Brasília - A sonegação de impostos na distribuição de cigarros comandada por uma empresa de São Paulo levou a Receita Federal e a Polícia Federal a deflagarem nesta sexta-feira a operação Reluz. Dezoito mandados de prisão e 49 de busca e apreensão estão sendo cumpridos. Participam da operação 228 policiais federais e 87 fiscais da Receita Federal.
A falsificação de selos do Imposto sobre Produtos Industrializadas (IPI) e de marcas de produtos já foi identificada. A estimativa é que o prejuízo chegue a R$ 100 milhões.
Além dessas irregularidades, a suspeita é que empresas do ramo de bebidas alcoólicas também estão sendo usadas pela quadrilha.
Em comunicado, a Receita informa que distribuidoras "laranja" serviam de fachada para os sonegadores em dez estados: São Paulo; Rio Grande do Sul; Santa Catarina; Paraná; Minas Gerais; Bahia; Pernambuco; Paraíba; Pará; e Rondônia.
A Receita não divulgou os nomes dos integrantes da quadrilha. Em comunicado, informou que um dos líderes "é membro de uma família da elite do interior de Minas Gerais". A nota também afirma que um contador da quadrilha recebia apoio de servidores da Receita Federal do Brasil, um deles lotado em São Paulo.
O imposto sonegado era gasto em cassinos clandestinos ou aplicados em imóveis de luxo, fazendas, carros, barcos e aviões registrados em nome de terceiros.
Da Agência Brasil