SÃO PAULO - A tropa de choque da PM começou ontem o treinamento com o helicóptero cedido pelo Exército ao governo paulista. A aeronave, com capacidade para 22 pessoas, será usada principalmente no combate a rebeliões dentro do Estado de São Paulo.
O convênio entre os governos federal e estadual prevê que o helicóptero fique durante um mês no estado, mas o prazo pode ser prorrogado. No final da manhã, 20 homens da tropa de choque da PM realizaram o primeiro vôo da aeronave, que pode se deslocar para qualquer lugar do Estado de São Paulo e tem autonomia de vôo de até sete horas.
O comandante da tropa de choque, Joviano Conceição Lima, destacou a importância do treinamento e disse que a característica da aeronave é de transporte de tropas, e não de monitoramento ostensivo.
“Podemos utilizar a aeronave, por exemplo, no controle de presídios, que exige um deslocamento rápido”, afirmou o oficial.
O governo de São Paulo pagará por cada hora de vôo US$ 5.060 (pouco mais de R$ 11 mil). O contrato é de 10 horas de vôo por 30 dias. O governador optou por recusar o uso do helicóptero HA-1 Esquilo também oferecido pelo Exército. “As polícias Civil e Militar têm 16 Esquilos, por isso não seria preciso", disse Lembo.
Malas são confundidas com bombas
O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) de São Paulo explodiu ontem, por volta das 16h30, uma suposta bomba deixada numa mala na estação Brás, na linha 3 do Metrô. Só depois da explosão os policiais perceberam que a mala, esquecida embaixo de uma escada no terminal de ônibus da estação, só tinha roupas velhas. Na noite de terça-feira, o Gate também explodiu outra maleta deixada sobre o parapeito do muro que contorna o túnel da Avenida Paulista, Centro da cidade, mas o conteúdo eram apenas papéis.
Na madrugada de ontem, os criminosos retomaram as ações violentas, mas o ritmo de ataques caiu. Bombas caseiras foram arremessadas contra duas agências bancárias em regiões nobres da Zona Oeste da cidade: Nossa Caixa na Avenida Teodoro Sampaio, em Pinheiros, à 0h50; e outra no Bradesco na Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, à 1h30.
Entre a madrugada de segunda-feira e a noite de terça, mais de 150 alvos foram atingidos e 28 suspeitos foram presos. Destes, de acordo com a Secretaria de Segurança, 18 tinham antecedentes criminais, dos quais 12 estavam ligados ao PCC.