Recife - O bebê de 1 ano e 6 meses que caiu do terceiro andar de um prédio no Recife, na terça-feira, pode sair do Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Memorial São José nesta quinta-feira. A criança será encaminhada para um quarto onde ainda ficará em observação. Por ter tido a queda amortecida pela fralda descartável que ficou presa em grampos de ferro que protegem o muro do prédio, o bebê teve apenas fratura na perna e escoriações na cabeça.
O delegado da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), Carlos Onofre, responsável pelas investigações, já iniciou a tomada de depoimentos. Três pessoas, entre elas o pai do bebê, já foram ouvidas. Na tarde desta quinta-feira , irão depor o porteiro do prédio, Manoel Messias, e uma moradora que foi a primeira pessoa a prestar ajuda ao bebê depois da queda. O delegado apura se a ocorrência foi ou não um acidente.
A mãe, Francieli Pinto Ribeiro, contou à polícia que ela estava organizando o guarda-roupa no quarto da criança, quando ele se dirigiu para a sala, subiu no sofá e se apoiou no parapeito da janela despencando do terceiro andar.
A mesma versão foi confirmada pelo depoimento da outra filha do casal, de apenas 3 anos, que presenciou a cena. A menina, que conversou com uma psicóloga, afirmou de forma tranqüila que "ele subiu no sofá e caiu". O referido sofá fica encostado na janela do apartamento que não possui tela de proteção.
Em seu depoimento, o pai do bebê afirmou que não se encontrava em casa na hora do fato. O delegado Carlos Onofre afirma que Francieli pode ser indiciada por lesão corporal culposa, acusada por negligência. Um inquérito policial foi instaurado e peritos devem ir até o apartamento do casal para analisarem o local.
As informações são de Alexandra Torres, do Terra