São Paulo - O PTB cancelou nesta quinta-fera a candidatura do cantor Rafael Ilha, ex-Polegar, à Câmara Municipal de São Paulo. Ilha foi detido na noite de terça-feira sob acusação de tentativa de seqüestro. O partido anunciou que o ex-vocalista não poderia disputar o cargo de vereador. Filiado ao partido, Ilha esteve presente na convenção municipal, realizada em 21 de junho na Assembléia Legislativa.
"Por decisão do presidente do PTB paulista, deputado Campos Machado, Rafael Ilha (acusado de tentar levar uma mulher à força para sua clínica em São Paulo), filiado ao partido, não será mais candidato", diz o presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson, em seu blog.
Acusação de seqüestro
Rafael, que atualmente é dono de uma clínica de reabilitação para usuários de drogas, teria tentado levar uma paciente à força para a clínica.
À polícia, Rafael teria dito que fez a abordagem à moça atendendo a um pedido do ex-marido da paciente, que havia solicitado a internação dela para um tratamento de desintoxicação. A mulher teria sido abordada e obrigada a entrar em um veículo por Rafael e dois funcionários da clínica.
Além de Rafael Ilha, foram presos os dois funcionários e o ex-marido da vítima. Todos foram autuados por tentativa de seqüestro e formação de quadrilha.
O ex-Polegar ainda responderá por usurpação de função pública, por ter se passado por policial ao fazer a abordagem à vítima. Ele estaria com uma camiseta com o símbolo do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc).