Rio - A Justiça Federal começa a colher na próxima quinta-feira, no Rio de Janeiro, os depoimentos dos presos na Operação Furacão 2, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Nessa etapa, o Ministério Público denunciou 36 envolvidos com a máfia dos caça-níqueis por corrupção ativa e passiva, assim como formação de quadrilha, contrabando e facilitação. Eles serão ouvidos pela juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Criminal Federal do Estado.
A maior parte dos detidos é formada por policiais civis, militares e federais acusados de receber propina para facilitar o funcionamento de jogos ilegais. Os servidores tem 15 dias para apresentar defesa prévia.
Também foram presos na segunda parte da Operação Furacão, semana passada, suspeitos de intermediar a relação entre policiais e bicheiros, entre eles o filho do falecido apresentador de TV Chacrinha, José Renato Barbosa Medeiros, o Nanato. Ele cumpre prisão domiciliar por ser paraplégico e ter dificuldades motoras nos braços.
Antes dos novos depoimentos, os contraventores Ailton Guimarães, o Capitão Guimarães; Antônio Petrus Kallil, o Turcão; e Aniz Abrahão David, o Anísio, devem ser ouvidos novamente na quarta-feira. Os três são apontados como líderes do esquema e já foram ouvidos em abril, quando a Polícia Federal realizou a primeira fase da Operação Furacão.
As informações são Ernani Alves do Terra