Brasília - O requerimento de criação da CPI da Navalha, destinada a investigar fraudes em licitações para obras públicas, voltou a ter o número mínimo de assinaturas. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) anunciou que assinará novamente o documento, o leva o número de adesões na Câmara a atingir o mmínimo necessário: 171. Além dos deputados, 30 senadores assinaram ao pedido de investigação da ligação de parlamentares com o esquema desmontado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.
O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), tinha estabelecido esta terça-feira como prazo limite para que o requerimento atingisse as 171 adesões. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG), um dos autores do requerimento, avalia que ele pode agora ser lido na próxima sessão do Congresso – a não ser que haja um novo movimento de retirada de assinaturas.
Um dos vice-líderes do governo na Câmara, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) disse ao "Congresso em Foco", instantes depois de a CPI ser protocolada, que garantia a retirada de mais pelo menos 20 assinaturas de deputados. "Isso inviabilizaria a CPI", constata a assessoria de Delgado.
Quando o requerimento foi apresentado, no último dia 13, havia 173 assinaturas de deputados, duas a mais que o necessário. Contudo, Lindomar Garçon (PV-RO) e Edmar Moreira (DEM-MG) mudaram de idéia e decidiram retirar os nomes do pedido. Além disso, a assinatura de Paulo Pereira da Silva não foi reconhecida.