São Paulo - A Polícia Federal afirmou que nunca cogitou receber a recompensa de US$ 5 milhões (cerca de R$ 10 milhões) pela prisão do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía. O dinheiro era oferecido pelo Departamento de Estado norte-americano por informações que levassem a captura do criminoso. A PF fez questão de esclarecer que não pediu e nem vai receber recompensa alguma dos Estados Unidos.
Abadía, um dos traficantes mais procurados do mundo, foi preso em São Paulo na última terça-feira. Em nota, a PF disse que cumpriu com o papel constitucional da corporação e que a "segurança pública é dever do Estado", e destacou que a operação não foi isolada, tendo a participação de vários órgãos governamentais brasileiros e estrangeiros.
Colombiano será vizinho de Beira-Mar
Abadía será vizinho do também traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Ele deve ser levado ainda neste sábado para a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde Beira-Mar está preso desde o dia 25. A autorização foi dada à tarde pela Vara de Execução Penal Federal do Mato Grosso do Sul.
O juiz Odilon de Oliveira, de Campo Grande, autorizou a transferência porque a PF de São Paulo “não tem condições de manter presos de alta periculosidade, além de haver rumores de tentativa de resgate”. A explicação consta no documento encaminhado em situação de urgência ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen).
A PF de São Paulo havia feito o pedido de transferência à Justiça Paulista, que formalizou o requerimento. O diretor do Sistema Penitenciário Federal, delegado Wilson Damázio, disse que o Depen ficará responsável pela transferência de Abadía, mas não deu detalhes da operação. A PF dará apoio no transporte até Campo Grande. O Depen informou que não havia recebido o documento da Justiça até à noite e explicou que a data da transferência será definida pelo órgão.