
São Paulo - O pai e a madrasta da menina Isabella Nardoni, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, deixaram por volta das 20h55 o Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo (SP), onde foram interrogados pelo juiz Maurício Fossen. Nardoni segue de volta à Penitenciária Dr. José Augusto Salgado (P-2), em Tremembé (SP), e Anna Carolina, à Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, também em Tremembé.
Alexandre Nardoni foi interrogado das 18h às 20h. O interrogatório da companheira de Nardoni teve início às 13h52 e terminou às 17h30, totalizando cerca de três horas e 40 minutos de duração.
O pai de Isabella afirmou em interrogatório que a Polícia Civil tentou coagi-lo a confessar participação na morte da filha. A informação é da assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo. Nardoni disse que, em uma ocasião, o delegado titular do 9º Distrito Policial (Carandiru), Calixto Calil Filho, o chamou de "psicopata frio". Além disso, acusou Calixto de ter tido ações violentas, como chutar lixeiras e bater na mesa.
Por determinação de Fossen, a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatoba, não acompanhou o interrogatório, de acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça. Nardoni reafirmou inocência ao juiz, demonstrou sobriedade, não chorou e procurou descrever todos os fatos.
O pai de Isabella acusou em interrogatório a delegada-assistente Renata Pontes e colegas de polícia de tê-lo chamado de "assassino" desde o dia da morte. Além disso, Nardoni afirmou que os policiais nunca investigaram outras pessoas além dele e de Anna Carolina. Ele citou como possíveis suspeitos do crime o porteito e um pedreiro, com o qual teria tido uma "áspera" discussão.
Madrasta disse que foi presionada pela polícia
Segundo a assessoria do tribunal, Anna Carolina Jatobá se emocionou e chorou em diversos momentos do interrogatório e disse ao juiz Mauricio Fossen que as acusações são "totalmente falsas". O casal se encontrou por alguns minutos. De acordo com um policial, Nardoni tentou acalmar Anna Carolina.
Anna Carolina afirmou no interrogatório que foi pressionada pela polícia desde o dia da morte da menina a incriminar o pai da garota, Alexandre Nardoni. Ela foi contestada pelo promotor responsável pelo caso, Francisco Cembranelli. Ele disse que, quando ela foi pela segunda vez à polícia, não relatou esse fato. A Polícia Civil de São Paulo informou que não vai se pronunciar sobre a declaração da madrasta pois o caso já está com a Justiça.
Isabella Nardoni, 5 anos, foi encontrada ferida no dia 29 de março no jardim do prédio onde moram o pai Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h.
O inquérito policial apontou que ela foi agredida, asfixiada e jogada do sexto andar do edifício. No dia 18 de abril, Alexandre e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso, triplamente qualificado. No dia 6 de maio, o promotor Francisco Cembranelli denunciou e pediu a prisão preventiva do casal, aceita pela Justiça.
As informações são do Terra