Rio - Caciques do PFL acusaram, nesta terça-feira, em Brasília, o PSDB de ter se precipitado, lançando Eduardo Paes ao governo do Rio antes do fim das negociações regionais. "O anúncio exacerbou os fatos e houve uma reação de legítima defesa", avaliou o líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN).
O prefeito Cesar Maia atacou de novo. Pelo e-mail que divulga diariamente, ele avalia que Eduardo tem pouca chance de crescer, porque terá que disputar sua base com a deputada Denise Frossard. Já o pefelista Eider Dantas poderia expandir sua base eleitoral da Zona Oeste para a Zona Norte.
"A avaliação não está errada. Vamos começar pequenos. A pesquisa dele me colocou até num patamar maior do que eu imaginava. Vamos trabalhar até o último momento para ter o PFL na aliança", rebateu Paes. "Sou Eduardinho paz e amor", emendou. "O fato de a candidatura do Eduardo causar tanta polêmica é porque é forte", disse o presidente do PSDB no Rio, deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha.
Cesar Maia criticou também o apoio do presidente do PSDB, Tasso Jereissati, ao candidato do PPS ao governo do Ceará, em detrimento do candidato do PSDB. "De política no Ceará, entendem os cearenses. O presidente Tasso é nosso grande líder nesse processo", defendeu Paes.
Tucanos negociam fim da crise
A crise na aliança com o PFL fez com que o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, antecipasse sua ida terça-feira a Brasília. Ele, que só jantaria com 57 deputados e 15 senadores tucanos, decidiu conversar antes reservadamente com o presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC).
O conflito entre os dois partidos é mais grave no Rio, Bahia, Ceará, Sergipe e Maranhão. Hoje, Alckmin pretende se reunir com pefelistas desses quatro estados em busca de um acordo. "A situação aqui está muito difícil. Não há clima para coligação com o PFL", adiantou o deputado Bosco Costa, presidente do diretório estadual do PSDB em Sergipe.
O presidente do PSDB, Tasso Jereissati, pôs água na fogueira: "Tendências locais e estaduais são muito diversificadas... Não criemos conflitos desnecessários". Quanto a Cesar Maia, Tasso afirmou que problemas com o PFL só serão tratados com o presidente do partido, o senador Jorge Bornhausen.