Michel Alecrim e Mônica Ramos
RIO - O PFL já não está tão animado em ceder um vice para o candidato tucano, Geraldo Alckmin. Nesta segunda-feira, o prefeito Cesar Maia defendeu a idéia de que o partido não indique o nome. Em seminário da legenda realizado no Rio, Cesar disse que os pefelistas podem ficar “soltinhos” nestas eleições, o que facilitaria acordos nos estados. "São tantos os problemas em nível de 10 estados que a melhor forma de contribuirmos para a candidatura do Alckmin é não termos candidato a vice", afirmou Cesar.
O senador José Agripino Maia (PFL-RN), um dos cotados para vice de Alckmin, fez coro com Cesar Maia. Presente no evento, ele disse que problemas em alianças com tucanos em 10 estados podem inviabilizar o acordo nacional. Agripino defende a tese do apoio informal a Alckmin, mas sem a indicação do vice, principalmente, se o PMDB sair com candidato próprio à Presidência. “O que o PFL tem afirmado é que não colocará obstáculo para a chamada tríplice aliança, mas isso não precisa passar pela questão do vice”, desconversou Alckmin, nesta segunda-feira, no Rio. Ele disse que o candidato a vice em sua chapa será pefelista do Nordeste, ou o próprio Agripino ou o senador José Jorge (PE).
Como Geraldo Alckmin, o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, minimizou a crise da aliança. “Isso faz parte. O importante é que a gente tenha palanque nos estados. E nos estados, eles vão fechar conosco. Gostaríamos muito de ter o vice do PFL”, disse Jereissati. “Hoje, nós temos um compromisso fechado com o PFL. Qualquer coisa em sentido contrário, se o PFL não falar diretamente comigo, que sou presidente do PSDB, é fofoca. Nunca falaram nada comigo”, completou.
Em Brasília, a Executiva do PFL adiou a escolha do vice de Geraldo Alckmin, o que deveria acontecer no fim de semana. Fontes pefelistas creditam a decisão também ao mau desempenho do tucano nas pesquisas. "É muito mais importante resolver esta questão nos estados do que definir a vice-presidência. Vamos priorizar os estados e deixar o vice para uma segunda etapa", disse José Jorge.