Rio - A Síntese de Indicadores Sociais 2007, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, confirma tendência de redução do tamanho da família, que passou da média de 3,6 pessoas, em 1996, para 3,2, em 2006.
Segundo a pesquisa, o percentual de famílias compostas de pai, ou mãe, e filhos, independentemente, da presença de outros parentes, caiu de 73,3%, em 1996, para 67,6%, em 2006.
Percebem-se diferenças regionais acentuadas: nos estados nortistas e nordestinos, a composição com filhos era mais freqüente do que nas outras Unidades da Federação.
Os chamados arranjos unipessoais representaram 10,7% do total no conjunto do País e têm crescido, em virtude, especialmente, da maior esperança de vida dos brasileiros nos últimos anos.
Cerca de 40% destas unidades, em 2006, estavam ocupadas por pessoas com mais de 60 anos.
Os resultados da PNAD 2006 também mantêm tendências já verificadas nos últimos 10 anos – crescimento da proporção de pessoas que vivem sozinhas, dos casais sem filhos, das mulheres sem cônjuge e com filhos na chefia das famílias e, também, uma redução da proporção dos casais com filhos.
Segundo o IBGE, este fenômeno é fruto de um conjunto de fatores, tais como: o aumento da esperança de vida, a redução da fecundidade das mulheres, e a redução das taxas de mortalidade.
No conjunto do País, a média de mulheres sem cônjuge e com filhos, em 2006, foi de 18,1%, mostrando crescimento de quase 3 pontos percentuais em relação a 1996 (15,8%). Nas Regiões Metropolitanas, a proporção variou de 16,6%, em Curitiba, a 25,5%, em Recife.
Por outro lado, é surpreendente observar que são elevados os percentuais de arranjos com chefia feminina onde há presença de cônjuge. A média nacional foi de 20,7%, enquanto nas Regiões Metropolitanas os valores variaram entre 17,7%, na do Rio de Janeiro, a 30,5%, na de Fortaleza. Em geral, a representação da pessoa de referência recai sobre os homens. D
uas principais hipóteses podem ser formuladas com vistas a explicar o aumento continuado desse tipo de arranjo no momento atual: um aumento de “poder” por parte das mulheres em suas famílias ou o desemprego dos homens.