Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou nesta terça-feira que esteja disposto a deixar o cargo. "Não saio. Estou tranqüilo. Sofro pressão só da imprensa", disse o presidente do Senado, investigado desde que a revista "Veja" publicou denúncias de utilização de recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagamento de pensão à jornalista Mônica Veloso.
Parlamentares da oposição e de seu próprio partido defenderam que ele se afaste do cargo até a conclusão do processo por quebra de decoro parlamentar que corre contra ele no Conselho de Ética da Casa. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ocupou a tribuna do Senado para pedir a renúncia. O senador Jefferson Peres (PDT-AM) também defendeu o afastamento de Renan. Cristovam Buarque (PDT-DF) cobrou rigor na apuração dos fatos.
Nesta segunda-feira, representantes do DEM também defenderam o licenciamento de Renan até a conclusão do processo por quebra de decoro parlamentar que corre contra ele no Conselho de Ética da Casa.