
São Paulo - O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) abriu sindicância nesta segunda-feira para investigar a conduta do médico psiquiatra Sabino Ferreira de Farias Neto, que cuidou do lutador Ryan Gracie, 33 anos. Gracie foi encontrado morto na manhã de sábado, em uma delegacia de São Paulo, onde estava preso desde sexta-feira.
O médico acompanhou o lutador durante o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e voltou com ele para o Distrito Policial, onde permaneceu até por volta das 6h. Gracie tomou cinco medicamentos dados pelo médico para acalmá-lo e controlar sua pressão arterial.
Em declarações à imprensa, a irmã do lutador, Flávia Gracie, disse acreditar que o coquetel possa ter provocado a morte do irmão. O médico teria dito a ela que desse dinheiro ao carcereiro da delegacia e ao delegado, para que o irmão fosse bem cuidado.
O pai do lutador, Robson Gracie, afirmou que vai processar o médico Sabino Ferreira. "Um pseudo psicanalista chamado Sabino Ferreira é o homem que matou meu filho", disse, revoltado após o sepultamento do filho.
Farias Neto se defendeu afirmando que tinha apenas o intuito de acalmar o lutador com os remédios. Ele disse ainda que repetiria a dose dada ao paciente. "Repetiria a medicação, porque considero a dosagem pequena. Meu intuito maior era apenas deixar ele sem grande ação, já que ele estava sem comer", afirmou.
Investigação
O Cremesp vai, a partir de agora, solicitar os exames e os laudos do Instituto Médico Legal (IML) realizados antes da morte de Gracie. O psiquiatra também será chamado para prestar esclarecimentos, mas ainda não há data definida.
Se forem comprovados indícios de culpa do médico, ele responderá a um processo de ética profissional e vai passar pelo julgamento dos conselheiros. Segundo o Cremesp, ele pode ser punido com até cinco tipos de pena que vão desde a advertência confidencial até a cassação do registro.
As informações são do Terra