Brasília - A Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) voltou atrás na confirmação de reabertura da pista principal do Aeroporto de Congonhas, onde, na semana passada, aconteceu o acidente com o avião da TAM. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, descartou a possibilidade da liberação da pista com as justificativas de que houve atraso na perícia da Polícia Federal e de que há muita chuva na capital paulista.
"No momento não é possível garantir data e hora da abertura desta pista. A perícia da PF atrasou, está chovendo muito em São Paulo. Foram retirados muitos corpos de prova da pista, ou seja, há muitos buracos. Nós precisamos reparar isso, mas não pode ser em condições de chuva pesada. Não me arrisco para marcar data e hora para essa pista voltar", disse.
Os pouso e decolagens estão suspensos desde terça-feira (17), quando um Airbus 320 da TAM, que chegava de Porto Alegre, não conseguiu pousar, atravessou a pista e chocou-se com um terminal de cargas da empresa na avenida em frente ao aeroporto.
A pista principal de Congonhas havia sido reaberta 18 dias antes do acidente, após uma reforma para melhorar o escoamento de água em dias de chuva. A obra foi liberada, no dia 29 de julho, mas sem ranhuras na pista para aumentar a saída de água. Segundo o superintendente de engenharia da Infraero, Armando Schneider Filho, as ranhuras só poderiam ser feitas mais de dois meses após a reinauguração, em setembro.
Uma investigação foi aberta para apurar as causas do acidente. Todas as hipóteses serão apuradas, segundo a Infraero e a Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), com base nas evidências e na análise da caixa-preta. Entre as hipóteses, estão defeito nos equipamentos do avião, erro do piloto e problemas na pista principal de Congonhas.
O Airbus 320 da companhia aérea TAM, que fazia o vôo 3054 de Porto Alegre a São Paulo, chegou ao Aeroporto Internacional de Congonhas a uma velocidade quase quatro vezes acima da média. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) averiguou que o avião percorreu determinado trecho em três segundos. A média dos demais vôos, segundo a Aeronáutica, é de 11 segundos.
Agência Brasil