Rio - No dia em que Garotinho anunciou o fim do jejum e o PMDB apresentou seu programa de televisão defendendo candidatura própria a presidente da República, o deputado federal Nelson Bornier (PMDB-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da convenção do partido marcada para sábado, em Brasília. Na reunião, será decidido se o PMDB lança ou não candidato ao Palácio do Planalto.
O deputado alega que a escolha do local da convenção — o auditório Petrônio Portela, no Senado — “foi uma manobra” para restringir a presença de convencionais e militantes.
Segundo Bornier, as normas internas do Senado fixam a lotação máxima do auditório em 494 pessoas. A capacidade é inferior ao número de peemedebistas com direito a voto na convenção (577 delegados). Segundo o deputado, o local “é acanhado para o número de convencionais, do pessoal da logística, segurança, cerimonial e jornalistas, além dos militantes e filiados ao partido”.
A ação de Bornier é mais uma polêmica jurídica que marca a disputa entre os grupos do PMDB que querem a candidatura própria e que são contra. Mas, <MC>apesar da divergência interna, o programa do partido defendeu a tese de um nome do partido ao Planalto.
Os pré-candidatos declarados — Garotinho e o ex-presidente Itamar Franco —apareceram no programa falando de suas propostas. Garotinho teve mais espaço. Foram mostradas realizações de seu governo e de sua mulher, a governadora Rosinha. O programa defendeu a greve de fome dele.