Rio - A Petrobras afirma ter encontrado a cerca de 100 quilômetros da costa de Maricá, cidade da Região Metropolitana do Rio, um corpo boiando que pode ser o do padre Adelir Antônio de Carli, 41 anos, desaparecido desde o dia 20 de abril, após ser içado por mil balões de festa no Paraná.
A Petrobras, que não confirma oficialmente que o corpo é o do padre, afirma que o rebocador Anna Gabriela encontrou o cadáver à 16h de quinta-feira no mar, a 100 quilômetros da Costa e a 43 da Plataforma P10. Segundo a assessoria de imprensa, os indícios de que o homem encontrado é o padre desaparecido são os equipamentos de vôo, como a mochila e as roupas.
Um jornal da região de Maricá afirma, no entanto, que o corpo pode ser do piloto de um helicóptero que caiu há poucos dias na área. O homem também está desaparecido. O corpo encontrado foi levado de madrugada à cidade de Macaé, no Norte Fluminense, e já está no Instituto Médico Legal (IML) local. Peritos tentam confirmar se é realmente os restos mortais do padre.
Adelir Antônio de Carli desapareceu em 20 de abril, após levantar vôo no Paraná. Ele pretendia pousar em Dourados (MS). A viagem do padre tinha como objetivo quebrar o recorde de permanência no ar com balões preenchidos por gás hélio, mas ele foi surpreendido por um vento forte que o levou para o oceano. As buscas pelo padre já haviam sido encerradas.
, já na extremidade da bacia. O rebocador Anna Gabriela encontrou o corpo - que flutuava envolvido por grande volume de roupa - por volta das 16h de ontem e chegou às 3h30 ao IML de Macaé. Ocaso foi registrado pela 123ª DP (Macaé).
Corrente das Malvinas pode ter levado corpo para litoral do Rio
O oceanógrafo David Zee explica que dependendo da temperatura das águas e das correntes marinhas é possível que o corpo encontrado possa ser do padre. Mas acredita que é uma possibilidade remota. Zee explicou que as correntes das Malvinas tendem a arrastar para o norte.
"No verão, elas atingem o Uruguai e um pedaço do Rio Grande do Sul.No inverno, a corrente consegue chegar ao Paraná e a São Paulo. E, dependendo de determinadas características, pode alcançar a costa do Rio", diz o oceanógrafo.
Segundo ele, a temperatura da água mais baixa favorece a conservação do corpo e, como estava protegido por muita roupa e boiando, pode ter ficado menos vulnerável ao ataque dos animais.