Rio - As denúncias contra Anthony Garotinho envolvem a Fundação Escola do Serviço Público (Fesp), do governo do estado, que repassou, desde o ano passado, R$ 254 milhões a 12 ONGs para prestação de serviços públicos, dos quais 95,4% sem licitação. Além disso, as ONGs Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Treinamento (IBDT), Instituto Nacional de Pesquisa e Ensino na Administração Pública (Inep) e Instituto Nacional de Aperfeiçoamento da Administração (Inaap), que receberam R$ 112,5 milhões desde o início do governo, têm entre seus sócios empresários que doaram R$ 400 mil do total de R$ 650 mil arrecadados para a pré-campanha de Garotinho à Presidência. Nildo Raja, por exemplo, além de vice-presidente do Inaap e diretor do IBDT, é sócio da Emprin, que doou R$ 200 mil para Garotinho. Outro doador, José Onésio Rodrigues Ferreira, da Virtual Line, está preso em Bangu, condenado desde 1992 por assalto a mão armada.
O Centro Brasileiro de Defesa dos Direitos da Cidadania já chegou a condenado pela Justiça por desvio de dinheiro público, mas recebeu R$ 105, 6 milhões da Fesp em 2005. Outras denúncias foram feitas em reportagem da revista "Veja" desta semana, que mostrou que Garotinho utilizou avião do chefe do crime organizado no Mato Grosso João Arcanjo Ribeiro, o Comendador. Também acusou a contratação da empresa Best na pré-campanha, que tem contrato de R$ 26 milhões com a Cedae.