Dia do Trabalho com violência em países europeus e na América Latina
Rio - O Dia do Trabalho também foi marcado por manifestações no mundo. Na Turquia e na Alemanha, houve violentos confrontos com a polícia. Os desfiles de comunistas, saudosos do antigo regime, foram a tônica dos protestos na Rússia e nos países do Leste Europeu.
Em Istambul, manifestantes enfrentaram a polícia turca, que usou cacetetes, gás de pimenta e canhões de água para dispersar a multidão. A manifestação havia sido proibida pelo governo. Ao todo, seis policiais ficaram feridos e cerca de 500 manifestantes foram detidos. Os protestos ocorreram na praça de Taksim, onde 37 pessoas foram mortas no 1º de maio de 1977.
Em Hamburgo e em Berlim, na Alemanha, também houve confronto entre policiais e manifestantes. Na primeira cidade, os policiais agiram para evitar enfrentamentos de esquerdistas com grupos neo-nazistas. Em Moscou, na Rússia, os comunistas dominaram as manifestações na Praça Vermelha. Na França, a legalização dos imigrantes em situação irregular foi o tema dos protestos.
Em Cuba, o presidente Raúl Castro não discursou, decepcionando a multidão. Seu irmão Fidel não esteve presente pela primeira vez desde a revolução de 1959. Em Medelín, na Colômbia, manifestantes atacaram um carro-forte e entraram em confronto com a polícia.
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