chamadas de rádio, etc. E A CASA AINDA COME 20, 30 OU 40% DO MÚSICO ! É justo? É muito justo? É justíssimo????

Se vão mudar o nome de "couvert artístico" pra "entrada", dane-se. A lei não diz que tem que repassar o valor integral de quando estiver escrito "couvert", mas subintende-se que quando se le "couvert", sabe que se trata do dinheiro que os clientes pagam para o músico. Se for o caso, que se faça uma complementação a lei.

Casas que já tem a aparelhagem de som? Maravilha! A isso chamamos de INVESTIMENTO! Não é desculpa pra cobrar porcentagem do músico.

Casa quebrar????? Tem buteco que vive há 130 anos vendendo cerveja a R$2,50, sem músico, sem atração, e não quebrou até hoje. Tu achas, realmente, que casas noturnas, com atração, ou seja, atraem gente, vendendo cerveja a R$5, R$6 reais, fora o resto, vai quebrar???
Ainda bem que tu fez jornalismo e não administração!!!

Taes gravando um cd? Vais tocar na noite pra divulgar teu cd? E és contra repassar todo o couvert pro músico????? Quase nada contraditório.

Que pena que eu estou fazendo jornalismo. Estarei na mesma classe trabalhadora que tu. Imagino que sejas contra o diploma pra jornalista. Libera tudo. Deixa o médico apresentar um programa de tv. Deixa o professor de química fazer reportagem. Deixa o mecânico editar um jornal...
Artur de Bem (arturdbem@gmail.com)
Dom, 19 Abr 2009 21:12:27 GMT
Xiiii
Oi, Artur ... Vc entendeu tudo errado. O que eu disse é que se o gvrupo assumir o preço da "produção" tá valendo revceber 100% do couvert. Mas, vamos ser minimamente coerentes, dá pra contar nos dedos os grupos/artistas que têm capacidade pra isso, né? E aí, meu amigo, não dá pra tapar o sol com a peneira. Estamos falando de $$$ ... ou, no caso, da falta dele.
Daniel Pereira
Seg, 20 Abr 2009 00:43:37 GMT
Caro Daniel: O que você escreve é um absurdo total e completo. Dizer que todas as casa da Lapa vão quebrar porque vão deixar de meter a mão em 30% da grana dos músicos é realmente coisa de quem fez a opção certa ao fazer jornalismo e não administração, como bem disse o Artur. Esta já está anotada pra suas " pérolas de fim de ano" e nem merece discussão.

O Carioca da Gema por exemplo, nem pode investir maciçamente em divulgação porque não tem onde colocar tanta gente.

As casas são de samba, não? Quem entra quer ouvir samba, não é? Então quem FAZ o samba merece receber uma parte justa neste quinhão.

Quando alguém toca numa casada Lapa pra meia dúzia de gatos pingados é porque a divulgação da casa esta pecando em alguma aspecto e, ainda assim metem a mão na grana dos músicos.

E só pra saber: Os músicos que lhe acompanham são artistas renomados ou simples mortais tocadores de instrumentos?
Couvert (Formiga Miúda)
Sex, 24 Abr 2009 13:51:01 GMT
Formiga Miúda ataca novamente ...
Rapaz, tava sumido, heim ... Olha, já te disse mil vezes que não dou bola para bocós convictos. Portanto, a sua opinião será tratada com o devido valor que ela tem, ou seja, nenhum. Assim, eu sou um ser de luz e vc é um espírito pouco evoluído. Logo, decidi que não discuto mais com vc. E ponto final.

Vamu-ki-vamu e viva o Zé Pereira!!!
Daniel Pereira
Sex, 24 Abr 2009 14:34:02 GMT
Vou te fazer uns elogios e coçar suas frieiras pra vc ma dar um pouco de atenção, tá?
Bocó Convicto
Ter, 28 Abr 2009 11:52:11 GMT
Tá doido?
Formiga, eu não tenho frieira. E, mesmo se tivesse, vc seria o último que eu ia querer mexendo no meu pé. Vai que vc cisma de me morder, né? Afinal, conforme já te citei algumas vezes, "Formiga Miúda não morde o meu pé". Para ter atenção procure um analista. Ou melhor, no seu caso, bom mesmo é um exorcista.
Daniel Pereira
Ter, 28 Abr 2009 12:05:35 GMT
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