
São Paulo - Familiares das vítimas do acidente da TAM, que matou 199 pessoas em julho de 2007, questionam o número de indiciados e a tipificação do crime apresentados pela polícia no inquérito entregue na última quarta-feira. Cerca de 250 pessoas - familiares de mais de 100 das vítimas do vôo JJ3054 - se reuniram nesta manhã com o advogado criminalista Eduardo César Leite em um hotel a cerca de 500 m do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Às 13h, ele apresentava o inquérito aos familiares e explicava os detalhes. Segundo a Associação de Familiares das Vítimas da TAM (Afavitam), a data de hoje é considerada a segunda mais importante desde o acidente, ficando apenas atrás dos atos realizados quando o acidente completou um ano.
Após os familiares tirarem suas dúvidas com o advogado, eles receberão autoridades às 15h. São esperados o delegado responsável pelo inquérito, Antônio Carlos de Menezes Barbosa, o perito do Instituto de Criminalística (IC) Antonio Nogueira, o secretário de Justiça de São Paulo, Luiz Marrey Junior, o secretário de Segurança do Estado, Ronaldo Marzagão, o diretor do IC, Celso Perioli, e o diretor do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, Carlos Coelho.
Em uma reunião fechada, os familiares devem questionar as autoridades sobre o inquérito. Está prevista para as 17h uma entrevista coletiva. Amanhã, às 16h15, os familiares devem fazer uma manifestação no Aeroporto de Congonhas.
As informações são de Rogério Gatti, Especial para o Terra