Rio - Bem que os torcedores tentaram usar o Maracanã como palco para manifestações contra a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros, durante o clássico Flamengo x Vasco neste domingo. Mas foram proibidos pelo comandante do Grupamento Especial de Policiamento dos Estádios (Gepe), da Polícia Militar, major Marcelo Pessoa.
Pouco antes do início da partida, manifestantes abriram uma faixa nas cadeiras comuns (antiga geral) criticando a casa legislativa: “Senado, a vergonha nacional”.
Imediatamente, o major Marcelo mandou seus comandados retirarem a prova da indignação. “Eles estavam ofendendo a instituição. Não se pode jogar lama num órgão tão sério. É como se escrevessem que a Polícia Militar é um antro de corrupção. Em todos os setores existem maus e bons cidadães”, afirmou o policial.
Segundo ele, além de ferir a honra do Senado Federal, os manifestantes também estavam atrapalhando a visão de quem pagou ingresso para se divertir e não para pensar ou discutir política.
“A faixa estava na frente de vários torcedores e tenho a obrigação de zelar pelo bem estar geral da torcida.”
Para o major Marcelo, o Maracanã é uma praça de esportes e não uma tribuna para manifestações políticas. “O evento era um jogo entre Flamengo e Vasco. Na minha opinião, o estádio é lugar de futebol, de lazer e de relaxamento ”, completou o comandante, que está há oito anos à frente do Grupamento dos Estádios.