Rio - O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), não acredita que o corte de R$ 16,4 bilhões no Orçamento de 2007, anunciado pelo governo federal, afete o repasse de recursos ou os principais investimentos previstos para os estados. Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cabral disse ontem ter conversado sobre o bloqueio de recursos com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Fazenda, Guido Mantega.
“O contingenciamento está dentro de um reequilíbrio orçamentário que o governo é obrigado a fazer. Não tenho dúvidas de que o Rio não será prejudicado”, disse Cabral. “O importante é que os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não foram contingenciados”, enfatizou. Ele espera investimentos do PAC no Grande Rio, como a construção do Arco Rodoviário.
Cabral não teme nem mesmo que investimentos no Rio para a Saúde, área que sofreu corte de R$ 5,8 bilhões, estejam ameaçados. Entre eles, estão a nova sede do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e obras de recuperação de hospitais federais, cuja maior rede está no Rio.
Para Cabral, o governo consegue administrar a entrada de receita e o corte de despesas para, até o fim do ano, recuperar a capacidade de investimento na Saúde e em outros setores. “É natural. Esses cortes têm que acontecer. O governo brasileiro tem que buscar o equilíbrio. Não dá para ter irresponsabilidade fiscal porque isso prejudica, no fundo, o País”, concluiu Cabral.
Governador defende Temporão para a Saúde
O governador Sérgio Cabral voltou a defender ontem a indicação do médico José Gomes Temporão para o Ministério da Saúde. A sugestão do nome dele, secretário de Atenção à Saúde do ministério, foi dada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro. Mas a bancada do PMDB na Câmara não o aceita como ministro na cota do partido no governo.
O nome mais cotado entre os deputados do PMDB é o do ex-ministro da Previdência Reinhold Stephanes (PR). “Esse é um pleito do Estado do Rio e da Saúde. Soube da manifestação de grandes médicos, de grandes entidades da saúde pública, defendendo o doutor Temporão para a Saúde”, disse Cabral.