Brasília - O delegado-geral do Pará, Raimundo Benassuly, tentou consertar a declaração feita em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, de que a menina L., de 15 anos, que foi presa e violentada durante 24 dias numa carceragem de Abaetetuba, "tem algum problema mental" e que, por isso, não teria reagido às barbaridades às quais foi submetida.
"Eu me expressei mal. Nossa preocupação é com o estado mental dela. Sou pai e tenho preocupação com isso. Em julho, a moça já sofreu violência sexual e pode ter se sentido constrangida em falar que era menor (em outubro) devido às violências que sofreu. Se o estado mental da moça foi abalado, agrava a pena dos responsáveis", afirmou, segundo a Agência Estado.
Benassuly disse que se referia a algum trauma e não a uma doença mental: "Me expressei de forma incorreta."