
São Paulo - A defesa de Lindemberg Alves não descarta a hipótese de pedir uma nova reconstituição do seqüestro e da morte da adolescente Eloá Cristina Pimentel, em Santo André, no ABC Paulista.
A advogada Ana Lúcia Assad afirmou que vai esperar o resultado do laudo para juntar ao inquérito. "Se for o caso, talvez se peça uma nova reconstituição, com a versão do Lindemberg", afirmou. "Hoje só foi feita a reconstituição na versão da Nayara e da polícia, porque o Lindemberg só vai falar em juízo."
A reconstituição começou por volta das 11h e acabou às 14h30. Nayara Rodrigues da Silva auxiliou a polícia, acompanhada da mãe e dos advogados. A mãe e o irmão de Eloá, além dos dois amigos da jovem que foram feitos reféns no primeiro dia do seqüestro, também participaram.
Ao todo, 100 PMs fizeram a segurança no local. Dez policiais civis participaram da reconstituição, além de dois desenhistas, quatro peritos, um médico legista, um fotógrafo, o diretor do Instituto de Criminalística, Nelson Gonçalves, e o delegado do 6º Distrito Policial, Sérgio Luditza, que é responsável pelas investigações.
Seqüestro
Lindemberg fez a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel da Silva, 15 anos, refém no apartamento da família dela por mais de 100 horas. Ele invadiu o imóvel na tarde do dia 13 de outubro, uma segunda-feira. A adolescente estava no local com a amiga Nayara Rodrigues da Silva, 15 anos, e dois colegas de escola.
Os meninos foram liberados naquela noite, e Nayara, no dia seguinte, após 33 horas. Ela retornou ao cativeiro na quinta-feira, onde permaneceu até o desfecho do seqüestro. A ação terminou com as duas meninas baleadas. Eloá não resistiu e teve morte cerebral confirmada pelos médicos no sábado.
As informações são do Terra